Notas iniciais
Gente, desculpem pela demora em postar, dia 23 foi meu aniversário e ontem véspera de natal, então...
Mas aqui está mais um capítulo para vocês, mais uma vez obrigada pelos reviews de Legolas, Rafaella e Vicky!
Valeu pessoal!
POV THRANDUIL

Via os primeiros raios da aurora despontarem no horizonte, o vento sussurrava cantigas ao tocar cálido os troncos e folhas das árvores.

Sabia que deveria voltar para meu povo, sabia que deveria lutar contra a sombra que estendia-se sobre a momentaneamente chamada Floresta das Trevas, era obrigação de um rei defender seu povo, mas por que sentia-me tão preocupado.

A resposta estava estampada diante de meus olhos, que embora fossem aguçados o bastante, demoraram a entender que o sentimento que dominava-me era receio, receio de deixar meu filho partir.

Legolas era meu filho único e embora já estivesse em idade de trilhar seu próprio caminho nunca havia partido em um jornada tão difícil e arriscada e temia por sua vida.

— Acalme-se Kethae murmurei ao corcel que agitava-se ao meu lado

Escutei passos leves, pés que mal tocavam o chão coberto de folhas, reconheceria aquele som em qualquer lugar.

— Le abdollen lan (está atrasado filho).

— Perdoe-me meu senhor. pediu Legolas parando a meu lado

— Sabia que teria de deixa-lo partir um dia olhei para o rosto do elfo não imaginava que partiria para tão longe.

O garoto lançou-me o mesmo olhar que lançava quando era apenas uma criança, o mesmo olhar que pedira alento diversas vezes.

— Hantanyel tulesselyanen (obrigado por vir) disse-me ele

— Meu filho, sou seu senhor, mas também seu pai, por isso peço-lhe que tome cuidado pousei as mãos nos ombros de Legolas

— Vou tomar garantiu sorrindo

-Nai tielyar nauvar laiquë arë laurië (que seus caminhos sejam verdes e dourados) dei-lhe um abraço desajeitado

— Alwa ada (boa sorte pai) — ele correspondeu-me

Montei no cavalo, que fincava as patas abrindo um buraco no chão devido a tamanha impaciência, na verdae quem estava atrasado, era eu.

— Mais uma coisa garoto falei olhando Legolas nos olhos cuide daquela moça, sei que o olhar que lançou a ela ontem a noite não foi o olhar de um amigo.

— Cuidarei meu senhor, eu prometo ele baixou os olhos para o chão constrangido

— Noro lim Kethae, noro lim (corra rápido Kethae, corra rápido) mumrmurei e o animal obedeceu de imediato levando-me na direção de minha casaa

***

Mary abriu os olhos ainda, temerosa a respeito de não estar mais em Lothlórien e tudo aquilo ser apenas um sonho bobo, mas não foi o que constatou ao se levantar.

Continuava na Terra Média, deitada em uma tenda aos pés de um enorme mallorn que estendia-se metros acima, trocou a camisola por uma camisa e calças de montaria.

Saiu da barraca e espreguiçou-se, dando por conta que não era a única que estava acordada.

— Harya mára arya Legolas (bom dia Legolas) saldou ela

— Harya mára arya Marianne (bom dia Marianne) o elfo lançou-lhe um sorriso trsitonho

— O que aconteceu? perguntou a moça

— Meu pai partiu respondeu

— Ele tinha deveres para com seu povo ela deu um sorriso tímido e tocou o ombro de Legolas teria que partir.

— Eu sei, só não estava preparado para isso. Legolas sorriu Parece que Thranduil não é o único a partir.

A jovem seguiu o olhar do elfo e encontrou Faramir parado ao pé da escada que dava aceso às tendas, estava de malas prontas e trazia seu irmão; recuperado da noite anterior, consigo.

— Queria despedir-me antes de ir disse ele

— Voltará para a Cidade Branca? perguntou Legolas

— Não, vou para Osgiliath, defender as primeiras fronteiras dos ataques dos Orcs respondeu queria poder ficar...

— Tem que ir, proteger seu povo provar que será um bom rei, um bom líder incentivou Boromir

— Acho que isso é um adeus Mary abraçou o soldado mais uma vez Boa sorte.

