A Guerra das Cápsulas
22 Chichi engana Vegeta
Notas iniciais
Ao voltar para o seu quarto, Chichi encontrou Goku a esperando.
— Desculpa, eu não sabia se podia entrar e ao mesmo tempo não quis ficar no corredor e correr o risco de alguém me ver — ele começou se justificando.
Chichi o abraçou.
— Deixa de ser bobo, você é o único que pode entrar aqui quando quiser — ela o beijou — O que você vai fazer agora? — ela perguntou após o beijo.
— Eu vou fazer como ele disse, vou me afastar, não quero correr o risco dele falar com o Vegeta, ele já estava desconfiado lá na casa do Mestre Kame, se o seu pai falar algo, aí mesmo é que ele vai ter certeza.
— Você vai me deixar então?
— Só quando você me mandar embora...
— Então nunca!
— Nesse caso vamos ter que tomar muito mais cuidado a partir de agora.
— E se a gente voltar para a casa da Bulma?
— Mas com o Vegeta lá? Vai ser mais difícil despistá-lo.
— Não lembra que o Vegeta ficava correndo atrás da Bulma o tempo inteiro? A gente pode aproveitar o tempo que eles estarão na fábrica.
— É arriscado...
— É o único jeito! Aqui meu pai vai manter os criados de olho na gente, vai ser pior.
— Bom, se você diz... O que seu pai conversou com você depois que eu saí?
— Nada que realmente importe, uma história mirabolante que ele inventou para justificar os seus preconceitos.
— Nossa, ele realmente é esse tipo de pessoa?
— Estou muito decepcionada por ele não nos ajudar, mas mais ainda o fato de ele achar que eu sou burra de acreditar em uma palhaçada dessas. O que você sabe sobre o contrato que rege as regras do meu casamento com o Vegeta?
— Nada, eu só ouvi falar, mas não conheço os detalhes.
— Vou tentar descobrir algo com ele, mas vou fazer de um jeito que ele não perceba minhas intenções. Quero saber se meu pai mentiu mesmo pra mim.
— E vai fazer isso como? — Goku perguntou enciumado.
— Eu já entendi o jeito de lidar com o Vegeta, é só bajular ele que ele acredita em tudo... é tão tolo — ela riu.
— Cuidado, o Vegeta não é burro.
— Burro ele não é, mas a arrogância dele o cega.
— Vocês... — Goku ruborizou fortemente — deixa pra lá, não é da minha conta.
— O que é? Fala!
— Eu só queria saber se vocês estavam sérios naquela noite na casa do Mestre Kame, você o beijou e tal... hoje cedo repetiu de novo.
— Está com ciúmes é? — ela provocou.
— Claro que não... mas eu sei que quem está sobrando aqui, teoricamente, sou eu.
— Ele me beijou sim, se é o que quer saber... mas eu não gostei, ele foi agressivo.
— Típico — Goku desdenhou — Foi só isso?
— Goku, não faça mais perguntas... eu tenho vergonha. Eu não vou deixar ele tocar em mim, se é isso o que te preocupa.
— Não estou duvidando de você, mas eu conheço a fama do Vegeta.
— Ele tentou algumas coisas sim, mas eu o repeli, disse que não faria nada antes do casamento.
— Vegeta está a perigo, está sem uma mulher há algumas semanas, ele vai começar a ficar perigoso. Sendo você a noiva, se jogando pra cima dele... talvez ele queira usufruir os benefícios do casamento antes do tempo.
— Tem a Bulma...
— Tem certeza que você quer um cara que já é naturalmente violento, sendo restrito das coisas que ele mais gosta perto da sua melhor amiga? Se ele colocar ela na cabeça e ela se negar ele pode até matá-la. Eu já vi ele fazer isso antes, várias vezes.
— Ela gosta dele... bom, eu acho que gosta.
— Nunca conheci uma mulher que gostasse de verdade do Vegeta — Ele sentenciou.
