A Guerra das Cápsulas
46 Maldade
Notas iniciais
Bulma correu para o seu quarto, trancou a porta com o trinco. Vegeta voou e deu a volta entrando pela janela, ela odiou-se por esquecer daquele detalhe.
— Eu ainda não tinha terminado com você, terráquea.
— Vegeta, pelo amor de Kami-sama! Não vá me jogar para aqueles cães horríveis — ela implorou.
Ele se aproximou e pegou no queixo dela com delicadeza.
— Claro que eu não vou te jogar, é só você se comportar e fazer tudo o que eu mandar.
— Não...
— Vai fazer sim, e nós vamos começar agora. Venha pra cama.
Ele a ajudou a levantar-se. Bulma estava horrorizada que ele ainda queria sexo depois de tudo.
Ele a conduziu calmamente até a cama, então deslizou as alcinhas da camisola dela. O tecido fino escorregou pelas curvas e caiu no chão.
— Vegeta, eu não quero assim.
— Você não tem que querer, esqueceu? É o que eu mando.
Ele a fez deitar na cama. Então despiu-se e deitou em cima dela. Bulma sentiu o peso daquele corpo em cima do seu e gemeu. Vegeta ficou acariciando seu braços, depois os seios, a cintura, as curvas dos quadris. Tomou a boca dela e a beijou. Bulma virou o rosto, não queria beijos naquele momento, não depois de ter visto do que ele era capaz.
— Estou sendo violento? — ele perguntou cínico.
— Está.
— Como é possível, terráquea? — ele riu.
— Você está me magoando.
— Mas você me ama, não ama? Você mesma disse. Deveria estar feliz por eu querer trepar com você.
— Eu sabia que você brincaria com isso.
— Admita que você quer.
— Não assim, não debaixo de ameaças — ela começou a chorar.
— Eu falei que não queria choradeiras.
— Então não me force.
— Não vou forçar, você vai gostar.
— Não vou...
— Vai sim, você gosta de tudo o que eu faço.
Ele abriu as pernas dela com cuidado, usando a ponta do seu membro, tateou a sua entrada. Quis entrar, mas Bulma apertava as coxas uma contra a outra, de modo que ele não a conseguia penetrar. Vegeta estava achando a recusa dela como um afrodisíaco adicional, mas depois de vários minutos naquela briga ele acabou perdendo a paciência.
— Mulher, abre logo essas pernas! — ele gritou enquanto socava o travesseiro.
Bulma recomeçou a chorar. Fechou-as mais ainda e as cruzou. Usou as mãos para cobrir os seios e a vulva.
— Não vai me deixar fazer, né?
— Não.
— Ok, foi você mesma quem pediu por isso.
Ele a arrastou da cama, nua como estava e a levou para fora do quarto. Bulma imaginando que ele fosse jogá-la aos cães começou a gritar. Vegeta a empurrou para dentro do quarto dele, Bulma o viu sair novamente do quarto, voltou com uma saiyajin ainda adolescente. Bulma a conhecia, era a babá que ajudava a cuidar dos trigêmeos. Por azar, a moça estava passando no corredor naquele momento, os gritos de Bulma chamaram a atenção dela. Ao sair do quarto, Vegeta deu de cara com a babá, a trouxe para o seu quarto puxando-a pelos cabelos.
— Vegeta, solte a menina! — Bulma pediu — ela não tem nada a ver com a nossa briga.
— Fica tranquila, é só uma demonstração — ele respondeu rindo.
Então foi até a sacada e empurrou a garota lá de cima. Bulma que estava ao lado, tentando evitar o pior, agarrou a menina pelo braço e impediu que ela caísse. A babá gritava desesperada, lá em baixo os cães pulavam e rosnavam enlouquecidos. Bulma tentou puxar ela para cima, mas Vegeta lançou um raio em forma de lâmina e cortou o braço da jovem. Bulma viu horrorizada o corpo da adolescente caindo, ela mal chegou ao chão, foi esquartejada pelos cães ainda no ar, enquanto Vegeta gargalhava.
