Notas iniciais
Cupido me pertence. Tem uma parte da fala da Cupido que é baseado no manga da Turma da Mônica Jovem numero 50! Foi uma ideia boba que eu achei legal!

— Então? O que você acha? — Dentiana sorria de modo bobo, suas mãos pressionadas juntas, uma com a outra, como se ela estivesse implorando por algo. As fadinhas que voavam em volta dela como uma auréola alada a imitavam com olhos brilhantes.

— Sinceramente? — A loira de olhos vermelhos ergueu uma sobrancelha, ganhando rápidos acenos de cabeça das fadas dos dentes. Ela suspirou de modo exagerado e teatral, antes de lançar um sorriso brincalhão para suas visitas. — Acho que tem jeito.

— Eu sabia! — A fada dos dentes soltou um guincho alto, suas penas brilhantes se eriçando de animação, sendo acompanhada por suas fadinhas.

— Mas...! — A outra ergueu um dedo, interrompendo a comemoração. Sua expressão ainda mostrava diversão, mas havia um tom mais pesado, quase cansado, em sua voz. — Com certeza vai demorar.

— Quanto tempo mais, Cupido?

— O que você acha, querida? — Cupido revirou os olhos, como se fosse óbvio. Ela apontou para o espelho de prata mágico com uma unha bem feita, brilhante e vermelha, que era natural, mas parecia ser falsa. — Você viu o quão cabeça-dura aquele ali é? E como o outro tem pouca confiança em si mesmo? — Seus olhos desviaram da figura maior para a figura menor, cada um em um canto diferente do mundo, cuidando de seus afazeres e de suas vidas, como se nem soubessem da existência um do outro.

Cupido lançou um olhar cansado para a amiga, que assentiu, parando para pensar.

Dentiana sabia que a fada do amor tinha razão, ela conhecia muito bem aqueles dois espíritos e sabia bem o que esperar dos dois.

— E não podemos apressar um pouco as coisas? — Ela se ouviu perguntando mesmo assim.

Cupido riu.

— Por que tanta pressa, meu amor?

— Ah, o que eu posso dizer… — Dentiana deu de ombros, ignorando o modo como suas bochechas esquentaram levemente, envergonhada. — É que é tão óbvio… e ambos já estão sozinhos há tanto tempo… — Ela lançou um olhar gentil para a outra fada, sabendo que, essa sendo um ser relacionado ao amor, ela entenderia bem.

A expressão de Cupido se tornou mais suave.

— Bem... nós podemos muito bem dar um chutezinho no destino... — Sorriu torto. — Eu posso usar a bazuca da dor do cotovelo! — E magicamente materializou uma bazuca cor-de-rosa, coberta de figurinhas de corações. — O que acha?

As penas da fada dos dentes se arrepiaram diante da arma brilhante, que, embora ela soubesse que não podia ferir ninguém fisicamente, podia fazer muito mais dano de outros modos. As fadinhas guincharam, balançando a cabeça rapidamente.

— Nada disso! — Dentiana ignorou as risadas altas da fada do amor. — Não, você tem razão. O melhor a se fazer é espera. Se é para acontecer, vai acontecer. — Ela suspirou e não pôde deixar de sorrir ao voltar os olhos para o espelho mágico mais uma vez. — Eu ainda acho engraçado, sabe?

— Ah, é como dizem, querida: “os opostos se atraem”. — Cupido sorriu de modo confiante, afinal, já tinha perdido as contas das vezes em que tinha lançado flechas em pessoas incrivelmente diferentes.

— É claro — concordou Dentiana, junto de suas fadinhas, todas rindo baixinho e observando as duas figuras com olhos sonhadores. — Então por que não primavera e inverno?

Notas finais
NOTA DA REESCRITA: Escolhi ir com a versão brasileira do nome da fada dos dentes, então a partir de agora ela será Dentiana, ao invés de Toothiana.