Notas iniciais
Yoo mina-san! Parem tudo, parem tudo! Pessoal, nem um mês se passou desde a última recomendação que a FIC recebeu, e a lindíssima Lírio do Vale deixou mais uma recomendação maravilhosa para a fanfic! Eu fiquei muitíssimo feliz com as suas palavras, elas com certeza me deram uma nova motivação para continuar com a FIC, por isso o capítulo de hoje é dedicado à você! À todos, aproveitem o capítulo de hoje!

Vegeta olhava estupefato para Goku. Ele ainda tinha a mesma cara de idiota de sempre, mas o ki estava absurdamente forte e havia um brilho maldoso no olhar, coisa que antes o soldado não carregava.

— Então você finalmente veio para se vingar, seu verme? — Vegeta desdenhou.

— Eu teria vindo antes, mas nós só conseguimos construir as naves há pouco tempo.

— Nós? Então se aliou aos terráqueos? — Vegeta perguntou.

— Sim, e uma boa parte deles veio comigo para se vingar e pegar as cápsulas de volta.

— São uns vermes insolentes, não deixarei que peguem nada e nenhum de vocês sairá vivo daqui!

— Não tenha tanta certeza, Vegeta. Eu treinei muito e acho que posso te derrotar por ter matado a Chichi.

— Aquela "vagabundazinha" gemeu como uma puta quando a estuprei antes de matá-la. Ela adorou — ele deu um sorriso malvado.

Goku sentiu-se enfurecer, não sabia que Vegeta mentia quanto à isso apenas para provocá-lo. No seu descontrole, liberou o poder do super saiyajin e transformou-se ali mesmo, na frente do homem a quem sempre devotou honra e respeito. Vegeta, que apenas havia ouvido rumores sobre o guerreiro dourado, e considerava aquilo uma lenda, não acreditou quando viu Goku se transformando em super saiyajin.

— Eu vou derrotar você — Goku sentenciou com o timbre levemente rouco.

Então deu um soco em Vegeta, este foi lançado diretamente para fora do quarto pela janela aberta, a piscina que Bulma havia mandado construir foi o que reduziu o impacto da queda e impediu que ele sofresse maiores danos. Vegeta saiu flutuando da água, enquanto massageava o local onde havia sido atingido. Apenas um soco havia mostrado à ele que Goku já o havia superado e muito, mas não abaixaria a cabeça para um verme daqueles. Goku sempre foi burro e manipulável, e Vegeta tinha intenção de usar essa fraqueza dele contra ele mesmo. Mexeria com o psicológico do rival, até ele baixar a guarda, então o derrotaria.

— É só isso o que tem, Kakarotto? Pelo visto você não atingiu o poder do super saiyajin de verdade, não passa de uma farsa!

— Posso ser uma farsa, mas sou uma farsa suficiente para acabar com você — Goku o pegou pelos colarinhos.

— Tem certeza?

Goku socou Vegeta mais uma vez, dessa vez o corpo do príncipe foi lançado contra algumas construções, o impacto quebrou as paredes e chamou atenção de alguns saiyajins que vieram ver o que estava acontecendo. Vegeta caiu todo ensanguentado, mas ainda consciente. Levantou cuspindo sangue, mal pôs-se de pé e Goku já estava em cima dele, o socando novamente, chutando suas costelas.

— Vamos, Vegeta! Reaga! Assim não é divertido — Goku dizia enquanto estraçalhava o corpo do soberano.

Vegeta estava completamente desfigurado, seu rosto estava coberto de sangue e lacerações, mas o espírito ainda não estava abatido.

— Estou deixando você se aquecer, seu merda. Daqui a pouco vou liquidar você — Vegeta gargalhou.

— Daqui a pouco você estará morto, isso sim.

Vendo que Vegeta já estava meio delirante pelos socos e pancadas na cabeça, Goku o largou. Não tinha graça nenhuma uma luta com um oponente inferior como aquele, limpou o sangue respingado de Vegeta que estava em seu rosto e foi saindo.

— Kakarotto! Volte aqui e vamos continuar! Eu ainda não terminei com você! — Vegeta gritou.

— Poupe suas energias, Vegeta. Você está muito abaixo de mim agora, essa luta acaba aqui.

Goku saiu voando em direção às naves terráqueas, enquanto alguns saiyajins se aproximavam para ajudar o príncipe quase desfalecido.

