A Guardiã

6 Capítulo Cinco: Sentindo


Notas iniciais
N/A NO FINAL!! LEIAM PLEASE!!!

A guardiã: Nosso destino é a eternidade...

Capítulo Cinco: Sentindo

Depois que Edward dormiu naquele dia, eu fechei as cortinas do quarto e me atrevi a dar uma volta pela escola, depois de trancar bem a porta, claro. Obviamente todas as janelas pelos corredores estavam fechadas, então voltei para o quarto e troquei de roupa.

Coloquei uma calça preta de microfibra, um top de mesmo material, deixando minha barriga de fora, e um casaco de moletom por cima para não chamar tanta atenção.

Estava pensando em dar uma passada no ginásio depois de tomar um pouquinho de sol, por isso pus as roupas de ginástica.

Desci novamente e saí pela porta dos fundos. O sol tinha acabado de nascer e a manhã estava muito agradável. Não havia ninguém à vista. Perambulei pelo terreno e por fim achei um carvalho promissor sob o qual me sentar.

Virei meu rosto para cima e apreciei os raios quentes que me banhavam. Havia mais de vinte e quatro horas que eu não via o sol e aquilo estava me torturando. Estar aqui fora, de dia e ao ar livre me deixava mais do que satisfeita.

Mesmo assim, não podia deixar de pensar em Edward e se ele estaria bem sozinho. A vontade que eu tinha era de voltar para vigiar o seu sono, mas aquilo não fazia sentido algum, então balancei a cabeça para afastar aqueles pensamentos.

Continuei apreciando a manhã por um tempo.

Mesmo distraída e de olhos fechados, pude ouvir claramente aquela aproximação. E aqueles passos predadores só poderiam pertencer a uma pessoa.

– Tentando me assustar, Jacob? – Eu perguntei sem mover um músculo além dos da boca.

– Droga! – Ele resmungou baixinho. Soltei uma risadinha divertida e abri os olhos. Jacob terminou a sua aproximação e sentou-se ao meu lado. Ele estava usando calça de moletom e uma regata branca fresca.

– Pensando em se exercitar? – Perguntei interessada.

– Sim, e pelo visto você também. – Ele me olhou de cima a baixo.

– É. Um pouco de treino não vai me fazer mal. – Eu dei de ombros.

– Não que você precise, Srta. Perfeitinha. – Ele resmungou divertido.

– Eu faço o que posso. – Eu disse, curvando minha cabeça como em uma reverência brincalhona. – Vamos treinar juntos? Que tal um pouco de esgrima, Black? Você está meio enferrujado.

Já era provocação demais, já que eu sabia que Jacob estava muito bem.

– Engraçadinha você. Vamos sim, está precisando de uma liçãozinha. – Ele disse estreitando os olhos.

– Ótimo. Mas por enquanto me deixe apreciar o ar livre. – Eu falei fechando os olhos novamente.

– Eu também senti falta disso. – Ele resmungou e senti que ele se acomodava melhor no tronco da árvore.

Ficamos longos minutos em silêncio.

Estar aqui, apreciando a manhã sem fazer nada específico, me fazia lembrar Charlie. Ele adorava ficar de bobeira, apesar de não ter muito tempo pra isso. Onde ele estaria? O que estaria fazendo?

Provavelmente estaria no hospital.

Quando não foi escolhido para ser Guardião, Charlie deu outro jeito de ajudar as pessoas e acabou se tornando cirurgião. E um dos bons.

Gostaria de poder vê-lo, de lhe contar como as coisas são por aqui e como Edward e eu estamos começando a nos entender. Suspirei, saudosa.

– Pensando em alguém especial? – Jacob perguntou de repente e eu me virei, percebendo que ele me observava.

– Sim. Pensava no meu pai. Gostaria de poder falar com ele agora. – Eu disse nostálgica.

– Eu sei. Fico imaginando como meu pai e minha irmã estão se virando... – Ele disse muito sério.

