A Garota que Sobreviveu
1 A Garota que Sobreviveu
Notas iniciais
Tudo bem com vocês?
Bom, estou muito empolgada por dia 14 ter finalmente chegado e por eu poder finalmente postar essa fic que escrevi com muito carinho. Quero agradecer a todas as organizadoras do November Hinny por terem criado esse projeto lindo e por toda a dedicação que têm dado a ele. Nunca escrevi muito sobre Hinny, mas esse é um casal que mora no meu coração e adorei a oportunidade de falar um pouquinho sobre eles. Recomendo muito que, se você é fã do casal, leia as outras fics do projeto (sobre o qual você pode ler mais aqui: @HinnyNovember), porque está tudo maravilhoso. ♥
Sem mais delongas, espero que gostem! ♥
{a garota que sobreviveu}
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Ginevra Molly Weasley era uma sobrevivente. A caçula de sete filhos. A única garota em um mar ruivo de rapazes. A menina tão sonhada e desejada pelos pais. A primeira mulher a nascer na linhagem dos Weasley em gerações. Chegara ao mundo em 11 de agosto de 1981. Leonina. Ascendente em Áries. Uma coisinha minúscula, avermelhada e de pulmões potentes que lhe permitiam fazer muito barulho. Era bom que fosse assim, combinava com sua família, a fazia se encaixar em meio aquela multidão de puro caos e cacofonia.
Ginny, como se tornou convencional chamá-la, tivera uma infância simples e feliz. Se entre os Weasley havia escassez de bens materiais, de afeto eram afortunados. A garotinha, portanto, fora inegavelmente amada e bem cuidada. Seus privilégios de filha mais nova sempre lhe rendendo um pouco mais de atenção, um pouco mais de carinho, um mimo ou dois. Nem mesmo Percy, o mais sisudo, autoritário e antipático dos irmãos, era capaz de resistir aos encantos da irmãzinha.
Era claro que a posição de caçula também tinha seus reveses. Afinal, o zelo excessivo acabava sempre se convertendo em problema e, por mais bem intencionados que fossem, os cérebros masculinos dos irmãos pareciam ter dificuldade de assimilar a ideia de que o gênero feminino não era sinônimo de fragilidade. Assim como eles, a garota era feito de carne, ossos e sardas, não de vidro ou de cristal. Não iria quebrar facilmente e apenas ansiava por uma chance de provar o seu valor.
De uma forma ou de outra, passar seus primeiros anos n’A Toca a fizera se acostumar à companhia constante. Ao fato de que sempre havia alguém por perto, de que a privacidade era algo insignificante e a estar constantemente tropeçando em um dos irmãos. Se habituara ao tumulto e àquela melodia cotidiana de uma casa que nunca parava: conversas, brigas, gritos, risadas... Ginny gostava disso, aprendera a amar o ruído e a se fazer a vontade em meio à multidão.
Sendo assim, não conseguia evitar a tristeza que tomava conta dela à medida que os irmãos iam partindo para Hogwarts ou – o que era ainda pior – para países distantes, no caso de Bill e Charlie, a obrigando a permanecer em uma casa cada vez mais quieta e vazia. A grande desvantagem de ser a sétima, a menina supunha, era a espera solitária que isso lhe impunha. E após Ron, o único que ainda lhe restava, receber sua cartar da Escola de Magia e Bruxaria, a garota não pode fazer nada além de aguardar sozinha e no completo silêncio, enquanto todos lhe davam as costas.
Ela ainda tinha os pais, era verdade. Porém não era a mesma coisa. Dessa forma, o ano de 1991 fora absurdamente melancólico e solitário para a pequena Ginny Weasley. E o único consolo que seu coração infantil encontrara fora ele: Harry Potter, o Garoto que Sobreviveu. Era impossível, mesmo para uma criança de 10 anos, não saber quem ele era. Crescera ouvindo histórias sobre como o menino fora o grande salvador do mundo bruxo e isso era algo que deixava uma impressão. Ter se encontrado com o próprio Harry na plataforma 9 ¾ aumentara o fascínio. Agora havia um rosto para associar ao nome.
Além disso, a revelação de que Ron – de todas as pessoas! – havia se convertido no melhor amigo do rapaz fazia com que o nome Potter fosse bastante mencionado pel’ A Toca. Em seus sonhos, Harry era sempre seu herói em armadura dourada, aquele que viria salvá-la, amá-la, libertá-la de seus dias monótonos e sempre iguais. Talvez ela estivesse um pouquinho obcecada, porém era difícil não estar quando se era uma criança entediada, com imaginação muito fértil e muito tempo livre. Em sua defesa também é válido ressaltar que Potter era um garoto bonito. Aos olhos da Weasley, o mais bonito de todos!