***

Nas naves terráqueas, Bulma repousava tranquilamente, apesar do rosto marcado pelas lágrimas. Ao redor dela, os guerreiros Z e outros terráqueos, Raditz e os saiyajins aliados a observavam. Todos poderiam amenizar o sofrimento dela dizendo que Chichi havia sido ressuscitada anos antes, mas durante a viagem, Goku havia dado ordens expressas para todos que não dissessem nada sobre Chichi, que não revelassem que ela estava viva. Ele temia que se não fosse capaz de derrotar o príncipe, este voltasse à Terra e mataria Chichi de novo. Enquanto estava na nave viajando para Vegeta, Goku percebeu que de fato não queria aquela guerra. Queria sim derrotar Vegeta e estabelecer sua superioridade, mas não envolver as pessoas em uma guerra que geraria matança de vários inocentes. Então, sua intenção passou a ser derrotar Vegeta pessoalmente e recuperar as cápsulas, assim poderiam voltar o mais breve possível sem necessidade de entrar em uma guerra de verdade.

Depois que começou a conviver com os humanos, Goku percebeu que aquele modo de vida pacífico fazia mais sentido para ele do que viver em constante guerra como os saiyajins viviam. Uma luta solo contra um guerreiro tão bom quanto ele, interessava mais do que sair matando indiscriminadamente como os saiyajins faziam. Lembrou do seu passado, como um soldado da guarda real do príncipe ele havia matado muitas pessoas, a grande maioria delas inocentes que nunca seriam páreo para ele, envergonhou-se e arrependeu-se disso. Pensou em quantos pais de família ele matou, quantas mães e quantos filhos foram tirados da convivência dos seus por sua culpa. Agora que ele mesmo era pai, não podia sequer pensar em deixar Chichi e Gohan desprotegidos, com Vegeta derrotado, eles estavam seguros.

De início, Bulma não acreditou que Vegeta havia mesmo matado Chichi, mas conforme Yamcha foi dando mais detalhes do ocorrido, ela passou a acreditar. Isso explicava muitas coisas, a recusa dele em deixá-la voltar para a Terra, e nem mesmo permitia comunicação escrita, além do comportamento violento e tirânico dele, que combinava com uma atrocidade daquelas. Bulma chorou muito, e acabou desmaiando, então Yamcha a levou para a nave, estavam agora aguardando Goku voltar com as cápsulas para regressarem para a Terra.

Goku voltou para a nave rapidamente, assim que viu que Vegeta não era um oponente à sua altura.

— E as cápsulas? — Raditz perguntou.

— Uau, esqueci disso! — Goku exclamou coçando a nuca.

Todos bateram com as mãos na testa, espantados com a burrice do amigo.

— Vocês não fiquem bravos comigo! — ele reclamou — eu não faço ideia de onde estão essas cápsulas!

Então todo mundo chegou à conclusão que era injusto culpar Goku por algo do tipo, já que nem ele, e nem mais ninguém sabia onde estavam as cápsulas. Nesse meio tempo, Bulma havia despertado e estava ouvindo a conversa dos amigos.

— Eu sei onde estão — Bulma sentenciou.

Então Goku foi até ela. Bulma assustou-se quando o viu, era a imagem perfeitamente idêntica de Turles que ainda a assombrava, mas logo o tom de voz e o olhar calmo a fizeram voltar à si, aquele era o velho Goku de sempre.

— Você pode nos ajudar? Pode pegar as cápsulas de volta? — Goku perguntou à Bulma.

— Sim.

— Então vamos voltar para pegá-las, eu vou com você — ele disse.

— Não, eu vou sozinha — Bulma respondeu.

— Nada disso, é perigoso. Seu pai me pediu para levar você de volta, se Vegeta a ver poderá fazer algo contra você.

— Ele já fez tudo de ruim que podia contra mim, não há mais nada que ele possa fazer para me atingir.

— Mesmo assim...

— Se quiser as cápsulas é assim que vai ser — ela o interrompeu — eu vou sozinha as buscar, e não quero que ninguém me siga — ela olhou ameaçadoramente para todos ao redor.

— Bulma-san, tem certeza? — Goku perguntou.

— Tenho. Você o matou?

— Não, ele não é mais um oponente à altura. Fiquei com dó de vê-lo apanhar e nem conseguir reagir.

— Então vou ter que fazer esse serviço sujo também?

— Você vai matar o Vegeta? — ele perguntou assustado.

— Por que não? Acha que eu não tenho coragem? — ela disse com um sorriso malvado.

***

A guarda pessoal do príncipe o escoltou de volta ao castelo. Lá, começaram a tratar seus ferimentos. Tarble, que havia ouvido a confusão das construções sendo destruídas e a correria dos saiyajins, foi ver o que estava acontecendo.

