A Guerra Do Amor

14 Olhos negros


Notas iniciais
Heeeey pessoal! A pedidos eu terminei esse capítulo o mais rápido possível... espero atender as expectativas!!! Quero agradecer as leitoras que estão comentando, é muito importante saber o que vocês estão achando de tudo. Então obrigada de coração por tirarem esse tempo =) E também aproveitar para desejar um FELIZ 2014 !

Capítulo 14 – Olhos negros.

– Por acaso você não tem nenhuma bebida ai não? Estou com frio. – eu estava aborrecendo Mikhail desde que ele me amarrou em seu cavalo. Nunca chegávamos onde esse maldito capitão estava acampado.

– Cale a boca princesa, não vou avisar novamente. – Rurik resmungou atrás de nós. Ele já tinha me ameaçado de morte várias vezes e tinha uma mente muito criativa.

– Mas eu estou congelando. Seu rei mandou que me levassem inteira, mal sinto meus dedos das mãos. Eles podem cair a qualquer momento. Como você se explicaria? – juro que ouvi os outros dois homens rindo.

– Coloque isso e fique quieta. – Ele se virou da cela e me jogou um par de luvas de couro.

– Minhas mãos estão amarradas, como espera que eu coloque isso? Com os pés? – Mikhail parou a cavalo e colocou as luvas em minhas mãos. Ficaram grandes, mas ao menos aqueciam.

– Agora, se você abrir a boca novamente eu a faço seguir viagem a pé. – ele ameaçou voltando a seguir seu caminho.

– Você ainda não me respondeu se tem a bebida. Você é russo, eu sei que tem. – Uns minutos depois eu voltei a falar.

– Isso vai ser uma longa viagem. – Mikhail suspirou. Mas Rurik não tinha tanta tolerância assim.

– Parem, agora. – Os homens fizeram o que ele disse. Rurik desmontou o cavalo e veio na minha direção, Mikhail parecia atento. Ele puxou meu cabelo me forçando o encará-lo. – Está testando a minha paciência princesa.

– Rurik, solte-a. – Mikhail avisou. Eles se encararam por um tempo e relutante o grande homem me soltou.

– Ele não vai estar sempre ao seu lado para me impedir de fazer o que eu quero princesa. Tenha cuidado. – ele voltou ao seu cavalo, mas pelo resto da viagem seus olhos permaneciam em mim.

Depois do que pareceu uma eternidade, estávamos subindo um morro rochoso, coberto de neve e vegetação seca. Em uma pequena planície quase no topo avistei cerca de uma dúzia de cavalos e algumas tendas montadas. Alguns homens estavam cozinhando algo na fogueira enquanto outros assistiam a um duelo de espadas, gritando feito animais para o homem que prendia seu parceiro no chão.

Paramos próximo ao estábulo improvisado. Um senhor de aparência humilde apareceu para cuidar dos cavalos e celas. Mikhail me desceu e me puxou pela corda em direção ao aglomerado de homens. Eu olhava aos arredores em busca de alguma ideia de fuga.

– Encontraram água? – Eu reconheci a voz do homem que Dimitri interrogou no rio. Sir Vanig, se não me engano. Ele era um homem alto e forte e tinha uma juba loira caindo em seus ombros. Com seus belos olhos verdes em outro momento eu diria que ele era bonito.

– Trouxemos algo ainda melhor capitão. – Rurik disse.

Quando nos aproximamos o suficiente para sermos visto, os olhos do capitão se arregalaram. Os outros homens percebendo o silêncio atrás deles pararam o que faziam e se viraram na nossa direção.

– Como vocês quatro...? – Sir Vanig estava sem palavras.

– Nós a encontramos vagando sozinha pelo bosque capitão. Nenhuma escolta estava com ela. – Mikhail relatou.

– O gato comeu a sua língua capitão? – perguntei depois de vê-lo totalmente sem palavras.

– Vejo que tem uma personalidade... Interessante. – ele escolheu bem as palavras, e me olhava com curiosidade. – Diga-me princesa, o que fazia no bosque sem proteção? É alguma armadilha?

