A Guerra das Cápsulas
75 O pedido do príncipe
Notas iniciais
Vegeta perdeu a cabeça, pulou na cama em cima dos dois e começou a socar o Andróide Dezessete com toda a força que podia. Bulma rolou para o lado da cama e ficou gritando para ele parar. Mas Dezessete que também era um exímio lutador, começou a revidar sem dificuldade. E a despeito dos socos intensos que tomava, aparentemente não estava sofrendo grandes danos. Bulma puxou Vegeta de cima do Dezessete.
— Seu animal, saia daqui! Eu não posso acreditar que você voltou para me atormentar de novo! — ela berrava.
— Esse desgraçado! Colocando as mãos no que é meu! Eu tenho que matar esse patife! — Vegeta retrucou.
— Não tem nada seu aqui! Caia fora daqui! — Bulma respondeu.
Com a confusão, o Dr. Briefs e a Sra. Briefs vieram ver o que estava acontecendo.
— Bulma, minha filha, o que está acontecendo aqui? Que gritaria é essa? — O Dr. Briefs perguntou preocupado ao acender as luzes.
— Não é nada, papai. Esse brutamontes já está indo embora — Bulma disse empurrando Vegeta para a porta de saída.
— Ah, é o príncipe Vegeta que veio nos visitar novamente? Aceita um chá? — a mãe da Bulma ofereceu, já completamente esquecida dos malefícios que o príncipe trouxe para a sua família no passado.
— Não precisa, mamãe... ele já está de saída.
— Eu não vou... — Vegeta reclamou — tenho que conversar algo sério com você. Mas antes vou matar esse desgraçado desse lata velha enferrujada.
O sempre belo Dezessete estava todo descabelado e com algumas leves escoriações no rosto.
— Você não vai matar ninguém, seu idiota! Caia fora daqui, não vê que está causando problemas para nós? — Bulma disse.
— Deixa ele, Bulma-san — Dezessete disse — eu vou embora, amanhã continuaremos de onde paramos.
— Amanhã você vai estar morto, isso sim — Vegeta ameaçou.
— Tchau — Dezessete deu um beijo bem romântico em Bulma bem na frente de Vegeta, deixando o príncipe mais irado ainda.
— Esse patife enferrujado... — Vegeta xingou enquanto Dezessete saía.
— Bem, aparentemente Bulma tem um terceiro namorado, como se dois já não causassem confusão o suficiente — o Dr. Briefs desdenhou.
— Não é nada disso, papai. — Bulma ruborizou — Eu nem sei quem é esse cara!
— Esse é o príncipe Vegeta, do planeta dos saiyajins, não se lembra dele? — o Dr. Briefs perguntou.
— Claro que não! Nunca o vi na vida até essa tarde quando Chichi o trouxe.
— Bem, vou deixá-los conversando, acho que vocês tem muito o que se acertar — o Dr. Briefs ignorou os protestos de Bulma — apenas quero avisá-lo, príncipe, que agora temos naves mais rápidas e não vou permitir que a leve embora contra a vontade dela, entendeu?
— Eu não pretendo fazer nada disso — Vegeta respondeu cruzando os braços sobre o peito.
—Quero ver — o Dr. Briefs avisou conforme foi saindo.
— Pai, não me deixa aqui com esse cara horroroso! — Bulma pediu.
— Horroroso?! — Vegeta não podia acreditar no que ouvia.
— Ele não vai fazer nada, minha filha. Qualquer coisa, grite.
— Eu vou trazer um chá para o príncipe — a Sra. Briefs avisou.
O pai e a mãe saíram e Bulma ficou sozinha com Vegeta.
— Duas coisas — Bulma começou — Primeiro: quem é você? Segundo: o que quer de mim?
— Eu já sei o que aconteceu, você se esqueceu de mim por causa da Gure, mas não tem problema, você vai lembrar — Vegeta tentou agarrá-la.
— Terceiro: não toque em mim de maneira alguma! — Bulma o empurrou.
