A Guerra das Cápsulas

89 Um amor para Vegeta - hentai


Notas iniciais
Yo mina-san! People, dessa vez vacilei feio! Prometi o capítulo para segunda mas não consegui liberar, sinto muitíssimo por isso, de verdade. Desejo que a espera tenha valido a pena, aproveitem o capítulo de hoje. Enjoy!

— Vocês dois devem achar que eu sou besta ou o quê? — o príncipe vociferou.

Chichi permaneceu de cabeça baixa, Goku estava de olhos arregalados. Ele não sabia mentir, muito menos atuar para se ver livre como a situação exigia.

— Do que você tá falando, Vegeta? — Goku simulou inocência, mas acabou por parecer apenas patético.

— Imbecil! — o príncipe gritou — se vocês pensam que vão me passar pra trás como fizeram da outra vez estão muito enganados!

Chichi irritou-se com aquela gritaria e acusações.

— Mas você queria o quê? Você sabia que eu o amava desde sempre, achou que eu fosse esquecer tudo por causa dessa merda desse contrato?

— Sua insolente, egoísta! — Vegeta gritou — não percebe que ela vai morrer? Se a gente não fizer o que tem que ser feito ela vai acabar morrendo!

Tanto Goku quanto Chichi entenderam que ele se referia à Bulma.

— Vegeta, isso é... — Goku começou a falar.

— Cale a boca, Kakarotto! Vocês são dois irresponsáveis, egoístas!

Vegeta saiu rapidamente e voou para fora do castelo deixando Goku e Chichi sem entender nada.

***

Nenhum dos dois se preocupou com o que Vegeta faria, Goku conhecia o estilo do príncipe, se ele não tinha feito nada naquela hora, não faria depois. Se fosse outro o caso, poderia ser diferente, mas se Chichi morresse, os planos de todos iriam pelos ares, e Vegeta parecia especialmente interessado em evitar a morte de uma pessoa especial para ele.

Mas, o coração simples de Goku não concordaria com a proposta de Chichi, de serem amantes, apesar de Vegeta já saber de tudo. Ao contrário da princesa, o general sabia que Vegeta poderia muito bem guardar seu rancor para depois do nascimento do bebê, e então sim, matá-la novamente. Por isso, ele tentou mais uma vez explicar à ela:

— Chichi, agora que o Vegeta já sabe de tudo é melhor a gente se afastar.

— O quê? — Chichi berrou.

— Chi, entenda. Não estou te rejeitando, nem nada do tipo, apenas quero ser precavido.

— Goku-san, não me venha com essa história de novo! A gente tinha combinado...

— Não, nós não combinamos nada, Chichi. Você decidiu sozinha.

— Mentira! Você concordou sim!

— Não concordei, eu falei que seria perigoso...

— Goku, agora ele já sabe, não vai ter problema — ela se agarrou à ele.

— Engano seu, Chichi. Eu não vou participar disso, é vergonhoso e baixo — ele se afastou dela.

— Não tem nada de vergonhoso e baixo no nosso amor! — ela berrou indignada.

— Mas eu não...

— O quê? Vai dizer que não me ama? Você vai ter a coragem de dizer que não me ama?

— Eu não... Chichi, olha só, você é uma princesa, certo? Você foi criada para lidar com pessoas falsas e dissimuladas, pessoas que estariam sempre tentando te enganar para conseguir alguma coisa, certo?

— Sim, mas o que isso tem a ver?

— Tem a ver que eu nunca fiz isso com você, pelo contrário, sempre falei abertamente com você sobre tudo.

Chichi cruzou os braços irritadíssima e impaciente com a linha de raciocínio lenta do general. Ele precisava estabelecer todos os pontos para construir um argumento.

— Goku, fale logo de uma vez e pare de me enrolar!

— Chi, eu só queria que você pensasse em quantas vezes eu falei não para você.

— O quê?

— É isso, Chi. Eu deixei bem claro que não queria.

