A Guardiã
13 Verdades e Meias Verdades
Notas iniciais
Boromir mostra-se estranho e um tanto obececado em relação a Faramir e Mary, cap com uma parte mega fofa de Thranduil e Legolas!
Espero que gostem!
Espero que gostem!
— Não pode perder tempo meu irmão, você irá embora ao amanhecer, seja breve. dito isso caminhou na direção do antigo guardião que continuava a fumar seu cachimbo — Parece feliz comentou Aragorn — Muito meu bom amigo respondeu-lhe o outro — Posso saber qual o motivo? — Meu irmão está prestes a tornar-se noivo. — E quem é a felizarda? o Númenoriano mirou Boromir com olhos tempestuosos — Marianne. Aragorn pareceu embasbacar-se quase derrubando o cachimbo das mãos, olhou Boromir como se achasse que ele havia ficado louco. — Como imagina que haverá um casamento no meio de uma guerra, ainda mais entre dois estranhos? os olhos cinzentos se estreitaram — Eles estão destinados os olhos de Boromir ardiam num fogo de pura loucura sinto isso quando me aproximo dos dois. — Sei Aragorn fungou cuidado para não dar um passo maior do que a perna, meu amigo. Boromir aprontava-se para responder, mas Thranduil irrompeu entre os dois, com seu rosto frio e endurecido. — Onde está meu filho? questionou ele mais soando como uma ordem — Desculpe meu senhor, mas não sei respondeu-lhe Aragorn — Vi-o sair logo depois que Marianne desceu comentou Sam devagar Thranduil virou-se na direção de Samwise, que agora encolhia-se diante o olhar austero daquele rei élfico. — E onde está Marianne? volveu a questionar ele — Aqui, meu senhor disse a donzela surgindo por entre as pessoas acompanhada do jovem Legolas — Meu rei pronunciou-se Legolas estava à minha procura? — Sim meu filho eram poucas as vezes em que o rei chamava Legolas de filho, apesar de ele o ser precisamos falar. — Com licença disse o elfo lançando um sorriso a Mary antes de sair Marianne trocou o peso de uma perna para a outra sentindo-se desconfortável com tantos olhares. — Então disse Pippin em tom brincalhão você e Legolas, sozinhos lá embaixo... — Ai Pippin! protestou Mary rindo Que bobagem! Somos só amigos. — Ora Peregrin falou Merry aproximando-se não seja indiscreto, aprenda a respeitar a intimidade da Mary! — Caro Meriadoc continuou o outro não quis ser inconveniente, sou só curioso. — Não rolou nada continuou Marianne — Quem foi que falou em rolar? perguntou Merry franzindo as sobrancelhas — Rolar, no meu mundo significa acontecer explicou a moça — Ah claro! Modo esquisito de falar... pensou ele — Têm várias coisas diferentes no meu mundo a garota sorriu lembrando-se de casa — Do tipo? questionou o hobbit curioso — A música é diferente e... — Diferente como? perguntou Frodo entrando na conversa — É mais sensual e agitada do que as músicas daqui. — Sensual você diz Sam sentou-se próximo da moça como assim? — Se ao menos eu estivesse com meu celular disse Marianne tateando os bolsos até que tocou em algo quadrado, mal podia acreditar Tirou o aparelho do bolso e ficou observando como se o tivesse descoberto, não conseguia acreditar que o celular estava em seu bolso o tempo todo. — O que é isso? perguntou Merry — Isso é um celular explicou Marianne usamos para nos comunicar com pessoas em lugares distantes. — Interessante murmurou Frodo Ainda lhe restava um pouco da bateria, mas não havia sinal naquele lugar, ou seja, não havia modo de se comunicar com sua família. — Bom, espero que gostem da música. POV MARIANNE Realmente não havia acontecido nada entre mim e Legolas, após ele ter me explicado o significado das palavras em meu colar me contou um pouco sobre si mesmo e sobre seu pai. — Thranduil parece muito reservado comentei — E ele é Legolas suspirou depois que minha mãe nos deixou, ele se recolheu para tão dentro de si, que acabou esquecendo um pouco sobre o que é felicidade. — Acho que nem isso mesmo justificaria o comportamento dele em relação a você falei sem querer parecer uma juíza afinal são pai e filho. — O modo como pensa é ele sorriu muito nobre, mas nem sempre as coisas são como queremos, meu pai se refugia usando aquela máscara, mas quando a tira continua a ser o mesmo elfo que era há muito tempo. — Você o respeita muito não é? — Além de meu pai ele é meu rei, tenho de respeitá-lo. O jeito como ele entoava as palavras faziam-no parecer tão nobre quanto um verdadeiro rei; conhecia muito bem o temperamento de Thranduil, que podia ser um simples elfo contente ou um impertinente e austero governante.