— Tá, então não vou tocar em você... apenas me ouça.
Então Vegeta relatou rapidamente as circunstâncias dos últimos anos que ela viveu com ele no seu planeta, falou da guerra e da morte do sobrinho e que agora precisava das Dragon Balls para ressuscitá-lo.
— Que história de maluco — Bulma disse assim que ele terminou.
— Não acredita em mim?
— Como eu poderia? Já se passaram sete anos, um dragão mágico que ressuscita pessoas, uma guerra por causa dos nossos recursos... tudo isso é idiotice.
— Mas é verdade!
— Bem, eu não sei nada sobre isso, não posso ajudá-lo, moço. Agora por favor, saia, você estragou a minha noite.
— Bulma, por favor... o menino está morto, eu preciso ressuscitá-lo.
— Tudo isso é muito triste, mas eu não tenho nada a ver com isso.
— Tenha consideração, Bulma — Vegeta pediu — você pode não se lembrar de mim, mas lembre-se de Tarble, Gure e as crianças, você os adorava, vivia com eles.
— Eu não lembro de ninguém — ela respondeu o empurrando para a saída.
— E essa história de namorar com dois caras agora? Você ficou louca de vez? Quando saí estava com o paspalho do Yamcha, agora estava com o lata velha do Dezessete, o que aconteceu?
— Eu não tenho que te dar satisfações — Bulma respondeu irritada.
— Você se tornou uma mulher vulgar de verdade, então? Não posso acreditar que virou uma puta de verdade.
— Cale a boca, eu não sou puta coisa nenhuma! Apenas tive uma discussão com o Yamcha, quando é assim eu ligo para o Dezessete e ele vem.
— E quando briga com o lata velha, você liga para o paspalho?
— É, é isso mesmo!
Vegeta estava prestes a protestar, quando a Sra. Briefs voltou com uma bandeja com chá e biscoitos. Bulma colocou os dois pra fora, então a Sr. Briefs serviu Vegeta na sala. O Dr. Briefs veio para conversar com ele.
— Ela não acredita em mim — Vegeta disse.
— É claro que não, minha filha voltou muito diferente desse exílio de sete anos que você a impôs. Ela se esqueceu desses anos que passou como sua prisioneira — O Dr. Briefs falou.
— Ela não era prisioneira! — Vegeta protestou.
— Mas também não era livre. Você nunca deixou que ela sequer entrasse em contato conosco.
— Eu não queria que ela fugisse de vez.
— Bem, mas você tanto fez que ela fugiu mesmo. E ela pode namorar com dois ou duzentos namorados ao mesmo tempo, eu prefiro isso do que vê-la como uma escrava de um tirano como você. Agora por favor, retire-se, nós já tivemos agitação demais para uma noite.
— O senhor pode pelo menos me emprestar o tal radar para localizar as esferas do dragão? Eu preciso delas para ressuscitar meu sobrinho.
— As Dragon Balls não são minhas para eu dá-las para você. E depois que ressuscitamos a Princesa Chichi ninguém mais pensou em usá-las.
— O menino tinha seis anos... e morreu na guerra — Vegeta argumentou.
— Que você mesmo começou!
— Seja generoso, quando eu voltar a ser rei posso compensá-lo.
— Eu não o ajudaria em troca de bens que possa me dar, entenda isso.
— Pela criança, então...
O Dr. Briefs ponderou. Agora tinha um neto pequeno, não podia imaginar que algo do tipo acontecesse com ele.
— Está bem, mas assim que ressuscitar a criança nos traga as Dragon Balls de volta.
Vegeta concordou e o Dr. Briefs o entregou o Dragon Radar e ensinou como usar. Antes de partir, Vegeta passou novamente pelo quarto de Bulma, ela dormia um sono agitado enquanto ele a observava pairando pelo lado de fora da janela. Decidiu nesse momento que a faria dele novamente, custasse o que fosse.
Se tivesse que matar os rivais mataria, se tivesse que implorar, imploraria.
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