A Guerra das Cápsulas

98 Sequestro - hentai


Notas iniciais
Yo mina-san! Aproveitem o capítulo de hoje!

Pela janela do alto do seu quarto, o príncipe observava a fileira de guerreiros saiyajins perfeitamente alinhada, enquanto uma furiosa e implacável Caulifla berrava o milésimo sermão do dia. A jovem estava se mostrando ser uma general mais do que excelente, ela era dura e justa. No início, obviamente os homens acharam que por se tratar de uma menina, poderiam fazer o que quisessem, mas diferente de Kakarotto, Caulifla não tinha vergonha alguma de demonstrar sua superioridade e força, e rapidamente os homens entenderam que teriam que se adaptar às regras e ao intenso treinamento dela, se quisessem sobreviver.

Vegeta estava satisfeito com a sua escolha, e como as coisas estavam indo bem para ele. O exército estava crescendo e se tornando cada vez mais forte, não havia sinal de Black, o povo saiyajin o respeitava e admirava como nunca, o herdeiro estava à caminho, a imensa barriga de muitos meses de Chichi denunciava isso, e, embora isso não fosse mais agradável para si, nunca mais teve falta de uma mulher desde que Bulma foi para aquele planeta.

Sentiu as mãos macias da amante descendo pelo seu abdômen e sentiu-se retesar imediatamente. Não o nervo masculino que carregava entre as pernas, mas os músculos da mandíbula. Essa agora era uma reação constante aos toques dela. Aversão. Desagrado.

As primeiras semanas do romance furtivamente iniciado após a intensa declaração de amor dele foram mágicas. Bulma não teve dificuldade alguma em se apaixonar pelo príncipe romântico que ele demonstrou ser, então estar com ela era como um sonho. Porém, aos poucos o encanto foi se perdendo. Algumas pequenas coisas estavam diferentes em Bulma, ela ainda era a mesma teimosa e briguenta de sempre, mas com ele, às vezes era submissa demais. Se ele a provocava para iniciar uma disputa, ela se entristecia e fechava-se tanto que destruía qualquer fetiche ou brincadeirinha sexual que pudesse vir disso. O olhar dela era quase sempre tão devotado, que ele se arrependia de ter começado algo. Queria a Bulma que o desafiava, que o instigava, que o deixava louco, que não abaixava a cabeça.

Mas não conseguia parar com aquilo, eram os mesmos olhos azuis que o cativaram no passado, o mesmo corpo que o deixava louco, e apesar de não ter exatamente a mesma personalidade da Bulma que o fez perder a cabeça, aquela ainda era uma versão da Bulma. E ele a amava, mas não estava mais apaixonado. Porém, nunca conseguiria romper com aquilo, ela estava tão apaixonada que seria crueldade demais magoar-lhe, principalmente porque ela era completamente inocente, não sabia de nada sobre o que eles haviam vivido. E ela estava quieta na dela quando ele veio com declarações e juras de amor eternas. Vegeta havia sido príncipe por tanto tempo, mas agora era o rei, e reis precisam manter a sua palavra. Só não dava para ignorar que o corpo dele não respondia mais aos estímulos do corpo dela.

Gentilmente, ele afastou as mãos da amante que desciam para as parte íntimas dele. Virou-se para ela.

— Hoje não — ele disse baixinho.

— De novo? — ela perguntou aborrecida.

— O treinamento foi muito rigoroso, estou cansado.

Bulma se afastou e sentou-se na beirada da cama. Usava apenas um top curtinho e uma calcinha. Tudo rendado e sexy, e os cabelos caracolados emolduram o rosto de um jeito sapeca, dando um aspecto juvenil à ela, qualquer um estaria louco para saborear-lhe. Exceto ele, que cada vez parecia menos interessado nela. Ela temia que ele fosse um daqueles soberanos galanteadores, que tinha mil amantes e dez mil concubinas, mas não era este o caso. Bulma era a única amante de Vegeta, ele não frequentava mais o prostíbulo, e Chichi parecia extremamente feliz pelos dois, coisa que diminuiu e muito a culpa que Bulma sentiu inicialmente por "roubar" o marido da sua melhor amiga. Então não tinha explicação para aquela rejeição. Foi ele quem declarou-se apaixonado, e agiu assim durante um bom tempo, mas depois, as coisas foram esfriando e esfriando, e agora estavam quase que completamente afastados daquele intenso fogo que os queimava no início.

— Venha, eu vou levar você até o seu quarto — ele disse enquanto estendia a mão para ela.

— Não posso nem dormir com você?

— Eu estou com muita coisa na cabeça, não seria uma boa companhia para você.

Bulma aceitou a mão do príncipe e isso fez ele perder de vez o interesse nela. A Bulma da outra linha temporal teria dado uma almofadada na cara dele, teria gritado e xingado, não aceitado passivamente essa rejeição. Essa Bulma, pelo visto, esperaria e se sujeitaria a tudo.

