A Guerra das Cápsulas

34 O casamento de Vegeta e Chichi - parte IV


Notas iniciais
Yo mina-san! Queria que no dia dos namorados o capítulo fosse bem fofo, mas considerando os acontecimentos do capítulo anterior o de hoje até que está light, apesar de estar bem triste:( Enjoy... se possível.

Vegeta deixou o corpo ensanguentado e inerte de Chichi sobre a cama e subiu até a torre mais alta do palácio. Vários homens o seguiram e a seu pedido, eles ficaram a postos.

— Matem qualquer um que se aproximar — Vegeta ordenou.

Então ele tirou as esferas da cápsula e fez como havia ouvido o Mestre Kame falar.

— Apareça Shen Long e realize meu desejo! — ele gritou.

As esferas brilharam intensamente, o céu já estava escuro, mas tornou-se momentaneamente cheios de trovoadas. Uma coluna brilhante formou-se e dentro dela surgiu um imenso dragão verde. Vegeta estava maravilhado, afinal de contas não era só uma lenda boba, era verdade. Os homens olhavam espantados para a estranha criatura.

— Você tem direito a um desejo — Shen Long disse com uma voz de trovão.

Vegeta estava em êxtase.

— Reúna todas as riquezas e recursos do planeta Terra e os armazene nessa cápsula para mim — ele pediu.

— Tudo bem, vou tentar — Shen Long disse.

Passou alguns instantes até que ele disse novamente.

— Não posso realizar esse desejo.

— Por que não? — Vegeta perguntou desesperado.

— As riquezas e recursos da Terra são imensas, não cabem nessa cápsula.

Vegeta pensou em uma solução rápida.

— Faça assim então — ele tirou outra cápsula do bolso e liberou seu conteúdo, havia caixas e mais caixas com as cápsulas que Bulma havia feito para ele — Traga todas as riquezas e recursos do planeta Terra e os armazene divididos nessas cápsulas aqui.

— Tudo bem, isso é fácil — Shen Long respondeu.

Então as cápsulas brilharam e tremeram um pouco. Logo em seguida tudo ficou tranquilo.

— Está feito. Já realizei seu pedido. Adeus.

Shen Long desapareceu numa luz intensa e cada Dragon Ball foi lançada para uma direção do globo.

Vegeta não conseguia acreditar que tivesse sido tão fácil. Ele inspecionou algumas cápsulas e constatou que o dragão realmente havia realizado seu desejo. Havia jóias, dinheiro, naves, carros, tudo. Guardou todas as cápsulas em uma só e a colocou no bolso.

— Vamos embora rápido — ele avisou os homens.

***

Os convidados comiam, bebiam e dançavam dentro do salão do baile completamente alheios ao que acontecia. Apenas o Mestre Kame que tentava a sorte atrás de um arbusto com uma jovem de baixíssimas exigências viu o fenômeno que se seguia. Ele estava tão bêbado e excitado com os seios da menina balançando em seu rosto que achou que estivesse alucinando ao ver o imenso dragão verde brilhando no céu.

***

Vegeta saiu como um raio depois do seu encontro com Shen Long. Os saiyajins já o aguardavam num pátio retirado, longe do palácio com a nave que o colocaria para fora do planeta Terra. Havia feito tudo conforme o seu plano, matou a princesa que o traiu, depois roubou todos os recursos da Terra. Sobre Kakarotto ele não se importou, este já sofreria bastante quando descobrisse o que havia acontecido. Além disso ele acreditava que os próprios terráqueos lidariam com ele quando descobrissem que não havia mais recursos na terra. Ele sorriu ao pensar nos apuros que o soldado enfrentaria.

Logo, o sorriso morreu. Estava levando tudo da Terra. A sua vingança de homem traído e os recursos que precisava para reerguer seu planeta. Mas ainda tinha algo que queria muito, mais do que as inúmeras riquezas que roubara da Terra. Tinha uma joia especial, azul turquesa, que ele não poderia ir embora sem levar.

— Voe até a Capsule Corporation — ele deu ordem ao piloto da nave — Tem algo importante que deixei para trás.

***

Bulma estava na sala da sua casa, nas mãos uma taça pendia mole. Já havia bebido muito, a garrafa estava pela metade e somando isso à todas as bebidas que tomou na festa, ela já estava bem alcoolizada. Lembrava de Vegeta, de todos os beijos que trocaram, de todas as noites que se amaram.

