P.O.V. Hope.

Tá. Tá na cara que está na hora de interferir. Quando eu cheguei na Salvatore o circo tava armado. A Lizzie chorando descontroladamente, o M.G. partindo pra cima do Sebastian, o Kaleb tentando segurar.

—Ei! Parem já com essa zona!

Tive que usar um feitiço do aneurisma para acalmar a bagunça.

—Ai!

—Qual é a sua? Você levantou a uma semana e agora tem duas meninas chorando, uma escola em pé de guerra e parece que passou um tornado na cidade.

—Minhas desculpas. Eu não planejava isso. Porque não tenta passar quatrocentos e vinte anos dissecada e então conversamos.

—Olha, meu pai era um vampiro de mil anos, então... eu sei como as coisas podem ser complicadas. Mas, o que foi que aconteceu? Porque a Lizzie tá chorando? Porque você tá tão irritado?

—Porque eu encontrei o amor da minha vida. Alguém que pensei ter perdido e Elizabeth ficou no meio. E para ajudar um pouco mais há uma maldição.

—Explica.

P.O.V. Kaleb.

Quando ele acabou de contar...

—Caramba! Então, Clary é a reencarnação da sua amada morta? Cara, isso é tão... Drácula. Mas, há uma maldição?

—Sim. Quando ela, enquanto Cassandra libertou o monstro e sacrificou tudo por mim, isso deixou as bruxas mortas irritadas e elas criaram a maldição. Clarissa é nada além dum meio para a maldição ser concretizada. Uma versão da minha amada feita especialmente para eu matar.

—Caramba. Então, Clary é uma bruxa?

—Sim. Não que ela tenha ciência disso. Sua mãe levou-a para longe de Mystic Falls, criou-a como humana sem nenhum contato com magia numa tentativa de impedir a maldição. Mas, agora sua mãe morreu e ela está sob a responsabilidade da vó que mora aqui.

Parece que a maldição está querendo se cumprir.

—Mas, todo feitiço tem uma brecha.

—Começou com sangue e com sangue terminará. O amor foi o princípio e o amor será o fim.

—Isso é a brecha?

—Aparentemente. Não que eu compreenda.

P.O.V. Hope.

Se a Cassandra sacrificou tudo por amor ao Sebastian, para não perdê-lo, para ele viver então...

—Cara, isso é horrível!

—O que?

—Cassandra sacrificou tudo para o Sebastian viver. Porque ela o amava. Então, acho que é uma escolha ruim. Porque, acho que um dos dois tem que morrer. Ou ele ou ela.

—Não exatamente.

—Quem é você?

—Adelaide. Sou a vó da Clary. Mas, pensou certo. Cassandra sacrificou tudo para não perder aquele que amava, isso significa que sua brecha é muito simples. Não sei como não vi isso antes.

—Diga.

—Alguém que a Clary ama tem que morrer.

—Mas, ela já perdeu a mãe.

—Sim, mas minha filha morreu em função da maldição. Foi um acidente de carro. Era para o vampiro ter morrido vítima do padre da comunidade ou seja, alguém tem que me matar.

—Te matar?

—Sim. Sou a última pessoa que a minha neta tem. O pai sumiu no mundo, a mãe morreu então tem que ser eu.

—Você quer morrer?

A senhora respirou fundo.

—Eu vivi a minha vida, tive filhos, fui feliz. E como uma bruxa algum dia vou morrer. E se puder escolher como... morrer no lugar de alguém que amo, parece-me uma boa maneira de partir. Uma vez que a maldição estiver quebrada... Clary estará livre.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.