A Garota e o vampiro
5 Interrogatório
P.O.V. Hope.
Tá. Tá na cara que está na hora de interferir. Quando eu cheguei na Salvatore o circo tava armado. A Lizzie chorando descontroladamente, o M.G. partindo pra cima do Sebastian, o Kaleb tentando segurar.
—Ei! Parem já com essa zona!
Tive que usar um feitiço do aneurisma para acalmar a bagunça.
—Ai!
—Qual é a sua? Você levantou a uma semana e agora tem duas meninas chorando, uma escola em pé de guerra e parece que passou um tornado na cidade.
—Minhas desculpas. Eu não planejava isso. Porque não tenta passar quatrocentos e vinte anos dissecada e então conversamos.
—Olha, meu pai era um vampiro de mil anos, então... eu sei como as coisas podem ser complicadas. Mas, o que foi que aconteceu? Porque a Lizzie tá chorando? Porque você tá tão irritado?
—Porque eu encontrei o amor da minha vida. Alguém que pensei ter perdido e Elizabeth ficou no meio. E para ajudar um pouco mais há uma maldição.
—Explica.
P.O.V. Kaleb.
Quando ele acabou de contar...
—Caramba! Então, Clary é a reencarnação da sua amada morta? Cara, isso é tão... Drácula. Mas, há uma maldição?
—Sim. Quando ela, enquanto Cassandra libertou o monstro e sacrificou tudo por mim, isso deixou as bruxas mortas irritadas e elas criaram a maldição. Clarissa é nada além dum meio para a maldição ser concretizada. Uma versão da minha amada feita especialmente para eu matar.
—Caramba. Então, Clary é uma bruxa?
—Sim. Não que ela tenha ciência disso. Sua mãe levou-a para longe de Mystic Falls, criou-a como humana sem nenhum contato com magia numa tentativa de impedir a maldição. Mas, agora sua mãe morreu e ela está sob a responsabilidade da vó que mora aqui.
Parece que a maldição está querendo se cumprir.
—Mas, todo feitiço tem uma brecha.
—Começou com sangue e com sangue terminará. O amor foi o princípio e o amor será o fim.
—Isso é a brecha?
—Aparentemente. Não que eu compreenda.
P.O.V. Hope.
Se a Cassandra sacrificou tudo por amor ao Sebastian, para não perdê-lo, para ele viver então...
—Cara, isso é horrível!
—O que?
—Cassandra sacrificou tudo para o Sebastian viver. Porque ela o amava. Então, acho que é uma escolha ruim. Porque, acho que um dos dois tem que morrer. Ou ele ou ela.
—Não exatamente.
—Quem é você?
—Adelaide. Sou a vó da Clary. Mas, pensou certo. Cassandra sacrificou tudo para não perder aquele que amava, isso significa que sua brecha é muito simples. Não sei como não vi isso antes.
—Diga.
—Alguém que a Clary ama tem que morrer.
—Mas, ela já perdeu a mãe.
—Sim, mas minha filha morreu em função da maldição. Foi um acidente de carro. Era para o vampiro ter morrido vítima do padre da comunidade ou seja, alguém tem que me matar.
—Te matar?
—Sim. Sou a última pessoa que a minha neta tem. O pai sumiu no mundo, a mãe morreu então tem que ser eu.
—Você quer morrer?
A senhora respirou fundo.
—Eu vivi a minha vida, tive filhos, fui feliz. E como uma bruxa algum dia vou morrer. E se puder escolher como... morrer no lugar de alguém que amo, parece-me uma boa maneira de partir. Uma vez que a maldição estiver quebrada... Clary estará livre.

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