A Guerra das Cápsulas

39 Mais um casamento


Notas iniciais
Yoo mina-san! Aproveitem o capítulo de hoje!

Bulma logo arrumou coisas pra fazer no planeta Vegeta. O príncipe apoiou e incentivou que ela se dedicasse aos seus inventos. Mandou montar um laboratório e uma oficina mecânica, assim que ficou pronto a moça passava seus dias exercendo o mesmo ofício que exercia na Terra. Vegeta nem escondeu seus objetivos. Deixou claro que queria que Bulma trabalhasse e desenvolvesse armas para aumentar o poderio militar dos saiyajins. Queria naves mais rápidas e armas de destruição em massa.

— Não vou construir armas, Vegeta — ela declarou finalmente.

— Mas você tem que construir!

— Não, não tenho. Não vou fazer armas. Eu sei que você vai usá-las para matar povos inocentes.

— Mulher, você não entende?

— Não entendo mesmo. Não vou fazer armas.

— As naves mais rápidas você pode fazer?

— Sim, as naves sim... mas não vai ser fácil. Eu tinha muitas pesquisas prontas no laboratório da empresa, aqui vou ter que começar tudo do zero.

— Leve o tempo que for preciso.

— Pode deixar que eu levarei, príncipe.

Ele foi saindo. Depois virou-se, pareceu ter lembrado de algo importante.

— Ah... arrume-se hoje à noite. Vai ter um casamento no castelo.

— Casamento?! — ela pareceu verdadeiramente espantada.

— Sim.

— Quem é que vai casar? — ela perguntou empolgada.

— Meu irmão.

***

Bulma estava loucamente interessada em conhecer o irmão de Vegeta. Não havia passado pela sua cabeça que ele ainda tinha sua família, muito menos um irmão. Vegeta como sempre, não deu maiores explicações. Quando voltou do laboratório, viu que o salão principal estava mais enfeitado que o normal. Subiu rapidamente para o seu quarto, tomou um banho e separou um vestido simples porém muito elegante. Era preto, longo, na parte da frente um discreto decote e alcinhas finas, porém atrás um profundo decote descia até a base das costas. Escovou os cabelos curtos e deixou a franja bem em cima dos olhos. Ela havia renovado o corte poucos dias atrás. Maquiou os olhos com muito preto, na boca usou um gloss.

Como não entendia das regras de etiqueta dos saiyajins, desceu e ficou aguardando junto com os outros saiyajins que ali já estavam. De longe viu o belo Turles e fez um sinal de cabeça o cumprimentando. O rapaz rapidamente saiu de onde estava e foi falar com ela.

— Mocinha.

— Turles — ela sorriu — Mas pode me chamar pelo meu nome, tá?

— E qual seria?

— Bulma.

— Bul-ma? — ele brincou com as sílabas na língua.

Bulma achou-o muito sexy falando daquele jeito, não conseguiu esconder o rubor que crescia nas bochechas.

— Como está o novo trabalho no laboratório? — ele perguntou por fim.

— Muito bem, obrigada por perguntar. E você? O que anda fazendo?

— Fui promovido a chefe da guarda pessoal do príncipe.

— Um posto perigoso — ela observou.

— Perigosíssimo — ele retrucou — fiquei sabendo que o último coitado a ocupar o cargo cobiçou o que era do príncipe.

Bulma riu sem graça. Imediatamente lembrou de Chichi e Goku e todos os outros amigos. Queria muito que as coisas tivessem sido diferentes.

— Mas também... — Turles continuou — o príncipe tem um excelente bom gosto — ele disse enquanto passava um dos dedos suavemente pelas costas dela.

Bulma sentiu um choque percorrer a espinha, mas não teve tempo de responder. Nesse momento Vegeta chegava. Usava a sua armadura militar e uma capa vermelha. Ela o achou tão belo e imponente, embora a capa fosse exagerada. Ele ocupou o seu lugar ao trono, logo depois um jovem entrou e todo o salão fez uma profunda reverência. Bulma imaginou que fosse ele o irmão de Vegeta, não só pela semelhança física, mas pelas insígnias que ele levava na armadura, eram idênticas às do príncipe. Nos minutos que antecederam a entrada da noiva, Bulma observou Vegeta percorrendo o olhar pelo salão. Ela ficou se perguntando se ele procurava por ela. A resposta veio com aquele olhar mortal que ele pousou sobre ela, assim que a viu ao lado de Turles. Ele estava prestes a ir lá buscá-la pessoalmente, quando as portas do salão se abriram e a noiva entrou. Ele se resignou a ficar onde estava e Bulma deu-lhe um olhar de vitória.

A comoção foi geral quando a noiva entrou no salão. A estatura de uma criança, a pele verde-azulada muito clara, nenhum fio de cabelo na cabeça que estava coberta com uma coroa de flores e o sorriso mais doce e encantador jamais visto. Bulma observou a noiva e não acreditou que os saiyajins permitissem casamentos com crianças. Ela parecia uma criancinha, muito bonita e exótica, mas não passava de uma criança.

Os olhos logo estavam no noivo, que sorria e ruborizava com a cara mais apaixonada do mundo. Bulma se encantou pelo casal e pela cerimônia que foi breve e bonita. E mais ainda, no momento do beijo, o jovem noivo pegou a noiva no colo, assim ela ficou da mesma altura que ele, então trocaram um beijo terno e apaixonado.

