Notas iniciais
Olá! Muito obrigada por estar lendo a fic! Este capítulo demorou para sair, prometo que os próximos serão mais regulares! Obrigada à Pollyanna pelo primeiro review! Espero não te desapontar! Qualquer erro ou quebra no fluxo da história é só me avisar! Boa leitura!

Talvez Sam devesse ter contado até 130 antes de dirigir até a SSA. Atravessar a recepção da agência com o carro não é o melhor jeito de pedir satisfações, ou talvez fosse, porque improvalmente que eles dariam caso não o fizesse. De qualquer maneira, Samantha não obteve sucesso, acabou inconsciente, quase matou uma pessoa e foi isolada de todos, coisa que notou ao acordar, juntamente com uma multa e um recado que indiretamente a suspendia por uma semana (e acabava com suas férias remuneradas), em seu dormitório na sede de Orlando. Felizmente seu telefone celular continuara ao seu lado, o que significava que eles não estavam tão irritados assim com ela.

"Você deve permanecer no dormitório até o final do dia, o tempo necessário para acalmar a agência
—X336"

Receber aquela mensagem na realidade fez Sam ficar mais aliviada, ela não estava com muita vontade de encarar as moças da faxina depois da bagunça que fez, muito menos encarar os agentes que julgavam suas atitudes imaturas e ela preferia nem pensar no que o diretor faria com a promoção que havia ganho pouco antes das férias, mas todos esses problemas não eram nada comparados com o que havia acontecido com Matt.

Faziam poucos anos desde que Sam aprendeu o que era ter um amigo de verdade, então era meio estranho ter que lidar com a falta de um. Era uma mistura de emoções não tão familiares, como quando demorou 4 segundos a mais para desarmar uma bomba durante o treinamento e passou o resto da semana sendo chamada de Katherine Osayo (o exemplo mais negativo da agência, fez história por ser a primeira pessoa a conseguir quebrar a perna durante um arrombamento simples). Ela sentia-se inútil e com raiva, provavelmente não teve outro ataque por conta da dose de algum tranquilizante que estava sendo enviado pelo seu braço esquerdo através de um não tão fino cateter (mesmo nunca tendo medo de agulhas evitou ao máximo mover o braço a fim de evitar que o instrumento não saísse do lugar).

Estava prestes a tentar ligar para 336 e perguntar que droga haviam lhe dado para seu raciocino estar tão lento, quando ele entrou pela porta.

—SD24. — Falou enquanto fechava passagem atrás de si e encarava as pupilas exageradamente dilatadas de Sam. —Você levou uns pontos, e pela cara colocaram algo para atrapalhar sua visão também, talvez o C24...

—Bom dia para você também! — Exclamou perante a não tão sutil invasão ao seu dormitório. —E não deu certo, eu consegui ler os avisos...—Revirou os olhos enquanto inutilmente tentava sentar-se na cama.

—Você sabe que fez o maior estrago né? — Comentou enquanto se dirigia a cadeira de escritório perto da mesinha com os avisos.

—Aposto que em duas horas nem parecia que algo tinha acontecido ali. —Samantha supôs, lembrando da rápida eficácia dos serviços de reforma.

—Em uma e meia, consertaram até seu carro, mas sabe, o Chris tá p... muito chateado com seu comportamento. Você já deve ter pensado em muitas desculpas, umas até dignas de Oscar, mas todo mundo já entendeu… Claro, a maioria defende que a parte de entrar com o carro e tudo foi acidente, mas eu sei que você gosta de dramas.

—Claro, fazia parte do meu plano maligno distrair vocês enquanto a ASS invadia os túneis...

—Você tem sorte de eu conseguir perceber a sutileza de seu sarcasmo. Sinceramente, ninguém tá ligando muito pra você, semana passada uma garota soltou uma granada na sala de treinamento da galera do nível 1, foi cômico, atravessar a entrada da agência não chega aos pés de 20 novatos se preparando para um ataque da ASS e falhando miseravelmente.

—E eu achando que finalmente conseguiria superar a 723 no quesito popularidade. — Zombou, enquanto 336 ria de sua péssima atuação e falta de senso. — Então, te mandaram aqui para quê?

—Ficaram com medo que o sedativo não tivesse funcionado e você estivesse planejando uma fuga. —Samantha revirou os olhos, como eles poderiam achar que ela ainda estaria planejando uma fuga? Se quisesse, ela já estaria bem longe. —Ei! Não os culpe, não é como se você nunca tivesse feito isso antes.

—Eu tinha acabado de acordar em um lugar estranho após ficar desacordada no meio de uma missão, achei que tivesse sido pega. — Lembrar da única missão em que acabou inconsciente fez Sam ficar inquieta, seu maior medo, sem dúvida, era ter que pôr a prova os treinamentos contra tortura. — Uma pena, sempre quis saber como era ter as unhas arrancadas em troca de informações inúteis sobre a agência. — Falou distraidamente, enquanto tentava lembrar o rumo original da conversa.

—Não vamos voltar a discutir isso, deu tanta treta que apagaram até do seu arquivo. Tenho dores de cabeça só de lembrar. — Josh, como 336 era chamado por amigos, suspirou massageando as têmporas. —Enfim, me mandaram aqui também para dar uma de psicólogo e avisar que o diretor que falar com você amanhã.

