A Guerra das Cápsulas

33 O casamento de Vegeta e Chichi - parte III


Notas iniciais
Yoo mina-san! Bulma foi embora e deixou o Veggie-kun chupando o dedo. Agora vamos ver o que mais pode acontecer. O capítulo de hoje vai definir muitas coisas para o futuro da fanfic. Enjoy!

Logo que Bulma o deixou e partiu do palácio, Vegeta voltou para o salão de festas, lá observou Chichi dançando. Do outro lado do salão, Goku a observava com aquela cara de cachorro pidão. Havia muitas moças solteiras no baile, mas ele preferia sonhar com a noiva do seu soberano. Vegeta entendia que eles haviam se tornado cúmplices e até mesmo amigos, mas o irritava aquela velha desconfiança renascendo, lembrava das palavras que Bulma dissera minutos antes.

— "E você acredita em tudo o que a Chichi diz?"

Quando dançou com sua noiva, a desconfiança que sentia tomou corpo, em um contato mais próximo com ela percebeu que ela estava com uma energia mais intensa, o ki parecia misturado com o de outra pessoa. Isso só acontecia em duas ocasiões, uma fusão de dois guerreiros, ou em uma gravidez. A primeira hipótese era ridícula naquela circunstância, a segunda nem tanto. Para tirar a dúvida, precisaria arrumar um jeito de colocar as mãos sobre o ventre dela e o sentir por alguns minutos. Como faria isso? Nas núpcias teria a chance, mas não queria esperar até lá.

Aguardou ela terminar de dançar e a seguiu assim que ela foi para a varanda. Levou duas taças de bebida.

— Estava te procurando — ele disse ao encontrá-la.

— Majestade... — ela parecia desconcertada.

— Me chame pelo meu nome, nós somos casados agora, esqueceu? — ele estendeu a taça para ela.

— É alcoólico?

— Sim, claro.

— Eu não estou tomando bebidas alcoólicas ultimamente.

— Por que não? Ainda mais no nosso casamento.

— É que... bem eu estou com um pouco de dor de cabeça, acho que é o nervosismo.

— Tudo bem, vou trazer outra coisa pra você — ele ofereceu.

— Não, não precisa. Depois eu pego uma água.

Eles fizeram uma pausa, ela não sabia pra onde olhar.

— Vi que você dançou com Kakarotto.

— Sim — ela respondeu rapidamente — dancei com outros rapazes também, você sabe como são essas coisas de etiqueta, não é?

— Não estou te acusando.

— Eu sei que não — ela virou-se e caminhou para o outro lado da varanda.

Vegeta a seguiu de perto.

— Eu estava pensando que... — Chichi começou a falar quando foi surpreendida com um abraço pelas costas.

Vegeta a abraçou e pousou uma das mãos em cima do seu ventre.

— Você estava pensando...? — ele a encorajou a continuar.

Chichi começou a falar qualquer coisa sobre a viagem de retorno ao planeta dele, mas Vegeta não estava mais prestando atenção. Agora sentia claro como água a energia intensa vinda do ventre dela. Chichi estava grávida.

— "Desgraçada... me enganou perfeitamente, não é?" — ele pensou enquanto a abraçava. Logo a soltou delicadamente. Um plano formava-se na sua cabeça.

— ... então é isso — ela concluía, ele tinha perdido todo o seu discurso — O que você acha?

— Eu acho ótimo — ele sorriu calmamente — Mas estava pensando em levar Kakarotto comigo de volta, o que você acha?

Chichi piscou várias vezes, isso arruinaria seus planos.

— Acho que... bem...

— O que acha dele? Acha que poderemos confiar nele lá conosco?

— Eu acho que ele é um rapaz muito peculiar e...

Ela mal terminou de falar e assustou-se com Vegeta quebrando a taça que segurava. O olhar dele era ferrenho, embora ele dissesse calmamente.

— Desculpe princesa, vou buscar uma nova bebida.

