A Guerra Do Amor
23 Primeira e última vez
Notas iniciais
Capítulo 23 — Primeira e última vez
Durante a refeição da noite Dimitri não conseguia tirar os olhos de mim. Eu tinha certeza de que todos já tinham percebido que havia algo acontecendo entre nós. Outra prova era que a graciosa irmã Castille tinha parado com seus olhares apaixonados, mas eu não sabia dizer se era porque ela percebeu algo entre eu e Dimitri ou se era por causa dos meus olhares hostis de mais cedo. De qualquer forma, meu objetivo foi cumprido e eu estava satisfeita.
– Quando será o casamento princesa? Eu ouvi que ele foi adiado em algumas semanas. – a senhora Castille perguntou enquanto todos nós tomávamos nossas sopas de entrada. Pelo visto ela estava alheia a todo drama amoroso acontecendo a sua frente, se não ela saberia que esse assunto era delicado.
– Em dez dias para ser mais exata. E sim, foi adiado. Eu queria uma decoração do oriente no meu casamento e isso acabou levando mais tempo do que o imaginado. – Eu esperava que o barco que traria essas tapeçarias tenha naufragado em algum lugar distante me dando mais algumas semanas extras de liberdade.
Dimitri me deu um sorriso, ele já sabia dos meus dons de persuasão.
– Estamos ansiosas para ter um novo membro com sangue Mazur no reino, afinal faz quase dezoito anos já. – eu era a última nascida com esse sangue nesse reino.
– Sim, isso é uma grande responsabilidade. – Dimitri se mexia do meu lado desconfortável com o assunto.
– Mãe, para quando a próxima caçada está prevista? – Eddie tentou mudar de assunto chamando a atenção da mãe.
– Querido, só na primavera. Você sabe disso. – não adiantou porque ela se virou para mim novamente. – Princesa eu tenho pedido para que a lua dirija toda a fertilidade da primavera em seu ventre, e a aconselho usar uma fita verde amarrada ao seu vestido de núpcias. Verde é a cor da fertilidade.
Eu me engasguei com meu vinho tossindo desesperadamente, Dimitri se levantou abanando o guardanapo na minha frente e me pedindo para respirar.
– Isso é um sinal, com um noivo bonito como aquele os filhos virão ainda mais rápido. – senhora Castille disse depois que eu retomei a minha compostura. Desta vez Dimitri derrubou a taça, fazendo uma bagunça de vinho pela mesa. Até mesmo Lea bateu com a mão na testa e parecia com vergonha.
– Mãe já não está na hora de servir o assado? – Eddie pediu finalmente tirando a mulher da sala.
...
– Eu poderia ficar aqui para sempre. – eu sugeri para Dimitri. Estávamos sentados sozinhos de frente para a lareira, tentando parecer comportados.
– Então fique. – ele respondeu me puxando e me fazendo deitar a cabeça em seu peito.
– É um pouco mais complicado do que isso. – suspirei. – Você viu todas aquelas pessoas no mercado, como eu poderia simplesmente permitir que a guerra destrua tudo? – diminui meu tom de voz para apenas ele ouvir.
– Um casamento pode melhorar as coisas, mas não vai fazer vocês vencerem a guerra. Você não precisa fazer isso Roza. – ele disse mexendo nos meus cabelos delicadamente.
– O que você sabe e não está me dizendo? – perguntei desconfiada.
– Eu não sei tanto quanto você deve saber. – ele suspirou antes de continuar. – Quando eu era criança me lembro do meu pai acusando o rei Nathan de matar seu irmão Robert, que era o herdeiro do trono. Victor dizia que os reis do oeste queriam tomar a sua coroa, e que honraria a morte do seu irmão tirando tudo dos reis. Essa vingança não vai acabar com a guerra, ele só vai se reajustar para atacar novamente.
– Então era isso que ele estava falando. – refleti me lembrando das palavras de Victor.
– O que Victor disse?
