A Grifinória E O Sonserino.
13 Snape.
Notas iniciais
POV: Bella.
O Snape estava na minha frente, com cara não muito amigável. Mal saí daquela floresta e ele me levou, puxando-me pelo meu braço esquerdo, a casa dos gritos.
– Eu não quero falar com meu pai. Me solta! – disse quando estávamos chegando perto.
– Não é o seu pai que está lá.
Chegamos lá e vi as pessoas que não estavam na minha lista de querer ver hoje.
– Senhor Malfoy? Tia Narcisa? – comecei a tremer.
– Oi, Bella. O meu filho nos mandou uma carta dizendo que estão namorando. – disse tia Narcisa.
– Me perdoe, eu devia ter ficado longe dele. Devem estar me chamando de irresponsável por namorar meu primo, mas eu gosto muito dele, muito mesmo. – disse rapidamente.
– Não é isso que viemos falar, mas eu aprovo o seu namoro com ele, mas terá que ser leal a nós.
– Claro. Faço o que pedirem.
– Lúcio e Snape sabem que você é uma feiticeira e filha de Bellatrix. Eu mesma contei. Eles podem te ajudar e fazer você controlar os seus poderes. Eles aceitaram guardar segredo. Mas você terá que se exibir um pouco.
– Por que eu terei que me exibir?
– Porque queremos que o Potter perca a sua popularidade. Queremos que ele fique um pouco inútil.
– Isso será fácil. Mas o que eu tenho que fazer? Mudar o visual ou fazer mais cena?
– Os dois. Mas queremos que fique mais parecida com sua mãe e como uma sonserina.
– Moleza.
– Snape irá falar o que terá que vestir. – ri mentalmente com isso porque Snape é sem moda e com um cabelo horrível. – Irá também te ensinar tudo o que precisa sobre Defesa Contra Artes das Trevas. E o Lúcio irá te ensinar a controlar o seu poder.
– Tudo bem, mas como o senhor Malfoy irá me ensinar? Ele não pode ficar aqui. Vão descobrir.
– Sabemos que é amiga dos centauros. Pergunte a eles se podemos ficar em algum lugar na Floresta Proibida com eles nos protegendo para que ninguém possa descobrir. – pediu o senhor Malfoy. – E pode me chamar de tio quando não estiver ninguém que não saiba sobre o que você é e quem é a sua mãe.
– Mas e se eles não aceitarem?
– Terá que arranjar um jeito de me encontrar na mansão. Falarei com os outros comensais que é uma convidada ou uma de nós. Sei lá, arranjarei algo para dizer.
– Ta, mas que dia poderá me ensinar?
– Todas as terças. Começando na próxima semana.
– Tudo bem. Isso é tudo? – perguntei dando um pequeno sorriso.
– Sim, mas cuida bem do Draco.
– Com certeza! – dei um sorriso de orelha a orelha. – Então vocês aprovam o nosso namoro?
– Sim. – disseram o senhor e a senhora Malfoy.
– Obrigada. – dei um abraço nos dois.
Eles ficaram imóveis com o meu gesto. Parecia que foram congelados.
– Vamos antes que desconfie da gente. – disse Snape.
– Claro, mas como foram que conseguiram entrar em Hogwarts? – perguntei aos meus tios.
– Snape nos ajudou a entrar sem que ninguém nos visse.
– Ah! – dei um gritinho de tão surpresa que fiquei.
– Não é só você que foge de Hogwarts quando está entediada. – disse Snape dando de ombros. – Agora, vamos.
– Tchau. – disse dando um abraço e um beijinho na bochecha dos meus tios.
Saí de lá acompanhada de Snape.
– Pensei que você não conhecia as passagens. – falei surpresa.
– Conheço até a Sala Precisa.
– Podemos treinar lá. Sei como a sala funciona. Fred e Jorge que me ensinaram.
– Ta.
– Mas, que horas? – perguntei.
– No almoço. Sei que você não vai mais almoçar juntos com os outros. – respondeu.
– Mas que dia? Não pode ser todos os dias senão eles irão desconfiar. – disse parando de andar e o fazendo olhar para mim.
– As quintas. – ele tentou se virar e continuar andando, mas eu não deixei o segurando mais forte.
– Só tem um problema. Meu pai foi um dos Marotos. Teremos que ser cautelosos.
– Pode deixar. Mas coloque pó de lobo e sal, só para ficarmos seguros. – ele disse me entregando um saquinho com pó de lobo.
– Não. Ai estará muito na cara. – falei rejeitando o saquinho.
– Tem razão. – assim que ele disse isso me lembrei de outro lugar que eu descobri sozinha e só Dumbledore sabe.
– Como hoje é quinta me encontre na cozinha quando todos estiverem dormindo. – avisei.
– Por quê?
– Eu conheço outro lugar que ninguém, além de Dumbledore, sabe onde é e é bem seguro. – disse e ele me abraçou sussurrando no meu ouvido:
– O Ronald Weasley escutou um pouco a nossa conversa. Ele está te vigiando desde hoje de manhã. Cuide para que ele não descubra.
– Claro! É o que eu estou fazendo desde que o conheci. – disse dando um sorrisinho de “eu sei o que eu faço e sempre funciona”.
– Você é levada, ein?! – falou ele com cara de indignado.
– Espero que meus herdeiros não sejam assim. – disse zombando da cara dele.
– Duvido porque sua árvore genealógica só tem doidos.
– Eu acho que não. É só a minha mãe.
– Ela tem loucura de cinquenta pessoas.
– É. Mas isso não é anormal e ela está melhorando. Eu até hoje não fiquei doida.
– Na Floresta Proibida, sim.
– Quieto, Severo Snape! – disse fingindo que estava brava. – Pelo menos eu não fiz aquilo que eu pretendia, não quero que uma pessoa saia prejudicado pela minha escolha.
– Vai fazer suas tarefas e ignore o fato de você ser uma...
– Ta. Tchau.
Saí correndo para o almoço.
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