Sendo assim, não é difícil deduzir o que Ginny sentira ao entrar em sua cozinha, em uma manhã corriqueira de verão, e se deparar com Harry Potter em pessoa. Ali estava ela, usando sua camisola longa e ridícula, e ali estava ele em toda sua glória heroica. Em seu lugar, qualquer pessoa também teria soltado um gritinho e saído correndo. Pelo menos, ela esperava que sim.
O resto das férias se converteu em um misto de empolgação e constrangimento. Ela gostava da ideia de ter Harry em sua casa, mas também odiava. Nunca sabia exatamente o que fazer na presença dele, então passava boa parte do tempo derrubando alguma coisa e se humilhando de forma épica. O que talvez nem fosse tão ruim, já que na outra parte do tempo, o garoto não parecia sequer notar sua existência. Um fato que a deixava bastante triste, mesmo que na época ela ainda não soubesse explicar o motivo.
De uma forma ou de outra, os dias de verão correram e quando se dera conta já era Primeiro de Setembro. Pela primeira vez, Primeiro de Setembro significava algo bom. Pela primeira vez aquele dia não era sinônimo de uma espera longa e solitária. Naquele ano, Ginny Weasley estava indo para Hogwarts e mal podia esperar para toda a magia e aventura que a aguardava no tão idealizado castelo.
Dizer que as expectativas da garota foram frustradas seria um eufemismo. O sonho se tornara pesadelo em um piscar de olhos e Ginny nunca antes se sentira tão só. Uma casa vazia era sempre uma visão triste e horrível, ainda assim, nada se comparava ao sentimento que vinha de se perceber sozinha, quando cercada por centenas de pessoas. Os irmãos não tinham tempo para ela, a menina não tinha muitos amigos e ficara claro desde o começo do ano letivo que seus livros usados e suas vestes de segunda mão eram algo que importava. O pior de tudo, no entanto, fora a certeza que adquirira ao longo dos meses de que Harry Potter jamais iria gostar dela.
Fora então que Tom Riddle aparecera em sua vida. Ou melhor, o diário dele. Ginny havia encontrado o estranho livro em meio aos seus materiais escolares e presumira que fora um presente dos pais. Não conseguiria descrever sua surpresa, quando começara a desabafar suas angustias infantis – afinal, não era aquilo que se deveria fazer em um diário? – e as páginas começaram a lhe responder. E que maravilhas eram as respostas! Sempre tão preocupadas, tão gentis, tão amáveis... Havia algo encantador na forma como Tom conversava com ela e garota chegara a acreditar que ninguém nunca a compreendera tão verdadeiramente.
Não demorou muito, contudo, para que as coisas ficassem esquisitas. Sua memória começava a falhar, ela acordava em lugares estranhos, com penas de galos nas roupas ou as mãos sujas de tinta e não sabia explicar nada disso. Não conseguia se lembrar de como acontecera. Na mesma época, a escola passara a ser atacada por um monstro misterioso. Ameaças eram pintadas nas paredes, nascidos-trouxas, fantasmas e até mesmo gatos petrificados. Era tudo horroroso e apavorante, porém se tornava ainda pior à medida que ela ia se dando conta de que, de alguma forma, estava envolvida naquele cenário macabro. Achara que estava enlouquecendo. Passara a sentir medo de si mesma. A sentir uma culpa que a esmagava e a temer qual seria seu próximo passo. Que coisa nefasta faria em seguida?
Não conseguia dormir, não conseguia comer, não conseguia respirar. O mais difícil era saber que não podia revelar a verdade a ninguém. Não podia pedir ajuda, por que quem iria acreditar nela? Todos a odiariam. Veriam apenas uma criatura insana e repulsiva que estava machucando outras crianças. Uma criatura insana e repulsiva que não merecia ajuda. E talvez fosse verdade.
Tom era seu único amigo. O único que a entendia. O único em quem podia confiar. Até que não pudera mais. Até que finalmente percebera que tudo aquilo era obra dele. Que o rapaz – ou seja lá o que fosse – a estava usando para espalhar o mal por Hogwarts. Tentara se livrar dele, porém fora tarde demais. Já estava presa em sua teia de mentiras, emaranhada em sua crueldade, não havia como escapar sozinha e ninguém parecia perceber o que realmente acontecia com a Weasley. Ninguém parecia notar como precisava desesperadamente de ajuda.
Como em um livro de terror, a menina acabara arrastada para a temível Câmara Secreta – a câmara que ela mesma abrira – e chegara a jurar que aquele seria o seu fim. Talvez fosse um fim que ela merecesse. A garota, entretanto, não queria que sua vida acabasse daquela forma. E não acabara, porque Ron e Harry foram atrás dela. Foram salvá-la. Como se saído de um de seus sonhos mais fantasiosos, ali estava o próprio Harry Potter, seu herói que, embora não possuísse uma armadura dourada, tinha sua própria espada mágica.