– Ele disse que a guerra não era culpa dele. – Dimitri parecia nervoso, mas fechou os olhos se acalmando. Eu sabia que ele não queria perder o controle na minha frente de novo.
– Victor não tem nenhuma prova de que foi Nathan quem matou Robert, ele supôs isso, e os reis do oeste nunca deram qualquer indício direto de que queriam a sua coroa. Ele provocou a todos matando a família Dragomir, foi ele quem começou a guerra. Eu achei que você sabia. – ele franziu o cenho me olhando preocupado.
– Ele matou a família da Lissa? – perguntei surpresa. – Eu achei que fossem os cavaleiros da Alvorada. – pelo menos foi o que Lissa tinha me dito.
– Eles não são como você pensa Roza, eles estavam na cena do crime porque queriam impedir aquilo. As pessoas tiraram conclusões precipitadas e os reis acharam melhor culpá-los do que explicar que um rei louco do leste estava declarando guerra contra eles.
Era muita coisa para absorver, mas em uma coisa Victor tinha razão, todos vinham mentindo para mim. Eu já não sabia mais em quem confiar.
– Eu sei o que está pensando Roza e seu pai apenas está tentando protegê-la.
– Me proteger? Mentindo? Ele me fez sentir culpada todo esse tempo, ele sabia como eu me sentia. – eu não queria descontar minha raiva em Dimitri, afinal ele não tinha nada a ver com isso.
– Não é uma atitude que eu aprovo de forma alguma, mas tente entender o lado dele. – por que ele parecia tão calmo quando eu estava quase arrancando os cabelos?
– Ainda assim, meu casamento seria a união que precisamos para combatê-lo não é?
– Nenhum dos reis do oeste tem capacidade para derrotar o exército russo, não sozinhos. Mas vocês não precisam de uma união matrimonial, eles só precisam enxergar que o melhor agora é deixar as diferenças de lado e se unirem. – ele estava frustrado.
– Rei Nathan não aceitaria se eu negasse o pedido do seu filho, ele é orgulhoso demais para isso. Na manhã seguinte ele estaria encerrando relações com Teremur, mesmo que isso lhe custasse a sua própria coroa. – Se tinha uma coisa que eu tinha aprendido era que Nathan não gostava se receber um “não” como resposta.
– Nós vamos resolver isso Roza. – ele prometeu. – Eu não sei se eu aguentaria vê-la se casar com outro, você não pode fazer isso, por favor.
– Dimitri, nós já falamos sobre isso. – eu disse desconfortável. – Era algo que aconteceria inevitavelmente.
– Eu sei Roza. – ele disse revirando seus próprios cabelos. – Mas antes eu não imaginava que eu fosse sentir o que eu sinto por você agora.
– Eu não posso virar as costas pro meu povo quando eles mais precisam de mim Dimitri.
– Então você vai deixá-los controlar você? – eu percebi tarde demais que estávamos brigando, e dessa vez não era por ciúmes bobos.
– É a minha decisão Dimitri. – eu gritei. – Meu povo vem em primeiro lugar, eu cresci aprendo isso e me preparando a vida inteira para quando eu me tornasse rainha. Eu devo isso a minha mãe. – seus olhos mostraram compaixão, mas foi apenas um flash. Por que eu não nasci uma simples camponesa? Tudo seria muito mais fácil.
– Nada que eu fale vai te convencer do contrário não é?
– Eu sinto muito. – pedi e em resposta eu tive o silêncio.
– Está tudo bem aqui? Nós ouvimos gritos. – Eddie estava na porta com um semblante preocupado.
Dimitri acenou com a cabeça e se virou para sair.
– Boa noite. – ele disse dando as costas e subindo as escadas.
Eu enterrei minha cabeça em minhas mãos, eu só queria poder chorar a minha mágoa. Era tão difícil ele entender que eu o amava e que isso doía ainda mais em mim do que nele? Eu é que estava tomando a decisão mais difícil.
– Ele é cabeça dura Rose. – Eu senti o sofá se afundando quando Eddie se sentou ao meu lado.