Ele saiu rapidamente e ela ficou sem entender nada.

— "Peculiar?! Peculiar?!" — ele gritava por dentro.

***

Vegeta procurou se acalmar. Não conseguiria fazer nada se continuasse quebrando tudo como estava. O sol já havia se posto e a noite chegava estrelada no planeta Terra, a lua cheia brilhava intensa e bonita na noite das núpcias dos dois príncipes. Era um céu muito bonito e Vegeta pretendia colocar fogo nele.

Chamou um de seus homens e disse.

— Prepare a minha nave, nós vamos partir para o nosso planeta agora.

— Mas majestade, não vamos ficar mais uma semana aqui?

— Faça o que eu estou mandando! — Vegeta gritou — avise os homens discretamente para ficarem a postos. Menos Kakarotto, não falem com Kakarotto!

O rapaz saiu assustado para cumprir as ordens. Vegeta respirou fundo. Pensou em dar seguimento ao seu plano, faria isso rápido e não desistiria. A traição de Goku e Chichi exigia uma retaliação imediata. Pegou uma taça com água e levou até a princesa, que estava rodeada de rapazes que a despeito de agora ser uma mulher casada ainda a cortejavam. Assim que viu ele se aproximar, Chichi se afastou dos rapazes e foi até ele.

— Você está bem, príncipe? Machucou a mão naquela hora?

— Eu estou ótimo, só não medi minha força. Tome, eu trouxe água para você.

— Não precisava.

— Precisa sim... tome.

Ela bebeu e ele permaneceu com os olhos cravados nela.

— Princesa, agora que já somos casados, tem algo que quero conversar com você.

— Claro, o que é querido?

— Não podemos falar aqui, podemos subir até os seus aposentos?

— Não sei se seria adequado — ela respondeu nervosa.

— Agora que somos casados não existe nada inadequado.

— Eu não sei príncipe, eu acho melhor...

— Vamos, princesa? Ou quer que eu implore?

Chichi se resignou a concordar. Vegeta a conduziu pela mão até ao quarto dela.

— Vegeta... eu acho melhor a gente voltar — ela disse preocupada quando estavam chegando.

— Por quê?

— Temos que recepcionar nossos convidados.

— Ninguém vai se preocupar se sumirmos por cinco minutos.

— Eu sei, mas...

— Não tem nada de "mas", eu vou ser um cavalheiro.

Chichi estremeceu, imaginava o que ele queria, mas não queria consumar aquele casamento. Ainda mais assim tão rápido. Ela precisava de tempo para pensar. Queria adiar aquilo o máximo possível, tentar convencê-lo a fazer só quando fossem para o planeta dele. Mas que argumento usar? Ele abriu a porta, entraram, depois ele a fechou com o trinco e passou a chave.

— Vegeta eu vou...

— Você não vai nada, princesa — ele disse duramente.

— Me deixa sair, por favor? — ela pediu preocupada com o tom de voz dele.

— Não tem porque sair. Você está com o seu marido.

Ele se aproximou, começou a despir a jovem. Chichi o tentou parar, ele a segurou com uma mão só e a impediu. Medir forças era impossível. Ele arrancou todo o vestido de noiva, depois as delicadas roupas de baixo. Deixou Chichi completamente nua.

— Que corpinho delicado — ele disse enquanto mordia o polegar e a examinava.

Ela tentou se cobrir com as mãos.

— Agora entendo porque ele não resistiu.

Chichi gelou.

— Do que está falando, príncipe?

— Por que continuar a esconder? Eu sei de tudo. Não existe costureira alguma, não é? A puta que Kakarotto engravidou foi você.

Ela sentiu um nó prender na garganta, mas tentou manter a compostura.

— Você me ofende com isso, meu príncipe.

— Então nega que esteja grávida de Kakarotto?

— Sim, eu nego — Chichi mentiu com veemência.

— Então prove.

— Não tenho que provar nada. Sou uma princesa, minha palavra basta.

