A Guerra das Cápsulas

36 Torta de morangos - hentai


Notas iniciais
Yoo mina-san! É o seguinte, o capítulo de hoje marca o início de uma nova etapa da FIC. A partir de agora as coisas ficarão mais dramáticas, ainda vai ter romance, hentai e tudo aquilo que vocês gostam, mas como temos uma guerra em vista, vocês podem imaginar que a narrativa vai ficar um pouco mais pesada. No mais é isso, aproveitem o capítulo de hoje, ele está especialmente saboroso!

Um mês já havia se passado desde que partiram da Terra e Bulma ainda chorava.

— A minha mãe fazia tortas de morango tão gostosas... Eu e meu pai estávamos trabalhando juntos em uma nova invenção... A minha casa... Os meus amigos...

Vegeta ouvia suas lamentações em silêncio. Não entendia porque ela se lamentava tanto se havia sido tão traída quanto ele. Ela o repeliu de qualquer contato sexual, e isso era muito difícil visto que estavam confinados no espaço. As saiyajins puro sangue que voltavam com ele estavam à sua disposição, mas ele queria Bulma. Só de raiva quando encontrava alguém copulando na nave ele incinerava o casal, logo ninguém mais se atrevia.

O clima na nave de retorno não era dos melhores e a viagem era longa, muito longa. Ainda faltava mais dois meses para chegarem ao planeta Vegeta. Bulma não aceitava ter sido levada contra a sua vontade e mais ainda, não aceitava o que Vegeta fizera com o povo da Terra, roubando tudo de todos e deixando para trás um caos, que ela imaginava, afinal não havia mais nada na Terra, nem riquezas ou recursos para produzir novas riquezas. Pensou na fábrica parada sem nenhuma matéria prima, pensou nos pais já quase idosos como pobres, depois de uma vida inteira de riqueza e prosperidade.

— "Eles devem estar sofrendo muito" — ela pensou.

Ela não sabia de nada sobre a morte de Chichi. Vegeta havia proibido qualquer um de falar sobre isso com ela. Bulma se lamentava pela amiga e todas as privações que a aguardava. Nessas ocasiões, Vegeta ficava quieto, não tinha coragem de revelar que Chichi já não sofreria mais nada, pois estava morta.

Não havia noite ou dia dentro da nave, então eles usavam um sistema próprio para contar a passagem do tempo e não atrapalhar muito o organismo dos saiyajins, mas Bulma sendo humana, e muito mais frágil do que um saiyajin, estava sofrendo muito com aquela viagem. Ela já havia emagrecido um pouco, vivia passando mal e seu organismo não aceitava a comida. Somando isso ao abalo emocional pela perspectiva de nunca mais conseguir se reunir com os familiares e amigos, ela teve vários surtos emocionais, ficando seriamente deprimida e prostrada, tanto que a única maneira de acalmá-la era a dopando e a mantendo adormecida pela maior parte do tempo. Vegeta instruiu o médico a cuidar dela com mais esmero.

— Majestade, acho que ela não vai aguentar a viagem — o médico disse certa vez.

— Ela tem que aguentar!

— O corpo humano é muito frágil, uma viagem de três meses no espaço para nós não é nada, mas para eles... Além do mais ela seria a única humana no nosso planeta, será que o seu corpo se acostumaria à nossa gravidade? Ar? Condições climáticas? Estaria ela imune às nossas bactérias? Se ela não morrer durante a viagem, pode morrer ao chegar lá.

Vegeta não tinha pensado em nada disso. Quando a trouxe para a nave só pensava em continuar fazendo com ela o que viera fazendo nas últimas semanas que passou na Terra.

— E tem mais uma coisa, majestade. Se ela viver bem e com saúde pode chegar até aos oitenta ou no máximo noventa anos.

— Só isso? — Vegeta perguntou espantado.

— Sim, essa é a fisiologia do corpo humano. E aos sessenta o corpo dela já vai estar bem deteriorado, ela não será essa jovem atraente que vemos agora.

— Mas tem bastante tempo até lá, não tem?