– Eu não quero que ele fique com raiva de mim, mas ao mesmo tempo eu estou com raiva dele por estar tornando tudo tão difícil. – eu gemi.
– Ele só está desesperado Rose, ele sabe que vai perder você em breve e é difícil para ele aceitar isso. Acredite em mim, eu o conheço e ele nunca poderia ficar com raiva de você, eu sei pelo jeito que ele te olha.
– Obrigada Eddie, eu vou manter isso em mente. – sorri agradecida.
Um tempo depois eu decidi ir me deitar também, eu estava de mau humor e não queria descontar nos generosos anfitriões.
...
Na manhã seguinte eu fui a última a acordar, uma criada me trouxe minha refeição no quarto uma vez que todos já tinham comido. Ela me ajudou a vestir as minhas próprias roupas e depois eu desci para encontrar apenas a irmã do Eddie na sala.
– Bom dia princesa. Dormiu bem? – ela era muito gentil, como todos os Castille. Eu até poderia vir a gostar dela, eventualmente.
– Bom dia Lea. Dormi muito bem, obrigada por me receber em sua casa.
– É uma honra ter a princesa de Teremur presente em nossa casa. – ele fez um arco de respeito.
Eu tinha que ir me acostumando a ter essa relação formal com todos os nobres.
– Onde estão todos? – perguntei.
– Minha mãe está na cozinha ajudando a preparar algo para a sua viagem. E Dimitri e meu irmão estão nos estábulos.
– Eu vou me encontrar com eles, obrigada.
O estábulo do vilarejo não ficava muito longe da casa e quando cheguei lá vi que só Dimitri e Eddie estavam ali entretidos com os cavalos.
Eu limpei a garganta os fazendo olharem na minha direção.
– Bom dia Rose. – Eddie foi gentil enquanto Dimitri apenas me deu um aceno. Ele não poderia ainda estar bravo por uma coisa tão pequena, ou talvez não fosse assim tão pequena, meu subconsciente avisou. Mas hoje eu não ouviria meu subconsciente racional, se ele podia ficar com raiva de mim eu também tinha todo o direito.
– Rose, Dimitri me contou que você é uma das melhores arqueiras que ele já viu. É uma pena que não tivemos a oportunidade de fazer uma aposta. – Eddie tentou amenizar o clima pesado.
Dimitri me achava uma boa arqueira? Eu olhei para ele questionando, mas ele apenas deu de ombro.
– Eu realmente estou precisando de uma espada nova, quem sabe no nosso próximo encontro. – eu sorri tentando agir normalmente.
– Ah! Eu gosto de mulheres seguras de si. – Eddie flertou. Dimitri bufou alto e puxou o cavalo para fora me chamando.
– Precisamos sair agora Rose, uma tempestade de neve pode cair a qualquer momento. — Eu realmente tinha observado que esta manhã estava ventando muito.
Eu o segui até a casa dos Castille.
– Façam uma viagem segura. – Lea gritou. Dimitri e eu já estávamos montados no cavalo, mesmo que fosse um pouco desconfortável estar tão perto dele agora.
– Nós nos veremos no casamento princesa. – a senhora Castille disse para o meu aborrecimento. – E a próxima vez que vier me visitar nessas terras que já esteja de barriga. – ela torceu.
Eu dei um sorrisinho forçado enquanto Dimitri apertou a rédeas com força, era melhor sairmos logo.
Lea tinha me dado uma nova capa para proteger do frio, já que eu tinha perdido a minha no incidente do rio. Eu tremi me lembrando, achando que eu estava com frio Dimitri me abraçou, mas eu acho que ele nem percebeu o que ele estava fazendo. Talvez ele não estivesse com tanta raiva assim, pensei.
Ainda estávamos seguindo pela floresta e eu podia ver que não estávamos muito longe do castelo mais. Mas então uma ventania de neve começou fazendo meu cabelo bater com força no meu rosto. Eu não podia enxergar um palmo na minha frente e o barulho do vento parecia uivos de lobos desesperados.