– Acho que isso não lhe diz respeito senhor. – levantei o queixo, mostrando que não me submeteria a ele.

– Você é uma prisioneira, deve obediência ao capitão. – Rurik avançou em cima de mim apertando meu braço com força. Eu teria marcas ali mais tarde.

– Rurik, solte-a. – o capitão interveio, e imediatamente fui solta. – Não é assim que ela irá falar. – ele tinha um sorriso sádico e eu tremi internamente. – Amarre-a em algum tronco próximo à fogueira. E todos vocês, voltem aos afazeres. A princesa precisa pensar um pouco.

Fui amarrada sentada em um tronco de um pinheiro. Rurik teve a certeza de amarrar as cordas ao ponto de eu sentir um desconforto constante. Eu tinha as mãos amarradas para trás, contornando o tronco. Mesmo a fogueira bem próxima não me livrava do frio causado pela neve em baixo de mim. E sem as mãos para me envolver na capa o que restou foi me encolher em uma bola.

Eu assisti ao pôr do sol de cima da montanha, os raios laranja em contraste com o branco da neve eram lindos. E quando a escuridão se fez por completo a neve voltou a cair, cobrindo todo o meu cabelo escuro. A única iluminação vinha da grande fogueira próxima a mim. Os homens sentaram em volta e passaram a beber e comer como porcos. A conversa estava em russo e por isso eu estava perdida em meus próprios pensamentos. Será que Mason já tinha percebido a minha ausência? Provavelmente sim. Essa hora eu deveria estar descendo para a refeição da noite. Eu tinha certeza de que ele já teria mobilizado os guardas à minha procura.

Eu queria resolver tudo por conta própria. Afinal, era minha culpa que eu tinha sido capturada. Eu precisava encontrar algo para cortar as cordas e no meio da noite iria roubar um cavalo e voltar para a segurança do castelo. Falando assim parecia fácil, mas eu não podia me esquecer dos guardas me vigiando constantemente. Sem falar que eu tinha perdido minha espada.

Isso me fez lembrar Dimitri. Quando ele descobrisse se sentiria culpado, eu o conhecia bem o suficiente para ter certeza. Eu me perguntava o que teria acontecido para ele não vir ao meu encontro hoje. Ele nunca me deixaria esperando se não fosse algo sério. Espero que esteja tudo bem.

A noite foi passando e os homens se retiraram para suas tendas para dormir, com exceção dos três guardas que faziam a vigia nos arredores. O bosque ao redor estava totalmente silencioso. Não havia nada que eu pudesse fazer hoje, então resolvi descansar para aproveitar quando a oportunidade aparecesse. Encostei a cabeça no tronco e fechei os olhos tentando dormir. Quando estava quase pegando no sono ouvi um som de galho sendo quebrado. Olhei ao redor atenta em busca de qualquer coisa e me deparei com olhos negros se aproximando, e pela primeira vez desde que fui capturada tive medo.

POV Dimitri

Roza. Não vê-la hoje deixava meu dia incompleto. Ela não era em nada parecida com as mulheres que eu já tinha conhecido. E desde a primeira vez que eu a vi, isso me fez querer conhecê-la mais. Ela não era só a mulher mais bonita que eu já coloquei meus olhos, mas também a mais forte e altruísta pessoa que já conheci. Eu via a perseverança que ela colocava nos nossos treinos, tudo para proteger aqueles que ela amava. Eu fui me apaixonando por ela, mesmo prometendo a mim mesmo não nutrir sentimentos que pudessem nos machucar mais tarde. Ela ia se casar em alguns dias e quando isso acontecesse nossos momentos juntos não seriam mais do que boas lembranças. Meu coração se apertava ao imaginá-la com outro. Mas era algo inevitável, salvaria sua própria vida. Eu preferia vê-la viva com outro, do que imaginar um mundo sem ela.

– Dimka, me passa o molho de ervas frescas, por favor? – Viktoria, minha irmã, me tirou do meu devaneio.

Alcancei a tigela de prata e coloquei na sua frente.

– Obrigada. – ela sorriu. – Você não está comendo seu faisão, sei o quanto adora. O que está acontecendo? Está pensativo.

