A Guardiã
26 A Queda
Notas iniciais
Gente!Consegui terminar a tempo!
Muito obrigada pelos reviews de disappear, Elven princess e Jhenny Kauane! Vocês me deixam muito feliz!
Sugestão de música! Um pouco de rock para animar os ânimos!
link: http://www.kboing.com.br/nickelback/1-1021703/
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Gimli permanecia sorridente, conversando com Éowyn sobre o estranho fato de os anões brotarem das pedras e também sobre a aparência das mulheres de seu povo. — Geralmente as anãs são confundidas conosco — dizia ele — Talvez seja a barba — sussurrou Aragorn entre risos, fazendo a sobrinha de Théoden ser envolvida pela mesma alegria — Então surgiu o mito de que nascemos da pedras — o anão lançou as mãos ao alto fazendo o cavalo assustar-se e derrubá-lo de costas no chão, Éowyn correu para ajuda-lo Ri sem pensar, Gimli aparentava uma felicidade que não vira no tempo em que passamos em Lothlórien, embora estivéssemos numa situação muito mais perigosa . Senti o ar abafado tomar conta de meus pulmões, fechei os olhos expirando lentamente até que imagens formaram-se em meus olhos. Frodo e Sam caminhavam com uma criatura curvada de olhos grandes e brilhantes, reconheci-o como Gollum ou Smeagol, nos tempos em que ainda podia-se cogitar que fora um hobbit. — Vamoss mestre, nóis mostra o caminho, mostra, mostra ssim — dizia ele fazendo círculos ao redor de Frodo — Senhor Frodo, ainda não confio nele — resmungou Sam parece que está apenas esperando uma oportunidade para apunhalar-nos pelas costas. — ele cruzou os braços com força sobre o peito — Ele está nos mostrando onde ir Sam — o outro hobbit sorriu — afinal de contas, nos perderíamos se não fosse por ele. — Só espero que ele não use nossa pele para fazer um casaco quando estivermos dormindo — continuou Sam Abri os olhos, a luminosidade incomodou-me de início, pus as mãos em frente aos olhos, Aragorn apareceu a meu lado. — O que houve? — perguntou-me — Estou com um pouco de preguiça — menti, não queria preocupações num momento tão crítico — Não é o que parece — prosseguiu ele lançando-me um olhar astuto Esfreguei os olhos de maneira teatral soltando um bocejo meio exagerado, Aragorn riu. — Legolas me parecia infeliz pela manhã comentou Passolargo — Falou com ele? — perguntei curiosa — Disse-me estar preocupado com você — Aragorn percebeu quando baixei os olhos para as rédeas de Trovão, pegando uma de minhas mãos — os elfos costumam apegar-se às pessoas muito facilmente, mas Legolas apresenta outro tipo de sentimento por você minha jovem. — Eu sei, também sinto isso por ele — admiti sentindo meu rosto enrubescer Toquei o colar em meu peito, sentia saudades de casa, de meu pai, minha irmã, minha avó, mas sabia que deveria continuar nesta missão, não iria decepcioná-los e muito menos abandonar Frodo. *PLAY Trovão parou de súbito, lançando a cabeça para trás e agitando o corpo, apoiou-se nas patas traseiras quase derrubando-me no chão. — Trovão! — falei agarrando-me mais firmemente às rédeas O tordilho iniciou um trote acelerado, passando por todas as pessoas que estavam a nossa frente, pressenti que algo estava errado, meu coração falhou quando percebi que Trovão levava-me na direção de Legolas. Divisei dois cavaleiros de Théoden ao longe e o filho de Thranduil observando-os de cima de uma pequena elevação no terreno, mas não foi exatamente isto que chamou minha atenção. Figuras grandes surgiram no horizonte, corriam a uma velocidade assustadora na direção dos cavaleiros atacando-os de forma brutal. Legolas já estava de arco em punho lançando flechas certeiras nos dois grandes Wargs que traziam como carga Orcs. Peguei o arco que trazia atrelado as costas, manter o equilíbrio naquele momento era uma tarefa difícil, mas eu precisava tentar. Lancei a primeira flecha torcendo para que ficasse fincada na cabeça de uma daquelas bestas imundas, para minha decepção não foi o que ocorreu. Legolas virou-se para me fitar, os olhos azuis arregalados, correu em minha direção montando com leveza no lombo de Trovão, segurou-se em minha cintura e senti um frio me subir pela boca do estômago. — Precisamos avisar os outros — sussurrou em meu ouvido — Você está bem? — perguntei pegando uma de suas mãos e apertando-a de leve — Estou, e quanto à você — ele correspondeu o gesto — Bem também — sorri virando-me para voltar quando uma ideia surgiu-me