– Ah, você tem uma irmã? – Eu perguntei animada. Sempre quis ter um irmão ou irmã.

– Tenho. Ela é muito louca e trabalha como secretária. – Jacob falou com os olhos brilhando.

– Aposto como é engraçada. – Eu falei sorrindo.

– Quando o assuntou sou eu, ela é engraçada até demais. – Ele riu.

– Posso imaginar. E o seu pai? – Eu quis saber.

– Ah, o velho é uma rocha. É militar, por isso eu sou tão durão e às vezes muito competitivo. – Ele disse sorrindo.

– Já percebi. – Eu ri.

– E o seu pai? – Jacob perguntou interessado.

– Ah, ele é médico. – Eu disse simplesmente.

– E um sonhador, aposto. – Ele comentou.

– Acertou. – Eu ri mais uma vez. – Como você sabe?

– Por que você é uma sonhadora também. – Ele me deu uma pancadinha divertida no nariz e deu de ombros. Não deixava de estar certo.

– Que tal aquele treino agora? – Perguntei animada.

– Ótimo, vamos. – Jacob se levantou e me deu a mão para me ajudar a levantar.

Fomos até o ginásio. Havia três portas de folhas duplas ao longo da fachada.

– A primeira é a sala da piscina. – Jacob falou apontando. – A segunda é uma sala de musculação e, a terceira, um tatame para vários tipos de lutas, inclusive esgrima.

– Terceira porta, então. – Falei, me dirigindo a ela com Jacob logo atrás.

A sala era forrada de um material impermeável e meio fofo tanto no chão como até a metade das paredes. Havia bancos, como para uma platéia, do lado esquerdo. Logo à direita ficavam algumas prateleiras cheias de coisas, inclusive espadas.

– Você sabe usar a Katana? – Jake me perguntou animado.

– É a minha favorita. – Respondi divertida.

Fomos até as prateleiras e pegamos um par delas. Até que estavam bem cuidadas, apesar de parecerem meio antigas.

Nós dois fomos para o meio do tablado. Segurei o sabre, testando.

Era mais leve do que eu me lembrava. Ou eu estava mais forte do que antes, o que realmente era uma possibilidade.

Coloquei a espada no chão e me livrei do casaco, ficando apenas com o top. Jake me olhou de cima abaixo e assoviou, parecendo aprovar.

– Cala a boca. – Eu falei sem graça.

– Pronta? – Jake perguntou rindo da minha vergonha.

Apenas sorri e me coloquei em posição. Jacob fez o mesmo, mas ficou parado apenas, me analisando, então resolvi atacar. Foi assim que a luta começou.

As faíscas voavam para todos os lados enquanto Jacob e eu atacávamos e nos defendíamos. Ele era grande e forte, mas também sabia ser rápido, o que era uma grande vantagem.

Mesmo assim eu não fraquejei. Ainda era mais rápida do que ele, então conseguia me esquivar facilmente. Logo, estávamos em pé de igualdade e não havia sinal de quem seria o vencedor.

Não sei quanto tempo passamos lutando, mas aos poucos algumas pessoas foram aparecendo e sentando para nos assistir.

Jake golpeou, tentando me pegar desprevenida pelas costas. Eu girei ao redor de mim mesma e aparei o seu golpe com o punho da espada. Nossos rostos ficaram a poucos centímetros um do outro, sobre nossas katanas. Jacob sorriu e seus olhos brilhavam muito quando ele fazia isso, tão sincero era o seu sorriso. Ele estava se divertindo, assim como eu.

– Eles vieram ver você perder. – Ele falou sorrindo ainda mais.

– Não cante vitória antes da hora, Black. – Falei sorrindo de volta.

O empurrei para longe para livrar minha espada. Logo em seguida Jake voltou a atacar, mas eu estava preparada e já sabia o que fazer. Com um golpe, cravei a ponta de minha espada no punho da sua e, com um giro do meu pulso, a arranquei de suas mãos.

