Notas iniciais
Gente!Consegui terminar a tempo!
Muito obrigada pelos reviews de disappear, Elven princess e Jhenny Kauane! Vocês me deixam muito feliz!
Sugestão de música! Um pouco de rock para animar os ânimos!
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POV MARIANNE

Movimentávamos devagar, talvez pelo fato de formarmos uma gigantesca fila entre as planícies de Rohan, talvez por medo de encontrarmos algo durante o trajeto.

Não falara com Legolas depois de termos esbarrado nos estábulos, agora ele permanecia mais a frente de nosso grupo, por ter olhos mais aguçados poderia localizar uma ameaça antes de esta alcançar-nos.

Minha mochila não pesava nem a metade do peso que realmente carregava, ganhara um bandolim de Hanel como forma de desculpar-se pelo modo como me tratara na chegada.

O sol lançava seus raios quentes em nossas costas e eu já havia me livrado de minha capa cinzenta, ficando apenas de colete e camisa, tendo arregaçado as mangas desta.

Gimli permanecia sorridente, conversando com Éowyn sobre o estranho fato de os anões brotarem das pedras e também sobre a aparência das mulheres de seu povo.

— Geralmente as anãs são confundidas conosco — dizia ele

— Talvez seja a barba — sussurrou Aragorn entre risos, fazendo a sobrinha de Théoden ser envolvida pela mesma alegria

— Então surgiu o mito de que nascemos da pedras — o anão lançou as mãos ao alto fazendo o cavalo assustar-se e derrubá-lo de costas no chão, Éowyn correu para ajuda-lo

Ri sem pensar, Gimli aparentava uma felicidade que não vira no tempo em que passamos em Lothlórien, embora estivéssemos numa situação muito mais perigosa

.

Senti o ar abafado tomar conta de meus pulmões, fechei os olhos expirando lentamente até que imagens formaram-se em meus olhos.

Frodo e Sam caminhavam com uma criatura curvada de olhos grandes e brilhantes, reconheci-o como Gollum ou Smeagol, nos tempos em que ainda podia-se cogitar que fora um hobbit.

— Vamoss mestre, nóis mostra o caminho, mostra, mostra ssim — dizia ele fazendo círculos ao redor de Frodo

— Senhor Frodo, ainda não confio nele — resmungou Sam parece que está apenas esperando uma oportunidade para apunhalar-nos pelas costas. — ele cruzou os braços com força sobre o peito

— Ele está nos mostrando onde ir Sam — o outro hobbit sorriu — afinal de contas, nos perderíamos se não fosse por ele.

— Só espero que ele não use nossa pele para fazer um casaco quando estivermos dormindo — continuou Sam

Abri os olhos, a luminosidade incomodou-me de início, pus as mãos em frente aos olhos, Aragorn apareceu a meu lado.

— O que houve? — perguntou-me

— Estou com um pouco de preguiça — menti, não queria preocupações num momento tão crítico

— Não é o que parece — prosseguiu ele lançando-me um olhar astuto

Esfreguei os olhos de maneira teatral soltando um bocejo meio exagerado, Aragorn riu.

— Legolas me parecia infeliz pela manhã comentou Passolargo

— Falou com ele? — perguntei curiosa

— Disse-me estar preocupado com você — Aragorn percebeu quando baixei os olhos para as rédeas de Trovão, pegando uma de minhas mãos — os elfos costumam apegar-se às pessoas muito facilmente, mas Legolas apresenta outro tipo de sentimento por você minha jovem.

— Eu sei, também sinto isso por ele — admiti sentindo meu rosto enrubescer

Toquei o colar em meu peito, sentia saudades de casa, de meu pai, minha irmã, minha avó, mas sabia que deveria continuar nesta missão, não iria decepcioná-los e muito menos abandonar Frodo.

*PLAY

Trovão parou de súbito, lançando a cabeça para trás e agitando o corpo, apoiou-se nas patas traseiras quase derrubando-me no chão.

— Trovão! — falei agarrando-me mais firmemente às rédeas

O tordilho iniciou um trote acelerado, passando por todas as pessoas que estavam a nossa frente, pressenti que algo estava errado, meu coração falhou quando percebi que Trovão levava-me na direção de Legolas.

Divisei dois cavaleiros de Théoden ao longe e o filho de Thranduil observando-os de cima de uma pequena elevação no terreno, mas não foi exatamente isto que chamou minha atenção.

Figuras grandes surgiram no horizonte, corriam a uma velocidade assustadora na direção dos cavaleiros atacando-os de forma brutal.

Legolas já estava de arco em punho lançando flechas certeiras nos dois grandes Wargs que traziam como carga Orcs.

Peguei o arco que trazia atrelado as costas, manter o equilíbrio naquele momento era uma tarefa difícil, mas eu precisava tentar.

Lancei a primeira flecha torcendo para que ficasse fincada na cabeça de uma daquelas bestas imundas, para minha decepção não foi o que ocorreu.

Legolas virou-se para me fitar, os olhos azuis arregalados, correu em minha direção montando com leveza no lombo de Trovão, segurou-se em minha cintura e senti um frio me subir pela boca do estômago.