— Para você também ele sorriu

— Nai lassi cuilelyo u-firuvan disse-lhe o elfo Que as folhas de sua vida nunca morram.

— Obrigado.

Faramir partiu para uma jornada que pertencia apenas a ele enquanto Mary preparava-se para começar sua própria aventura.

***

— Já fez isso alguma vez? perguntava o elfo enquanto ajeitava o alvo a cinco metros de distância da garota

— Não, também nunca imaginei que fosse precisar aprender respondeu segurando o arco e a flecha nas mãos

— Tudo bem Legolas pôs as mãos nos quadris posicione a flecha no arco.

Ela obedeceu conseguindo fazê-lo de modo eficiente para a felicidade de Legolas.

— Ótimo, já é um bom começo elogiou ele agora puxe a corda do arco ainda segurando a flecha.

— Assim? perguntou

— Não exatamente o príncipe colocou-se atrás de Marianne baixando-lhe um pouco o braço que segurava o arco

Pegou a mão que puxava a delicada corda e afrouxou um pouco os dedos da donzela que perdeu completamente o tino por estar tão perto daquele ser tão magnífico.

Gimli pigarreou surgindo dentre as árvores com um misto de riso e surpresa aparecendo sob a barba ruiva.

— Não queria atrpalhá-los disse o anão

— Estamos só treinando falou Mary convicta

— Sei... sendo assim não se importariam se observa-se seu treinamento não é? ele sentou-se e pôs um pouco de erva no cachimbo

— É claro que não o elfo rolou os olhos e afastou-se da jovem

— Posso atirar agora?

Legolas apenas assentiu com a cabeça enquanto Mary soltava a corda, a flecha zuniu acertando um galho, que por acaso não era o alvo.

— Cuidado, não vá mirar no alvo e acertar em mim murmurou Gimli rindo

— Não gostou, faça você provocou Marianne entrando na brincadeira

— Não uso arcos, nem nunca usei senhorita, ainda prefiro meu machado.

— Mais uma vez? quis saber Legolas

— Aham dessa vez a moça fez tudo com precisão, tornou a disparar acertando no alvo

— Muito bom elogiou o professor vou afastar um pouco mais o alvo.

— E ainda quer que eu acerte bufou a moça fingindo-se indiferente

Legolas e Gimli riram.

***

O dia foi de treinamento intenso, após acertar o alvo a 50 metros de distância a jovem Marianne Greyhood ainda teve de aprender a usar as facas que lhe foram dadas por Thranduil, com a ajuda de Haldir.

O elfo impressionou-se com a facilidade de assimilação que a moça tinha, aprendendo rapidamente o modo certo de articular os movimentos para desarmar, e no caso de uma maior ameaça, matar o adversário.

O restante do dia fora inteiramente de preparação para a partida que aproximava-se, o frio na barriga de Mary crescia ao perceber que iria sair das fronteiras protetoras de Lothlórien e encarar o mundo real lá fora.

A Guradiã encontrava-se sentada próxima da fonte, no mesmo tablado em que havia salvo Sam, no mesmo tablado em que conversara com Faramir e Aragorn. Abraçava os joelhos com força tentando esconder a ansiedade que sentia.

Isolar-se não é a melhor maneira de fugir do medo que sente Galadriel sentou-se a seu lado

É tão ruim sentir medo? perguntou a garota

— O medo é o estímulo para se ter coragem a dama branca tocou de leve os cabelos da morena

— Viu que eu viria não foi? quis saber Mary

— Sim minha querida. aquiesceu Galadriel

— A senhora não poderia dizer a mim, como isso tudo acabará?

— Infelizmente não, mas posso adiantar-lhe que passará por provas das quais nunca imaginou. a elfa levantou-se dando um último sorriso a garota

Realmente não poderia dizer nada a Marianne, mesmo sabendo dos sacrifícios que a garota passaria até que o fim chegasse. E era este fim que intrigava Lady Galadriel, pois era um fim obscuro, que apenas passava-lhe uma sensação de medo e perda.

Notas finais
O que acharam?
Espero que tenham gostado!
Bjos