A Guerra das Cápsulas

65 Amantes insanos - hentai


Notas iniciais
Yoo mina-san! Aproveitem o capítulo de hoje!

Tarble chegou à região onde os terráqueos haviam pousado as naves e localizando a nave onde estava Goku, pediu que ele saísse.

Goku saiu para conversar com Tarble, foi seguido por Raditz e seus homens, Kuririn, Dezessete, Dezoito e os outros humanos que o acompanhavam.

— Tarble-san, quanto tempo — Goku fez uma suave reverência.

— Kakarotto-san — Tarble fez um gesto quase imperceptível com a cabeça — vi que já se acertou com o meu irmão. Eu posso pedir para que vocês deixem o planeta pacificamente?

— É... eu já me resolvi com o Vegeta. E assim que a gente pegar as cápsulas, nós vamos embora, não queremos um conflito desnecessário — Goku respondeu.

— Então vieram aqui pra nada. Vegeta está vivo e as cápsulas não serão devolvidas — Tarble disse.

— Tarble... você sempre foi mais sensato que o seu irmão. As cápsulas são dos humanos.

— Eram dos humanos, agora são nossas. As riquezas que elas guardam são importantes para a gente.

— Vocês tem muito mais do que eles, o povo terráqueo está em apuros lá na Terra. Devolva as cápsulas que são deles e tudo ficará resolvido — Goku pediu.

— Bem que meu irmão disse que você é burro, Kakarotto. Eu não vou devolver as cápsulas, se as querem, lutem. Foi pra isso que vieram, não é? Lutar.

Goku estava decepcionado com Tarble, sempre o teve em alta consideração por ser mais gentil e sensato do que Vegeta, muitíssimo mais fácil de lidar. Agora, ele estava se mostrando tão tirano quanto o irmão mais velho, o incitando à guerra, coisa que Goku queria evitar a fim de poupar mortes desnecessárias.

— Bulma foi buscar as cápsulas, nós não vamos precisar lutar — Goku disse — só estamos esperando ela voltar para ir embora.

— Você acha que o Vegeta vai deixar ela ir embora? Eles são amantes, ela provavelmente te enganou dizendo que pegaria as cápsulas para voltar correndo para os braços dele — Tarble sentenciou.

Goku e os outros se entreolharam. Aquilo não combinava com a Bulma, mas ao mesmo tempo não poderiam garantir que as palavras de Tarble não fossem verdadeiras, afinal, ela estava vivendo naquele planeta há anos, poderia muito bem ter se tornado leal à Vegeta acima de tudo.

— Ouviu, Kakarotto? — Tarble continuou — Bulma não vai voltar com as cápsulas, se as quiserem, lutem. Nós estamos preparados para o conflito.

Goku viu que todos ao redor estavam loucos querendo uma luta séria depois de todo aquele treinamento na Terra. Se ele foi capaz de derrotar Vegeta, então possivelmente os outros poderiam derrotar os saiyajins comuns.

— Só você lutou, Goku — Kuririn disse — a gente quer lutar também!

— É verdade — Yamcha completou.

— Isso mesmo, eu quero uma luta de verdade — Dezessete disse.

— E eu então? Estou louco para acabar com a raça desses desgraçados — Raditz completou.

— Ok, ok — Goku disse — então se todos querem lutar, e nós viemos aqui para isso, vamos lutar — então dirigiu-se à Tarble — se a gente ganhar levamos as cápsulas, se a gente perder, voltamos para Terra de mãos vazias.

— Um pouco injusto, não acha? — Tarble disse — Se ganharem, as cápsulas são suas, mas se perderem, todos vocês serão nossos escravos.

Goku ficou terrivelmente desagradado com aquela proposta.

***

No castelo, Vegeta ainda tentava remediar a situação.

— Bulma, quem te disse isso?

— Não vá negar, Vegeta. Eu sei que é verdade, isso explica muita coisa.

— Foi Kakarotto?

— Não, Yamcha

— Aquele inseto! — Vegeta praguejou.

— O único inseto aqui é você! Como pôde, Vegeta? Como pôde? Ela estava grávida, você matou uma moça grávida!

— Ela me traiu com aquele verme do Kakarotto, então não tive escolha.

— Não teve escolha? É claro que tinha uma escolha, você poderia perdoá-la!