O sabre bateu no chão com um golpe metálico e o som seguinte foi a minha risada, seguida pelos aplausos das pessoas, entusiasmadas. Acho que devia ter uns sete Guardiões assistindo.

– Foi sorte! Quero uma revanche. – Jake exigiu.

– Você é um péssimo perdedor. – Eu revirei os olhos.

– Está com medo de ter sido sorte mesmo? – Ele provocou.

Eu já disse que não recuso desafios? Pois é.

Lutamos ainda mais três vezes.

No total, eu venci duas e Jacob, duas. Acabamos decidindo que era empate, já que a hora do almoço estava chegando e ambos estávamos famintos.

– Vocês dois são muito competitivos. – Angela falou se aproximando de nós enquanto caminhávamos pelo gramado.

– Acho que não vamos nos dar bem, Black. – Falei divertida.

– Nem um pouco, Swan. – Ele concordou rindo.

Havia mesmo sido uma manhã divertida. Eu ainda sentia a adrenalina nos meus músculos. Era sempre assim quando eu me esforçava em algum exercício físico e eu adorava isso.

Estávamos comendo e conversando.

Jake sempre me provocando e eu, claro, não deixava nada passar batido. Já estávamos combinando uma disputa na piscina quando Mike entrou correndo no refeitório.

– Vocês precisam ver isso! – Ele exclamou sem fôlego e correu para fora. Sem piscar, o segui, bem como todos os guardiões presentes. Mike entrou em uma porta do lado direito da escada que eu tinha a vaga ideia de ser a sala da TV. E era.

Quando entramos, a grande TV de LED que ficava pendurada na parede estava ligada e o som estava bem alto, não deixando dúvidas sobre o que estava sendo falado.

“...Alertar a comunidade e acalmá-los. Já foram cinco ataques de Vampiros Vermelhos às muralhas da cidade em menos de um mês. O Rei mandou que todos os Patrulheiros e seus Guardiões, que estão fora de nossas fronteiras, voltem imediatamente para suas cidades. A nossa proteção é a prioridade.” Um homem forte e sério falava. Na verdade, não parecia ter mais de vinte anos, como a maioria dos vampiros, mas dava para perceber a importância e a seriedade tanto em sua voz como em sua postura. Eu o reconhecia como o general das tropas Vampíricas. Era ele que mandava em todos os Patrulheiros. “Todas as viagens estão proibidas temporariamente, menos aquelas aprovadas diretamente por Sua Majestade.”

Em seguida cortaram para a âncora do telejornal.

“As autoridades Vampíricas já tomaram todas as providências para a proteção da cidade. A maioria dos Patrulheiros está de volta à cidade e sob ordem direta do Rei. Tudo indica que estamos em boas mãos.” A mulher finalizou com um sorriso tranquilizador.

Começaram a mostrar outra notícia, então todos os Guardiões ali presentes começaram a falar ao mesmo tempo, tentando entender aquilo.

– O que você acha que isso significa? – Jacob perguntou se virando para mim.

– Eu não sei, mas o caso deve ser mais grave do que eles querem nos fazer crer. Por que outro motivo o Rei mandaria todos os Patrulheiros externos voltarem à cidade? – Eu perguntei intrigada.

– Concordo. E sabe do que mais? Lembra-se dos nossos queridos mestres cochichando ontem? Talvez eles saibam. – Jacob comentou com a testa franzida.

– Vou falar com Edward. – Eu falei imediatamente.

– Vou procurar Renesme. – Jacob disse decidido.

Eu subi as escadas correndo em direção ao quarto. Quando entrei, encontrei Edward todo embolado nos cobertores, dormindo a sono solto. Fiquei com um pouco de pena de acordá-lo, mas aquilo não podia esperar.

– Edward! – Chamei. Fui até a cama e me ajoelhei ao seu lado, afastando os cabelos de sua testa suavemente. – Edward!

