A Guerra das Cápsulas
60 Uma tarde quente - hentai
Notas iniciais
Finalmente a piscina ficou pronta. Bulma estava empolgadíssima, assim como Tarble, Gure e até Vegeta, embora esse último fingisse que não era nada especial. Ela usou um dos seus biquínis minúsculos, emprestou um para Gure, que não conseguiu usar por revelar muito do seu corpo, e acabou optando por um shorts e um top. Foram os quatro adultos e os três bebês para a piscina. Um grupo de saiyajins reuniu-se ao redor para ver a novidade. Vegeta estava muito constrangido com a platéia e xingando, mandou todos embora. Agora, somente com os membros da própria família, ele pôde aproveitar um pouco daquela distração que Bulma havia inventado.
Ficaram nadando e brincando na água. Tarble ajudou Gure que não sabia nadar, ele colocou boias nos bebês e estes batiam as mãos e pés, e gritavam enlouquecidos com a brincadeira. Bulma os observava com um largo sorriso no rosto, eles eram a família mais linda que ela conhecia, ao mesmo tempo que a enternecia, ela os invejava. Queria ter um relacionamento assim com Vegeta um dia, mas as coisas estavam difíceis, nem transar conseguiam mais. Ela imaginava que ele estava cansado dela, que não a desejava mais. E, considerando os temperamentos difíceis de ambos logo um rompimento seria inevitável, ela só torcia para que quando ele a dispensasse, desse também permissão para ela voltar para a Terra. Agora que se conheciam um pouco melhor, ela via que ele não era o demônio que ele se esforçava em mostrar para os outros. Nunca seria doce e fofo como Tarble, mas para ela, Vegeta reservava um comportamento mais humanizado, depois de todas os sofrimentos que ela enfrentou.
O que Bulma não sabia, era que Vegeta a desejava insanamente, mas sentia-se culpado por tudo o que aconteceu com Turles, julgava-se responsável pelo estupro por ter deixado ela para trás, e dessa maneira, indigno de tocá-la novamente. Como não entendia de relacionamentos, ele julgava que teria que esperar até quando ela quisesse, quando ela desse permissão novamente. Vendo ela feliz, brincando na água com as crianças e tentando ensinar Gure e nadar, ele percebeu que preferia vê-la feliz e sorrindo acima de tudo, se a mínima palavra que dissesse a lembrasse do que aconteceu com Turles, ele preferia se calar.
Depois de brincarem e se refrescarem bastante, Gure e Bulma foram tomar sol. Vegeta ainda ficou nadando e Tarble se desdobrando para não deixar os trigêmeos se afogarem. Bulma por fim achou melhor se recolher, antes que ganhasse uma queimadura solar. Levantou-se e foi sozinha para seus aposentos. Chegando lá, banhou-se e tirou um cochilo. Acordou com Vegeta tocando de leve nos seus pés.
— Quanto tempo eu dormi? — ela perguntou.
— Algumas poucas horas.
— Hummm — ficou um silêncio constrangedor, cada vez mais frequente toda vez que estavam sozinhos — gostou da piscina?
— É uma distração interessante.
— Podemos mandar construir outras para os soldados e o resto do povo — Bulma sugeriu.
— Por quê?
— Pra todos terem a chance de se refrescar também!
Ele deu de ombros. Na Terra todos eram ricos e podiam ter esses luxos, ali a coisa era diferente, depois ele tentaria dissuadi-la, mas Bulma já fazia planos e falava sobre os locais onde poderia mandar construir as piscinas.
Vegeta a ouvia calmamente, já sabia que agora que ela tinha colocado a ideia na cabeça, nada a faria voltar atrás. Gostava de vê-la com ideias e planos, ela sempre tinha soluções inteligentes para tudo. Constatou naquele momento que amava isso nela, como ela se entregava à esses pequenos projetos em prol das pessoas.
— "Por isso ela tem esse olhar tão franco, esse sorriso tão bonito. Ela é tão bela por dentro tanto quanto por fora" — ele pensava — "Como eu não enxerguei isso antes?"
E de novo vinha à memória todas as atrocidades que cometeu contra ela, que permitiu que Turles cometesse contra ela. Vegeta entendeu que não era uma questão de não amar a terráquea, ele entendeu que não tinha esse direito. Ela era maravilhosa demais para ele, e ele mesquinho e vil nunca havia enxergado isso. Percebeu que na hora que ela quisesse ir embora ele não poderia fazer nada, pois nunca foi digno dela. Ele podia ser o príncipe, mas a verdadeira soberana era Bulma. Num ímpeto, com medo dela deixá-lo no momento em que percebesse isso, ele pôs-se a beijar aqueles pés miúdos e macios, que Turles tão brutalmente quebrou meses atrás.
— Vegeta, o que é isso? — ela perguntou assustada.
Ele não conseguiu parar de beijar os pés dela, foi subindo para as pernas, as coxas, o ventre, os seios, o pescoço, o rosto todo, a boca.
— Eu não mereço... não mereço — ele sussurrava entre os beijos.
— Vegeta...
Ela o ajudou a se despir enquanto correspondia aos beijos cada vez mais intensos e apaixonados dele. Ele livrou-a das poucas peças que ela usava. Marcou cada centímetro da sua pele com toques intensos.
— Você é minha?
— Eu sou só sua... para sempre.
Continuaram se beijando, se tocando, se adorando. Os corpos unidos naquela poesia que era o amor que sentiam, que negaram tanto tempo, mas agora aquele amor era a única redenção de ambos, para esquecer tudo de ruim do passado.
— Eu te quero tanto... — ela sussurrou.
— Eu posso?
— Pode... eu quero você... eu amo você.
Vegeta entrou nela em um movimento suave e prolongado. Sempre amou fazer sexo, essa era a segunda coisa que mais adorava, a primeira era lutar. Mas agora aquilo que fazia era mais do que sexo. Estava com a sua namorada, a mulher que o aceitava sendo ele mesmo, todo torto e errado como era, apesar de todos os seus erros e crueldades, Bulma o amava como ele era. Ela não fugiria dele, não choraria, não sentiria nojo, não barganharia uma recompensa por estar com ele. Ela estava com ele porque o amava, a mulher mais maravilhosa que ele conhecia o amava como ele era. Vegeta se sentiu importante, mais do que o título de príncipe, mera herança do pai, ele havia conquistado sozinho algo mais valioso, o amor de uma mulher. Um amor verdadeiro. Que estava fazendo dele uma pessoa melhor, uma pessoa feliz.
Bulma estava em êxtase, sentia-se no céu sendo tocada e amada do jeito mais romântico que ele jamais fizera. Agora sabia que não precisava de um cara fofo, precisava de Vegeta como ele era, bruto e arrogante, mas guardava para ela o que de melhor ele tinha. Lágrimas surgiram em seus olhos. Vegeta ficou desesperado.
— Eu te machuquei? Quer que eu pare?
— Não... eu estou feliz... estou chorando de felicidade. Eu te amo tanto.
Vegeta voltou a beijá-la. Ele sempre ficava constrangido com as declarações dela.
— Não precisa falar também... você mudou muito, eu já estou feliz com isso — ela disse.
Ele sorriu.
— Mudei é?
— Mudou, para melhor, muito melhor. Eu já não tenho dúvidas.
Ele se enterrou mais forte no corpo dela. Agora ele também não tinha mais dúvidas.
Fale com o autor