***
Testemunhar uma morte horrível daquelas terminou de destruir o emocional de Bulma. Ela caiu no chão atônita. Já havia visto Vegeta matar a moça do chá quando estavam no planeta Terra, mas aquilo de agora havia excedido toda a crueldade que ela imaginava possível.
Sentiu os braços dele a levantando, em seguida ele a jogou na cama, subiu em cima dela e começou a penetrá-la sem aviso. Bulma virou o rosto para o lado, não esboçou reação alguma, exceto as lágrimas que desciam ininterruptas. Ele terminou gozando dentro dela, grunhindo como um animal. Ela sentiu ânsia quando ele forçou um beijo, mas não o impediu. Só lembrava do rosto assustado da menina ao cair daquela altura. Não queria o mesmo para si.
Vegeta se agarrou em Bulma e ficou passeando os dedos pelo rosto dela, refazendo o caminho das lágrimas. Ela chorou mais ainda.
— Está chorando por causa daquela pirralha inútil? — ele perguntou.
Bulma não respondeu.
— Era só uma pirralha insignificante. Não tinha poder de luta para servir como guerreira ou beleza para servir como puta. Então só servia para o trabalho braçal. Foi bom mesmo que morreu.
Bulma continuou a chorar em silêncio. Vegeta se irritou com aquele choro e o silêncio dela, queria uma resposta mal criada, um xingo, mas Bulma não reagiu, parecia uma estátua. Ele virou o rosto dela e a beijou de novo, dessa vez bruscamente. Pressionou tanto os lábios contra os dela que eles sangraram. Ele viu um filete de sangue escorrer pelo queixo e passou a língua lambendo. Bulma estava enojada e horrorizada.
— Se não reagir, eu vou fazer pior com você — ele avisou — Agora caia fora daqui. Amanhã apareça às nove, vou querer você bem fogosa.
Ela correu para o seu quarto. Vegeta dormiu feliz e satisfeito.
***
Nos dias que se seguiram, Bulma foi até o quarto de Vegeta no horário combinado. Ele fez o que quis com ela, exceto tirar uma reação da moça. Bulma permanecia apática, muda e indiferente. Não chorou mais, não demonstrou mais nada. Isso deixou ele louco de ódio.
— Quer que eu jogue mais alguém daqui de cima? A culpa vai ser sua, entendeu? — ele ameaçou.
Ela não respondeu. Ele saiu pelos corredores em busca de alguém para jogar aos cães, encontrou Tarble.
— Acho que a babá abandonou o emprego, ninguém mais a viu — o irmão mais novo parecia chateado — estava ajudando a trocar as fraldas — ele percebeu a agitação de Vegeta — O que aconteceu?
— Nada, me deixa em paz.
Vegeta voltou para o quarto. Pegou Bulma pelos cabelos.
— Mulher, você está me tirando do sério. Quer apanhar é?
Bulma não respondeu.
— Eu posso bater em você sem problema algum. Aliás estou querendo fazer isso há um bom tempo.
Ela continuou calada.
Ele levantou a mão para estapeá-la. Ela não recuou, não esboçou medo nem nada. Ele desistiu.
Ele a empurrou para a cama, subiu em cima dela e começou a tatear seu corpo.
— Você quer, não quer? Fale que quer... me beije, sussurre meu nome. Faz daquele jeito gostoso como era antes — ele dizia completamente incoerente, entre beijos, a pressionando com força.
Bulma viu ele se desdobrar de todas as maneiras possíveis, mas não esboçou a mínima reação. Somente lembrava da conversa que teve naquela tarde com Turles, e o sorriso aberto do saiyajin quando ela disse.
— Eu aceito a sua ajuda, Turles. Me arrume uma nave para eu voltar para o meu planeta.
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