Dimitri tentou me proteger com o seu corpo, mas não estava surtindo muito efeito.
– Vamos parar e esperar a tempestade passar. – ele avisou virando o cavalo para a direção contrária.
– Estamos no meio da floresta. – eu tive que gritar para ele me ouvir.
– Tem uma cabana de lenhador abandona um pouco a frente.
E assenti me encolhendo para me proteger do frio gelado e úmido.
Quando a tempestade estava finalmente pegando eu avistei uma pequena cabana de madeira. Ao lado havia um lago congelado, e os arredores foram totalmente desertos.
Paramos no pequeno estábulo que ficava ao lado guardando o cavalo que já estava ficando assustado com o barulho.
– Vamos. – Dimitri pegou a minha mão para atravessarmos a ventania até a entrada da cabana. O dia tinha escurecido de repente.
Subimos por uma pequena varanda e Dimitri forçou a porta a se abrir fazendo um monte de neve cair. O interior estava completamente escuro e vazio.
Eu entrei primeiro procurando a lareira enquanto Dimitri lutava com o vento para fechar a porta. Com um baque tudo se tornou escuridão e só ouvíamos o vento batendo ruidosamente contra a madeira.
– Rose? – Dimitri chamou.
– Estou aqui. – tropecei em algo e apalpando vi que era um monte de madeira e ao lado a lareira.
– Vamos acender um fogo. – eu pulei quando Dimitri falou perto de mim. Eu nem o vi chegar.
Eu assisti ele usar as pedras de faísca e acender as chamas pacientemente. Soprando a fumaça que logo incendiou a madeira.
Eu finalmente pude ver os arredores. Havia apenas um cômodo com uma pequena cozinha com mesa e armários, duas poltronas ao lado da lareira e no canto distante uma cama com lençóis brancos.
– Não é apropriado para uma princesa, mas ao menos estamos quentes e protegidos. – Dimitri disse e isso me magoou.
– Você sabe que eu não sou assim. – disse com um suspiro exasperado.
A chama estava aquecendo rapidamente o ambiente me fazendo tirar a capa e a pendurar num gancho próximo a porta. Dimitri seguiu meus passos tirando a sua própria, mas logo depois voltou a olhar o fogo, pensativo. Ele estava me ignorando, eu bufei alto.
Eu fui inspecionar os armários e tudo que eu encontrei foram teias de aranhas e bem no fundo uma garrafa de vinho. Era tudo o que eu precisava. Eu despejei uma quantidade generosa em um copo de metal e me sentei confortavelmente em umas das poltronas, bebendo um longo gole.
– Eu não acho que isso é uma boa ideia. – Dimitri disso me observando depois de um tempo.
– É uma pena que eu não sou muito boa em ouvir as pessoas, e no momento por pessoas eu quero dizer você. – Virei o copo o enchendo novamente.
– Roza. – Dimitri veio do meu lado afastando a garrafa.
– Hey. – eu protestei, mas parei quando o vi enchendo um copo para ele próprio.
– Acho que eu preciso disso também. – ele disse se sentando na poltrona ao lado.
– Um brinde aos desafortunados de coração partido. – eu disse levantando o copo.
Dimitri me olhava com o canto dos olhos ocasionalmente, como se quisesse dizer alguma coisa.
– Vá em frente. – pedi e ele tomou uma respiração.
– Eu não quis brigar com você, eu não suporto isso. – ele disse com um suspiro. – É só que eu não posso aceitar perder você assim, eu me sinto tão impotente. Me desculpa Roza, eu sinto muito.
– Eu sei como você se sente Dimitri. Mas não é assim que as coisas vão se resolver. – eu me acomodei melhor na poltrona, ficando de frente pra ele.
– Eu sei, mas é que eu estou com tanto raiva do meu pai. Ele sempre consegue me tirar tudo o que eu mais amo. Eu não quero perder mais ninguém, não você Roza. – seus olhos eram tão intensos que eu não conseguia desviar meu olhar.