***
No dia seguinte, Bulma trabalhou tranquilamente pois Vegeta não apareceu para cobrar as cápsulas pela milionésima vez como ele sempre fazia. Quando ela voltou para casa no fim da tarde, ele não estava. Ela jantou só com os pais.
— A princesa mandou um recado — o Dr. Briefs disse quando jantaram — Disse que está voltando para cá, vai ficar até as últimas semanas antes do casamento.
— Vai ser um casamento tão lindo, não é otou-san? — a mãe de Bulma suspirava.
— Goku vai voltar com ela? — Bulma perguntou.
— Não sei, não disse nada sobre ele.
— Aquele belo jovem alto? — a Sra. Briefs continuava — acho que vou convidá-lo para um encontro da próxima vez.
— Mãe, deixa ele em paz — Bulma riu.
— Mas o príncipe com aquele olhar severo é tão galante! — a mãe da Bulma devaneava — Aquelas entradas altas são tão na moda! Acho que vou chamar ele para um encontro também!
— E onde ele está? — Bulma perguntou fingindo desinteresse.
— Não vimos o príncipe durante o dia todo, filha — o Dr. Briefs falou — Acho que ele nem dormiu aqui em casa.
Bulma acabou concluindo que ele tivesse ido para o palácio também.
— "Ou ele pode ir para a casa do caralho! Não estou nem aí!" — ela pensou já irritada em se lembrar da noite anterior.
De fato, o príncipe havia passado a noite fora. Ele estava fora de si pelo tapa que tomara. Nunca imaginou que ela o bateria daquele jeito. Queria fazer coisas com ela, mas não queria a obrigá-la e isso não era natural para ele, pois sempre conseguia tudo o que queria com uma simples ordem.
— "Mas ela não obedece as minhas ordens!" — Vegeta pensou.
Na noite anterior ele voou até um prostíbulo e resolveu seus assuntos por lá. Durante o dia treinou um pouco para relaxar a cabeça e voltou para o palácio, agora podia pensar melhor sem a terráquea por perto. No caminho da entrada encontrou Chichi.
— Meu príncipe! — ela se jogou nos braços dele.
— Resolveu o que tinha para resolver, princesa? — ele perguntou enquanto a afastava gentilmente.
— Sim, era sobre o casamento. Aliás, queria te perguntar. Sabe sobre um contrato que rege as regras do nosso casamento?
— Sim, já ouvi falar.
— Você tem alguma cópia dele com você?
— Não, meu pai morreu logo depois que foi assinado e nossos conselheiros nunca me deram detalhes.
— Você não acha estranho que não haja uma cópia desse contrato com ninguém?
Vegeta deu de ombros.
— Bem, estou voltando para a casa da Bulma? Você vai comigo? — Chichi perguntou.
— A casa da terráq... a casa daquela sua amiga?
— Sim, você sabe muito bem quem é a Bulma, aquela linda de cabelos azuis.
— Ela é linda? — Vegeta desdenhou.
— Belíssima, maravilhosa! Às vezes acho que até mais do que eu — Chichi o provocou.
— Acho ela muito vulgar.
— Bom, isso é muito cruel da sua parte, mas é para lá que estou indo.
— Cadê o Kakarotto? Eu havia pedido para ele escoltá-la.
— E ele fez isso, mas depois não o vi mais.
Vegeta pareceu acreditar.
— Bom, vou procurá-lo — Vegeta disse — e depois veremos se vamos para a casa da terráq... a casa da sua amiga.
— Ok, me avise por favor — ela se colocou nas pontas dos pés e deu um selinho nele.
— Não precisa me beijar toda hora — Vegeta se irritou.
— Mas eu quero tanto! — Chichi sorriu, ele ruborizou.
Dentro do carro Chichi usou as costas das mãos para limpar a boca enquanto involuntariamente fazia uma cara de nojo. Ela observou Vegeta se afastando alheio aos seus planos.
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