— Agora que ela está morta e enterrada eu a perdoei — ele riu.

— E ainda brinca com isso?! Você é o pior! Eu te odeio! Te odeio! — ela começou a estapear o peito dele. Vegeta a imobilizou com facilidade.

— Pare com isso, acabou, acabou — ele tentou a acalmar — ela nem sofreu, eu fui rápido.

— Não fale mais nada, eu não quero ouvir! — Bulma começou a chorar.

— Bulma, esquece isso, já tem muito tempo que isso aconteceu.

— Por que você não me contou?

— Porque eu sabia que você iria pirar com essa história. Isso não significa mais nada, ela morreu, acabou, está enterrada! E não vai mais ficar entre a gente.

— Ela nunca esteve entre a gente! Chichi amou Goku assim que o viu pela primeira vez, você sequer foi considerado!

— Esse foi o erro dela, se tivesse me escolhido estaria viva hoje.

— Seu nojento!

— Vocês poderiam estar juntas aqui curtindo a vida tranquilamente, já que se adoravam tanto assim.

— Eu não teria vindo com você, seu idiota!

— Teria sim, você seria minha de qualquer jeito, com ela viva ou morta.

— Seu sujo, eu seria uma concubina, não é?

— Bulma, é por isso que você deve agradecer pela princesa ter morrido, seu lugar seria esse por causa dos acordos, mas com ela morta, quem vai ser a princesa é você. Não, a rainha. Você vai ser a rainha!

— Eu não serei princesa de nada, muito menos rainha.

— Vai ser sim, nós vamos nos casar, já está resolvido.

— Agora vem com esse papo de casamento?

— É, eu preciso de um herdeiro legítimo, então nós vamos casar e eu vou te engravidar, assim poderei me tornar rei logo.

— Eu sabia, como sempre tem um motivo egoísta por trás de tudo o que você faz!

— Bulma, entenda! O que eu poderia fazer? Com você sempre chorando e querendo voltar para a Terra, como eu poderia saber que você se casaria comigo?

— É lógico que eu queria, seu imbecil! Porque não me pediu em casamento antes? Assim eu saberia que eu era importante pra você, não só uma peça nos seus joguetes!

Vegeta calou-se.

— Está vendo? Não tem resposta, não é? Você é um egoísta, um assassino, mas agora eu não vou me casar com você e muito menos ter um filho seu de jeito nenhum — ela disse enquanto tentava sair, ele a segurou pelo braço.

— Você vai sim, é o único jeito de eu me tornar rei!

— Então se depender de mim, você será menos que um serviçal. Por que não arruma outra pra se casar com você?

— Não tem ninguém que eu queira além de você.

— Não tem ninguém que te queira, isso sim.

— Sua tola, eu ainda sou o príncipe desse planeta. Qualquer uma gostaria de estar no seu lugar.

— O único tolo aqui é você que ainda não enxergou que é odiado por todos! Ninguém te ama, Vegeta. Ninguém gosta de você, nem sequer o seu irmão gosta de você. Eu vou voltar para a Terra com os meus amigos e te deixar aqui sozinho!

Vegeta estava irritado com aquelas palavras. Num ímpeto de raiva, levantou a mão para golpeá-la.

— Vai me bater agora?

Ele abaixou a mão até o queixo dela. O pressionou, pouca força era suficiente para machucá-la.

— Você estragou tudo, mulher. Nem ouse sair desse castelo, ou eu nem sei o que posso fazer — ele ameaçou.

Ele a empurrou e saiu. Bulma ficou caída no chão chorando muito.

***

Mal saiu do quarto, Vegeta arrependeu-se. Queria voltar atrás imediatamente e resolver aquela briga idiota. Mas o machucava que ela quisesse ir. Mesmo depois de tanto tempo ali vivendo com ele.

—"Não posso acreditar que esse tempo todo ela estava pensando em ir embora... que mulher! Estava querendo me trair como todos! Eu prefiro ela morta do que deixar ela voltar, eu mato ela antes!"

Entrou nos seus aposentos e virou um cálice de bebida. Aquelas bebidas fortes da Terra, que alteravam os sentidos. Ele não gostava muito pois sempre se sentia lento no dia seguinte. Mas agora queria por um fim naquele desespero.

— Por que, Bulma? Por quê?

