A Guardiã
23 Onde Há Fumaça Há Fogo
Notas iniciais
Mais um capítulo especial para as minhas leitoras fofas, que moram no meu coração!
Momento quente entre Legolas e Mary, além de muito mais emoções!
Momento quente entre Legolas e Mary, além de muito mais emoções!
— Está vindo do acampamento dos Uruk, eu acho — Mary apareceu a meu lado, olhando na mesma direção a qual eu olhava — Torceremos para que seja — voltei a sentar-me escorando a cabeça numa pedra Marianne hesitou antes de ajeitar-se a meu lado, começou a arrancar tufos de grama pela raiz parecendo nervosa. — Algo lhe perturba? — perguntei — Hã... Não — ela deixou que o cabelo cobri-se sua face — Pode parecer que não, mas conheço-te o suficiente para saber quando há algo errado — afastei-lhe os cabelos do rosto Não tinha a intenção de puxar seu rosto mais para perto, porém algo mais forte de que eu, fez com que aproximasse o rosto da jovem do meu. — Legolas... — sussurrou ela, o hálito quente em minha face Houve um leve roçar de lábios, que foi o suficiente para me fazer desejar Marianne Greyhood como nunca desejei nenhuma outra e então... Aragorn pigarreou aproximando-se de nós com a cabeça baixa. — Troca de turno — murmurou num misto de risada e compreensão — Eu...hã, tudo bem — falei constrangido A garota, tentava conter o rubor que subia-lhe pela face, deitou-se novamente na grama e desta vez quem se aproximou fui eu. — Aragorn estragou — disse-me fazendo cara de pidona Eu ri, pondo as mãos atrás da cabeça. — Teremos outras oportunidades, eu garanto — ela deitou-se em meu peito e adormecemos abraçados na primeira noite de várias outras que viriam a seguir *** Levantaram-se antes do nascer do sol, Gimli roncava feito um porco e foi realmente difícil fazê-lo despertar. — Por que raios tem de me acordar tão cedo — resmungou ele — Vamos Gimli — a garota riu O sol começara a dar o ar da graça, mas o ceu tinha uma tonalidade incomum, um vermelho vivo surgia por detrás das poucas nuvens que enfeitavam o céu. — O ceu vermelho no horizonte, sangue foi derramado esta noite — disse Legolas com olhar distante — Não devemos estar longe — Aragorn incentivou-os — vamos. Estavam em campo aberto e seriam alvo fácil para qualquer ataque aéreo, mas não se importavam, estavam mais preocupados com a situação de seus amigos. — Aquela fumaça lá adiante... — sinalizou Gimli — A vimos ontem — aquiesceu Mary — pensamos que fosse um acampamento ou algo do tipo. — Vá olhar — pediu Aragorn — creio que algo se aproxima. — Também escuto, cavalos, cinquenta deles talvez... — concordou Legolas — Estamos nas terras dos Rohirrim, é normal terem cavalos por aqui — falou Mary dando de ombros e alçando voo A Fênix voou devagar com medo de chamar a atenção dos cavaleiros logo abaixo, planou direcionando o prumo para o local de onde a fumaça vinha. Deparou-se com uma enorme pilha de corpos deformados pelo fogo, algumas árvores derrubadas, mas nenhum corpo que lhe lembrasse Merry ou Pippin. Voltou até onde deixara os amigos, que agora encontravam-se rodeados por guerreiros com lanças apontadas para seus corpos, Legolas tinha o arco em riste e apontado para a cabeça de Éomer. *** — Se sua cabeça não estivesse tão próxima do chão, anão, eu a arrancaria com um só golpe — dissera o comandante dos cavaleiros descendo de seu cavalo — Acertaria-o antes que descesse o braço — Legolas apontava o arco para a cabeça de Éomer em desafio Aragorn interpôs-se, pois os homens de Rohan traziam as lanças apontadas para as cabeças dos três. O elfo foi inflexível, permanecendo na mesma posição até que uma chama em espiral desceu em sua direção. Marianne aterrissou com graciosidade