A Guerra das Cápsulas
16 Primeira noite, primeiro beijo - hentai
Notas iniciais
Bulma e Chichi passaram o resto do dia brincando na praia com as outras meninas. Os rapazes lutaram a tarde toda. Vegeta permaneceu afastado analisando o comportamento de Bulma, ela não parecia ter sido em nada afetada pelos acontecimentos da noite anterior. O fim do dia chegou e o pessoal sugeriu fazer um luau, acenderam a fogueira, prepararam bebidas e colocaram coisas pra assar diretamente na fogueira. As meninas usaram flores no cabelo e saias curtas, com tops de busto florido. A noite estava quente e gostosa, uma brisa fresca soprava do mar. Os rapazes estavam excitados com os movimentos de quadris pra lá e pra cá de todas elas. Quem tinha par fixo começou a dançar em frente da fogueira, quem não tinha, tentava seduzir as solteiras.
Chichi fez um colar de flores e colocando ao redor do pescoço de Vegeta o puxou para dançar com ela. Vegeta foi envergonhado e duro como uma tábua. Chichi colocou as mãos dele sobre os seus quadris e disse.
— Me acompanha.
Chichi movia-se cadenciada e suavemente. Vegeta começou a gostar. Então viu quando o n° Dezessete tirou Bulma pra dançar. Ela permaneceu sorrindo o tempo todo enquanto ele a conduzia. Isso irritou Vegeta fortemente que começou a agarrar Chichi mais ainda.
De longe, Goku observava tudo sentado na areia. Uma fina lágrima desceu dos seus olhos, ele secou rapidamente antes que alguém percebesse.
***
Vegeta levou Chichi para dentro do quarto de hóspedes onde ele dormia, aquela movimentação toda deixou ele excitado, e ver Bulma se esfregando com outro o deixou no limite. Para não correr o risco de ir lá bater naquele cara, entrou com Chichi. Jogou ela na cama e deitou por cima, começou a beija-la com fúria e a tirar suas roupas.
— Não, Vegeta! Assim não! — Chichi estava assustada com as maneiras dele.
— Ontem você se mostrou nua pra mim, eu sei que você quer — ele mordiscou um dos seios dela.
— Não! Eu... bem... acho melhor a gente esperar...
— Não tem problema, nós vamos nos casar mesmo — ele já foi levando a mão até a calcinha da garota.
— Você mesmo disse: antes do casamento não — ela argumentou enquanto empurrava as mãos dele.
— Você quer ou não quer? — perguntou irritado.
— Não... assim eu não quero.
— Então saia! — ele gritou e deu um soco no travesseiro ao lado do rosto dela.
— Não seja estúpido comigo! — ela protestou.
— Você me entendeu mal — ele apaziguou a voz. — É que eu não vou conseguir responder por mim se você continuar aqui.
Chichi saiu. As coisas estavam saindo do controle, não esperava essa reação de Vegeta. Ela sabia que aquilo não era paixão genuína, pelo menos não por ela. Estaria ele tão excitado que acabou esquecendo-se do seu status de príncipe?
Foi andar na orla da praia. Encontrou Goku sozinho na extremidade onde as luzes da fogueira e da casa não chegavam.
— Eu não sabia que você estava aqui — ela desculpou-se.
Goku se assustou ao ouvir a voz dela. Ele secou as lágrimas mas ela percebeu.
— Eu estou fazendo o que você me pediu — ela falou — Vou cumprir minha obrigação e casar com Vegeta.
— Eu fico feliz por vocês.
— Fica mesmo?
— Não — ele respondeu finalmente — se eu pudesse eu te tirava dele e fazia de você só minha.
— Agora é tarde. Você já me rejeitou duas vezes. Eu não vou mais acreditar em você.
Goku se aproximou dela, a luz da lua minguante era a única sobre eles. Ele afastou uma mecha de cabelo do seu rosto.
— Se você soubesse... — ele falou.
Beijou-a mais ternamente do que da primeira vez. Chichi retribuiu o beijo com desespero. Eles tiraram suas roupas, Goku a deitou na areia e a penetrou com cuidado.
— Eu te amo, te amo — ela sussurrou.
Agora não havia mais espaço para mentiras.
***
Assim que Chichi deixou Vegeta, ele saiu do quarto para pegar uma bebida. Bulma entrou na casa com o mesmo propósito. Se esbarraram na cozinha.
— Veio buscar mais combustível, mulher?
— Ah, você está aí? Nem tinha percebido! — ela o provocou.
— Está toda engraçadinha, se esfregando naquele panaca. Não tem vergonha de ser tão vulgar?
— Eu não sou vulgar! Sou solteira e ele é um rapaz bonito e gentil.
— Bonito? Gentil? É um cara escroto, tão fraco que nem dá pra sentir o ki dele!
— É porque ele é um andróide, seu idiota!
Vegeta riu forte.
— Que aberração! Você prefere um boneco de sucata estranho?
— Não te interessa o que eu prefiro — ela respondeu tentando sair. Ele a segurou pelo braço.
— Ontem você me rejeitou, mulher. Hoje já está se esfregando em outro?
— Queria o quê? Que eu entrasse para um convento?
— Sabia que é burrice frustrar as expectativas de um saiyajin?
— Sabia que é burrice criar expectativas? — ela riu na cara dele.
Vegeta a agarrou e forçou um beijo. Bulma virou o rosto com força.
— Eu já falei que não!
