A Guerra das Cápsulas

30 Na véspera do casamento - hentai


Notas iniciais
Yo mina-san! Aproveitem o capítulo de hoje!

Nas duas semanas que antecederam ao casamento, Chichi aproveitou para confirmar a gravidez com um médico que manteve a discrição em troca de uma quantia obscena de dinheiro. A princesa casando grávida seria um escândalo e tanto, ainda mais se soubessem que o filho não era do noivo e sim do chefe da guarda real deste, então pagar pelo silêncio do médico era justificado. O bebê estava bem e saudável, ela estava só de quatro semanas, quando enfim chegasse a hora de dar a luz ninguém se incomodaria com a pequena diferença de datas, afinal um bebê prematuro não era algo tão extraordinário assim. Outra coisa que ela fez foi aproveitar para treinar as suas habilidades artísticas ao encenar as mais possíveis situações para passar todo o tempo que podia com Goku. Como o Rei Ox não havia percebido nada e com a ausência de Vegeta, ela passou a receber o moço no seu quarto ao invés de se aventurar fora dos limites do castelo. Alguns guardas e algumas criadas perceberam a estranha movimentação entre eles e no meio da criadagem a fofoca corria solta, mas nada chegou aos ouvidos do rei, afinal ninguém queria se meter com o príncipe dos saiyajins e ter o mesmo destino da falecida moça do chá que ainda era lembrada por muitos.

Se de um lado Goku e Chichi brincavam com a sorte, do outro, Vegeta e Bulma brincavam com seus sentimentos. Desde a primeira noite naquela praia deserta, Vegeta passou a procurar por Bulma todas as noites, e na ausência dos pais dela, ele fazia questão de obter tudo o que ela podia lhe dar, tudo o que ele duramente havia batalhado para conseguir. E quando mais ela lhe mostrava o que ele podia ter, mais sedento ele ficava, não cansava nunca daquele corpo, daqueles beijos. Já para Bulma era a indiferença mais fria durante o dia e à noite o fogo queimava, em sua pele, em sua cama, em seu coração. Ela estava começando a se sentir como Chichi dissera várias vezes, e como Vegeta fez questão de dizer bem na sua cara naquela noite em sua casa, com aquele sorriso sarcástico, como se zombasse do seu segredo.

— Você está apaixonada por mim, terráquea.

Ela sempre negava, então ele a beijava como se ele também sentisse o mesmo. Depois do sexo louco que faziam ele sumia, dormia longe e ela mal sabia dos seus passos durante o dia. Como uma criancinha carente ela esperava toda noite que ele fosse adoçar a sua boca, assim que ela começava a se deleitar naquela ilusão ele tirava o doce e dava-lhe o azedo: palavras grosseiras, indiferença, zombarias. Ela sempre se perguntava, como é que fora se meter em uma cilada tão grande como aquela?

***

Desse jeito, as últimas duas semanas passaram voando. Os pais de Bulma retornaram na véspera do casamento, junto com eles chegou um comunicado para o príncipe sobre o casamento, como se ele estivesse se esquecido do seu principal objetivo ali naquele planeta. Ele avisou Bulma que voltaria e exigiu que ela voltasse com ele.

— Tenho que terminar suas cápsulas — ela respondeu evasiva.

— Ainda? O combinado foi que você me entregasse antes do casamento.

— Bem, se eu me atrasar você pode me matar — ela respondeu sarcástica.

Ele resmungou e voltou para o palácio. Mesmo a contragosto, Bulma terminou a produção das cápsulas naquele dia. Arrumou suas coisas e foi para o palácio também. O casamento seria de manhã, era melhor ir uma noite antes e dormir tranquila, queria pelo menos estar bonita e descansada no casamento dele. Mesmo que ela nunca fosse cogitada como noiva.

***

Era véspera do casamento, Chichi parecia não se incomodar com a data. Teoricamente, depois do casamento ela teria mais uma semana na Terra antes de partir para o planeta de Vegeta, usaria esse tempo para os detalhes finais do seu plano. A costureira chegou para a última prova do vestido. Apesar de estar se casando meramente por um acordo comercial, ela havia ficado verdadeiramente linda, as costureiras e criadas suspiraram ao vê-la vestida, mesmo sem a maquiagem e penteados adequados, ela estava encantadora.

— Está linda, princesa!

Chichi deu um sorriso forçado.

— "Será que o Goku vai achar que eu me enfeitei demais para esse casamento?" — ela pensou.

— Achei vulgar — ela desdenhou por fim.

— Como? Impossível! — a costureira parecia indignada — Usei o melhor tecido, os melhores bordados, o modelo é perfeito para o seu tipo físico, majestade. É recatado, é jovem, é moderno e elegante!

— Pareço uma noivinha apaixonada! — ela reclamou — Tirem esses detalhes nas mangas, quero ele mais simples.

— Mas não vai dar tempo!

— Vai ter que dar!

A costureira começou a fazer os ajustes ainda no corpo da princesa. Nunca havia feito um trabalho tão lindo e sido humilhada daquele jeito.