— Ela deve ter uns vinte e poucos anos agora, então pelo menos uns quarenta anos ainda.

— Quarenta anos não é muito — Vegeta ponderou.

— Não para nós, majestade.

Vegeta continuou pensativo, o médico havia trazido mais preocupações do que respostas. Mas não podia matá-lo pois era o único médico a bordo, e no final das contas ele só estava falando a verdade.

— Faça tudo o que puder ser feito. Eu quero ela viva e forte!

— Claro majestade... mas essa prostração toda não é só pela viagem, a jovem está abalada emocionalmente. Quanto à isso não dá pra fazer muita coisa, talvez calmantes para ela dormir, mas é só. Quando ela acordar estaria na mesma situação e poderia continuar deprimida como agora.

— O que eu faço então?

— A jovem e... bem vocês estavam... seria bom talvez mimá-la um pouco. Eu não sei muito bem, porque nós saiyajins lidamos melhor com as tragédias.

— Mimá-la? Essa é sua recomendação? Você é um médico de merda, não é?

O médico não respondeu, terminou de cuidar de Bulma e saiu em silêncio. Ela dormia profundamente após a dose de calmantes. Vegeta olhava seu rosto e imaginava-o daqui quarenta anos quando começasse a envelhecer. Depois disso teria mais uns vinte ou trinta anos de vida, com sorte.

Afastou os pensamentos da cabeça e pôs-se a pensar em um plano para mimar a mulher.

— Ainda mais essa agora — ele resmungou.

***

Vegeta não fazia ideia do que era mimar uma pessoa. Ainda mais uma mulher como Bulma, que já era mimada por natureza. Lembrou de Goku e porque as mulheres quase sempre se derretiam por ele. Ele sempre teve várias à sua disposição sem precisar usar ameaças ou força bruta. O pensamento fez ele lembrar que Goku o traiu da maneira mais baixa possível.

— "Aquele maldito... deveria ter matado ele também!" — ele pensava com ódio.

Mas então concentrou-se em solucionar, pelo menos momentaneamente, o seu problema. Goku estava sempre rindo e falando bobagens, era sempre educado e galanteador com as mulheres. Nunca usava palavras de baixo calão, parecia mais uma criança.

— "Será que as mulheres humanas gostam disso? Aquela idiota devia gostar por ter me traído com ele!" — ele pensou.

Então pediu que preparassem a torta de morangos que Bulma gostava, já que ela não parava de falar nisso desde que partiram da Terra.

Quando Bulma acordou, havia uma linda mesa decorada, mas o principal era uma grande torta de morangos ao centro.

— O que é isso tudo? — ela perguntou para Vegeta que aguardava calado encostado em uma das paredes.

— É pra você.

— Por quê?

— Você não quer?

— Claro que eu quero! Me dê um pedaço dessa torta.

Vegeta cortou um pedaço generoso da torta de morangos e fez o que ele considerava o máximo do mimo: deu um pedaço na boca dela.

— Humm... Está boa! — Bulma exclamou — Não é melhor que a da minha mãe, mas dá para o gasto.

Ele continuou dando a torta na boca dela. Ela comeu mais dois pedaços e rejeitou o resto.

— Come mais — ele pediu.

— Não quero, meu estômago ainda está ruim... essa viagem dos infernos...

Ele colocou o resto da torta ao lado.

— Você vai colaborar a partir de agora?

— Eu estou atrapalhando algo por acaso? — ela perguntou irritada.

— Você entendeu o que eu quis dizer... vai parar de chorar e reclamar?

— Eu não estou feliz, você sabe. Quero voltar pra minha casa. Você me sequestrou, eu não queria estar aqui!

— Mulher, você está indo para o meu planeta comigo, como minha... bem você está indo certo? Já não é o suficiente?

— Claro que não, seu débil mental! Eu nem queria vir em primeiro lugar. Se quisesse ferrar com tudo e roubar tudo do nosso planeta, fizesse isso, mas me deixasse pra trás! O que eu tinha a ver com essa merda?

— O povo da Terra vai acabar se destruindo, eu sei o que acontece quando não tem mais recursos, é muito difícil manter as pessoas controladas. Queria estar lá para morrer?

