Notas iniciais
Deste capítulo em diante vamos dar um salto no tempo. E a história vai ser contada com bastante flashback.

P.O.V. Amara.

Meu nome é Amara Griffin e eu sou quadrigêmea. Sou uma Fae e uma vampira. Minhas gêmeas e eu não temos quase nada em comum.

Exceto nossos pais. Sou uma Fae da realeza, uma fada com uma mãe híbrida, um pai humano e um padrasto vampiro.

Existem vários tipos de Fae, somente os Fae da realeza podem controlar todos os elementos. Mas, todo Fae tem um elemento dominante. O meu é água. É da água que eu tiro a maior parte do meu poder.

Gosto de artes. Desenhar, pintar, esculpir.

Já não moro mais em Magic Falls, moro no Brooklyn, em Nova York. Quando éramos crianças nossa mãe nos ensinou a lutar, luta corporal. Bastões, facas, adagas, flechas, espadas, armas de fogo e punhos. Meu tio Jasper nos ensinou a lutar contra recém criados, meu padrasto contra vampiros velhos e minha vó Amara, a controlar a magia de Fae.

Minha vó tem mais anos do que consigo contar e ainda assim parece uma criança. Fae são metamorfos. Ela me ensinou a mudar de forma.

E como Fae nós conseguimos ver coisas que as outras pessoas não conseguem. Mas, a Lucy é que tem as visões mais fodidas. Ela ver coisas que nem a gente vê. Chama de sombras.

Ela diz que é uma fumaça negra horrível. Estávamos numa festa quando aconteceu. Agora ela foi sentenciada a ir para uma Instituição para jovens problemáticos.

Isso já aconteceu com todas nós. Os humanos acham que sabem tudo.

P.O.V. Jace.

Soubemos que tem alguém vendendo sangue humano. E seguimos um demônio metamorfo e quando chegamos ele estava atacando uma garota e ela revidava.

Os humanos correram e isso foi o que nos atrapalhou. Quando ela passou correndo, trombou em mim e disse:

—Desculpe.

Ela me viu?

Ela continuou correndo, persegui-a e ela pulou dentro de um lago. Ela tinha runas.

—Espera.

O jeito dela nadar não era como nada que eu já tivesse visto. Se movia rápido demais na água.

Então, ela emergiu.

—Você tem a visão. Como eu posso não saber quem você é?

Ela não respondeu, só olhou para mim de uma forma meio ameaçadora, e ainda assim intrigante. E voltou a mergulhar e foi embora.

P.O.V. Amara.

A mente dele era uma coisa interessante. Shadowhunters, demônios, submundanos, feiticeiros. Anjos.

P.O.V. Jace.

Valentim está vivo e está matando mundanos com a visão. Mas, eu não conseguia parar de pensar na garota. Ela tinha a visão, mas também... tinha magia e nunca vi ninguém nadar do jeito que ela nadou.

—Que tipo de submundano faz uma coisa daquelas?

—Não sei.

—Ela tem runas. Acho que implica que ela é Shadowhunter.

—Novos Shadowhunters não existem.

—Existem agora.

P.O.V. Amara.

Eu tenho essas marcas estranhas. Elas apareceram quando eu fiz dezesseis, ás vezes elas brilham.