Vegeta abriu a porta do seu quarto e caminhou apenas alguns poucos passos até o quarto dela, abriu, checou se estava tudo seguro e fez ela entrar. Pensou que seria muito mais fácil se arrumasse uma maneira de mantê-la em um quarto mais longe, aumentando a distância física, talvez ela percebesse que havia acabado, e ele não teria que fazer o trabalho sujo de rejeitá-la definitivamente.

— Você vem me ver amanhã? — ela perguntou pela beirada da porta com os olhos suplicantes.

Ele, que no passado, sempre a queria, que a desejava como um louco, que não parava de pensar nela um minuto sequer, espantou-se quando viu-se obrigado a mentir. Não era ninguém que o obrigava, mas sim a consciência de que apesar de tudo, aquela Bulma era uma versão da sua Bulma, não era a versão que ele amava, mas era alguém que ele queria ver bem, apesar de tudo.

— Se tudo der certo... — ele respondeu evasivo

Ele fez menção de sair, mas ela o segurou com suavidade.

— Não vou ganhar nem um beijo?

Ele quis fugir, mas um beijo não era algo tão grave. Se aproximou e Bulma o agarrou pelo pescoço e começou a beijá-lo, ele podia sentir o corpo dela muito quente, mas o seu permanecia indiferente. Ele encerrou o beijo às pressas, mas ela ainda permanecia agarrada ao pescoço.

— Eu amo você... — ela sussurrou.

O máximo que ele conseguiu foi se afastar dela com cuidado e sair caminhando em silêncio.

Vegeta trancou a porta do seu quarto atrás de si e percebeu que nada daquilo estava certo e nada iria dar certo. Constatou arrependido que aquela Bulma, por mais bela e sedutora que fosse, não era a Bulma que o atiçava. Percebeu que qualquer Bulma que ele conhecesse em outras linhas de tempo nunca seriam aquela Bulma que ele amava, pois nenhuma delas era a sua Bulma.

***

Alheia aos problemas românticos de Bulma e Vegeta, Chichi dormia um sono pesado. A gravidez já estava bem avançada, então ela estava passando muito mais tempo repousando em seu quarto. De vez em quando, almoçava com os amigos, mas já não cozinhava mais, embora mantivesse a mesma exigência com o ajudante que tentava reproduzir os pratos dela. Essa gravidez estava sendo muito mais dura do que a primeira. Estava longe da família e tinha apenas Bulma como uma amiga ao seu lado, mas se Vegeta havia percebido e se desencantado por aquela Bulma, Chichi também havia percebido que aquela não era exatamente a mesma Bulma com quem convivia desde a infância. Faltava alguma coisa, um brilho no olhar, uma determinação. Fora isso, depois daquele recado estranho que recebeu de Trunks através de Kiabe, nunca mais ouviu nada sobre ele ou Gohan, o que aumentava o seu desespero. Goku nunca mais havia dado as caras, e ela sentia-se completamente abandonada e esquecida pelos dois amores da sua vida. O seu único alento era aquele bebê inocente que estava pra chegar.

Chichi dormia e sonhava com os dias antigos, quando Goku a pegava nos braços com a maior facilidade e voava com ela sobre os campos cultivados com legumes e hortaliças, então ele a levava para algum lugar secreto nas Montanhas Paozu e faziam amor apaixonadamente, completamente nus e livres na natureza. Sentiu ser erguida no ar por dois braços muito fortes e logo uma brisa fria batia-lhe no rosto, como se estivesse voando ao relento, fora do aconchego do seu quarto. Coçou os olhos e espreguiçou-se lentamente. A sensação esquisita de estar voando não havia passado, mesmo depois de ter acordado. Abriu os olhos e olhou confusa ao redor, viu que estava voando de verdade. E o dono dos braços fortes que a conduziam era o tão sonhado e desejado Goku.

— Goku-san? — ela perguntou assustada.

Ele apenas a olhou e deu um sorrisinho de canto.

— Pra onde está me levando?

— Já vamos chegar — ele respondeu.

Eles voaram por alguns minutos, então ele a pousou na entrada de uma cabana de madeira. Era uma cabana pequena, mas muito bem feita e aparentemente aconchegante. Ele abriu a porta e entraram. Chichi observou o lugar. Era muito simples, mas limpo e organizado. Uma mesa de madeira no centro com duas cadeiras, no centro um bule de chá e duas xícaras. No canto um pequeno fogão, uma pia e um armário com itens para preparar chá estavam à mostra. Um outro cômodo separado por este apenas por uma fina porta de correr, revelava um futon grande e perfeitamente arrumado.

— Você está morando aqui? — ela perguntou — Por que não voltou para o castelo?

Ele manteve-se calado. Encheu o bule com água e colocou pra ferver. Retirou uma caixinha do armário e cheirou levemente os conteúdos. Tirou dois sachês e colocou um em cada xícara, depois despejou a água fervente nas xícaras e ofereceu uma delas à Chichi.