— Precisamos avisar os outros — sussurrou em meu ouvido

— Você está bem? — perguntei pegando uma de suas mãos e apertando-a de leve

— Estou, e quanto à você — ele correspondeu o gesto

— Bem também — sorri virando-me para voltar quando uma ideia surgiu-me

— O que vai fazer Mary? — perguntou o elfo olhando-me como se tivesse enlouquecido

Virei-me, estava em pé diante do cavalo negro que parecia assustado, tinha que dar um tempo para que os guerreiros se preparassem para retaliar o ataque.

— Vou atrasá-los — respondi

— Tome cuidado. — Legolas deu-me um sorriso e desapareceu

Raiva. Era o que dominava meu corpo e mente, faria qualquer loucura para impedir que os servos de Saruman avançassem.

***

Aragorn surpreendeu-se ao ver Legolas galopando em sua direção, uniu as sobrancelhas ao ver que Marianne não o acompanhava.

— Onde está Mary? — perguntou o Dunedáin

— Orcs estão descendo o vale montados em grandes Wargs, ela ficou para trás para atrasá-los — respondeu o elfo

— Precisamos tirar estas pessoas daqui meu rei — continuou o filho de Arathorn a Théoden

— Éowyn, guie nosso povo para Helm — pediu o senhor

— Eu posso ajuda-los — falou a moça com um brilho nos olhos que o tio conhecia bem — só necessito de uma montaria e...

— Minha querida, você é o único elo familiar que me restou, não posso dar- me o luxo de perde-la — disse o rei

— Claro meu senhor — aquiesceu ela baixando a cabeça e dirigindo-se aos moradores

Todos ergueram os olhos para o ceu quando uma magnífica ave envolta em chamas elevou-se no ar soltando um pio agudo.

Marianne curvou-se na direção do solo, queimando a grama ressequida ao redor dos Orcs, fazendo uma barreira de proteção e impedindo sua passagem.

De início o fogo funcionou perfeitamente, afastando as inconvenientes criaturas dos inocentes que tentavam fugir, mas tão logo as chamas se acenderam quanto findaram.

A Guardiã estava perplexa, mas imaginou que Saruman estivesse interferindo em seus poderes, voltou a forma humana pegando novamente o arco desta vez acertando o alvo e derrubando um dos orcs.

Os homens de Rohan surgindo um pouco após na mesma medida em que os inimigos apareciam, Mary sentiu-se puxada pela parte de trás do colete, era Legolas, que colocara a moça junto consigo no lombo de Trovão.

— Tentei cerca-los, mas Saruman está interferindo — disse a moça um pouco ofegante

— Não se preocupe, a sobrinha de Théoden está guiando as pessoas para longe — respondeu ele

Gimli já havia caído de seu cavalo, o que não surpreendia a ninguém, porém sendo ele melhor combatente no solo o tombo era bem vindo.

— Venham suas bestas, vão sentir meu machado em suas gargantas! — grunhia o anão

Aragorn saltara na traseira de um dos wargs agarrando-se firmemente no colete do orc que comandava o grande lobo deformado, mas ele não fazia ideia do que viria a seguir.

Legolas voltou ao chão e tentava salvar Gimli de ser esmagado por outro warg, já que o pobre anão já tinha o corpo coberto por dois deles.

Mary acabara de abater mais um orc quando foi derrubada por algo que chocou-se contra seu pequeno corpo em alta velocidade.

Caiu de costas, por pouco não bateu numa pedra ergueu os olhos para ver o que a atingira e arrependeu-se por tê-lo feito.

Viu o momento exato em que Aragorn despencou de uma escarpa, caindo no rio que corria calmo logo abaixo, um grito de puro pavor ficara preso em sua garganta.

A moça permaneceu estática, o coração parecia ter sido esmagado por uma pedra lágrimas brotaram nos olhos verdes.

Tudo havia acabado, os Orcs estavam mortos e a passagem tornara-se liberada para os viajantes, Legolas correu para Marianne.

— Mary, o que ocorreu? — tomou o rosto da jovem nas mãos forçando-a a olhá-lo

— Aragorn — soluçou ela puxando o elfo para si num abraço apertado, afundando o rosto nos cabelos loiros

— O que tem Aragorn? — perguntou Gimli surgindo de repente

— Eu o vi cair, desculpe não pude fazer nada contra ele...ele — continuou a moça

— A passagem foi liberada estamos nos... — Théoden aproximara-se — mas o que há?

— Acho que Aragorn caiu no Isen — cogitou Gimli espiando pela beirada

— Mary, calma — Legolas acariciava as costas da jovem — precisamos seguir em frente.

— Eu sei — concordou secando as lágrimas — estou bem.

Os dois levantaram-se e abraçados continuaram a travessia até o Forte da Trombeta a única fortaleza que ainda podia salva-los de algum modo.

Notas finais
Mereço reviews? Mais uma vez agradeço ao pessoal que vem elogiando a fic! Me deixam cada vez mais inspirada!
Beijosss da Lilly!