— Ok, então falarei com Kakarotto, e independente da resposta dele vou executá-lo por fazer surgir uma desonra dessa ao seu nome.

Chichi sentiu o pânico crescer. Mas simulou a calma mais verdadeira do mundo.

— Faça isso se acha que vai tirar suas dúvidas.

— Você não se importa que ele vai morrer? Mesmo sendo inocente como você diz?

— Obviamente não fico feliz com a morte dele, mas se isso vai satisfazê-lo, meu príncipe, quem sou eu para ir contra a sua vontade?

Vegeta a conduziu para a cama e fez ela sentar, sentou-se ao seu lado. Desfez o penteado que ela usava, os cabelos caíram sobre os ombros.

— Você é realmente muito linda, sabia?

Chichi não respondeu. Tremia de pensar que ele tentasse algo.

— Ele foi o seu primeiro, não foi? — Vegeta perguntou.

— Ele não foi nada para mim... eu ainda estou intocada.

— Sério?

Ele enfiou dois dedos em sua vagina com força e ficou brincando lá dentro.

— Vegeta! Pare com isso! — ela tentou o empurrar.

Ele tirou os dedos dela e lambeu, depois a empurrou para a cama e subiu em cima dela, a prendendo com as pernas nos quadris.

— Não faça isso, por favor...

— Você acha que eu vou querer essa buceta arrombada?

— Eu não estou assim...

— Vou se deitou com um saiyajin, acha que eu não sei do que somos capazes?

Chichi cobriu o rosto, as lágrimas começaram a escorrer. Vegeta afastou as mãos dela para longe do rosto.

— Eu queria mesmo esse casamento, sabia? Não só pelos acordos — ele disse — Quando cheguei na Terra e te vi fiquei empolgado. Acho que teríamos dado certo, apesar das nossas diferenças. Por que foi escolher um guerreiro de nível inferior como Kakarotto?

— Vegeta, nós ainda podemos dar certo... eu juro que não aconteceu nada entre eu e ele — ela tentou argumentar.

— Por que continua a mentir?

— Eu não estou mentindo... eu realmente nunca fui dele.

— Kakarotto tem uma noiva no nosso planeta, sabia? — Vegeta estava farto das mentiras de Chichi, achou que seria legal contar uma mentira também — Não é de linhagem superior, é uma guerreira de baixo nível como ele. Mas ela é muito bonita.

Chichi sentiu o rosto queimar, não acreditava naquilo.

— Kakarotto sempre teve um fraco para mulheres bonitas, mas não posso culpá-lo, quem não teria? O problema é que ele nunca rejeita uma fêmea. Isso trouxe problemas com a noiva dele, mas com aquela cara de santo ele já enganou muitas. Ele nunca rejeitaria uma princesa. Acho que foi assim com vocês. Ele acabou cedendo depois de você insistir muito, não foi?

As lágrimas dela desceram mais intensas ainda. Aquilo se parecia mesmo com o que havia acontecido entre ela e o seu adorado Goku.

— Ele vai voltar comigo para o nosso planeta, como era o nosso plano desde o início. Ele vai se casar com a noiva dele, acho que eles serão felizes.

Chichi chorava abundantemente. Não podia acreditar que no final a única enganada tinha sido ela.

— Por que está chorando, princesa? — ele perguntou cínico — Ele não significa nada pra você, não é mesmo?

— Não...

— Então olha só que interessante... imagine o que ele vai pensar quando descobrir que seu filho bastardo morreu.

— Não!

— Então confessa?

— Vegeta... pelo amor de Kami-sama... não faça nada comigo.

— Não vou fazer nada com você — ele estendeu a mão sobre o ventre dela — Mas como príncipe não posso deixar que minha esposa tenha um filho bastardo.

— Não!

— Confesse que me traiu com Kakarotto e eu vou deixar você e esse bastardo livre!

— Eu não fiz nada...

— Confesse! — ele pressionou o maxilar dela com força.

