A Guerra das Cápsulas
67 Freeza ataca novamente
Notas iniciais
Assim que percebeu que Vegeta nunca a amou e que nunca a amaria, Bulma concluiu que o melhor a fazer era partir com os terráqueos de volta para o planeta Terra. Pegou sua velha nave e as cápsulas que traziam as riquezas da Terra, e partiu em direção às naves dos terráqueos. Quando chegou lá, o cenário estava muito diferente do que havia imaginado. Imaginou que a batalha estivesse perigosa, mas o que viu foi um verdadeiro banho de sangue. O exército humano e o exército saiyajin estava sendo trucidado, um grupo diferente de alienígenas que ela não reconhecia estava matando a todos. Ela pousou a nave em uma região mais afastada e observou, Viu Tarble e Vegeta muito machucados, mas resistindo bravamente, ao seu lado, Kuririn, Yamcha, Dezessete e Dezoito lutavam igualmente. O corpo de Goku estava inerte caído ao chão, não dava pra saber se ele estava vivo ou morto, mas estava coberto de sangue.
— Mas o que está acontecendo? Eles estão lutando juntos? Goku morreu?
Então percebeu, no centro, observando todo o conflito, um lagarto branco e lilás sentado em um trono voador, cercado por alienígenas de todas as raças, que atacavam os saiyajins e os humanos. Esse lagarto, vez por outra soltava um raio que fulminava as pessoas, então ele ria com gosto. Bulma sentiu-se gelar, aquela aparência só podia ser de Freeza, a quem ela ouviu tantas histórias aterrorizantes ao longo do tempo em que estava naquele planeta. Pensando em ajudar Goku com socorros médicos que ele evidentemente precisava, ela se aproximou do grupo.
— Moça, me ajude! — um terráqueo gritou.
— Me ajude, eu não quero morrer! — um saiyajin pediu.
Todos pediam por ela, enquanto Bulma se desdobrava para atender ao máximo de pessoas que podia antes de chegar em Goku. A figura feminina e os cabelos de cor exótica, não passaram despercebidos por ninguém. Logo, ela chamou a atenção da última pessoa que deveria. Freeza, assim que colocou os olhos nela, lembrou das palavras de Nappa: "... uma bela mulher de cabelos azuis..."
— Tragam aquela mulher pra mim — Freeza ordenou.
Bulma estava colocando ataduras no braço de um soldado saiyajin, quando sentiu-se ser levantada no alto, ela começou a gritar e espernear.
— Me solta, seu desgraçado! Me solta!
Zarbon, o homem que a levava, a soltou aos pés de Freeza. Bulma olhou horrorizada para aquele ser esquisito, tão pequeno, com um olhar frio e um sorriso enigmático. Será que era ele mesmo o Imperador do Mal, como diziam? Aquela aparência não condizia com as histórias que ouviu.
— Então você é a terráquea a quem Vegeta-san se afeiçoou? — Freeza perguntou.
— Está enganado se pensa que ele tem alguma afeição por mim.
— É mesmo? — Freeza riu — Podemos tirar a prova então para ver como ele reage ao que eu vou fazer com você.
Bulma gelou. Imaginou-se sendo fulminada pelos raios dele, como viu outros morrerem.
Zarbon pegou-a novamente, e foi andando ao lado do trono voador de Freeza. Quando a viu, Vegeta gritou.
— Bulma! Eu te disse para ficar no castelo!
— Oh, então é verdade? — Freeza disse — o príncipe está apaixonado?
Vegeta ruborizou fortemente.
— Ela deve ser bem especial para ter cativado a atenção do orgulhoso príncipe dos saiyajins — Freeza continuou — Zarbon, mostre a todos o que ela tem de tão especial.
Então Zarbon rasgou as roupas de Bulma e a segurou no alto com uma mão apenas. Os homens ao redor pararam de lutar para observar o que viria a seguir. Bulma tentava cobrir-se com as mãos.
— Ela parece ser apetitosa — Zarbon disse passando a língua pelo rosto dela.
— Largue a mulher — Vegeta ordenou.
— Não... ela parece que está gostando — ele pressionou os seios de Bulma.
Os homens de Freeza gargalharam ao redor, este observava as reações de Vegeta. Estava óbvio que Vegeta havia se apaixonado por uma terráquea, e Freeza pretendia usar o máximo disso contra ele. Os terráqueos olhavam constrangidos para Bulma, temendo que ela morresse no meio daquela confusão.