— O que vai fazer Mary? — perguntou o elfo olhando-me como se tivesse enlouquecido Virei-me, estava em pé diante do cavalo negro que parecia assustado, tinha que dar um tempo para que os guerreiros se preparassem para retaliar o ataque. — Vou atrasá-los — respondi — Tome cuidado. — Legolas deu-me um sorriso e desapareceu Raiva. Era o que dominava meu corpo e mente, faria qualquer loucura para impedir que os servos de Saruman avançassem. *** Aragorn surpreendeu-se ao ver Legolas galopando em sua direção, uniu as sobrancelhas ao ver que Marianne não o acompanhava. — Onde está Mary? — perguntou o Dunedáin — Orcs estão descendo o vale montados em grandes Wargs, ela ficou para trás para atrasá-los — respondeu o elfo — Precisamos tirar estas pessoas daqui meu rei — continuou o filho de Arathorn a Théoden — Éowyn, guie nosso povo para Helm — pediu o senhor — Eu posso ajuda-los — falou a moça com um brilho nos olhos que o tio conhecia bem — só necessito de uma montaria e... — Minha querida, você é o único elo familiar que me restou, não posso dar- me o luxo de perde-la — disse o rei — Claro meu senhor — aquiesceu ela baixando a cabeça e dirigindo-se aos moradores Todos ergueram os olhos para o ceu quando uma magnífica ave envolta em chamas elevou-se no ar soltando um pio agudo. Marianne curvou-se na direção do solo, queimando a grama ressequida ao redor dos Orcs, fazendo uma barreira de proteção e impedindo sua passagem. De início o fogo funcionou perfeitamente, afastando as inconvenientes criaturas dos inocentes que tentavam fugir, mas tão logo as chamas se acenderam quanto findaram. A Guardiã estava perplexa, mas imaginou que Saruman estivesse interferindo em seus poderes, voltou a forma humana pegando novamente o arco desta vez acertando o alvo e derrubando um dos orcs. Os homens de Rohan surgindo um pouco após na mesma medida em que os inimigos apareciam, Mary sentiu-se puxada pela parte de trás do colete, era Legolas, que colocara a moça junto consigo no lombo de Trovão. — Tentei cerca-los, mas Saruman está interferindo — disse a moça um pouco ofegante — Não se preocupe, a sobrinha de Théoden está guiando as pessoas para longe — respondeu ele Gimli já havia caído de seu cavalo, o que não surpreendia a ninguém, porém sendo ele melhor combatente no solo o tombo era bem vindo. — Venham suas bestas, vão sentir meu machado em suas gargantas! — grunhia o anão Aragorn saltara na traseira de um dos wargs agarrando-se firmemente no colete do orc que comandava o grande lobo deformado, mas ele não fazia ideia do que viria a seguir. Legolas voltou ao chão e tentava salvar Gimli de ser esmagado por outro warg, já que o pobre anão já tinha o corpo coberto por dois deles. Mary acabara de abater mais um orc quando foi derrubada por algo que chocou-se contra seu pequeno corpo em alta velocidade. Caiu de costas, por pouco não bateu numa pedra ergueu os olhos para ver o que a atingira e arrependeu-se por tê-lo feito. Viu o momento exato em que Aragorn despencou de uma escarpa, caindo no rio que corria calmo logo abaixo, um grito de puro pavor ficara preso em sua garganta. A moça permaneceu estática, o coração parecia ter sido esmagado por uma pedra lágrimas brotaram nos olhos verdes. Tudo havia acabado, os Orcs estavam mortos e a passagem tornara-se liberada para os viajantes, Legolas correu para Marianne. — Mary, o que ocorreu? — tomou o rosto da jovem nas mãos forçando-a a olhá-lo — Aragorn — soluçou ela puxando o elfo para si num abraço apertado, afundando o rosto nos cabelos loiros — O que tem Aragorn? — perguntou Gimli surgindo de repente — Eu o vi cair, desculpe não pude fazer nada contra ele...ele — continuou a moça — A passagem foi liberada estamos nos... — Théoden aproximara-se — mas o que há? — Acho que Aragorn caiu no Isen — cogitou Gimli espiando pela beirada — Mary, calma — Legolas acariciava as costas da jovem — precisamos seguir em frente. — Eu sei — concordou secando as lágrimas — estou bem. Os dois levantaram-se e abraçados continuaram a travessia até o Forte da Trombeta a única fortaleza que ainda podia salva-los de algum modo.
Notas finais
Mereço reviews? Mais uma vez agradeço ao pessoal que vem elogiando a fic! Me deixam cada vez mais inspirada!
Beijosss da Lilly!
Beijosss da Lilly!
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