— Amor... até parece — ela resmungou com a voz engrolada.

As lágrimas começaram a descer discretamente. Secou-as e subiu cambaleando para o seu quarto. Lá tirou o vestido e se jogou na cama. Estava tendo sonhos muito quentes com Vegeta a possuindo como um animal quando sentiu uma mão forte no seu corpo. Virou-se assustada e deu de cara com aqueles olhos negros a olhando intensamente.

— Vegeta?

— Venha comigo, mulher.

— Ainda isso?

— Sim, eu não vou desistir enquanto você não ceder.

— Eu não vou ceder.

Ela tentou sentar na cama, mas estava zonza pelas bebidas. Caiu deitada de novo.

— Você precisa vir logo — ele disse — Não temos tempo a perder.

— Eu não vou, Vegeta! Eu não vou! Será que você não consegue entender isso? Depois eu é que sou teimosa!

— Mulher, eu sei que você me ama, mesmo que minta. Nós saiyajins sabemos.

— Eu não te amo! Não te amo!

Vegeta observou os olhos dela. Apesar da embriaguez, não havia nenhuma hesitação, ela não parecia estar mentindo. Quando mentia se confundia toda com as palavras, piscava várias vezes, gaguejava, desviava o olhar. Agora estava ali, muito segura de si e decidida, dizendo que não o amava. Provavelmente era verdade, mas ele não queria acreditar.

— Não me ama, mulher? — ele colocou as mãos em volta do rosto dela e acariciou, ela deixou escapar um suspiro. Mas não era de prazer.

— Estou muito cansada de ter que brigar minuto a minuto pela minha vida. Desde que você chegou tem sido assim. Eu gostaria realmente que você me deixasse em paz — ela pediu.

— Não tem nada que eu possa fazer pra você mudar de ideia?

— Não.

— Quando eu for embora nós nunca mais nos veremos. É isso o que você quer?

— Com toda a certeza.

— Uma distância imensa vai nos separar.

— Essa distância já existe. Você que ainda não percebeu.

Vegeta a soltou. Bulma conseguiu atingi-lo com essas palavras.

— Por que ficou comigo então? — ele perguntou.

— Desde que colocou os pés aqui você só me ameaçou de morte, me obrigou a fazer coisas que eu não queria. Eu só estava tentando permanecer viva!

— Então pra você não foi nada?

— Não foi... e eu sei que pra você, eu fui só um objeto pra você descarregar sua luxúria. Agora vá por favor. Ou me mate, tanto faz... eu só não quero continuar a ter que olhar pra você.

— Você é pior do que eu, mulher — ele disse com rancor.

— Não sou.

— É sim... me iludiu.

— Como se você se importasse com isso.

— Tudo bem, eu vou deixar você em paz. Mas eu queria uma coisa antes de ir.

— É claro que você quer, né? — ela revirou os olhos.

— Eu quero um beijo.

— Não.

— Um beijo, Bulma. Por tudo o que vivemos.

Era a primeira vez que ele a chamava pelo nome. Ela queria dizer não, mas estava sendo muito difícil mentir sobre o que sentia. Magoá-lo, coisa que ela achava impossível, doía mais nela do que nele. Se Vegeta estava se sentindo um lixo por ser rejeitado daquele jeito naquele momento, ela estava se sentindo pior do que o lixo mais sujo. Aquele olhar sempre duro estava quase suplicante, ela nunca o havia visto assim.

— Tá, mas vai ser só isso — ela cedeu.

Ele colocou as mãos no pescoço dela e massageou devagarinho. Bulma fechou os olhos já antevendo o prazer que sentiria. O beijo dele era úmido e quente. Ele sempre colocava a língua e brigava por espaço lá dentro. Esse movimento simples era suficiente para levá-la à loucura. Só isso era o bastante para deixá-la completamente pronta e lubrificada. Mais do que ele, ela queria aquele beijo. Agora ele já tinha as cápsulas, ele havia se casado e partiria para outro planeta em alguns dias. Ela queria estar bem longe quando ele fosse embora e nunca mais voltasse para matá-la de prazer como fazia toda noite. Então mais do que tudo ela queria aquele beijo, e se ele a tomasse pela última vez ela não impediria.