com uma das mãos pousada no arco que o filho de Thranduil ainda empunhava. — Não vão nos fazer mal — disse a moça fuzilando Éomer com o olhar — E esta deve ser a Guardiã — o irmão de Éowyn deu um passo na direção da jovem e analisou-a — estão em tão má situação que precisam de uma moça para defende-los? — Ora, deixe-me mostrar a ele quem ficará em má situação se eu acertá-lo eu sou capaz... — falava Gimli — Não precisam, pois são ótimos guerreiros, eu lhe garanto — Mary não baixou o tom — pelo menos não estão acompanhados de uma escolta como a que o senhor trás, caro Rohirrim. — Gosto desta menina — sussurrou o anão para Aragorn que deu um meio sorriso
— O que encontrou Marianne? — perguntou o Dunedáin — Uma pira funerária de um metro e meio de altura, corpos de Uruk-hais, mas nada dos nossos amigos — disse em tom sombrio — Matamos os Uruks na noite passada, mas de que amigos falam exatamente? — perguntou o cavaleiro — Dois hobbits, ou pequenos como vocês os chamam — continuou Aragorn — Não vimos nada, mas se lhes pudermos ser uteis, temos estes dois cavalos a lhe oferecer. Deu-os dois animais, um corcel branco e outro de pelo castanho. — Obrigado — murmurou Legolas — Espero que encontrem o que procuram — o homem montou em seu cavalo e rumou com seu exército na direção oposta a que o grupo seguiria — Tem certeza de que não viu nada? — Tenho, — confirmou Mary — mas não custa darmos outra olhada. Legolas pegara o corcel branco e já encontrava-se encima do animal, oferecendo ajuda para que Mary subisse no lombo da montaria. — Anões não andam a cavalo — resmungou Gimli — Escolha entre andar a cavalo ou correr por mais duzentos metros meu caro amigo anão — brincou Legolas — Sendo assim, acho melhor irmos — concordou o filho de Glóin Cavalgaram em silêncio, não saberia dizer ao certo quem era o mais apreensivo, porém seu medo não se comparava ao que os hobbits sentiram. Sentiram primeiro o cheiro fétido da carne que ainda crepitava nas brasas para depois verem a pilha de corpos espalhadas no meio do campo. Desceram cuidadosamente e começaram uma busca angustiante por algum sinal dos amigos desaparecidos até que Gimli encontrou algo. — O cinto de Pippin — ele o entregou a Aragorn — Não pode ser — Mary olhou o objeto mais de perto apenas para constatar que se tratava de um dos cintos dados por Galadriel Aragorn chutou o capacete de um dos Uruk-hai caindo de joelhos no chão com um urro de raiva, escondeu a face entre as mãos. — Nai yaryuvalyë estë sambassë Mandosto (que tenham paz na morte) — murmurava Legolas com uma das mãos no peito Aragorn então passou as mãos pela grama, que agora jazia ressequida e amarelada. — Um hobbit esteve aqui — murmurou ele — e outro aqui, eles se arrastaram...as mãos estavam amarradas — o Dunedáin caminhou na direção da orla da floresta — as amarras foram cortadas, correram para cá, mas foram seguidos...correram para longe da batalha. Os outros três companheiros seguiram o homem, reconhecendo sua perícia como rastreador. — E fugiram para a floresta de Fangorn — finalizou ele — Fangorn? Que loucura os teria levado até aqui? — perguntou Gimli — Talvez ainda estivessem sendo seguidos — cogitou Marianne — Passaremos a noite aqui, porém peço que não cortem nenhuma árvore — advertiu Aragorn — O primeiro turno é meu desta vez — pediu o anão E assim arrumaram-se para mais uma noite conturbada, com um pouco mais de paz no coração.
Notas finais
Mereço reviews? Mais uma vez obrigada pelos comentários das minhas fiéis leitoras! Sem vocês a história não teria futuro e eu não teria inspiração!
BEIJOSSSS
BEIJOSSSS
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