— Seu tolo... eu não acredito que fico dando ouvidos para você, Goku-san — ela o tentou abraçar de novo.

Goku a impediu com as mãos nos seus ombros, logo ele retirou com medo de feri-la como da última vez.

— Quantos nãos você vai ter que ouvir, Chichi?

Isso magoou profundamente a princesa.

— Goku... então? Você está falando sério dessa vez?

— Eu estou.

— Você não me quer mesmo?

— Não, Chi. Eu não quero... acho que nunca quis pra falar a verdade... mas você insistiu tanto, e eu sou homem, você sabe né? — ele deu uma risadinha.

As lágrimas desceram abundantemente pelo rosto da princesa. Goku era realmente um grande guerreiro, sabia ferir como ninguém.

Goku continuou argumentando tolamente, mas Chichi já não conseguia prestar atenção em mais nada. A dor que sentia era tão intensa, que precisou apoiar-se em uma das paredes. Estava sendo rejeitada, de novo, de um jeito tolo e quase idiota. Nesse momento duvidou da sua beleza de mulher, do seu valor como pessoa, duvidou de tudo. Mas o intenso treinamento que recebeu na infância pareceu salvá-la de uma humilhação maior, pois sua vontade era jogar-se aos pés do general e implorar que ele a amasse. Secou as lágrimas e saiu. Caminhou altiva até o seu quarto enquanto Goku a olhava constrangido. Chegando lá, ela jogou-se na cama e desfez-se em lágrimas.

***

Vegeta voou para a região dos prostíbulos. Lá a festa rolava solta. Colocou uma máscara preta no rosto, queria ocultar-se para não chamar a atenção dos súditos. Usava calças e regatas também pretas, estava todo obscuro como os sentimentos que trazia no peito. Olhou ao redor, vários soldados com ou sem máscaras copulando pelos cantos, outros brigando, outros bebendo. Alguém esbarrou nele sem querer. Ele pôs-se a socar o homem intensamente, até transformar o rosto deste em uma cratera com todos os ossos quebrados e o sangue jorrando. Resolveu deixar o infeliz vivo para ele sofrer tanto quanto ele estava sofrendo.

Havia aceitado aquela idiotice de voltar no tempo apenas com o intuito de salvar Bulma de um destino cruel. Agora estava ali, sozinho e tendo que se submeter aos caprichos de uma princesa mimada e um soldado de baixo nível. Nunca imaginou que desceria tão baixo. Se fosse o mesmo de antes, negaria aquela palhaçada toda e mandaria Kakarotto, Chichi, Bulma, Black, todos se foderem. Mas sabia que não era mais o mesmo. Amava alguém que sequer pensava nele. Amava. Vegeta constatou que amava Bulma.

Ver Kakarotto e Chichi como dois idiotas ao se arriscarem achando que o iriam passar para trás, percebeu que a questão entre o general e a princesa não era apenas luxúria. Se Kakarotto, que era fraco das ideias acabou amando a princesa tão intensamente a ponto de se esquecer do seu lugar, ele, que era um príncipe, não estava à salvo daquele sentimento doido, que o enfraquecia e dava forças ao mesmo tempo. Que fazia doer tão loucamente, mas à menor lembrança daquele sorriso sentia-se completo e feliz.

Agora estava ali, sem ela. A Bulma do seu tempo, além de morta, não se lembrava mais dele, e a da época atual, além de estar em outro planeta, não fazia ideia de tudo o que viveram juntos. Possivelmente nunca o amaria, nunca o olharia como um homem. Para ela, Vegeta seria sempre o marido da sua melhor amiga, alguém a se respeitar pela posição hierárquica, não um homem para amar.