As rejeições de Bulma deixavam Vegeta louco. Agora com Chichi querendo se aproximar dele, ele tinha que conseguir qualquer coisa que fosse antes do casamento, senão estaria em maus bocados diante da noiva. Achou melhor mudar a estratégia, não assustar mais Bulma, não toleraria outra rejeição. Mas ao mesmo tempo era difícil ter que implorar por algo que sempre conseguiu com facilidade de outras mulheres.
— Me rejeitou, e agora está dando bola para esse boneco de sucata. Será que eu não mereço nem um beijo?
— Não merece.
Bulma estava gostando de ver ele pedir. Admitia que Vegeta era de fato bonito, muito bonito. E tornava-se charmoso quando não estava pronto para matar. Mesmo dizendo "não" mil vezes, toda vez que ele a tocava era fogo puro queimando deliciosamente. Quis brincar com ele, provocá-lo.
— Vai implorar, príncipe? — ela debochou.
— Não, mas eu realmente quero sentir seu gosto.
Essas palavras balançaram Bulma. Ele parecia determinado, parecia querer mesmo. Seria mera luxúria ou havia alguma consideração a si como pessoa?
— "Será que ele vai me matar depois?" — ela pensou e rapidamente sentiu desespero.
— "Não faz sentido... matar depois de um beijo? E se ele tentar me forçar...?" — a cabeça continuava trabalhando loucamente.
Enquanto Bulma questionava-se, Vegeta pensava que já era hora de resolver logo isso. Primeiro um beijo, depois sexo, aí sim estaria satisfeito. Costumava transar com todas as mulheres do seu círculo social, era assim desde os treze anos, não pararia agora por causa de um casamento arranjado. Ele aproximou mais o rosto. Seu corpo estava muito quente. Bulma tremia.
— Tem a Chichi... — ela começou.
— Esquece ela.
— Você vai ser violento?
— Por enquanto não — ele não podia desistir completamente da sua fama de mau.
Bulma sentiu o corpo estremecer mais forte quando ele a pegou com firmeza pelos braços, então com cuidado, ele juntou os lábios aos dela. Eram macios e úmidos. O hálito dela estava levemente alcoólico e com sabor de morango que era a base das bebidas que ela tomava. Ele a abraçou forte. Ela sentiu todo seu corpo dissolvendo-se. Ele era tão quente. Ele a beijou calmamente de início, somente os lábios passeando, aos poucos foi colocando a língua. Bulma estava completamente imóvel, sentia que desmaiaria assim que ele a soltasse, ela foi abrindo mais a boca, deixou ele entrar inteiro, seu corpo inteiro pegava fogo, sentia o corpo latejando, estava prestes a implorar para ele a tomá-la toda de uma vez, ali na cozinha do Mestre Kame, correndo o risco de qualquer um que entrasse ver como ela era carnal e fraca.
Ao perceber que ela estava completamente entregue, ele parou. Fazia parte da sua tática: dar, fazer gostar, depois tirar. Era o jeito mais fácil de conseguir seduzir uma mulher e fazer o que quisesse com ela. Ele parou de beijá-la, mas continuou a segurando. Bulma ainda estava na expectativa de ele fazer mais e ela ter a decência de impedi-lo quando ele de repente parou. Vegeta a olhava com aquele sorriso de canto, sacana.
— Como eu sou idiota! Nunca mais faça isso! — ela brigou com ele quando percebeu sua tática.
— Estava gostando, não é terráquea? — ele riu.
— Claro que não! Eu odiei! Nunca mais toque em mim!
— Por mim tudo bem — Vegeta resolveu provocá-la — Nem foi tão bom assim.
Bulma levantou uma mão para estapeá-lo, mas Kuririn e Dezoito entraram para pegar bebidas também.
— Meu irmãozinho estava procurando você, Bulma-chan! — Dezoito disse.
Vegeta olhou com desprezo para ambos e saiu.
— O que há de errado com esse cara? — Kuririn perguntou.
— Vai saber — Bulma respondeu também tentando entender.
Lá fora, o pessoal sentou em volta da fogueira. Dezessete sentou ao lado de Bulma e a abraçou, ela olhou constrangida para ele. Vegeta fuzilava os dois com o olhar. Tanto que Bulma achou melhor se retirar antes que ele arrumasse alguma briga. Ela se despediu de todos e saiu deixando Dezessete sozinho sem entender a sua súbita frieza. Vegeta riu comemorando internamente, a concorrência estava eliminada. Ele mal notou a ausência de Goku e Chichi.
Mestre Kame estava contando uma de suas inúmeras histórias para os jovens. Vegeta captou algumas palavras soltas.
— Desejos... esferas... dragão. .. perdidas...
— E onde estão essas esferas agora? — Oolong perguntou.
— Ninguém sabe — Mestre Kame respondeu — Já não são vistas há muitos anos.
— Essas coisas não existem! — Chaos falou — Ninguém nunca viu essas esferas, nem sabem como elas são!
— Eu já vi! — Mestre Kame protestou — Uma só, a de quatro estrelas, ela era cor de laranja e bem brilhante!
— E essa bola realiza desejos? — Kuririn perguntou.
— Sim, se você tiver todas elas juntas pode realizar o desejo que quiser.
— Seria interessante se não fosse uma lenda para crianças — Lunch observou.
— Não é lenda. Se você juntar as sete esferas e gritar: "Apareça Shen Long e realize meu desejo! " um dragão imenso aparece e realiza qualquer coisa que você quiser.
— O que você andou fumando, velho? — Dezoito provocou. Todos riram e logo mudaram de assunto.
Vegeta permaneceu em silêncio. Pela primeira vez desde que pisara na Terra ouvia um terráqueo falar algo realmente interessante.
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