Se aproximou e suas bocas quase se tocaram, ela já podia sentir aquele hálito quente. Então Vegeta a golpeou com cuidado entre o pescoço e o ombro. Com o impacto, Bulma desmaiou.

Ele a cobriu com um lençol e a levou para a nave. Agora sim, tinha tudo o que queria.

***

Goku havia observado quando Vegeta saiu com Chichi. Ele podia imaginar o que eles iriam fazer e não se aguentava de ciúmes. Mas não podia chegar no quarto, arrombar a porta e fugir com a noiva. Sua linhagem inferior e seu treinamento o haviam ensinado que havia um abismo entre ele e Vegeta. Competir pela mesma mulher com o seu soberano era garantia de sentença de morte. Mas o tempo estava passando e nem Chichi ou Vegeta voltavam para o baile. Pensou se ela estava gostando, ser seduzida pelo príncipe dos saiyajins não deveria ser algo tão ruim assim, ele pensou. E ainda tinha a briga boba que tiveram.

— "Deveria ter feito o que ela pediu" — ele pensou — "Ela teria sido minha nessa noite, não dele."

Com o peito ardendo pelo ciúmes e pelo medo de ser deixado de lado, ele subiu para o quarto dela. Ocultou seu ki. Estranhamente, não havia saiyajins em parte alguma. Exceto os homens de Raditz que estavam no baile. Ficou tentando sentir o ki por trás da porta, mas nem o ki de Vegeta ou de Chichi podia ser sentido. Achou estranho. Abriu a porta com cuidado.

O corpo da jovem jazia sobre a cama, o sangue já escorria pelo chão após ter empapado os lençóis. Goku não acreditou no que viu. O belo rosto de Chichi machucado estava inchado e coberto de sangue, no ventre apenas um vão circular, a carne queimada indicava que ela havia sido atingida em cheio por um raio.

Ele gritou e correu para ela. Se debruçou sobre o corpo morto e começou a chorar.

— Chichi! Chichi!

Puxou ela para fora da cama e a abraçou enquanto chorava muito. A luz da lua brilhava alta no céu escuro. Goku involuntariamente buscou a luz da lua como alento, então aconteceu.

Perdeu os sentidos, esqueceu-se quem era. Somente um ódio intenso tomou conta do seu ser, ele sentiu as fibras do corpo se esticando, soltou o corpo de Chichi no chão, pulou para a varanda e olhou diretamente a lua cheia e brilhante. Todo o poder do Oozaru tomou conta dele, ele metamorfoseou-se em uma fera gigantesca, um macaco imenso e poderoso. Pulou lá de cima e saiu quebrando tudo, destruiu as colunas do palácio, que se abalaram e parte do salão de baile veio abaixo. As pessoas começaram a correr e gritar desesperadas, enquanto o Oozaru destruía tudo o que encontrava pela frente. Ele pisoteou algumas pessoas, lançou raios sobre outras. Até que Raditz e outros saiyajins apareceram.

— Temos que cortar o rabo dele! — Raditz gritou.

As pessoas somente corriam para salvar suas vidas, ninguém estava disposto a se arriscar chegando perto daquele monstro enlouquecido. Então Raditz, vendo que dependia dele, lançou um raio em forma de lâmina e cortou o rabo do Oozaru. O monstro soltou um urro de dor e caiu no chão. Aos poucos ele foi diminuindo de tamanho e voltou ao normal. Todos olharam espantados para o jovem Goku nu ao chão.

Notas finais
Vamos recapitular os crime do Veggie-kun, para que lá na frente quando ele começar a comer o pão que o diabo amassou, ninguém venha falar que eu estou pegando pesado com o pobrezinho. 1 - Matou uma moça grávida; 2 - Roubou todas as riquezas de um planeta inteiro; 3 - Levou embora uma pessoa contra a sua vontade (o nome disso é sequestro, no caso dele abdução, huahauahua). Aguardo os comentários. Abraços. PS: Quem achou esse capítulo muito fodido para o dia dos namorados, leiam o capítulo de hoje da minha outra fanfic Gekiha, e se deliciem com aquela explosão de romance e fofura! Vai sair mais tarde, fiquem ligados!