A Guerra das Cápsulas
93 Imagem fictícia - hentai
Notas iniciais
O general voou até a região dos prostíbulos. Conhecia muito bem as obrigações de Chichi, mas ver com os próprios olhos era doloroso demais, precisava esquecer aquela imagem, precisava apagar aquela cena da sua Chichi na cama com outro, e justamente Vegeta, que era seu rival em tudo.
No prostíbulo, a baderna era garantida. Não tinha patente, nem posição social ou linhagem que impedia um homem de fazer o que quisesse. E as regras eram simples. Coma e beba o quanto puder pagar. Lute com quem quiser lutar, e trepe com quem quiser trepar. Pela primeira vez, Goku tomou bebidas alcoólicas. Ficou tonto, arrumou confusão à toa, brigou com um grupo de saiyajins e ganhou de todos eles, não os matou porque ainda estava são o suficiente.
Ao fim da farra, quando estava prestes a sair, uma moça extremamente jovem para estar naquele local o convidou. Goku pensou várias vezes, pensou na Chichi, pensou nela com Vegeta, e acabou por pensar em si mesmo, e em como precisava se aliviar com vontade em um corpo feminino. A moça deu seu preço e Goku concordou. Ela o conduziu até um quartinho nos fundos da propriedade. O local era sujo e os lençóis revirados indicavam que ele não era o primeiro da noite.
A moça despiu-se e Goku ficou vidrado no corpo dela, ela era toda miúda e magrinha, e se não fosse pela cauda balançando de um lado para o outro, ela se passaria perfeitamente por uma mulher terráquea. Ela veio na direção de Goku, mas ele a impediu.
— Solte seu cabelo.
A moça soltou, e os cabelos caíram ao redor do rosto, não passaram da altura do queixo.
— Seu cabelo é curto — Goku disse levemente decepcionado.
— Eu gosto assim.
Ele suspirou profundamente. Mulheres sempre eram geniosas, e ali estava uma saiyajinzinha geniosa, que não deveria estar naquele lugar, deveria estar treinando ou estudando. Mas ele não tinha nada a ver com isso, ela havia dado o seu preço e ele havia pago, agora podia fazer o que quisesse com ela, conforme as regras da casa diziam.
— Vire-se — Goku falou.
A moça virou e ficou na posição de quatro apoios na cama. Goku suspirou de novo, ela era muito mais experiente do que aparentava. Abriu as calças, tateou o sexo da moça e encaixou de uma vez, ela soltou um gemido profundo enquanto ele começava as estocadas fortes. Goku inclinou-se sobre o corpo da jovem, e continuou estocando com toda a força que podia. Ela era uma saiyajin e estava ali para isso, ela tinha que aguentar.
— Moço, cuidado — a jovem pediu entre os gemidos dolorosos que exprimia.
— Calada — Goku pressionou a boca dela com uma das mãos livres, enquanto a outra imobilizava o quadril da mocinha que tentava fugir.
Os gemidos tornaram-se gritos, mas Goku já não ouvia. Sua cabeça estava em Chichi e nos longos cabelos se enroscando pelos corpos suados, naquela boquinha ousada que não se cansava de dar ordens e gritar com ele, era a mesma boquinha que envolvia o seu membro por completo, enquanto o olhava com aqueles olhos negros tão profundos, pensou nela fazendo tudo isso com Vegeta. Ficou louco de ciúmes. Queimava tudo por dentro. Queria ela para ele, só para ele, se arrependia de não ter feito tudo o que queria com ela, sempre tão temeroso de machucá-la, de pegar pesado com a sua delicada princesinha, que agora estava na cama com outro. Ele estava prestes a gozar, mas queria fazer uma coisa que não fazia a muito tempo, apenas ali onde nunca teve sequer coragem de pedir para a princesa, agora no seu sonho alucinado, ele pedia permissão para a jovem, como se fosse ela.
— Chi, eu vou colocar aqui, ok? Vai doer um pouco, mas vai ser gostoso, é só você relaxar.
Então introduziu o membro com cuidado, a jovem comprimiu o corpo e tremeu-se toda. Goku continuou entrando firmemente. Levantou-se e usou ambas as mãos para apoiar o quadril já mole da jovem, que quase desfalecia. Cada estocada forte que ele dava era um grito, um choro, um pedido para parar, uma ameaça. E a despeito dos futuros perigos que o aguardava, Goku continuou indo com toda a força que podia contra aquele corpinho minúsculo enquanto a sua cabeça criava imagens da princesa, eroticamente se curvando sob ele, dizendo obscenidades e pedindo para ele ir mais forte ainda.
O gozo veio explodindo de uma vez, Goku apenas teve tempo de sair da moça e colocá-la de frente para si, enquanto ele a banhava animalescamente. Diante de si apenas um borrão, a imagem fictícia da princesa sorridente enquanto sugava as últimas gotas desapareceu e mostrou a realidade que ele não queria ver. A criança, semi-destruída, o sorriso era o maxilar quebrado e deslocado, o corpo todo, antes branco e imaculado estava completamente roxo, com lesões, ferimentos e sangue por toda a parte.