– Espero que seja algo importante ou você está morta. – Ele resmungou enquanto se remexia e se espreguiçava. – Estava tendo um sonho tão bom.

– Deixa isso pra lá... Espera, com o que você sonhou? – Perguntei curiosa. Ele me olhou parecendo bem acordado e se ergueu, sentando-se apoiado na cabeceira da cama.

– O que você quer? – Ele perguntou mudando de assunto.

– Ah, é, isso. – Eu falei, me lembrando do que vim dizer. – Acabamos de ver o General Aro fazendo um pronunciamento na TV. Ele disse que temos sido atacados por Vampiros Vermelhos há um mês e que todos os Patrulheiros externos estavam sendo convocados para voltar à cidade.

– Droga! Então o caso é mais grave do que eu esperava! – Edward resmungou, levantando-se da cama. Preciso dizer que ele estava nu?

Mas tentei, com todas as forças, me desviar desse fato e me focar em suas palavras.

– Espera, você sabia o que estava acontecendo? – Eu perguntei.

Edward foi até o armário pegar uma roupa e eu desci da cama, olhando para suas costas musculosas com coxas bem torneadas... E... Bom...

– Sim, todos os Vampiros sabiam. Pelo menos tínhamos uma ideia. – Ele disse enquanto vestia uma calça de moletom.

– Ah, que bom saber o quanto você me estima! – Exclamei irritada. Edward se virou confuso.

– Do que você está falando? – Ele perguntou.

– Estou falando que você ficou fofocando sobre isso com seus amiguinhos vampiros e nem teve a dignidade de contar a mim, que sou sua Guardiã e dei minha vida para te proteger! – Eu disse. É verdade que era um discurso meio dramático, mas como eu estava com raiva...

– Uma coisa não tem nada a ver com a outra, Isabella. – Ele disse balançando a cabeça.

– Claro que não. Não importa o que eu faça, nunca vou ser digna da sua confiança! – Eu disse irritada.

– Nos conhecemos há apenas duas noites! – Ele falou exasperado.

– E minha vida já está ligada a sua desde então. Pensou, por acaso, que meu pai está lá fora, sozinho? – Eu falei. Comecei a andar em direção à porta, com raiva.

– Isie... – Ele chamou. Reparei que Edward nunca havia me chamado assim e senti um arrepio percorrer a minha espinha.

– Não enche! – Falei maldosamente. Então saí para o corredor. Ali, saí correndo para o gramado dos fundos. Ainda era dia, então Edward não poderia vir atrás de mim.

E agora eu estava com medo dele.

Claro que eu percebi que agi como uma criança mimada. Era assim que eu agia sempre que me negavam alguma coisa importante. E Edward havia me negado a sua confiança. Poderia não ser para tanto, mas eu gostaria de ter sabido disso. Afinal, meu pai está lá fora, sujeito a qualquer ataque que possa ocorrer. Mesmo sem poder fazer nada, gostaria de pelo menos ficar alerta.

Fiquei vagando pelo gramado por um longo tempo, até que decidi que teria que pedir desculpas a Edward logo. A noite estava se aproximando e eu não queria que ele gritasse comigo logo antes de ir para a aula.

Subi de volta para o quarto e entrei devagar, tentando não fazer barulho.

Encontrei Edward deitado na cama, vestindo apenas a peça de moletom que eu o havia visto pegar. Seus braços estavam atrás da cabeça e ele olhava para o teto, pensativo.

Aproximei-me da cama devagar e me ajoelhei ao lado dela, de cabeça baixa.

– Perdoe-me, mestre. Eu agi como uma boba. – Eu falei tentando fazer uma voz doce e inocente. Não sei se funcionou muito bem.

Edward ficou calado e, nervosa, resolvi olhar para ele para checar.

Ele me observava com o rosto pensativo. Quando me viu olhando, Edward me chamou com o dedo indicador.

Fiquei nervosa, mas mesmo assim me levantei e me aproximei da cama cautelosamente.