– Você não vai me perder, nunca. Eu sempre vou levar você no meu coração. – eu me levantei da poltrona parando de frente a ele.
– Roza. – ele me puxou pela cintura me sentando no seu colo e se acomodando melhor. – Eu prometo que eu estarei cuidando de você não importa onde você esteja, e eu não quero brigar mais. Não quando eu tenho tão pouco tempo com você.
Eu não aguentava mais e o puxei pela nuca de encontro aos meus lábios, sua boca tinha o gosto doce do vinho. Apertando as minhas costas, ele correspondeu imediatamente e avidamente. Nosso beijo tinha tanta paixão e intensidade que eu me assustei no primeiro momento, mas essa era umas das minhas últimas chances de estar com Dimitri e eu não queria desperdiçá-la brigando ou ficando bêbada.
Palavras não precisavam ser ditas, nós dois entendíamos aquilo e sabíamos o que fazer em seguida.
Eu me afastei em busca de ar, mas Dimitri parecia não precisar, pois seus lábios foram diretos pro meu pescoço. Eu me apoiei no seu ombro jogando a cabeça para trás, sua boca estava fazendo maravilhas na minha pele. Um desejo me tomou completamente.
– Dimitri eu quero que você seja o único a me dar prazer, faça amor comigo, me faça uma mulher. – eu consegui dizer com a respiração cortada. Seus olhos estavam em chamas de pura luxúria.
– Você tem certeza Roza? O vinho...
– Eu tenho certeza. – O cortei ansiosa. – Desde aquele dia na hospedaria eu quero você dessa forma. – eu passava a mão pelo seu abdômen e tentei mostrar o quanto eu desejava aquilo. O quanto eu o desejava.
Isso pareceu ser o suficiente, porque no segundo seguinte Dimitri me levou até a cama. E desta vez não havia ninguém para nos interromper.
Ele me deitou cobrindo-me com seu corpo enorme. Então seus lábios voltaram a atacar os meus, dessa vez mais ferozes e ansiosos.
Eu encontrei a barra da sua camisa de linho a puxando ligeiramente para fora de sua cabeça, depois a joguei em algum lugar do cômodo. Sua pele bronzeada brilhava com a pouca luz das chamas. Eu não resisti e passei as mãos por seu peito nu, apreciando cada calafrio que meu toque transmitia nele.
– Você não imagina o quanto eu desejei isso Roza. – sua voz estava grossa de desejo.
– Então me mostre contendedor. – eu pedi, meio gemi.
Dimitri me sentou na cama nunca tirando os lábios da minha pele ou dos meus lábios. Suas mãos habilidosas estavam desfazendo os nós do corpete do meu vestido e eu aproveitei para chutar a bota e calças fora.
Quando o vestido caiu solto ele o desceu pelo meu corpo lentamente e tortuosamente, sua boca acompanhando o tecido com beijos e carícias. Primeiro nos meus ombros, seios, barriga e por fim coxas. Um nó parecia se formar no fundo do meu estômago e eu me sentia completamente úmida.
Quando o vestido saiu acompanhado da minha peça íntima Dimitri se ajoelhou na minha frente admirando meu corpo nu. Eu não senti vergonha, pelo contrario, a intensidade do seu olhar só fez crescer o meu desejo.
– Você é a criatura mais linda que eu já coloquei meus olhos. – Dimitri gemeu lambendo os lábios. Eu poderia dizer o mesmo dele, seu cabelo bagunçado, peito nu e lábios inchados me faziam perder completamente os sentidos.
Eu o puxei de volta me deitando e não pude deixar escapar um gemido quando nossas peles quentes se tocaram pela primeira vez. Meus seios estavam esmagados no seu peito enquanto ele puxava as minhas pernas e as colocava em volta da sua cintura, nos colando completamente.
