P.O.V. Hope.

Enquanto estava caçando um cervo eu trombei nuns montanhistas e...

—Eu matei eles. Eu matei eles.

Podia sentir o gosto do sangue na minha boca, estava pingando e os corpos ainda estavam quentes.

—Eu matei alguém. Eu matei alguém.

Entrei em pânico e zero oitocentos mamãe.

—Alô?

—Eu matei eles. Eu matei eles.

—Espera, calma querida. Onde você está?

—Sei lá na floresta. Eu estava perseguindo o cervo, mas eles entraram no caminho, saíram do nada e quando eu vi... eu tinha matado eles.

Minha mãe veio, chamou o xerife e o detetive, explicou a situação e para todos os efeitos foi outro ataque de animal. Mas, algo aconteceu comigo.

P.O.V. Renesmee.

O.M.G.! Eu não acredito que isso esteja acontecendo! Isso é impossível.

—Mamãe! Tá doendo.

—Respira fundo querida. Eu chamei ajuda.

Tinha chamado a Elizabeth. A loba que eu e as meninas prendemos na cabana, ela já tinha alguma experiência com isso e tinha trinta e tantos anos de idade. Descobri de que linhagem ela veio. Wild. Ela era descendente de Katherine Wild.

—Espera, sua filha é lobisomem?

—Aparentemente.

—Tá doendo. Mãe, dói!

—Eu sei.

Nossa, me dói na alma.

—Hope, preciso que me escute isso vai doer demais. Precisa se concentrar no solo abaixo de você e no ar nos seus pulmões. Respira.

Minha angústia não cabia dentro de mim. Vendo os ossos da minha filha quebrando daquela maneira.

—A primeira vez pode levar horas.

—Horas?!

—Se, você lutar. Não lute contra. Aceite. A dor vai fazer você querer atrasar porque acha que é só o que consegue aguentar, mas se você deixar a dor entrar, se deixá-la engolir você então não pode te quebrar.

E Hope seguiu o conselho de Lizzie. Vi minha filha se transformar numa linda loba branca. E ir correndo para a floresta. Só depois que acabou me permiti surtar.

—Como isso é possível?! A Hope é filha de uma híbrida e um vampiro! Nenhum de nós é lobisomem!

—Bem, um de vocês é.

—Bem, não sou eu.

O meu marido chegou correndo.

—Eu acabo de ver um borrão passar correndo. E eu vejo coisas que correm com hiper-velocidade.

Ele estava sem camisa, só com a calça do pijama. Então, a Lizzie pegou nele.

—É você.

—O que? Oh, certo você me mordeu e quase me matou.

—Não, não é você. Você carrega o gene. Mais do que isso, você é um Nightingale. Ancestral de Joseph Nightingale.

—O que? Do que está falando?

—Mas, você é um vampiro.

Eu estava ainda processando aquela informação. Então, Alec era vampiro, filho duma bruxa e ancestral dum lobisomem?

—Então, Alec é lobisomem?

—Não. Ele nasceu antes da maldição, mas Hope...

—Hope nasceu depois. Então, ela herdou o gene. E quando matou os montanhistas...

—Ela ativou a maldição. Mas, como sabe sobre o Alec?

—A marca. A marca de nascença no ombro dele. É rara. A bruxa Bishop que amaldiçoou aquele povo... ela amaldiçoou o juiz primeiro. Ele tinha esta marca no ombro. Chamam de marca dos crescentes. Apenas os descendentes consanguíneos dos primeiros lobisomens a possuem.

—Mas, o Alec é ancestral do cara. Não descendente.

—Não importa. Ele é um Nightingale.

—Se eu sou meio bruxa, uma Bishop e Alec é um vampiro e um Nightingale então duma forma ele é lobisomem... o que isso torna a Hope?

—Honestamente, eu não faço ideia.

Conforme o tempo foi passando nós fomos aprendendo. Não como os lobos comuns, Hope possuía a habilidade de não se transformar mesmo na lua cheia. E ela podia virar loba sempre que quisesse. Até mesmo em plena luz do dia.

E após a ativação da maldição descobrimos que as íris dela se metamorfoseavam. Iam de um castanho chocolate para um azul frio e neon. E chegamos á conclusão de que acidentalmente havíamos criado uma nova e superior espécie. Um novo tipo de Tribrido.

Meio vampira, meio bruxa, meio lobisomem. A Primeira e única Tribrida do seu tipo. O sangue dela também cria híbridos, mas híbridos mais poderosos do que os meus, cura mordida de lobisomem num vampiro e mordida de vampiro num lobisomem.

Os reflexos dela são absolutamente incríveis. Ela já era uma boa arqueira, mas agora é excelente.

P.O.V. Hope.

Isso é meio que uma porcaria. Quer dizer, a força, a velocidade, os super-reflexos, super-sentidos é demais, mas apesar das minhas irmãs serem Tribridas também... eu sou a única da minha espécie. E minha "fome" por sangue é pior do que a de um vampiro ou um lobisomem. E quanto aos meus poderes de bruxa? Sou uma Levesque e uma Bishop. Eles são como uma ogiva nuclear, sempre foram, mas agora é pior.

Sou a exceção a todas as regras do mundo sobrenatural.

A regra é... você pode ser vampiro ou bruxa, mas nunca ambos. E eu sou ambos. Vampiros e lobisomens são rivais não podem ter filhos juntos. Pelo menos eu pensava que não. Parece que me enganei.

Sou uma time-walker, uma dream-walker, telepata, empata, vidente, escudo e tenho também uma habilidade única. Posso controlar mentes. Forçar a fazer qualquer coisa. E isso me assusta ás vezes.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.