– Não precisa ficar nervosa, eu só quero te sentir. – Ele falou. Eu não sabia o que ele queria dizer com sentir, mas também não tive coragem de perguntar. Apenas acenei que sim com a cabeça.

Ele estendeu a mão e eu a agarrei, me sentando na cama. Edward me puxou com firmeza para junto de seu corpo, me forçando a deitar ao seu lado. Ele então rolou e ficou sobre mim.

Edward puxou meus braços, entrelaçando nossos dedos e levando nossas mãos acima de nossas cabeças.

– Deixe seus braços aí e relaxe. Você confia em mim? – Ele perguntou com a voz sedosa, soltando minhas mãos. Acenei mais uma vez com a cabeça e deixei os braços no mesmo lugar em que ele mandara enquanto seus dedos desciam lentamente pelos meus braços, me causando arrepios irreprimíveis. – Nunca mais permitirei que duvide da minha confiança em você, petite rousse. Minha vida está em suas mãos.

Em seguida Edward colocou seus braços sob o casaco que eu usava e, por baixo dele, começou a puxar meu top para baixo. Ele o deslizou por toda a extensão do meu corpo até tirá-lo pelos meus pés. Fiquei sem ação, esperando o que viria a seguir.

Ele voltou a ficar sobre mim e levou seus dedos ao zíper do meu casaco. Fiquei nervosa. Agora eu não usava nada sob ele e tive um pouco de medo do que ele iria fazer. Edward deslizou o zíper até o fim, mas afastou o casaco apenas o suficiente para colocar o rosto entre meus seios. Ele estava ouvindo meu coração, que parecia se debater contra o meu externo.

Logo o meu não era o único coração que eu podia ouvir. O de Edward estava calmo e compassado e, em pouco tempo, o meu também se acalmou, como se estivesse recebendo ordens, como se Edward também fosse seu dono.

Ele levantou o rosto e me fitou intensamente com seus olhos azuis, me fazendo sentir como se estivesse sendo radiografada.

Edward então desceu seus lábios macios para a minha pele, descendo com eles pela minha barriga. Em nenhum momento ele desviou os olhos dos meus.

Eu me sentia febril. Levei minhas mãos ao meu rosto, que estava quente. Eu suava e os olhos de Edward só me faziam sentir pior.

Mas então ele levou os dedos à minha calça e eu senti como se minha pele fosse começar a ferver a qualquer instante.

– Edward! – Eu gemi, colocando um braço sobre o rosto, com vergonha.

– Fique quietinha e olhe pra mim. – Ele mandou.

Afastei o braço e o encarei. Edward se levantou, levando minha calça consigo. Em seguida se ajoelhou e brincou com os lados dos meus quadris, acariciando devagar.

Por um instante abrasador achei que ele fosse arrancar minha calcinha, mas ele não o fez. Apenas segurou uma de minhas pernas, acariciando o interior de minha coxa com as pontas dos dedos.

Mais arrepios me percorreram, bem como outras sensações escaldantes.

Edward abaixou seus lábios, sua língua deixando um rastro úmido e borbulhante por onde passava. Em seguida seus caninos penetraram a minha artéria femoral. Quando meu sangue fluiu, me senti imediatamente mais calma. Edward ainda tinha meus olhos presos aos seus e eu me perdi na imensidão daquele olhar, embriagada.

Ele agarrou minha coxa com mais força e logo depois ergueu o rosto. Seus lábios estavam rubros com o meu sangue.

– Já provou sangue, Isabella? – Ele quis saber, vindo postar seu rosto sobre o meu. Uma gota pendia de seu lábio inferior de forma hipnotizante.

Eu acenei que sim com a cabeça.

– Tem gosto metálico e enjoativo. – Eu respondi em um fio de voz. Edward sorriu levemente.

– Quer saber que sabor seu sangue tem para mim? – Ele perguntou sugestivamente. Eu mais uma vez acenei que sim e Edward aproximou seus lábios dos meus. Estendi minha língua e captei a gota que me seduzia, sentindo ainda a textura macia da pele de Edward.