– Eu prometo que vou te ensinar o prazer Roza. – ele disse para logo depois chupar firmemente meu mamilo endurecido. Um grito saiu da minha garganta enquanto eu apertava minhas pernas a sua volta. Sua masculinidade nunca esteve tão dura. Eu aproveitei a proximidade e comecei a me movimentar sensualmente contra sua dureza, eu o ouvi engasgar e me apertar ainda mais.
Sua mão massageava meu seio esquerdo enquanto a sua boca fazia mágicas com o outro. Meus olhos já estavam virados para trás da minha cabeça enquanto eu me contorcia com o toque da sua outra mão livre para fazer o que quisesse, descendo pela minha barriga e se colocando na minha intimidade. Deus, ele era incrível.
Um suspiro saiu dos meus lábios abertos em prazer quando suas mãos tocaram levemente aquela região. Seus longos dedos indo e vindo, girando em círculos me levava à loucura, me fazendo agarrar seus ombros com força.
– Eu quero tornar o mais confortável para você minha doce Roza. – eu só acenei incapaz de pronunciar qualquer palavra.
Sua boca deixou os meus seios descendo pela minha barriga, perdendo um bom tempo ali. Sua mão ainda continuava me tocando em um ritmo agora mais rápido.
Minha cabeça estava jogada para trás e meus olhos se fecharam com força quando eu senti sua língua descendo, descendo até encontrar a minha região do centro.
– Dimitri. – eu gritei de prazer quando um dedo longo entrou em mim, acompanhando os movimentos da boca. Ele estava entre as minhas pernas, abrindo as minhas coxas para lhe dar espaço. Eu era uma massa de argila em suas mãos, pronta para ser moldada da forma que ele quisesse.
Minhas mãos agarraram seu cabelo sedoso quando uma onda de prazer parecia varrer o meu corpo enquanto seus movimentos aumentavam mais e mais, me fazendo se contorcer desesperadamente. Eu fechei os olhos com força e vi estrelas quando senti meu estômago se apertar e meu centro se contrair ainda mais. Meus gritos e gemidos estavam disputando com o barulho do vento ensurdecedor de fora.
Dimitri se levantou me olhando com um sorriso enquanto meu coração parecia querer saltar para fora.
– Isso meu amor, é o ápice do prazer. – ele sussurrou com a voz rouca no meu ouvido beijando o meu pescoço.
– Faça isso novamente. – eu supliquei o fazendo rir.
Eu vi que eu estava em desvantagem, Dimitri ainda usava as calças e as botas haviam saído em algum momento em que eu estava imersa em prazer.
Mordendo os lábios eu o empurrei de costas na cama e puxei sua calça, tirando-a lentamente. Dimitri seguia cada movimento meu com seus olhos agora totalmente negros. Quando eu olhei para cima vi que sua masculinidade estava totalmente ereta.
Eu me deixei levar e subi em cima dele beijando e mordendo seu peito e pescoço enquanto eu passeava com a minha intimidade por seu comprimento, com um leve roçar. Dimitri tinha a cabeça jogada nos travesseiros e os olhos fechados, soltando murmúrios incoerentes e gemidos guturais.
Quando ele achou que era o suficiente me pegou pela cintura nos virando rápido. Um riso escapou meus lábios vendo seu desespero incontrolável.
– Vou fazer isso o mais gentilmente possível Roza. – ele disse se posicionando em cima de mim com os braços apoiados ao lado da minha cabeça. Ele nunca perdia o cavalheirismo, mesmo quando estava totalmente tomado pelo desejo incontrolável que eu via nos seus olhos escuros.
– Eu confio em você. – sussurrei.
Ele me deu um beijo delicado nos lábios antes de ir colocando seu comprimento dentro de mim gentilmente. Enquanto eu o sentia se aprofundar ele passava a mão carinhosamente no meu rosto. Eu sentia um leve ardor e desconforto, como uma picada de abelha, e me agarrei ao seu ombro suspirando de dor.
– Sinto muito Roza. — ele se desculpou tentando se afastar. Eu o puxei de volta beijando seus lábios.