– Ela está bem Dimitri. – Ivan sempre sabia o que eu estava pensando. Mas sua tentativa de me fazer sentir melhor não estava funcionamento, não enquanto eu me desculpasse pessoalmente com Rose.

– Eu deveria tê-lo mandado para avisar que não podíamos treinar hoje.

– Dimitri, aconteceu algo de última hora. Você não poderia imaginar. Ela vai entender.

– Quem é ela? Do que vocês estão falando? – Viktoria parecia aborrecida por ser deixada de fora do assunto.

– Alguém muito importante para mim Vikka. E eu a deixei esperando.

– Parece que uma mulher finalmente roubou o coração do meu irmão. – ela parecia empolgada, e eu sorri. – Vou levar isso como um sim. Então, por que a deixou esperando? Você pode ir vê-la agora.

Se as coisas fossem assim tão simples. Rose pediu que eu não entrasse novamente no castelo, e eu lhe dei minha palavra.

– Ela está sendo vigiada. – Ivan respondeu por mim.

– Por que não foi vê-la mais cedo Dimka? – então ela se deu conta do por quê. – Foi por minha causa, não é?

– Ela vai entender. – lhe sei um sorriso triste.

– Desculpa Dimka, se eu soubesse nunca teria feito isso.

– Vikka está tudo bem. Eu já dei o sermão necessário. – ela se encolheu na cadeira.

Essa manhã eu tive notícias de que a princesa Belikova tinha sido vista andando por aqui. Eu e Ivan saímos em busca dela. Há uma semana Viktoria tinha sumido, esse era o motivo de toda a minha preocupação. Agora eu sabia o por quê. Ela havia seguido uma comitiva que ia em direção ao acampamento do exército russo. Ninguém a reconheceu porque estava disfarçada como um dos homens do exército. E quando ouviu dos soldados que eu estava por esses arredores veio ao meu encontro. Preocupado, peguei o meu cavalo e fui encontrá-la antes que alguém o fizesse primeiro. Depois de lhe dar um sermão por ser tão irresponsável, eu a trouxe até a hospedaria do Vlad. Eu tentei correr o máximo que pude para me encontrar com Rose a tempo, mas quando cheguei até a abertura do castelo o sol já estava para se pôr e não havia sinal dela.

– Eu sei que o que eu fiz foi errado Dimka, mas eu queria saber o que estava acontecendo. Tudo o que sabíamos era que nosso reino estava em guerra com o oeste. Eu pensei, se meu irmão pode sair, eu também posso. – ela tinha um sorriso triunfante. Eu bufei e voltei para minha cerveja e faisão.

– Você é um belo exemplo Dimka. – Ivan ria, aproveitando sua própria bebida.

– A propósito, qual o nome dela? – Viktoria se virou para mim.

– Rose. – eu sorri.

– Quem é Rose? – uma voz aguda perguntou atrás de mim. Tasha estava com uma bandeja no braço, trazendo mais cerveja para nos servir.

– É a garota do Dimka. – Viktoria respondeu antes de mim. Ela não gostava de Tasha e sabendo de sua paixonite, aproveitou a oportunidade para irritá-la.

Tasha piscou confusa, mas logo se recompôs. Ajeitou o decote profundo e me serviu mais uma caneca de cerveja.

– Dimka deixe as pobres moças da aldeia em paz, não vá iludi-las com falso amor.

– Eu não...

– Dimitri está apaixonado por ela. – Viktoria me cortou. Tasha deixou a bandeja cair, fazendo voar cerveja em Ivan. E eu lancei um olhar mortal para minha irmã.

– Deus, sinto muito Ivan. – Tasha retirou um pano da cintura e tentou amenizar o estrago na túnica verde dele. Viktoria ria histérica no canto da mesa. Eu me levantei e no intuito de ajudar, comecei a pegar as canecas esparramadas. Por sorte, apenas um casal e um velho lenhador estavam no salão a essa hora da noite. Eu não queria chamar a atenção para a minha irmã.

– Obrigada Dimka, eu sou tão desastrada. – Tasha retirou a bandeja das minhas mãos agradecida. – Sempre um cavalheiro. – ela ronronou passando a mão pelo meu peito, sem querer ser rude eu a afastei gentilmente.