— Quer açúcar? — ele perguntou.

— Sim, obrigada — ela respondeu.

Ele abriu um pote de vidro com cubinhos de açúcar e colocou dois na xícara dela, repetiu o gesto com a xícara dele. Sentou-se e tomou o chá em silêncio, enquanto Chichi o imitava.

— "Goku-san tá estranho" — ela pensou — "está elegante e polido, nem parece mais aquele destrambelhado de sempre... até consegue fazer um chá sem quebrar tudo"

Ela riu baixinho com o pensamento, o que chamou a atenção dele.

— O que foi? — ele perguntou sereno.

— Nada — ela fez uma pausa — bem... você está diferente. Onde você esteve esse tempo todo? Andou fazendo algum treinamento especial?

Ele sorriu e pousou a xícara na mesa.

— Eu nunca paro de treinar.

— É, eu sei... mas me diga, porque me trouxe aqui? Eu lembro bem que as coisas não saíram muito bem entre a gente quando nos vimos da última vez.

Ele pegou a xícara de novo e terminou de beber. Chichi terminou o seu chá também. Ele levantou, pegou as xícaras e as lavou, assim como o bule. Secou e guardou tudo, arrumando tudo milimetricamente no armário. Chichi o observava sem entender nada. Os movimentos estavam tão refinados e suaves, que parecia ele mesmo ser um príncipe, e não um guerreiro saiyajin bruto.

— Pode me acompanhar, por favor? — ele estendeu a mão para ela.

—"Será que ele virou um galã romântico?" — Chichi não conseguiu evitar de ruborizar.

Ele a conduziu até o outro cômodo onde estava o futon e ajudou-a a deitar-se. Deitou ao seu lado e colocou a mão sobre o ventre dela. Chichi sentiu a criancinha pular no seu ventre, com certeza reconhecia o verdadeiro pai.

— Goku-san, daquela vez... eu quis tentar explicar, mas você saiu correndo... eu e o Vegeta a gente não fez nada...

— Shiu — ele a interrompeu colocando um dedo sobre os lábios dela — fica tranquila, eu sei de tudo. Você sempre foi fiel, princesa Chichi. Sempre foi apaixonada e fiel.

Dizendo isso, ele passeou o dedo pelos lábios dela e em seguida a beijou. Chichi sentiu-se estranha por beijá-lo. Tinha muita coisa diferente nele e o beijo com certeza, estava muito diferente. Não era ruim, era apenas diferente. Sentiu as mãos fortes dele descendo pelos seus ombros e logo estavam no seu seio.

— Goku-san... — ela virou o rosto envergonhada.

— Você pode fazer? — ele perguntou.

— Mas já assim? — ela perguntou ruborizando.

— É... pra que perder tempo?

— Não sei, Goku... faz tanto tempo, eu pensei que a gente tinha acabado de vez, como você disse.

Ele pressionou um dos mamilos dela, a deixando desconcertada.

— Eu quero agora — ele disse.

Ficou de joelhos no futon e despiu-se diante dela. Chichi tinha a face pegando fogo, ele parecia mais forte ainda, e mantinha aquele sorrisinho de canto enquanto a olhava fixamente. Ele despiu-se completamente e ela ficou vidrada no corpo dele.

—"Ai que droga... por que ele tem que ser o mais gato de todos?" — ela pensou enquanto sentia as mãos dele a despindo devagarinho.

Ele a deixou completamente nua. Chichi não se sentia tão tímida assim há tempos. O ventre redondo era um empecilho para ela, mas ele parecia estar cada vez mais excitado com a visão do corpo feminino que abrigava uma vida dentro de si. Ele deitou do seu lado e a fez virar de costas para ele. Chichi sentiu o corpo forte dele colando no dela, ao mesmo tempo em que ele tateava sua entrada, ele encaixou e foi sem demora enquanto ela gemia com o rosto no travesseiro. Ele a fez virar o rosto para si e começou a beijá-la enquanto a invadia com força. Em poucos minutos ambos alcançaram uma onda intensa de prazer e abraçaram-se enquanto o prazer dava espaço à um cansaço pesado, necessário e delicioso.

***

Ele sentiu a presença do companheiro chegando. Estava claro que ele não ficaria nenhum pouco feliz com a cena, mas não fez sequer menção de ocultá-la. Zamasu abriu a porta da cabana, e viu apenas de relance os pés da princesa quase oculto pelos cobertores pesados que o amante havia usado para cobri-la. Caminhou até o cômodo e empurrou a porta de correr semi-aberta.

— Esse corpo perfeito não é pra ser usado pra isso — ele disse irritado.

Black sentou-se no futon apoiando as mãos ao lado do corpo, olhou para Zamasu e sorriu com um certo ar de superioridade.

Notas finais
Deixem comentários, abraços! PS: próximo capítulo sai na sexta dia 20 às 6h05 da manhã, fiquem atentos!