A moça, claramente morta, enquanto Goku horrorizado perguntava-se.
— Eu fiquei louco?
Temeroso, saiu voando pela janela dos fundos, não queriam que quando descobrissem a jovem, relacionassem aquela imagem à ele.
***
Vegeta abriu os olhos com dificuldade, sentia um peso absurdo na cabeça e no corpo, como se tivesse sido dopado com as drogas mais poderosas. Viu o corpo miúdo de Chichi contraído e enrolado nos cobertores ao seu lado, então lembrou-se da noite anterior, quando finalmente, eles providenciaram o herdeiro. Ocorre que as imagens da transa com a "esposa" misturava-se com as imagens de uma das milhares noites que teve com Bulma, e isso o confundia. Mesmo que todas as evidências indicassem que ele havia consumado seu casamento, era como se tivesse tido sonhos com a verdadeira amada. Sentou-se na cama e esticou os músculos, fez algumas flexões de braço e sentiu-se energizado novamente, então um criado bateu na porta do quarto, sem se preocupar com a sua nudez, ele abriu a porta e percebeu o espanto do rapaz.
— O que foi logo cedo? — Vegeta perguntou irritado.
— Majestade, é que... eu tenho um recado para a princesa Chichi. Veio do general Kakarotto.
— Pode dar para mim.
— Mas é que...
— Dê logo e caia fora! — Vegeta pegou o envelope das mãos do rapaz e o espantou com um grito, o menino saiu correndo.
Ele fechou a porta, e sem cerimônia abriu o envelope, começou a ler o conteúdo do bilhete.
— Mas que porra é essa? — Vegeta gritou.
***
Chichi dormia um sono agitado, quando ouviu os gritos de Vegeta no quarto.
— Que merda é essa que está acontecendo?
— O que foi? — ela sentou-se na cama coçando os olhos.
— Eu não posso acreditar nesse animal desse Kakarotto!
Ao ouvir o nome do ex, Chichi pulou da cama preocupada.
— O que foi? O que aconteceu com ele?
— O seu namoradinho foi preso.
— O quê? Como assim ele foi preso? Por quê?
— Aparentemente ele estuprou e matou uma criança.
Chichi sentiu-se despedaçar-se por dentro. Goku estuprando e matando crianças? Isso era impossível, nunca em dez mil anos, ele faria algo assim. Sabia que ele estava magoado por tê-la visto com Vegeta e entendido errado a situação, mas chegar ao ponto de estuprar e matar uma criança? Isso era impensável, esse não era o Goku que ela conhecia, tinha algo erradíssimo com aquela história. Pegou o bilhete e leu ela mesma o conteúdo escrito em uma letra feia e infantil, com muitos erros gramaticais, enquanto Vegeta vestia-se.
— Eu vou lá ver o que aconteceu de fato — Vegeta avisou.
— Eu vou junto!
— Não, a cadeia é um lugar perigosíssimo, é melhor você ficar aqui.
— Eu não ligo, eu quero ver ele — Chichi disse enquanto vestia-se rapidamente também.
— Você nem disfarça, não é?
— Por que deveria?
***
A cadeia do planeta Vegeta era possivelmente o pior lugar do universo. Além de suja e malcheirosa, abrigava os saiyajins mais psicopatas e violentos, aqueles que de tão assassinos e monstruosos eram impossíveis de serem treinados para o combate, então, Vegeta os mantinha ali, e os usava para os trabalhos braçais mais extenuantes, e as vezes, quando queria dar um "sustinho" em alguém, jogava o sujeito na cadeia, alguns dias depois vinha para pegar a carcaça do infeliz.
Chichi, usando um delicado e belo vestido, contrastava fortemente com aquele lugar, a cada cela que passava, os homens diziam as coisas mais terríveis e obscenas jamais ouvidas por ela, e os gestos que os acompanhavam, eram vulgares e nojentos. O lugar cheirava a morte e podridão. Na última cela, separado e escondido, estava um abatido Goku. Vegeta mandou um dos guardas que os acompanhavam abrir a cela e entrou. Chichi empurrou o príncipe para o lado e se jogou aos pés do ex.
— Goku-san! Não me diga que é verdade, você matou mesmo uma criança?
— Chichi — Goku disse abatido — eu não queria, mas eu fiquei tão perdido quando te vi...
— Goku-san... — ela o abraçou pelo pescoço e beijou seus cabelos.
Vegeta estava irritado com toda aquela melação, bem na frente dos guardas, os dois idiotas sequer pensavam em como isso poderia gerar falatórios.
— Tá, podem parar com essa idiotice — Vegeta falou — fale o que aconteceu, Kakarotto.
Então, Goku narrou que sem querer, viu ele e Chichi em um momento íntimo, então ficou tão enciumado que foi até o prostíbulo, lá bebeu e brigou com os homens, e no final acabou pagando uma prostituta.
— Então a criança era uma prostituta? — Vegeta perguntou — Não era mais tão criança assim. Por que estão fazendo esse auê todo? E o mais importante, por que está aqui, Kakarotto? Você pode quebrar essa cela com uma mão e sair voando.