— Acho que é melhor voltarmos disse Legolas levantando e ajudando-me a levantar também devem estar procurando por nós. — Tá concordei pondo o violão nas costas Caminhamos lado a lado, conversando sobre os mais diversos assuntos, algumas vezes rimos de histórias banais. Começamos a subir a escada que espiralava em torno do tronco do Mallorn quando Legolas parou apertando com força o corrimão. — O que foi? perguntei apreensiva — Parece que meu pai está nos procurando disse-me ele — Seu pai? — Sim, venha. Subimos até o tablado no instante em que Thranduil perguntava por mim. — Aqui, meu senhor respondi abrindo espaço entre os presentes — Meu rei Legolas surgiu logo atrás estava à minha procura? — Sim meu filho senti Legolas estremecer a meu lado e me questionei sobre a frequência com que o pai o chamava de filho precisamos falar. — Com licença. Os dois saíram deixando-me rodeada por pessoas que me observavam como se viesse de outro planeta. *** Apertei play e a música encheu o ambiente fazendo com que todos se voltassem para mim. Também pudera, não podia ter escolhida música mais chamativa do que Danza Kuduro. As batidas agitadas ecoavam pelo tablado e logo os quatro hobbits parados diante de mim começaram a acompanhar o compasso com os pés. — Este ritmo é Frodo pensou um pouco diferente, mas ao mesmo tempo contagiante. — Como se dança isso? perguntou Haldir de um ponto a minha esquerda — Bem eu... a verdade é que temia que tanta sensualidade fosse assustá-los — Por que não deixamos que Mary nos mostre no jantar desta noite sugeriu Aragorn servirá como uma homenagem aos que partiram pela manhã. — Ótima ideia falei lançando lhe um olhar de agradecimento a que ele respondeu com um breve aceno de cabeça POV LEGOLAS Estava sozinho com meu pai em uma sala de portas fechadas, ele estava de costas para mim e parecia mais calmo do que costumeiramente estava. — O que ocorreu? perguntei preocupado — Mauya nin avánië (preciso partir) disse-me ainda de costas — Agora? questionei — Lá (não). Pela manhã. virou-se desta vez analisando-me milimetricamente — Ada (pai), o senhor parece ter algo mais a me dizer. arrisquei — Vou presentear Marianne esta noite respondeu — Presenteá-la? — Sim, darei a moça facas feitas pelos melhores ferreiros da Floresta caminhou até uma pequena escrivaninha de onde tirou uma caixa talhada com inscrições em élfico Abriu-a e pude ver o quão belo havia sido o trabalho dos ferreiros. As facas possuíam punhos de madeira escura com algumas pequenas pedras verdes, suas lâminas eram longas e refletiam a luz em várias direções. — É um belo presente admiti sorrindo-lhe — Há mais uma coisa que quero lhe dizer, filho. ele soltou a caixa em cima da escrivaninha e aproximou-se de mim segurando-me pelos ombros Quero que prove que o treinamento que lhe ofertei serviu de alguma coisa para esta jornada, portanto use-o e empenhe-se ao máximo nesta missão. — Mayua Almarë (preciso de sua benção) pedi — Aiya (seja abençoado) respondeu meu pai sorrindo Era uma das raras situações em que o via sorrir novamente, um sorriso sincero, um sorriso de reconhecimento e talvez um sorriso que buscava esconder sua preocupação.
Notas finais
Fofo né? O que acharam?
Beijossss
Beijossss
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