Bulma secou as últimas lágrimas antes de passar para as festividades que ocorreriam no salão ao lado.

***

Vegeta se afastou das pessoas que terminavam de cumprimentar os noivos e foi ter com Bulma. Assim que viu o príncipe se aproximar, Turles se afastou rapidamente.

— Você chora em todos os casamentos? — ele perguntou.

— Não... só nos bonitos — Bulma disfarçou as lágrimas.

— Que mulher boba e sentimental.

— Vai rir disso também?

Ele resmungou alguma coisa e ficou a observando.

— Está bem vestida hoje, nem parece aquela mulher vulgar de sempre.

Ela riu sarcástica.

— Mas é dessas que você gosta, não é? — ela respondeu puxando de leve a capa vermelha dele e foi andando.

De frente, Vegeta achava o vestido bem comportado, mas quando Bulma virou e caminhou pelo salão, ele viu que o decote descia até a base das costas, revelando todas as curvas da moça e imediatamente roubando todos os olhares masculinos para si. Ele ficou possesso, mas conteve-se pelo bem do seu irmão e da exótica cunhada, que alegres se aproximavam dele e o chamavam para se juntar à eles no jantar.

***

Se o vestido já havia causado isso em Vegeta. Quando a viu cercada de saiyajins de todas as classes e patentes ele quase perdeu a cabeça. Os homens não disfarçavam o interesse naquela bela alienígena, com aqueles cabelos e olhos tão diferentes do que eles estavam acostumados. A corte dos saiyajins não era muito variada, tinha mais homens do que mulheres e estas eram quase sempre guerreiras, que embora belas e sensuais, não eram muito dadas a sorrisos e cortesias, as coisas com elas se resolviam mais rapidamente e sem grandes enrolações. Os homens estavam excitados com aquela criatura tão frágil e segura de si, rindo para todos e discursando com muita eloquência sobre seus projetos do laboratório. Todos queriam vê-la, falar com ela, conhecê-la, tocá-la, comê-la, fodê-la. Alguns eram mais explícitos do que outros, mas Bulma sabia de tudo, lidou com homens a vida toda, sabia que ela era a bola da vez justamente por ser nova no pedaço. Isso não a deslumbraria. Mas dava um gostinho bom, poder ver a cara de ódio de Vegeta, toda vez que ele olhava para ela. Ela sabia que depois ele viria como um maníaco para fazer com ela tudo aquilo que aqueles soldados queriam fazer. Isso não era muito nobre da sua parte, mas era um excelente afrodisíaco.

De longe, Turles a observava. Como todos os outros, ele também estava querendo uma chance com ela. Mas não era besta como eles, já havia percebido que ela era a favorita de Vegeta. Mas também havia percebido que ela dava mais atenção para ele do que para os outros. Não intencionalmente, ele havia ganho seus pontos semanas atrás quando a carregou na plataforma de desembarque. Foi interessante sentir aquele corpinho leve e carnudo naquela ocasião, e quanto mais o tempo passava e ele a observava no laboratório, ou entre as galerias do castelo, ele a queria sentir de novo. Queria poder usufruir das iguarias da Terra, do mesmo jeito que o príncipe usufruía. Turles queria muitas coisas que o príncipe possuía, Bulma era uma delas. Mas ele não assustaria a moça como os outros saiyajins faziam com seus olhares predatórios e suas bocas gulosas, ganharia a confiança dela e a atrairia.

Bulma deixou o seu séquito de admiradores para trás e foi apresentar-se ao príncipe mais jovem e sua adorável nova esposa. Conversando com eles, descobriu que ela não era uma criança, e sim de uma raça que não crescia muito. Gure, como a noiva era chamada, era da altura padrão do seu povo. Gure falava pouco e sorria muito. Bulma ficou imediatamente encantada por ela, mas a intrigava fortemente que aquele rapaz tão gentil fosse realmente irmão de Vegeta. Esperava outro casca grossa como o amante, mas Tarble era muito educado e extremamente delicado com a esposa. Formavam um belo casal.

Conversando, ela descobriu que ele havia sido chamado por Vegeta para encabeçar a inteligência militar do príncipe. Isso só podia significar uma coisa, Vegeta estava se preparando pesado para guerra.

— Então — Tarble disse — eu fui obrigado a deixar o planeta de Gure. Mas não pude deixá-la para trás. E como os trigêmeos estão chegando...

— Trigêmeos?! — Bulma perguntou espantada.

— Sim, ela está grávida. Você não percebeu? — Tarble sorriu passando uma das mãos pelo ventre da esposa.

— Não, me desculpe a indelicadeza. Meus parabéns! Isso é uma grande benção!

— A raça dela não aparenta muito a gravidez, mas logo os bebês nascem.

Bulma optou por passar o resto da festa conversando com Tarble e Gure, porém, mesmo ao longe ela sentia os olhares intensos de vários saiyajins sobre ela. Dentre eles, destacava-se Vegeta obviamente, e aquele intrigante Turles.

***

Após os noivos se recolherem aos seus novos aposentos, Bulma resolveu deixar a festa também. Subiu para o seu quarto e entrou chutando as sandálias, nem ligou a luz. Já foi tirando o vestido. Uma mão muito forte a segurou enquanto a outra a impediu de gritar.

Notas finais
Deixem seus comentários, abraços!