— Eu não tive ânimo pra isso. Além do mais eu errei, eu matei a menina, eu devo pagar.
— Deixa de ser idiota, as putas sempre morrem com facilidade nas mãos dos homens. Eu mesmo já matei algumas... na verdade várias.
— Goku, você costumava frequentar esses lugares? — Chichi perguntou enciumada.
— Não! Eu nunca mais fiz nada assim, depois de você eu apenas... essa foi a primeira vez!
— E já começou em grande estilo — Vegeta disse sarcástico — Podem soltar esse imbecil, ele não fez nada que ninguém aqui nunca tenha feito — ele se dirigiu aos guardas.
— Majestade, nós preferimos não soltar — um dos guardas disse.
— O que está dizendo, seu insolente? Como ousa afrontar uma ordem do príncipe?
— Não é isso, majestade, é mais pela segurança do general — um dos guardas respondeu.
— Por quê? Esse infeliz pode se defender sozinho, se ele precisar.
— São os soldados — o guarda falou.
— O que tem os soldados?
— Ele foi trazido para cá pelos guardas, porque os soldados queriam matá-lo.
— Por causa de uma putinha de merda?
— Não é só isso, Vegeta — Goku disse — eles não me querem mais como general deles, dizem que eu sou um impostor, que eu não sou um super saiyajin de verdade.
— Mas você é! Por mais asno que seja, pelo menos isso eu sei que você conseguiu!
— Eu percebi a insatisfação deles há tempos, eles estavam apenas esperando um erro da minha parte para caírem em cima de mim.
— Então mostre que você é um super saiyajin de verdade e coloque eles no lugar! — Vegeta disse.
— Não adianta explicar para eles... os homens já não me vêem como um líder, eles não me respeitam mais e não confiam mais em mim.
— Esses insolentes! Se eu o coloquei como general, eles tem que aceitar! E você deixe de ser besta! Lute com os homens e mate alguns deles, assim eles vão te respeitar! — Vegeta gritou.
— Eu não quero matar mais ninguém, Vegeta.
Vegeta passou as mãos pelos cabelos irritado. Kakarotto, por mais forte e genial lutador que fosse, era também o mais ingênuo e burro dos soldados que já esteve ao seu serviço. Ele era honesto e honrado, a pior combinação possível para um saiyajin. Se não fosse tão forte já estaria morto há décadas.
— O que vamos fazer então? Você pretende ficar preso aqui para sempre? — Vegeta perguntou.
— Me entregue aos homens... eu não vou revidar.
— Não, isso nunca! — Chichi, que até então ouvia calada, protestou — Goku-san, é como o Vegeta disse, lute com eles, assim eles vão te respeitar, não precisa matar ninguém se não quiser, é só mostrar que você é melhor!
— Eu não tenho mais motivos, Chichi... agora que você não é mais minha...
Vegeta gargalhou.
— Então é isso? Tá assim por causa do que viu ontem? Você sabia que uma hora isso iria acontecer, nós só voltamos pra isso, seu idiota. Vai querer morrer, é? — ele terminou a frase agarrando Chichi pela cintura, que se desvencilhou dele forçosamente.
— Pare com isso, Vegeta! — ela disse irritada. Se apenas pudesse explicar tudo para Goku, que Vegeta passou a noite toda roncando pois ela o havia dopado, mas isso colocaria o príncipe contra ela, e ele tentaria novamente pra valer — Goku, pensa no Gohan-chan, se você morrer, o que será dele? O que será de mim sem vocês dois?
Goku a olhou de soslaio, arrependeu-se da briga que tiveram antes daquilo tudo. Estava claro que não se deixaria ser morto pelos próprios soldados, se chegasse ao ponto de ter que lutar, lutaria bravamente pela sua vida. Mas não poderia mais continuar por ali, tendo que ver ela e Vegeta como um casal.
— Só tem uma coisa que eu posso fazer — Goku declarou.
— O quê? — Vegeta perguntou.
— Eu vou renunciar ao cargo de general — Goku falou — não posso mais liderar os homens se eles não confiam em mim.
— Que merda hein, Kakarotto? Eu vou ficar sem general? Como que vou treinar um exército inteiro sem general? — Vegeta reclamou.
— Você vai encontrar um jeito.
— Bem, já que é assim, soltem ele de uma vez — Vegeta ordenou — você não é mais o general, mas será meu conselheiro de guerra.
— Não, Vegeta. Eu não posso mais ficar aqui. Eu vou embora.
— O quê? — Chichi gritou.
— Eu vou embora, Chichi. Vou encontrar caras mais fortes do que eu e vou treinar mais ainda, vou me preparar para o combate contra Black do meu jeito. Estou livre então, Vegeta? — ele perguntou levantando-se.
— Está. Caia fora da minha frente, seu verme insolente, traidor miserável — Vegeta disse num tom de voz obscuro.
— Adeus, Chichi. Eu ainda vou encontrar o Gohan e trazer ele pra você — Goku disse e colocando os dois dedos na fronte, usou o teletransporte e desapareceu da cela instantaneamente.
Chichi abraçou-se em silêncio e começou a chorar.
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