Provei o sangue pela primeira vez desde que me tornei Guardiã e o gosto era indescritível. Era uma suave mistura de tudo que eu mais gostava no mundo.

Enquanto devaneava, percebi vagamente o gemido gutural que Edward soltou. Ele encostou sua testa em meu queixo e, em seguida, ergueu seus olhos para mim. Uma chama azul parecia brilhar neles e Edward atacou meus lábios com voracidade.

De todas as coisas que ele poderia fazer comigo, a última que eu esperava era que me beijasse. No entanto, quando o fez, pareceu-me que eu havia esperado por aquilo há muito tempo, talvez a vida inteira.

O gosto de sangue permanecia ali, imponderável e delicioso. Levei meus dedos aos seus cabelos macios, agarrando-me com força a ele. Sua língua tinha um gosto doce em contato com a minha, viciante.

Então alguém bateu à porta.

Edward ergueu a cabeça para olhar e, em seguida, se voltou para mim. Seus lábios desceram mais uma vez em direção aos meus, com mais suavidade dessa vez.

Ele manteve os olhos abertos, bem como eu. Ficamos nos encarando enquanto nossos lábios se tocavam sensualmente.

Bateram novamente.

Eu me virei para a porta.

– Se ficarmos em silencio irão embora e poderemos ficar sozinhos novamente para continuar. – Edward sussurrou captando o meu olhar. Senti um frio na barriga.

– Pode ser importante. – Falei nervosamente.

Ele me olhou longamente e em seguida se levantou.

– Vista-se. – Edward mandou. Senti-me vazia com a distância de nossos corpos e me recriminei pela minha boca enorme.

Mas agora o clima havia acabado. Fechei o zíper de meu casaco e peguei minha calça. Quando viu que eu estava apresentável, Edward abriu a porta.

Um homem desconhecido estava parado ali com o rosto muito sério.

– Sir Cullen, tenho um recado urgente de Vossa Majestade para o senhor. – O homem estendeu um rolinho de pergaminho para Edward.

– Obrigado. – Ele agradeceu e fechou a porta. Desenrolou o papel e o leu com a testa franzida. Ao fim, suspirou. – Arrume nossas coisas, iremos ao Forte Dois.

– Pensei que não pudéssemos sair até o fim do treinamento. – Eu falei duvidosamente.

– E não podemos, normalmente, mas é uma ordem expressa do Rei Vampiro, então acho que teremos que ir. – Edward falou sentando-se na cama parecendo preocupado.

– Você está bem? O que diz a carta? – Sentei-me ao seu lado, preocupada.

– Diz apenas que o Rei quer me ver urgentemente, e acho que tem a ver com esses ataques. – Edward falou.

– Por que você acha isso? – Eu perguntei.

– Por que meu primo nunca me pediria ajuda se realmente não fosse grave. – Ele falou.

– Você é primo do rei? – Eu perguntei assombrada.

– Sim. Meu pai teve dois irmãos. O General Aro e o pai de Emmet, o Rei Marcus, que morreu há muitos anos. – Edward explicou.

Isso eu não sabia e fiquei impressionada, por sinal.

– Vamos, eu ajudo você. Temos que partir imediatamente. – Edward falou levantando-se. Pegamos nossas mochilas e colocamos nossas roupas e materiais de higiene pessoal. Vestimos a farda da escola e saímos do quarto.

Eu quis dizer algo, não sei bem o quê. Apenas sentia certa culpa por nosso momento ter acabado. E não sabia como admitir que gostaria que pudéssemos ter tido mais tempo.

Ao chegarmos ao hall de entrada, o homem sério, como eu vou chamá-lo já que não sei seu nome, estava lá, junto com Jacob e Renesme.

– Ele mandou chamar você também? – Edward perguntou sério.

– Ele deve estar com problemas realmente grandes. Emmet não é de sair pedindo ajuda à família assim. – Renesme falou.