***

Naquela noite ainda, muito tarde Vegeta procurou Bulma em seus aposentos no palácio. Ele percebeu a chegada da jovem assim que o ki cansado e abatido dela foi sentido. Encontrou-a deitada de bruços na cama, estava descoberta, usava uma calcinha de algodão, uma das beiradas estava repuxada sobre as nádegas redondas deixando a popa à vista, bem como a abertura rosada que ele tanto desejava.

Ele se aproximou e passou a mão a um centímetro de distância da pele dela. O calor provocado foi suficiente para romper o tecido e eliminá-lo do seu caminho. Vegeta afastou levemente as pernas dela e enfiou a cara entre as suas pernas, ficou brincando com a língua até senti-la úmida. Na intenção de aprofundar-se, levantou os quadris dela e fez dela uma taça onde bebeu até quase fartar-se. Bulma, obviamente acordou assustada com aquela intromissão.

— Vegeta! O que está fazendo?

— Eu quero agora, mulher.

Ele a virou de frente para si, abaixou as calças e começou a penetrá-la sem aviso. Bulma virou o rosto de lado, não queria olhar para ele enquanto ele a devorava como um animal selvagem.

— "Essa é a última vez, amanhã ele se casa e isso acaba!" — ela pensava enquanto ele procurava a sua boca para beijar.

— Me beija, mulher... — sua voz estava ofegante.

— Não quero, acabe logo!

— Pretendo demorar bastante, essa será a minha despedida de solteiro — ele riu sarcástico.

Ele forçou novamente um beijo e ela cedeu. Ela conhecia uma maneira simples de resolver o assunto mais rápido, girou o corpo sobre o dele, quando ele estava de guarda baixa era fácil, e subiu em cima. Sentou e rebolou lascivamente.

— Ai mulher, assim eu não vou aguentar... — ele gemeu.

— Essa é a intenção — ela riu.

Ele sentou-se e a abraçou com força, quanto mais ela rebolava, mais ele comprimia o corpo contra o dela. A temperatura já estava além da conta.

— Não pare de me beijar, é uma ordem...

— Veg... — agora Bulma havia caído na sua própria armadilha. Estava em uma tortura que não queria que acabasse — Acho que vou morrer...

— Não vou deixar — ele riu.

Alcançaram juntos e momentaneamente Bulma achou que havia morrido, os sentidos se apagaram todos, só sentia o calor daquele corpo junto ao seu e os beijos que nunca se acabavam.

***

Eles ainda repetiram mais algumas vezes antes de caírem esgotados ao lado um do outro, agora não havia mais energia para continuar.

Depois de um longo silêncio em que as respirações se normalizaram, Bulma disse.

— Você se casa amanhã, Vegeta. Não deveria ter vindo aqui.

— Você sabe que o casamento é de fachada.

— Mesmo assim... me sinto mal. Chichi é minha melhor amiga.

— Ela está de acordo em relação à nós.

— Eu sei, mas isso me parece tão errado. Não sou desse tipo.

— Você já deveria ter se acostumado.

— Não vi necessidade de alterar todo o meu sistema de valores por uma aventura que vai acabar amanhã! — ela reclamou.

— Até parece que vai acabar amanhã...

— Claro que vai, assim que você casar acabou essa bobagem entre a gente.

— De maneira alguma. Você vai comigo para o meu planeta, já está tudo resolvido... será minha concubina.

— Mas não vou mesmo!

— Claro que vai!

Bulma levantou-se e vestiu-se rapidamente.

— Vegeta, eu não vou para o seu planeta com você!

— Você vai sim porque isso foi o combinado! — ele alegou.

— Eu não combinei nada com você!

— A Chichi combinou, me disse que era isso o que você queria.

— Nunca! Ela sabe que eu não deixaria minha família e meus amigos.

— Bom, então vocês deveriam conversar mais entre vocês. Eu já organizei tudo, você vai viver no castelo comigo.

— Mas eu não quero ir, você entende isso?

— Você me surpreende com essa história. Tenho certeza que está enciumada por causa do casamento, mas assim que perceber que este é o único jeito você vai aceitar — ele disse se levantando e se vestindo.

— Vegeta, não me obrigue, por favor!

Ele já se dirigia para a porta:

— Eu não vou te obrigar. Você vai de livre e espontânea vontade.

— Eu não vou — ela choramingou.

— Bom, ainda temos uma semana até minha partida... eu vou te convencer.

Ele saiu e ela permaneceu desolada. Triste por perceber que Chichi a havia enganado. Já era muito tarde e provavelmente estava aproveitando os últimos momentos de solteira com o pai do seu filho. Amanhã ela conversaria com ela e faria Chichi convencer Vegeta do contrário, ela já havia feito muito pela amiga, estava na hora de Chichi provar a sua amizade e liberá-la daquela situação.

Deitou-se na cama e imediatamente sentiu o calor residual do corpo dele, lembrou dos toques, dos beijos, do jeito que ele entrava nela.

— "Será que eu vou conseguir ficar sem isso?"

Notas finais
E vocês, acham que ela vai conseguir? E será que a mentira da Chichi vai ser descoberta? Deixem comentários, abraços!