A Guardiã
7 Fuga
Notas iniciais
Fugir dos problemas pode ser uma ótima saída para por os pensamentos no lugar, no caso de Marianne sua fuga a levará a um lugar onde nunca sonhou em estar.
Desci para a cozinha e para minha surpresa, não havia ninguém lá. Dei-me ao direito de roubar algumas barras de cereais escondidas no armário e pegar algumas garrafas de água. Segui rumo aos estábulos e também não encontrei ninguém lá, encilhei Trovão e estava prestes a sair quando enxerguei algo que me prendeu a atenção. — O que meu violão faz aqui embaixo? perguntei a mim mesma Escutei um barulho de janelas se abrindo, não teria tempo de voltar para casa e deixar o violão lá dentro, portanto atrelei-o às costas e sai com Trovão na direção do bosque. *** A cachoeira continuava como em minhas mais remotas lembranças de infância, as mesmas pedras acinzentadas, a água cristalina que caia em forma de véu, a espuma branca espiralava na superfície espelhada. Tirei a regata e o shorts e deixei minhas coisas à margem, amarrei Trovão no tronco de uma árvore que julguei ser uma figueira (como se entendesse algo de botânica). Entrei devagar, sentindo as pedras arredondadas embaixo dos pés, caminhei até que a água batesse por minha cintura, então mergulhei de cabeça, deixando-me envolver por um misto de serenidade e liberdade. Emergi com a cabeça sob a cachoeira, a água pressionava-me os músculos das costas fazendo uma massagem natural. Acredito ter ficado por meia hora de molho, sequei-me com a toalha que havia trazido e tornei a colocar a roupa com que havia vindo. Montei em Trovão voltava na direção fazenda, margeando a cerca que dividia os limites da propriedade com o bosque. Estava na metade do caminho quando vi algo se mexendo no meio das árvores, parecia pequeno, talvez um menino. Forcei Trovão a parar puxando-lhe as rédeas com força. — Volta pra casa amigo falei acariciando a grande cabeça negra eu chamo você depois. Ele se virou e galopou na direção em que estávamos indo enquanto eu transpus a cerca de arame farpado e me infiltrei no bosque, algo que ia completamente contra as orientações da minha avó. — Ei! chamei quando vi o garoto correndo novamente Espera! Corri atrás dele até onde minhas pernas conseguiram aguentar, então ele sumiu em meio a mata. — Ok falei apoiando-me nos joelhos eu desisto de te seguir! ofeguei sentando-me em meio às árvores Você venceu! Tinha a sensação de que ele ainda me escutava e que estava me observando. — Já que não ganhei de você sussurrei tirando o violão das costas e dedilhando as cordas acho que merece uma música da vitória, não acha? Look at this photograph Everytime I do it makes me laugh How did our eyes get so red And what the hell is on Joey's head Cantei Photograph da banda Americana Nickelback, dedilhando cadenciada a corda fina do violão. Às vezes procurava por algum sinal de movimento no meio das folhas, sem ver nada. Aos poucos fui deixando a música me envolver como sempre fazia, mas desta vez o vento pareceu sussurrar com uma voz melodiosa e firme. A profecia foi feita... Apenas uma poderá nos salvar... Filha dos dois mundos, a esperança irá espalhar... Sobre estas terras desoladas abrirá suas asas douradas... No sacrifício nos agraciará... Ao abrir os olhos, parecia estar no mesmo bosque de sempre, com a única diferença de que estava sentada sobre uma relva de folhas amarelas e sob um teto de folhas douradas. Aquilo tudo me parecia familiar como se eu realmente estivesse em... — Lothlórien... Levantei-me desnorteada observando ao redor, virei-me pensando em voltar por onde tinha vindo e chamar Trovão, mas o que vi me deixou plantada onde estava. — Mae Govannen disse um homem alto de olhos cinzentos, cabelos longos e louros e orelhas pontudas Ele era somente um dos nove homens parados diante de mim, só não sabia definir quem estava mais estarrecido, se eu ou eles. — Por que parou de cantar? perguntou-me o garoto que eu segui há minutos antes Os cabelos negros e encaracolados e os grandes olhos azuis não deixavam dúvida: aquele era Frodo Bolseiro, o portador do anel. Eu, Marianne estava diante da Sociedade do Anel, na Terra Média. — Eu... balbuciei sentindo minhas pernas enfraquecerem titubeei — Fique calma disse-me Haldir apoiando-me deixe as explicações para a Senhora Galadriel. — Creio que saiba quem somos falou Aragorn
— Sei assenti — E sabe por que está aqui? ergui meus olhos e eles ficaram presos pelos olhos azuis de Legolas — Pra falar bem a verdade, não faço a menor ideia eu sorri feito uma idiota
Notas finais
Hum, Mary derretendo-se por Legolas hein?
KKKKKK
KKKKKK
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