– Não há problema.

– Ivan, vou trazer uma cerveja por conta da casa. É o mínimo depois do banho que eu te dei.

– Agora estamos falando a mesma língua. – ela se dirigiu para o balcão de atendimento e eu voltei a me sentar.

– Você viu a cara dela? – Viktoria limpava as lágrimas dos olhos de tanto rir.

– Isso não tem graça Vikka. Ela é uma amiga, não gosto de machucá-la.

– Ela mereceu. Eu ainda me lembro de quando ela assustou o meu cavalo e eu caí de cara na lama. – ela cruzou os braços emburrada. Eu me lembrava desse dia, Vikka teve que tomar mais de quatro banhos para tirar o cheiro de lama, provavelmente algum animal tinha se decomposto ali.

– Não foi por querer, e você sabe disso. Esqueça esse espírito de vingança, ela está te recebendo em sua própria casa.

– Você vê bondade onde não existe Dimka. – ela bufou.

Antes que eu pudesse responder a porta se abriu e guardas entraram. Ao menos doze deles e em suas armaduras eu vi o brasão vermelho e amarelo, guardas de Teremur, pertencentes ao rei Mazur. Levantei-me imediatamente e pedi para Viktoria se esconder debaixo da mesa.

– O que posso fazer pelos senhores? – Tasha os recepcionou.

– Desculpe invadir assim senhorita, mas precisamos fazer uma busca no local.

Seria possível que eles soubessem do paradeiro da minha irmã? A toalha de mesa a cobria totalmente, e Tasha não a entregaria.

– Pai! – Tasha gritou. Seu velho pai apareceu da porta que dava para a cozinha. – Guardas do rei Mazur querem fazer uma busca aqui.

– Senhor, são ordens do rei. – Um dos soldados disse. Ele era ruivo e parecia perturbado com algo.

– Sendo assim, peço que busquem o que procuram. – ninguém questionava ordens do rei.

Guardas se espalharam pela hospedaria. Alguns subiram o segundo andar, enquanto outros se dirigiam para a cozinha. Vlad não parecia muito feliz em ver os guardas incomodando seus hóspedes.

– Acha que estão atrás da Viktoria? – Ivan perguntou, apenas para eu ouvir.

– Não faz sentido. São muitos guardas. – Então eu vi alguém conhecido. Christian estava conversando com Vald. – Fique de olho na minha irmã. –pedi.

– Christian. – eu o saudei. Ele pareceu surpreso ao me encontrar ali.

– Belikov. – seu olhar parecia triste. – Que bom que eu o encontrei, você pode ajudar.

– O que está acontecendo?

– O rei vai me matar. – O quê! Era mais sério do que eu pensava.

– Tenho certeza que o rei Mazur não se arriscaria perdendo seu futuro marechal do sul. Agora, me conte o que aconteceu?

– Ela sumiu. – seus olhos estavam alarmados.

– Quem sumiu?

– A princesa não está aqui. Olhamos tudo. – O soldado ruivo disse se aproximando.

Eu congelei. Eles estavam procurando por Rose. Por isso tantos guardas e o olhar triste de Christian. Eu senti o meu sangue esfriando. Não, não, não. O que aconteceu com ela? Eu sabia que alguma coisa estava errada e não fiz nada. Meu coração parecia ter sido rasgado. Rose estava em perigo.

Quando o ruivo percebeu minha presença seus olhos ficaram vermelhos de raiva e ele tirou a espada a apontando para mim. Eu estava atordoado demais para sequer reagir.

– O que você fez com a princesa? É por isso que está aqui, tão longe dos seus conterrâneos. Diga-me onde ela está?

– Eu nunca faria nada contra ela.

– Mason, o príncipe está querendo ajudar. Ele não está lutando ao lado do seu pai, ele não está com ela. – Christian disse e então eu me lembrei do nome, ele era o guarda pessoal da Rose. Ela tinha falado muito dele nos últimos dias. Eu sabia que o conhecia de algum lugar.