– Vocês são parentes? – Perguntei curiosa.

– Renesme é filha do General Aro e minha prima. – Edward explicou.

Aí está outra coisa que eu não sabia e que me impressionou. Se bem que se olhasse com mais atenção, os cabelos dos dois tinham quase o mesmo tom de cobre e os rostos tinham o formato parecido.

Olhei para Jacob. Se ele estava surpreso, não demonstrou. Estava muito calado e pensativo.

– Temos que ir agora. – O homem sério falou.

– Claro. – Edward concordou e saímos do prédio. Pela cor do céu, o sol tinha acabado de se pôr. Mesmo assim, o carro que nos esperava tinha vidros totalmente escuros. Para falar a verdade, era mais uma limusine do que um carro mesmo.

Fomos os quatro na traseira, com folga. Eu estava ao lado de Jake e aquela expressão séria dele estava me deixando nervosa.

– Algum problema? – Perguntei em voz baixa.

– Saiu mais uma notícia no telejornal depois que você saiu. Eles estão pedindo a ajuda do exercito humano também. – Jacob falou.

– E você está com medo pelo seu pai? – Eu perguntei. Ele apenas confirmou com a cabeça. – Vai ficar tudo bem, Jake.

Segurei sua mão, consolando-o. Jake sorriu para mim e apertou meus dedos aos seus.

– Para eles pedirem ajuda humana, sabe o que significa, não? – Renesme falou ignorando a nós dois.

– Que a situação está ficando cada vez pior, a meu ver. – Edward disse.

– E ao meu também. – Renesme concordou.

O resto da viagem foi passada em silêncio, cada um perdido em seus pensamentos.

O Forte Dois ficava a norte da academia, há cerca de uns dez quilômetros. Não havia trânsito e em pouco tempo o carro parou na frente do local e o homem sério nos guiou para dentro do Forte.

No pátio, uma comitiva nos esperava.

Notas finais
*OBS: Apesar de os Vampiros terem um Rei, as autoridades humanas têm uma organização normal, com prefeitos, governadores, presidentes e etc. Hello people!! Primeiro, soube que algumas pessoas estão tendo dificuldade para fazer recomendações da fic. Pelo que sei, creio que as recomendações demoram um pouco para serem aprovadas pelos moderadores, há certas regras quanto a elas. Mas caso os problemas persistam, é só entrar com um pedido de suporte. Segundo, algumas pessoas estão curiosas pra saber por que a moderação deletou a fic. Bom, pra ser específica, duas regras de formatação foram violadas por mim, mas principalmente por que na época em que postei (2011), não tinham as mesmas regras que tem hoje no Nyah!. Devido a uma denúncia de plágio (alguém estava plagiando A Guardiã), um dos moderadores veio ler a fic e encontrou essas irregularidades. Como estava meio afastada do Nyah!, não vi quando recebi o aviso de que tinha uma semana para consertar a fic ou esta seria deletada. Quando entrei novamente, alguns dias atrás, tomei um susto. Tentei conversar com a moderação, pois a fic tinha muitos reviews e recomendações, mas eles não abrem exceção. Bom, o que estava irregular? Tinha pequenas notinhas no texto (como fiz no cap passado com o touché, só que estava realmente dentro do texto) e alguns links, também no meio do texto. Isso não é permitido e, por não entrar no Nyah! com frequência, acabei perdendo o prazo dado. Foi realmente besteira. Fiquei muito triste, e se fosse alguma outra fic talvez não ficasse tão arrasada, mas A Guardiã é realmente a minha favorita dentre todas, por isso estou aqui novamente. Outra coisa! Caso alguém decida visitar o meu perfil, NÃO LEIAM A LENDA DO DEATH KNIGHT VAMPIRE!! Esta é só pra depois que A Guardiã estiver terminada. É meio que uma continuação/bônus. =P Então é isso. Beijos e até a próxima gente!