— Solte a mulher logo, Zarbon! — Vegeta gritou.
Zarbon puxou os cabelos de Bulma e fez ela olhar diretamente para Vegeta, enquanto tocava em seu sexo. Bulma começou a chorar pelo medo e humilhação.
— Desgraçado... — Vegeta praguejou.
Então, Zarbon tentou a violentar ali mesmo, mas Bulma o estapeou, com isso, revelou que trazia nas mãos a cápsula que guardava todas as riquezas roubadas da Terra.
— O que é isso? — Zarbon pegou a cápsula que Bulma trazia. Observou e pareceu não ter nada de importante naquilo.
— Deixe-me ver — Freeza pediu, então Zarbon deu a cápsula para ele.
Vegeta viu a cápsula com as riquezas passando de mão em mão e enfureceu-se. Bulma o havia desobedecido saindo do castelo, com certeza para tentar fugir com os terráqueos, e ainda por cima o traía levando as cápsulas.
— Devolva isso, é meu — Vegeta disse.
— É seu? O que tem aqui? — Freeza quis saber.
— Nada que te interesse.
— Não fale assim, Vegeta-san. Sabe que tenho um grande apreço por vocês macaquinhos. O que tem aqui? Por que a terráquea estava levando isso? E por que é tão importante para você?
— Essas são as cápsulas da Terra? — Yamcha perguntou.
— Calado, inseto! Devolva logo, Freeza.
— Bem, vamos fazer um jogo — Freeza disse — Me fale o que é que tem aqui e eu não vou deixar os meus homens machucarem muito a terráquea.
— Desgraçado...
— Hein, Vegeta-san? O que acha desse jogo? Parece divertido, não parece?
— Não tem nada de divertido. Me dê as cápsulas e solte a mulher, ambas são minhas.
— São suas? Então está apaixonado mesmo — Freeza ponderou — Mas o que é mais importante para você, a mulher ou as tais cápsulas?
Zarbon começou a passear as mãos pelo corpo de Bulma, que quase desfalecida, apenas ouvia a conversa e via tudo ao redor borrado pelas lágrimas derramadas. Vegeta queria matar Zarbon por estar tocando daquele jeito em Bulma, mas tinha as cápsulas nas mãos de Freeza, se tentasse atingir Zarbon para libertar Bulma, Freeza poderia destruir as cápsulas. Pensou que se Freeza soubesse dos sentimentos dele por Bulma, ele a mataria apenas para atingi-lo, e isso ele não poderia permitir que acontecesse. Resolveu blefar como sempre fazia em situações extremas como aquela.
— Você se engana se pensa que estou apaixonado por um ser inferior como essa terráquea inútil. Me dê as cápsulas e poderemos negociar.
— Vegeta... — Bulma balbuciou.
— Oh, que reviravolta emocionante! — Freeza disse — então as cápsulas são o que há de mais importante para você? Por acaso é aqui que guarda as riquezas que roubou do planeta Terra?
— Como você sabe disso? — Vegeta perguntou estarrecido.
— Então confirma? — Freeza perguntou — Nappa me disse antes de morrer, mas eu não acreditei em tudo o que aquele macaco fedorento disse, agora posso confirmar por mim mesmo.
Então, virando-se para Zarbon, Freeza disse.
— Zarbon, mate a todos, depois pode se divertir com a terráquea. Eu vou levar essas cápsulas pra mim, deve ter coisas interessantes aqui.
Freeza saiu voando levando as cápsulas.
— Vegeta, seu maldito! — Kuririn gritou — agora ele roubou as cápsulas!
— Calado, seu verme!
Todos recomeçaram a lutar, enquanto Zarbon ainda manuseava a corpo de Bulma. Vegeta perdeu as cápsulas, mas depois a recuperaria, o que não poderia era permitir que Zarbon fizesse o que quisesse com Bulma bem ali na frente dele.
— Solte a mulher, já disse — Vegeta gritou.
— Ah, mas que princepezinho irritante — Zarbon disse — não vê que ela está gostando? Todas as mulheres adoram a minha beleza.
— Nojento! — Bulma cuspiu no rosto dele.
Enquanto Zarbon limpava o rosto, Vegeta aproveitou esse mínimo momento de distração e o acertou. O impacto fez Bulma cair ao chão.
— Bulma, saia daqui logo! Não vê que é perigoso? — Vegeta gritou — Fuja antes que esses animais façam alguma coisa com você.