Tomou três doses daquelas bebidas e despiu-se. Encheu mais um cálice e sentou diante da lareira. Ficou bebericando enquanto as chamas dançavam diante dos seus olhos. Formavam figuras fantasmagóricas, oníricas. Percebeu que a bebida já fazia efeito. Ouviu a porta abrir lentamente. Bulma surgiu. Completamente nua, caminhou até ele.

— Estou sonhando? — ele perguntou.

Ela não respondeu, ajoelhou-se diante dele e colocou na boca. Passou a língua e deslizou inteiro para dentro da boca.

— Isso é um sonho... só pode ser — ele balbuciou.

Colocou as mãos na cabeça dela e massageou seus cabelos. Estava quase terminando. Ela percebeu e interrompeu a carícia. Sentou no colo, encaixou e começou a dançar. Ele a agarrou pela cintura, levou os seios dela até a boca. Ficaram na poltrona até o limite do prazer chegar, mas Vegeta queria se demorar o máximo possível, então levantou-se com ela no colo e a levou para cama. Deitado sobre o corpo dela entrou com toda a força que podia enquanto a beijava enlouquecido. Os gemidos e as respirações entrecortadas começaram a dar lugar a palavras desconexas que ele pronunciava totalmente fora de si.

— Mulher você... mulher eu...

Neste momento, Bulma, que trazia uma adaga escondida, longa o suficiente para atravessar o pulmão do príncipe, posicionou-a nas costas dele.

— Eu te amo... — ele sussurrou.

Bulma interrompeu o movimento, as lágrimas recomeçaram nos seus olhos.

— Eu te amo, Vegeta.

Ele jorrou-se dentro dela, e adormeceu profundamente.

***

Vegeta dormiu abraçado ao corpo de Bulma. Ele a envolvia totalmente com os dois braços, ela não conseguiria se mover nem se quisesse. Ficou pensando nas últimas palavras dele e na atitude covarde que estava prestes a tomar. Empurrou a adaga e ela caiu sobre o tapete felpudo ao lado da cama, no dia seguinte a esconderia.

Acabou adormecendo também. Não soube dizer se passaram alguns minutos ou muitas horas. Uma buzina ensurdecedora começou a tocar. Ambos acordaram assustados. No corredor passos apressados, gritos, confusão. Vegeta já estava de pé se vestindo.

— Estamos sendo atacados — ele avisou simplesmente.

— Atacados? — ela também levantou e começou a se vestir.

— Sim, esse é o alarme para avisar sobre ataques. Seus amigos terráqueos agiram.

— Não, eles só querem as cápsulas — Bulma estava estarrecida.

— Bulma, entenda. Eles não são tão bonzinhos como você imagina. Cada um dos seus "preciosos" amigos é tão sanguinário quanto eu. Fique aqui e permaneça segura. Eu vou derrotar a todos rapidamente e volto logo.

— Vegeta, não mate os meus amigos! Tente negociar e chegar a uma solução pacífica.

— Se Tarble não conseguiu que eles desistissem, eu sequer vou tentar. E estou louco para pegar aquele seu "ex-namoradinho" Yamcha e estraçalhar com ele por ter falado sobre o que ele não deveria.

— Vegeta não faça nada com ele — Bulma suplicou.

— Eu estava tranquilo aqui, foram eles que vieram, não foram? Então se vieram pra guerra agora que aguentem.

— Não mate ninguém, por favor — Bulma disse num sussurro enquanto o abraçava.

Vegeta ignorou o pedido dela. Mataria todos que pudesse, principalmente Kakarotto e Yamcha. Mas não diria mais as coisas que a magoavam, depois que eliminasse os terráqueos, resolveria tudo com ela, e tudo seria como antes.

— Bulma, ontem eu... eu estava muito bêbado, falei várias besteiras.

Bulma sentiu como se aquela adaga perfurasse seu coração. Vegeta deu um último beijo nela e saiu. Ela andou até a porta e observou enquanto ele reunia-se com os seus homens. Ela ouvia a voz forte dele dando ordens, instruindo a todos sobre o que fazer. Ontem aquela mesma voz foi a que sussurrou juras de amor no seu ouvido. Mas era tudo mentira.

—"Falei várias besteiras" — ela lembrou das palavras dele.

— "Esse homem nunca me amou, nem vai me amar" — ela concluiu com lágrimas nos olhos.

Notas finais
Deixem comentários, abraços!