Em outro momento, talvez Ginny houvesse ficado empolgada com o resgate. Naquele, no entanto, sua cabeça estava uma bagunça e sentia apenas um misto estranho de emoções. Havia uma gratidão imensa por Harry – e Ron – e a certeza de que se sentiria grata a ele pelo resto de sua vida. A vida que agora devia ao Potter. No entanto, também havia vergonha, medo, decepção, raiva, tristeza.
Se sentia estúpida por ter confiado em uma diário mágico, por ter entregue todos os seus segredos e o acesso de sua mente a um completo estranho. Se sentia traída por Tom, despedaçada por ter perdido um amigo e machucada por alguém que amava não ter feito nada além de infringir sua confiança e usá-la para o mal. Se sentia envergonhada pelas coisas que fizera, mesmo que não estivesse no controle de si mesma quando as fazia. E sentia medo de que isso voltasse a acontecer. Medo de que, lá no fundo, ela fosse uma pessoa ruim e que o próprio Lorde das Trevas houvesse enxergado isso me sua alma. A pior parte, sem dúvidas, era não saber se um dia seria capaz de confiar em alguém novamente. Como confiar nas pessoas, se Tom a havia manipulado tão facilmente? E como confiar em si mesma, após passar meses causando devastação sem ao menos perceber? Eram questões muito difíceis para uma menina de 11 anos.
A família tentara ajudar, porque era isso que os Weasley faziam, e os pais até mesmo a levaram ao Egito para visitar Bill, o que fora uma coisa boa, já que o mais velho dos irmãos sempre fora um exemplo para a garota e sempre lhe passara uma sensação única de proteção. Ainda assim, algumas batalhas Ginny precisava enfrentar sozinha. E limpar as sangrentas impressões digitais que Tom Riddle deixara em sua alma, era uma delas.
Foram dias longos e noites intermináveis em que precisara digerir tudo o que acontecera e vomitar toda sua tristeza, raiva e trauma na forma de lágrimas, gritos e objetos quebrados. O pânico parecia ter se tornado um companheiro constante e a menina tivera que lidar com ele também. O assassinara lentamente, antes que ele a asfixiasse.
De uma forma ou de outra, havia algo em Ginny que se quebrara para sempre e ela sabia disso. Sabia que um pedaço de sua inocência lhe fora roubado, tocado pelas sombras, e que nunca poderia tê-lo de volta. Nunca poderia voltar a ser quem era antes. Então, não lhe restava outra opção além de descobrir quem poderia ser. A garota que poderia se tornar.
Precisara reunir toda a sua força para isso. Ainda assim, se havia algo que Ginny Weasley aprendera com toda aquela experiência fora que ela tinha bastante força dentro de seu pequeno corpo. Essa força não era uma consequência da experiência desumana a que fora submetida. Pelo contrário, era algo que sempre existira dentro dela e que se mantinha viva, com muito esforço, apesar do trauma. Por ter sobrevivido a ele. E por continuar sobrevivendo todos os dias, mesmo quando parecia que não havia lhe restado nada além de estilhaços da menina que um dia vivera em sua pele.
Fora então que jurara a si mesma que se tornaria alguém que era capaz de se defender sozinha. Se não podia voltar ao passado, iria buscar por um futuro melhor. Ainda era a grata a Harry. Havia até mesmo aceitado que ele jamais sentiria por ela o que ela sentia por ele. No entanto, não queria depender que alguém viesse a seu socorro sempre que se encontrasse em perigo. Acima de tudo, não queria jamais se sentir tão frágil, vulnerável e indefesa. Sendo assim, a garota não tinha mais tempo para sonhar com heróis em armaduras, porque estava muito ocupada se transformando em sua própria heroína. Fora exatamente o que se tornara.
Talvez heroína soasse como um termo exagerado, mas fazia sentido para ela. Ginny era a heroína de sua própria história. Havia passado por percalços sombrios e os superado. Havia encontrado sua força interior, conseguido sair das sombras e se destacado em Hogwarts, alcançado popularidade entre os colegas e o respeito dos professores. Havia até mesmo roubado um ou outro coração, o que fora bastante divertido, porém não importa muito nessa história. O que importa é que a Weasley estava crescendo para se tornar uma bruxa extraordinária e que lutara com todas as suas garras grifinórias por um lugar no time de Quadribol de sua casa.
Não fora fácil, porque as pessoas pareciam pensar que ela sequer deveria estar ali. Precisara brigar até mesmo com a família, para que entendessem que o lugar dela era no esporte que sempre a fascinara e que, na falta de professor, aprendera sozinha. Não havia nada no mundo que fizesse seu coração bater mais forte. Portanto, a garota não desistiria até conseguir o que queria. E que Merlin ajudasse qualquer um que se atrevesse a atrapalhar em seu caminho!