Chichi reuniu coragem, afastou as mãos dele do seu rosto, se apoiou com os cotovelos na cama e gritou.

— Eu estou grávida dele sim! Eu o amo, o amo!

— Está vendo como é simples? É só dizer a verdade uma vez na vida.

— Seu nojento! Eu te odeio desde o minuto que te vi! Tenho nojo de você! Eu sou dele desde aquela noite na ilha do Mestre Kame, você tem sido enganado desde aquela época, seu trouxa! Eu fiz tudo com ele, dei tudo o que uma mulher pode dar para um homem, eu o amo mais que tudo! — ela deu vários tapas no peito e no rosto dele.

Vegeta a imobilizou e deu um forte tapa no rosto de Chichi. Ela caiu com o rosto virado para o lado, com o impacto, abriu uma fenda na boca e essa sangrava intensamente. O nariz também havia quebrado e jorrava sangue.

— Vagabunda! Eu vou matá-la por ter mentido pra mim!

— Eu menti mesmo e não me arrependo... eu menti em absolutamente tudo o que eu disse pra você!

Vegeta não tolerou ouvir isso. Criou uma bola de energia nas mãos e atingiu Chichi direto no ventre. O corpo miúdo da jovem estrebuchou várias vezes antes da cabeça pender para o lado. Nos olhos ainda abertos via-se desespero, raiva e uma última lágrima que escorria.

Notas finais
Sim senhores, ela morreu de verdade. Por que eu fiz isso? Bem, eu Akemi não fiz nada, quem fez foi o Veggie :P Agora falando sério, ele a matou pela raiva de ter sido traído. Eu queria que todos entendessem que para o nosso querido príncipe o orgulho vale mais do que qualquer outra coisa. Bom, se você está lendo essa FIC então você conhece Dragon Ball e provavelmente já sabe disso, mas é sempre bom lembrar. Vejam a situação, eles tinham esse acordo de casamento desde quando eram crianças, quando ele chegou, a Chichi já se apaixonou pelo Goku e apesar de toda a desconfiança, ela conseguiu passar o Vegeta pra trás. Não importa que ele não a amava, na cabeça dele, foi uma "mulher terráquea insolente" quem o enganou. Entendem isso, people? Se ele estivesse apaixonado ele não teria matado, o sentimento que o moveu foi o de "limpar sua honra". Fora o fato de Goku ser de uma linhagem inferior e ele o considerar um fraco como ele disse várias vezes. Vegeta não aceitaria perder para nenhum outro, muito menos para o Goku (alguma semelhança com a história original?). E também eles passaram a FIC inteira falando: "Quando ele descobrir, ele vai matar!". Bem, ele descobriu e então matou, como previsto. Explicações à parte, todo mundo sabe que em Dragon Ball morrer não significa grande coisa porque depois as pessoas são ressuscitadas pelas Dragon Balls, aqui nesta história ninguém da Terra sabe direito como as Dragon Balls funcionam, então a Chichi pode ou não ser ressuscitada. A ressurreição dela vai depender de fatores a serem solucionados lá na frente da história e não da nossa vontade (inclusive a minha), então aguardem o desenrolar da história, por favor. No mais é só, aguardo a revolta e o xingamento nos espaços destinados aos comentários. Abraços! PS: Eu não iria me justificar, mas só pra vocês saberem que eu não fico feliz com a morte dela, tá? É sempre bom explicar, porque tem algumas pessoas muito simplórias que podem achar que eu matei a personagem porque eu a odeio. Muito pelo contrário, eu a amo, se eu não gostasse dela eu sequer a colocaria na FIC. Acho que todo mundo já é bem grandinho pra entender isso, as coisas que acontecem na FIC não acontecem para satisfazer o meu ego como pessoa, mas sim porque o desenvolvimento das personagens requer isso. "Ah, mas precisava matar?" Sim, para o que eu pretendo lá na frente, a Chichi teria que morrer desse jeito pelas mãos do Vegeta.