Bulma pensou nos pais sofrendo, nos amigos. Até Chichi grávida e precisando de cuidados especiais.

— Meus pais... meus amigos... não posso acreditar... você fez tudo de caso pensado.

— Não! Se Chichi não tivesse me enganado eu não teria feito nada disso.

— Você até encomendou aquele montão de cápsulas. Você sabia que as esferas poderiam realizar qualquer desejo e não me disse nada, estava só esperando a oportunidade.

— Eu soube por aquele velho Kame, mas não pretendia usá-las para isso — ele se defendeu.

— Eu não vou acreditar em você, Vegeta. Mas está decidido, assim que chegar nessa merda desse seu planeta, vou dar meia volta direto para a Terra.

— Eu não vou deixar.

— Você não vai nem perceber quando eu fizer — ela avisou com um brilho no olhar.

— Tente e eu te mato.

— Por que não me mata agora? — Bulma provocou.

— Mulher você... — ele tentava controlar a raiva — eu fiz tudo isso pra você e é assim que me retribui?

— Você não fez nada! Você mandou fazer, é diferente!

— Queria que eu mesmo preparasse a torta?

— Era o mínimo depois de ter me raptado!

— Mulher abusada! Um príncipe preparando tortas... humf!

Bulma levantou-se e pegou a torta de morangos em cima da mesa. Estava muito bonita, cheia de glacê branco com vários morangos por cima. Levantou-a e despejou inteira sobre a cabeça de Vegeta.

— Insolente! — ele gritou.

Bulma começou a gargalhar, ele estava muito engraçado coberto de glacê e moranguinhos. Bulma passou o dedo no glacê que cobria os lábios dele, levou até a boca e lambeu.

— Humm... esse aqui estava mais gostoso, por que será?

Vegeta limpou o excesso de glacê da cara, pegou um morango e mordeu. Tirou a camisa suja de glacê. Bulma o olhava rindo. Se era guerra o que ele queria, então teriam guerra. Iria levá-lo ao limite e depois frustrá-lo... seria tão fácil.

Ele andou calmamente até ela, pegou o resto de glacê que havia sobrado na bandeja e esfregou na cara dela. Bulma ficou indignada, não esperava por essa.

— Ah, seu filho da mãe... — ela praguejou entredentes.

Ela tentou pegar o pouco de glacê que sobrou na bandeja, mas ele a segurou firmemente pelos pulsos. Forçou um beijo, ela virou o rosto. Ele forçou outro.

— Por que é sempre tão difícil conseguir as coisas com você? — ele perguntou.

— Será que é porque eu não quero?

— Tem certeza?

Ele a segurou pela nuca e a beijou, dessa vez ela não ofereceu resistência. Retribuiu o beijo com raiva. Ele começou a tirar suas roupas. Ela retirou as dele. Ele usou a base da mesa como suporte para as nádegas dela. Entrou com força nela enquanto a beijava com furor. Bulma retribuía tudo com a mesma agressividade que recebia.

— Eu te odeio tanto, seu saiyajin desgraçado! — ela praguejou entre os beijos.

— Me odeie, mulher. Me odeie mais.

Ele a virou de costas e fez ela inclinar o corpo sobre a mesa. Novamente entrou com força, usando uma das mãos para prender os braços dela atrás das suas costas.

— Me odeia agora?

— Odeio!

Ele puxou seus cabelos e a fez olhá-lo, invadiu sua boca, a língua quente e úmida que a deixava mais molhada e receptiva.

— E agora, ainda me odeia?

— Mais ainda!

Ele continuou naquele ritmo alucinado, em pouco tempo se desfez dentro dela e caiu por cima abraçando seu corpo com força, enquanto sentia a respiração de ambos se normalizar. Ao redor aquele caos de morangos e glacê, mas por dentro somente contentamento e um calor gostoso que ele não se lembrava de alguma vez ter sentido.

Notas finais
Eita... vão se matar antes de chegar lá, huahauahuahaua! Deixem seus comentários, abraços!