A Grande Peça

1 Introdução


Notas iniciais
Primeiro capítulo de uma história que há muito tempo martela em minha cabeça. Eu estava (MUITO) sumida no Nyah!, não é? Saudades!

Olá, leitor. Devo me apresentar. Serei o narrador da história. Devo inicialmente dizer que esta não será uma história com a mocinha e o mocinho que lutam por um amor. Não mesmo. Talvez não haja mocinhos nesta história, apenas seres humanos. Não me pergunte o que eu sou da família: nem eu mesmo sei. Nem nome eu tenho. Mas... Para eu não ficar como indigente, que tal me batizarmos? Um nome o qual eu sempre achei bonito é Álvaro, e o sobrenome, Albuquerque. Então serei Álvaro Albuquerque.

Não preste tanta atenção em mim. Na verdade, eu só fui criado para que a história não seja narrada por aqueles caras chatos sem nenhuma subjetividade. Esta é uma narrativa que precisa de sentimentos e opiniões. Serei uma espécie de comentarista. Você deve estar se perguntando também o motivo pelo qual a história não é narrada em primeira pessoa. Eu explico: minha função aqui é mostrar a verdade de algo que, narrado por alguém que vivencie, pode ser facilmente moldado. Não queremos um Dom Casmurro que cause discussões depois da morte da autora.

Sem mais delongas e feitas as devidas apresentações, eu abro a cortina para que conheça a família Montenegro. A vida, afinal de contas, não é uma grande peça de teatro?

Notas finais
Foi apenas uma introdução. O melhor ainda está por vir. Beijinhos.