— O que houve? Quem te atacou, nii-san?

— Um verme insolente — Vegeta rosnou.

— Deve ser um verme daqueles então, pra te deixar nesse estado.

Vegeta resmungou.

— Foi Kakarotto, ele está irreconhecível, muito mais forte. Se eu não pude com ele, você também não vai conseguir.

— Eu não vou para lutar, nii-san. Vou negociar, coisa que eu faço melhor do que ninguém.

Vegeta o olhou severamente, mas permaneceu em silêncio. O corpo estava todo dolorido, precisava poupar-se daquele sofrimento e humilhação de ter sido derrotado pela primeira vez na sua vida.

— Coloquem-no na câmara de regeneração, em pouco tempo ele estará bom de novo. Preciso investigar o que está acontecendo — Tarble ordenou aos homens.

Os homens levaram Vegeta para a câmara de regeneração, e Tarble foi de encontro às naves terráqueas.

***

Pouco tempo depois, Vegeta estava nos seus aposentos, já livre da câmara de regeneração, já completamente recuperado, porém, o ódio por ter sido derrotado por Kakarotto, a quem sempre julgou inferior em todos os aspectos, queimava ardentemente em seu peito. Precisava derrotar Kakarotto imediatamente e voltar a ter o seu orgulho. Vestiu as roupas e sentiu o pequeno aro de metal incomodando por dentre os tecidos do bolso, pegou-o e ficou observando o metal dourado contra a luz. Pensou em Bulma e no pedido que queria fazer, queria vê-la feliz e sorridente de novo, ultimamente ela estava muito calada e abatida, frequentemente chorava e já não era mais tão fogosa quanto antes.

—"Será que ela não me ama mais?" — ele pensou — "Será que se descobrir que fui derrotado ela vai deixar de me amar?"

Então Bulma entrou no quarto do príncipe.

— Bulma... onde esteve? Os terráqueos invadiram o planeta, é melhor manter-se no castelo até eu resolver tudo.

— Vegeta, eu vim justamente para te avisar que estou partindo com os meus amigos.

— O quê? — ele gritou.

— É óbvio que eu vou com eles, eles são meu povo, vieram pra me resgatar.

— Resgatar? Você está ótima aqui, não precisa de resgate nenhum. Eu estou indo derrotar Kakarotto agora mesmo e vou espantar esses terráqueos direto para o buraco de onde vieram.

— Mesmo se quisesse não conseguiria, eu sei que você foi derrotado, Goku me disse que você não é mais um oponente à altura.

— Kakarotto está mentindo sobre ter me derrotado! E você não entende de nada sobre lutas e essas coisas.

— Não mesmo, mas quem precisou de uma câmara de regeneração foi você e não ele.

Vegeta resmungou. Não responderia à ela pra não começar mais uma briga.

— Bulma, você está emocionada com o retorno desses terráqueos, mas esqueça esse negócio de partir com eles, entendeu? Você vai ficar aqui comigo, pra sempre.

— Já está decidido, Vegeta. Eu não estou pedindo permissão dessa vez, eu estou te comunicando. Ah, e também vou levar as cápsulas que roubou do meu povo.

— Bulma, nada disso vai acontecer, você não vai embora e muito menos levar as minhas cápsulas.

— Eu vou sim.

— Não vai.

— Eu vou.

— Não.

— Eu vou, acabou isso tudo pra mim. Você acabou pra mim — Bulma sentenciou.

— Bulma, eu entendo que sente falta dos seus pais e amigos, mas acabou tudo entre a gente? O que está dizendo? Você me ama, você é louca por mim.

— Não amo mais, príncipe.

— Impossível, essas coisas não mudam assim tão rápido.

— Agora mudaram, eu não te amo mais.

— Quando é que isso aconteceu? Quando deixou de me amar?

— Quando eu descobri que você matou a Chichi.

Vegeta gelou.

Notas finais
Deixem comentários, abraços! PS: Todo mundo já conhece o discurso, mas eu vou repeti-lo. Sim, me desculpem pela demora em postar, e não, eu não desistir da fanfic, apenas estou muito atarefada. Ocorre que pretendo voltar a publicar semanalmente, e terça feira foi o dia que eu escolhi para postar, então, podem deixar marcado, porque toda terça às 9h05 da manhã vai ter capítulo novo da fanfic sim, muahahahaha! Mas por enquanto vai ser só um capítulo por semana, people, muito provavelmente eu vou me atrapalhar toda se tentar postar mais do que isso, meu tempo está realmente escasso.