Fora nesse momento que Harry entrara novamente em sua vida. Bom, não exatamente, já que como melhor amigo de Ron, o rapaz era uma presença constante em seus dias. Ainda assim, fora apenas naquele momento em que ele se tornara uma presença que orbitava a vida dela, e não apenas uma extensão da vida do irmão. Fora também a primeira vez em que o Potter pareceu enxergá-la de verdade. Não mais a garotinha que se escondia quando ele passava. Não mais a irmãzinha dos Weasley. Não mais a menina que ele salvara na Câmara Secreta. Mas Ginny, a moça bela, corajosa, inteligente e de temperamento complicado que ela se tornara.
Aquele despertar tardio não a incomodava. Afinal, se fosse honesta consigo mesma, aquela também era a primeira vez que realmente enxergava Harry. O Harry de verdade. Não o herói imaginário, e sim o garoto que tinha o peso do mundo em suas costas, que já perdera mais do que era justo para alguém tão jovem, que era corajoso, leal e bondoso, porém também assustado e quebrado. O Harry que tinha seus momentos de luto e raiva, mas que estava sempre tentando o seu melhor para salvar a todos. Agora ela via as sombras que se espreitavam por trás de toda luz e glória. E talvez houvesse sido isso que a fizera amá-lo. Não mais o menino que idealizara, mas o rapaz que ele era.
Talvez houvesse sido isso também que fizera dividir com ele seus próprios demônios, as coisas que não contava a mais ninguém. Os pesadelos que ainda a acordavam durante a madrugada. O rastro de sangue que o Herdeiro de Sonserina havia deixado nela. Todos os seus defeitos e imperfeições. Ao contrário do que suas inseguranças mais profundas pudessem ter lhe sussurrado, Harry não saíra correndo ao ver seu lado feio. Ele sequer hesitara diante ao pior que havia nela. Pela primeira vez em muito tempo, Ginny sentiu que podia ser vulnerável. Que podia abandonar a armadura que forjara em torno de si mesma. E não havia qualquer demérito ou fraqueza nisso.
Estar com Harry era fácil. Era certo. Era tão perfeito quanto algo poderia ser. Um porto seguro em meio a um mundo distorcido que desabafa ao redor dos dois. É claro que tudo o que é bom não pode durar por muito tempo. Então, quando o Potter apareceu em sua frente, com aquela expressão de puro sofrimento, e lhe dissera que precisavam terminar, Ginny não ficou exatamente surpresa. Era de Harry que estavam falando, era óbvio que ele iria desejar fazer a coisa nobre (e idiota). Era óbvio também que ele iria querer protegê-la, julgando que estar em um relacionamento com ele colocaria um alvo nas costas dela.
Pela perspectiva da garota, aquilo era uma grande tolice. Todos estavam em perigo. Além disso, ela era uma Weasley, um membro de uma das mais conhecidas linhagens de traidores do sangue da Grã-Bretanha. A família inteira era parte da Ordem da Fênix e ela mesma já havia combatido sua cota de Comensais da Morte. Sabia se defender. Sabia sobreviver.
Dialogar com Harry sobre o assunto, entretanto, era impossível. Ele havia tomado sua decisão. Uma parte de Ginny o amava ainda mais por isso, por saber que ele se importava tanto com ela. A outra queria socá-lo, para que deixasse de ser estúpido. De toda forma, não houve muito que pudera fazer, além de aceitar o fim. Tentara dizer a si mesma que não era realmente um ponto final, apenas um até logo. Contudo, não havia como ter garantias de futuro durante uma guerra. A noção desse fato apenas partia ainda mais o coração da menina.
Independe de seus medos e dores, ela entendia que não havia escolha a não ser seguir em frente. Encontrar uma forma de ser útil à Ordem da Fênix e lutar na batalha que estava por vir. Como alguém que havia sido pessoalmente lesada pelo Lorde das Trevas, a jovem achava que aquela luta também era dela. Sentiria falta de Harry como um prisioneiro sente falta do sol. Ainda assim, era possível continuar vivendo mesmo quando se estava atada ao escuro. A garota sabia disso melhor do que ninguém.
Ginny Weasley não era uma donzela indefesa. Não mais. Era forte de uma forma que as pessoas não conseguiam mensurar e ser subestimada apenas alimentava o fogo em seu espírito. Eram tempos sombrios e uma guerra se aproximava. Não havia tempo para desperdiçar com pranto ou lamentos. A menina esperava que o futuro lhe reservasse algo melhor e desejava que seu destino e o de Harry voltassem a se entrelaçar. No entanto, aceitaria se isso não acontecesse. Porque mesmo que seu coração se partisse com a ideia, ela sabia que podia sobreviver sem Harry. Já havia sobrevivido a coisas piores, afinal.
Notas finais
Espero que tenham gostado! ♥
Beijinhos,
Thaís
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