—Eu tenho cara de quem precisa de suporte psicológico? — Encarou Josh recebendo um olhar duvidoso em troca. —Bom, seria mais fácil de lembrar onde fica a sala do Chris sem esse troço na minha veia. —Reclamou da maneira mais teatral possível, talvez 336 estivesse certo, ela vivia pelo drama.

—Não estou falando do Chris. —Disse enquanto removia cuidadosamente o cateter e fechava a saída do soro. — O Presidente quer falar com você. —Encarou-a com a cara mais séria possível enquanto estendia lhe um copo com água.

—Você não está falando do...

—Sim. Sam, Augustus Coleman solicita sua presença, algo que nem eu com meus 30 anos de carreira na agência não consegui. Parabéns! —Anunciou com uma expressão de segundo colocado.

Augustus Coleman, fundador da agência, não era bem o tipo de pessoa que gostava de conversar cara-a-cara com seus funcionários. Apesar de ser conhecido como alguém carismático e extrovertido, poucos agentes vivos haviam tido a experiência de ver seu rosto, e mesmo que todos eles tenham se sentido gratificados ao conhecer o cara que paga seus salários no final da semana (os pagamentos antes eram feitos só no fim do mês, mas ele achou que isso era muito antiquado e decidiu inovar as coisas, vai entender...) não há ninguém na agência que não se sinta intimidado ao ouvir sua voz pelos alto-falantes, mesmo quando é para desejar boas festas.

—Eu... Mas você acabou de dizer que não tinha sido nada grave, que ninguém tinha dado importância…— Franzindo as sobrancelhas Sam ponderou sair pelo duto de ar, a fim de evitar a conversa.

—Parece que ele deu, e deve ter se sentido bem ofendido mesmo para querer te demitir pessoalmente. —Sibilou com uma face diabolicamente sombria e um largo sorriso enquanto imitava uma risada diabólica bem fajuta. —Relaxa! Ele deve querer te consolar ou até mesmo aumentar sua promoção. — Encerrou seu teatro aflito com a possibilidade de ter atuado bem demais, o que não foi o caso.

—Espero que sim... — Desejou Sam enquanto massageava o próprio braço.

—Afinal, foi ele que te trouxe aqui.

—É, mas isso não quer dizer que não pode me tirar. Cara, sério, eu não posso sair daqui, tenho que encontrar o Matt...—E ao citar o nome dele, teve um choque de realidade. Fazia um dia que seu amigo estava desaparecido e ela não conseguiu nenhum resultado além de um buraco na entrada da agência que nem durou muito, altas dores de cabeça e alguns pontos. É, nada disso o ajudaria a voltar, tinha que parar de conversar e fazer alguma coisa. — Preciso de sua ajuda!

— Olha, eu sei que ele era como um irmão pra você, mas esse caso só trouxe desgraça para a agência, não posso te ajudar com isso. Me peça um unicórnio! Eu tenho contatos na área de modificação genética, mas esse caso é muito arriscado. — Falou pesadamente enquanto o suspiro de decepção de Samantha ecoava no quarto. —Não tem nada que eu possa fazer fora isso?

—Bem... Adiante minha conversa com O Diretor, preciso saber se vou poder contar com os equipamentos da agência ainda hoje. — Disse com um ar de tristeza na voz. Era ruim não poder contar com alguém que considerava como seu pai, mas com ou sem ajuda ela iria encontrar Matthew.

Sua determinação por encontrar o amigo ia além de filminhos onde a amizade tem poder para destruir o mal, Sam sabia que não seria bem assim. Assim como todos os agentes fora criada desde criança para ser uma espiã, com a ausência de pais ou mães, ela dependia de mentores, que mesmo muito dedicados, continuavam sendo agentes, o que os impediam de dar atenção suficiente, por isso ter um amigo que a permitia se sentir longe de toda aquela loucura que chamava de vida, e perto do mundo “normal” a fazia se sentir melhor.

—Como sempre, estratégica. Quando conseguir isso mando uma mensagem com as informações.— Afirmou enquanto levantava e dirigia-se a saída. —Tenta não fazer nenhuma besteira! — Exclamou enquanto fechava a porta do dormitório e passava o cartão-chave pela fresta entre o chão e a porta.

Josh podia até não ser o melhor mentor do mundo, mas ele sempre se esforçava para dar o seu máximo, e mesmo seu último comentário não sendo tão sarcástico quanto era para ser a agente 822 sorriu.

Notas finais
E ai? O que acharam? Espero que tenha lhe agradado! Se sim, deixe um review com pontos positivos em que posso continuar. Se não, deixe um review com pontos negativos em que posso melhorar. Acho que por ter muitas falas posso ter me atrapalhado no desenvolvimento dele, por isso imploro que caso ache alguma falha me avise! Meu estilo de escrita também pareceu um pouco alterado, deve ser por conta do tempo que passei sem escrever, mas vou me dedicar para chegar ao nível que era antes novamente! Se acharem necessário nas próximas notas de capítulo posso explicar coisas como os níveis dos agentes e números, é só avisar! Muito obrigada por ler até aqui! Qualquer informação importante a discutir, pode me contatar pela rede social Facebook, onde sou mais ativa do que no Nyah! (https://www.facebook.com/danicase100)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.