Pensar que não a teria nunca mais, enquanto Kakarotto e Chichi estavam ali, usufruindo da sua paixão como dois adolescentes bobos o fazia queimar de ódio. Queria poder ter aquilo também. Já tinha tirado o orgulho de lutador de Kakarotto ao humilhá-lo na arena, mas não podia tirar a mulher que ele amava para matá-la como antes, pois a desgraçada era a única que podia evitar a morte da sua Bulma.

— Minha Bulma... — ele sussurrou meio confuso.

Olhou ao redor procurando alguma fêmea que o atraísse. Lembrava dela com aquele cabelo exótico e corpo sensual ondulando na sua direção, sempre usando aquelas roupinhas curtas e agindo daquele jeito malicioso, colocando-o em sentido só com um olhar. Nenhuma das fêmeas ao redor despertava isso nele. Mas tinha que colocar isso pra fora. Essa angústia, essa dor, essa saudade... esse desejo.

Pegou a primeira que viu e a arrastou para um dos quartos.

***

A moça não sabia que se tratava do príncipe, então começou com o seu tratamento habitual, mas logo percebeu que aceitar o rapaz em questão tinha sido um erro.

Sabia que muitas prostitutas morriam nas mãos dos soldados, mas era nova naquele trabalho e ainda não sabia distinguir um cara perigoso de um cara realmente perigoso. Aquele em questão era do tipo realmente perigoso, ela percebeu por cada estocada violenta que recebia no seu ainda estreito canal, o homem ensandecido soltava grunhidos e urros enquanto a mordia. Estava tolerando tudo, até ver a boca avermelhada dele e sentir os mamilos jorrando. Tentou pará-lo com as mãos, mas a força dele estava em outro nível, então começou a chorar e implorar.

Vegeta, percebendo que a menina não estava mais aguentando o seu estilo, começou a sufocá-la, até conseguir atingir o ápice com estocadas mais violentas ainda. Quando terminou, o corpo molenga da jovem indicava que ele tinha longe demais. Passou as mãos sujas de sangue pelos cabelos. Estava ficando louco. Matando crianças inocentes por causa daquela terráquea que sequer sabia quem ele era. Pelo ódio que sentia por ter sido feito de besta de novo. Vestiu-se rapidamente e deixou uma vultuosa quantia na cabeceira da cama, a jovem nunca mais precisaria daquele dinheiro, mas ele não se importava com isso. Alçou voo pela porta dos fundos para não ser reconhecido ou penalizado.

Aparentemente, seus problemas o haviam feito se esquecer de quem ele era. Mas ele era o Orgulho Príncipe dos Saiyajins, ele era o Verdadeiro Super Saiyajin das lendas, o imbatível, o Super Vegeta. E não precisava de Chichi nem de filho algum para derrotar Black, ele mesmo faria isso com as suas próprias mãos.

Voou velozmente, agora aliviado por conseguir pensar melhor. Admitiu que amava Bulma, não tinha problema algum nisso, outros já haviam caído na mesma armadilha e amado antes dele. Mas diferentes dos soldados de baixo nível que, ao se apaixonarem se tornavam idiotas submissos fazendo tudo para suas fêmeas, ele prometeu a si mesmo que Bulma nunca saberia desse amor. Se havia um ser no universo digno do amor dele, esse ser era ninguém menos que Vegeta.

Notas finais
Pessoal, não vou mentir para vocês, o velho esquema de dois capítulos sempre às segundas e quintas às 9h05 da manhã foi para o espaço. Dificilmente vou conseguir voltar a publicar nesse ritmo, vou ter que ficar em um capítulo por semana mesmo, mas até para isso, vou precisar da compreensão de vocês, pois o próximo não vai sair na próxima segunda, vou precisar de mais algumas semanas para conseguir colocar as coisas da fanfic em ordem. Enfim, sinto muito mesmo, sei que tem muita gente que espera pelo dia da publicação, eu realmente fico feliz com todo esse carinho que a FIC recebe, por isso, tenham ciência que a ausência será muito bem usada para continuar trazendo uma fanfic cada vez melhor. Vamos nos falando, abraços!