– Sir, Dimka não fez nada. Ele estava aqui o dia todo. – Tasha também tentou acalmá-lo.

Ele não abaixou a espada e eu sabia que ele lutaria até o fim pela vida dela. Eu entendia porque ela confiava tanto nele.

– Eu só quero ajudá-los. – na verdade eu queria esfolar quem quer que fosse que tinha pegado Rose.

Ele viu algo nos meus olhos que o fez abaixar a espada.

– Sir Mason Ashford, sou o guardião da princesa. – ele se apresentou estendendo a mão. Ashford, era um nome nobre do norte.

– Príncipe Dimitri Belikov. – apertei sua mão. – Agora me expliquem o que aconteceu.

– Eu também gostaria de saber, eu não entendo até agora. A princesa estava descansando em seus aposentos a tarde toda, quando ela não desceu para a refeição da noite eu fui chamá-la e encontrei o quarto completamente vazio. Fizemos buscas por todo o castelo e arredores, não encontramos nenhum sinal dela. – Eu estava perdendo o controle muito rápido. A culpa era minha, ela deveria ter ido me encontrar e os guerreiros do meu pai a acharam. Eu gritei uma maldição em russo e soquei o balcão com raiva, me surpreendi quando minha mão afundou na madeira. Mason parecia surpreso, mas não disse nada. Christian me olhava com uma sobrancelha erguida. Tomei respirações lentas tentando me acalmar, não estava funcionando.

– Suas mãos estão sangrando Dimka. – Tasha disse preocupada. Eu peguei o pano que ela me oferecia e envolvi minha mão a agradecendo.

– Homens do meu pai estavam nessas terras em busca da princesa. Provavelmente é onde ela está. – minha voz saiu sombria.

– Como eles a pegaram dentro do castelo? Eu estava de guarda na porta do quarto dela o tempo todo. – Mason parecia desesperado. Eu queria falar que a culpa não era dele, mas sim minha. Mas eu não podia comprometer a reputação da Rose.

– Sabe onde eles estão agora? – Christian perguntou.

– Não exatamente, eu encontrei com eles umas três vezes. Tudo o que sei é que eles montaram um acampamento na floresta de Fall River. Não devem ter saído de lá ainda.

Christian deu ordem para seus homens se preparem para partirem para a floresta.

– Quantos são? – ele perguntou.

– Cerca de uma dúzia deles. Os melhores.

– Você vem conosco?

– Eu preciso resolver algumas coisas, mas me encontro com vocês em breve. – Eles acenaram e seguiram para os seus cavalos partindo para o bosque escuro e branco, sendo iluminados apenas por suas tochas.

Ivan parecia tão triste quanto eu em saber sobre o desaparecimento dela. Eles tinham se tornado bons amigos e apesar das provocações, se gostavam.

– Sinto muito Dimitri. – ele tentou me confortar. Nós dois sabíamos do que os homens do Sir Vanig eram capazes.

– É minha culpa.

– Não é sua culpa...

– É claro que é. Eu que a fiz sair do castelo todos esses dias, eu a coloquei em perigo. – eu estava gritando, descontando minha frustração no meu amigo. – Desculpe-me, eu só estou...

– Eu sei. Vamos trazê-la de volta. – seu olhar era cúmplice. Eu espero que ele tenha razão. Se alguns dos homens do pai ousar tocar nela, eu os faria morrer uma morte lenta e dolorosa. Eu tentei relaxar novamente, minha mandíbula travada inconscientemente estava ficando dolorida.

– Rose é a princesa Rose? – Viktoria perguntou saindo debaixo da mesa.

– Sim. – eu suspirei.

– Mas ela não está noiva do príncipe Adrian?

– Sim.

– E mesmo assim vocês ficaram juntos? Contra todas as possibilidades? Mesmo contra toda a sua honra?

– Sim Vikka.

– Você realmente a ama. – não era uma pergunta, mas mesmo assim eu respondi.

– Sim, eu a amo.

Notas finais
Dimitri está apaixonado genteee! Agora eu não resisto, sério =) O que vocês acharam? E o que esperam no próximo? Comentem muito ! Bjsss e até o próximo meus amores