– Continue. – eu pedi.
Dimitri se colocou totalmente dentro de mim e esperou eu me acostumar com seu tamanho, enquanto isso ele distribui beijos doces pelo meu rosto e dizia palavras carinhosas.
Quando eu já não sentia mais tanta dor eu acenei para ele continuar, então ele começou a se movimentar lentamente e com um ritmo constante. No começo eu ainda sentia um pouco de desconfortou, mas conforme eu fui me acostumando com seu corpo ali eu vi a dor magicamente sendo substituída por prazer.
Envolvi minhas pernas em volta de sua cintura o sentindo ainda mais profundo e se chocando contra um ponto muito sensível, isso me fez soltar um gemido alto e me movimentar de encontro a ele. Eu já estava pegando o jeito muito rápido.
Percebendo que agora eu só recebia prazer e a dor havia passado, Dimitri acelerou o ritmo de forma precisa e firme me beijando ansiosamente ao mesmo tempo. Minha mão estava puxando o seu cabelo e o prendendo ali. Enquanto a outra estava entrelaçada com a dele, apertadas juntas e jogadas na cama.
Quando meus gemidos aumentaram para gritos de prazer ele pegou minhas pernas a erguendo um pouco do colchão, e agora seus movimentos de vai e vem eram frenéticos e profundos, fazendo a cama bater com força contra a parede de madeira. Eu agarrei os lençóis tentando controlar os gritos agudos de satisfação enquanto Dimitri murmurava algumas maldições em russo intercaladas com meu nome na mesma língua.
– Ah...Dimitri. – eu gritei seu nome quando mais uma onda de prazer varreu meu corpo, dessa vez muito mais forte e intensa, fazendo minha visão ficar escura e meu sexo pulsar como uma cavalo a galope. Isso só fez com que ele aumentasse o ritmo me fazendo morder seu ombro com força e arranhar suas costas.
Logo senti algo quente derramar dentro de mim enquanto Dimitri desabou sobre o meu peito gemendo meu nome. Nos dois estávamos cobertos por uma fina camada de suor e soltando respirações curtas e descompassadas.
– Isso foi... – eu estava sem palavras. Era a melhor experiência que eu já tive.
– Você é incrível. – Dimitri completou beijando a minha testa suada e me olhando nos olhos. – Eu te amo Roza. E eu sempre vou proteger você.
– Eu também te amo contendedor. – respondi com o sorriso o beijando nos lábios. Eu tinha certeza disso agora.
Nós dois suspiramos alto em contentamento, nos fazendo gargalhar. Eu me sentia meio grogue e dormente de todo o prazer.
Dimitri se retirou de mim e se deitou na cama me puxando para seus braços. Eu apoiei o queixo no seu peito observando seu sorriso bobo.
– Eu não vejo a hora de repetir isso contendedor. – provoquei.
– Eu percebi que você estava gostando pelos seus gritos. – ele disse divertido. Eu olhei indignada.
– Eu nem gritei tanto assim. – protestei.
– Eu diria que temos sorte de estarmos em uma cabana na floresta e no meio de uma barulhenta tempestade. Caso contrário eu tenho medo que seu pai teria ouvido do acampamento.
– E o que dizer de todas as maldições que você gritou? Pelo visto Victor não é o único que consegue fazer você perder o controle. – eu questionei com as sobrancelhas levantadas.
– Roza, nunca foi um segredo o quanto você me faz louco. – eu o beijei para logo depois voltar a me deitar no seu peito. Eu estava exausta, pensei com um sorriso bobo.
– Nós teremos que ir quando a tempestade passar? – eu me lembrei de perguntar quando já estava quase adormecendo. Dimitri ficava passando a mão no meu cabelo e isso era como um sonífero.
– Infelizmente sim, mas se você disser que quer ficar aqui comigo para sempre eu não iria reclamar. – ele disse triste.
– Isso seria um sonho. – eu disse antes de adormecer em seus braços, pela primeira e última vez.
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