— Você nem se importa de verdade, seu imbecil!
— Ah, mas que mulher teimosa! Fuja logo!
Enquanto estava discutindo com Bulma, Zarbon aproveitou para atacar Vegeta. Eles começaram a lutar e momentaneamente, Vegeta ficou em desvantagem, ele ainda estava preocupado com Bulma tentando debilmente fugir da batalha, desviando dos raios e se cobrindo como podia. Assim que ele viu Bulma entrar em uma das naves dos humanos, ficou mais tranquilo e pôde voltar a focar na luta novamente.
— Agora vai ver o que vou fazer com você, seu desgraçado — Vegeta rosnou com um sorriso maligno para Zarbon.
Começou a chutar as costelas do oponente, lançou ao chão pelos chutes, antes mesmo que este pudesse levantar, Vegeta já o estava enchendo de socos diretamente no rosto.
— Não machuque meu belo rosto, seu macaco! Zarbon gritou desesperado.
Vegeta o ignorou e continuou socando até que havia apenas feridas e sangue, não mais vestígios da beleza exótica de Zarbon.
Então Zarbon contra atacou e conseguiu se afastar de Vegeta.
— Desgraçado! Vai me obrigar a liberar meu verdadeiro poder?
— O que está dizendo? — Vegeta duvidou.
— Isso mesmo o que ouviu, até agora não usei em metade do meu poder! Eu uso meu ki para controlar a minha aparência, mas isso consome muita energia. Vou liberar todo o meu poder, mas para isso tenho que abrir mão desse belo rosto.
— Belo? Já não está mais tão belo assim — Vegeta desdenhou.
— Graças a esse príncipe mimado que sempre teve inveja da minha beleza. Mas agora você vai ver seu macaco desgraçado.
Então Zarbon liberou todo o seu poder, imediatamente sua aparência mudou radicalmente, ficou inchado e gordo, o belo rosto, mesmo machucado, transformou-se num rosto de sapo. Vegeta olhou-o espantado, não só pela aparência horrorosa, mas pelo poder que realmente havia aumentado muito.
Recomeçaram a lutar, dessa vez Vegeta estava em verdadeira desvantagem. Zarbon estava mais rápido e forte. Socou o príncipe até este perder o fôlego. Então o pressionou pelo pescoço até quase Vegeta perder os sentidos. Vendo que a única solução seria atacando sorrateiramente, Vegeta começou a socá-lo nas costelas com toda a força, até que uma se quebrou e Zarbon o soltou. Então Vegeta, aproveitando que o seu inimigo estava de guarda baixa, deu um soco tão profundo que atravessou o abdômen de Zarbon, sem perder tempo, liberou a potência máxima da sua energia e fulminou-o de dentro para fora. O corpo de Zarbon foi lançado, já incinerado, muitos metros longe.
— Agora vou matar aquele nojento do seu chefe — ele disse limpando o sangue verde do seu oponente das mãos — e pegar as minhas cápsulas de volta.
***
Do outro lado do campo de batalha, quatro pequenos guerreiros estavam assustados. Assim que chegaram, começaram a lutar contra os terráqueos, mas depois um outro grupo de alienígenas chegou e eles, vendo que tanto saiyajins como terráqueos começaram a lutar contra aqueles novos inimigos, começaram a lutar contra eles também. Acontece, que percebendo que nenhum deles eram crianças normais, aqueles alienígenas começaram a se juntar em cima deles aos montes, todos queriam poder acabar com uma cria de saiyajin, e embora muitos deles sucumbissem, os quatro pequenos estavam começando a ficar em desvantagem, cada vez mais com o cerco se fechando. Gohan era muito forte e um habilidoso lutador, mas não tinha experiência em batalhas, e ainda era inocente, não queria ter que matar ninguém, então ele não estava lutando com o máximo de si. Já os trigêmeos, apesar de assustados, estavam empolgadíssimos com aquilo tudo, e inconsequentemente, o primeiro acabou se afastando do grupo. Lutou contra um alienígena muito alto e forte, ele ainda não havia dominado a técnica de soltar raios, nenhum dos seus irmãos havia dominado. Tentou soltar um raio, mas o oponente o pegou pelo pescoço.
— Me solta, eu sou o príncipe desse planeta! Me solta!
— Você é um merdinha isso sim, vou te mostrar que guerra não é lugar para crianças.
Então o alienígena quebrou o pescoço do jovem príncipe e jogou o corpo inerte no chão.
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