A Garota do Batom Vermelho

3 Capítulo 2 - A garota dos olhos bonitos volta para casa


Fanpage: Garota do Batom Vermelho

Atenção: todos os nomes verdadeiros de lugares, pessoas e fatos foram

abreviados para proteger os inocentes. Quer dizer, eu.



Sim, A voltou de Portugal. Seu cabelo natural (liso e totalmente castanho claro) continua crescendo, os olhos castanhos verdes estão cheios de segredos e aqueles cílios, meu deus, como eu queria ter aqueles cílos. Ela ainda está fabulosa, ainda usa aqueles vestidos lindos e também não larga o All Star. Hoje de manhã vi uma foto maravilhosa dela no Instagram, a legenda tinha um pouco de mistério, mas pude entender que ela estava de volta. Apesar de tudo mundo estar morrendo de vontade de perguntar porque ela foi expulsa da escola de Portugal, ninguém pergunta, afinal preferimos que ela fique bem longe, pelo simples fatos de que é uma ladra. Isso mesmo. Cuidado, se não A vai roubar a atenção dos professores, o carinho dos seus irmãos, o amor do seu namorado e até o seu coração.

Bom, e eu? Eu vou ficar de olho, de olho em todos nós. Este ano será mágico e desagradável.

XOXO,

Garota do Batom Vermelho



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– Eu passei a manhã toda no meu quarto assistindo Netflix, então eu nem tive tempo de tomar café da manhã com eles. — disse Mia as amigas do Colégio Mytikas: Vivian Ferraz e Nayara Fontinelli — E vocês acreditam que minha mãe fez sozinha um bolo de chocolate? Eu não tinha ideia que ela sabia cozinhar alguma coisa.

– Que filme você assistiu? — perguntou Nayara.

– Sei lá, não lembro o nome. E isto realmente importa? — disse Mia irritada. Por que a Nayara tinha quer ser tão curiosa? — A questão é que fiquei amanhã toda no quarto enquanto meus pais ficavam tendo um café-da-manhã romântico na beira da piscina. — disse tomando mais um gole de vinho.

A única coisa que a senhora Bane permitia a filha tomar era vinho. Ela liberava apenas nos finais de semana e com a restrição de apenas três taças. Mia estava acostumada a beber desde sua festa de 15 anos, isto tem um ano, beber vinho em casa era apenas para manter a classe de família rica e liberal. O que ela gostava mesmo era beber da vodka mais cara com pedras de gelo de limão, gostava de sentir sua cabeça girando e de ver como as pessoas se revelavam depois de três copos. Mas ela era controlada, passava a noite toda com o mesmo copo. Quando era necessário ela fingia estar super bêbada só para dar um fora em um cara ou fazer alguma bobagem que com certeza ela iria se arrepender.

O café-da-manhã romântico dos Bane’s era para comemorar 20 anos de casamento. A festa também era pelo mesmo motivo. A senhora Bane adorava dar festas e aniversário de casamento era um dos principais motivos para ter uma. Toda a elite Brasiliense estava presente: a família Mello (donos de uma empresa alimentícia), a família Albano (políticos), a família Ferraz (donos de um império imobiliário), a família Fontinelli (donos de um conjunto de terras) e só faltava a família Oliveira (advogados bem conceituados da cidade). Os filhos da senhora Oliveira estavam estudando em Portugal e, provavelmente, ela viria apenas com o marido.

Além dessas famílias, que são amigas desde sempre, várias outras pessoas da elite de Brasília estavam na festa. A mãe de Mia contratou o melhor bife para o evento e a decoração estava impecável. A família Bane mora em uma das grandes casas do Lago Sul, só o quintal é mais de três vezes uma quadra de vôlei. Na entrada da casa há um jardim e um corredor que leva direto para os fundos, nesta parte há uma piscina, uma cozinha externa, um campo de areia, a casinha do caseiro, algumas árvores e a casinha de bonecas de Mia. Por toda a área externa estava mesas de vidro com um lustre azul e cadeiras de metal. Os violinistas estavam em um palco no canto esquerdo e os garçons estavam de branco servindo os convidados.

Mia estava se segurando para não dar uma voadora no seu pai, mais uma vez ele estava constrangendo seu namorado, Luis Felipe Albano.

– Então… Você e minha filhota já chegaram nos finalmentes?

– É… É… Claro que não doutor. Eu conheço a Mia desde pequena, mas só tem um ano que somos namorados. Não queremos apressar as coisas.

– Ah meu rapaz, não fique com vergonha. Eu sei que garotos na idade de vocês só pensam em sexo. E se me permiti, te darei uma dica: impressione ela.

Luis tentou lembrar a última vez que impressionou Mia. Não conseguiu pensar em nada, afinal ele nunca fez muito por ela. No máximo um presente em datas especiais ou uma rosa quando ele queria avançar o sinal. Este sempre era seu truque, toda vez que sabia que ela estava sozinha em casa ele aparecia com um rosa e/ou chocolates e as coisas começavam a esquentar. Mas Mia sempre foi muito puritana. Ela queria sua primeira vez com o Luis, mas ela queria que fosse algo mágico ou pele menos que ela estivesse com uma calcinha mais sexy. Ela sabia que seu tempo de enrolar o Luis estava acabando, ele era o garoto mais bonito da escola. Olhos azuis, cabelo loiro e arrepiado e o corpo não era bombado nem magrelo, era bem na medida. Todas as garotas do Mytikas eram apaixonadas por ele, tipo, desde da primeira série. E com Mia não foi diferente, ela se apaixonou por ele no momento que ele a cumprimentou no primeiro dia de aula da primeira série, desde então ela sabia que se casaria com ele.

Mia continuava prestando atenção no seu pai e no Luis. Ele estava gato de mais com a blusa que ela deu e ficava mais irresistível rindo das piadas toscas do sogro. O que tanto eles falavam? Ela estava nos nervos, ela queria beijar loucamente seu namorando, queria ir com ele até seu quarto e se entregar por completo.

– Do que vocês estão falando? — perguntou a senhora Bane ao marido e ao genro.

– Sobre sexo. — respondeu Roberto Bane.

Luis ficou vermelho no mesmo instante. Roberto saltou uma gargalhada e a senhora Rubin o convidou para dar um circulada na festa.

– Finalmente meu pai saiu do seu pé.

– Oi amor. Quer uma bebida?
– Não, estou enjoada de vinho. E não aguento mais esse povo falando que minha mãe emagreceu e que ela e meu pai fazem um belo casal. Vamos sair daqui? Por favor.

– Não seria bom, gatinha. São 20 anos de casamento!

– Eu sei. Mas isto aqui está um tédio. A gente podia apimentar as coisas. — ela disse sorrindo de lado.

– Você está falando em…

– Vamos no meu quarto que te mostro.

Mia pegou na mão do namorado e o conduziu até a entrada da casa. Na sala estavam Vivian, Nayara e o Danilo de Mello. Danilo também era da turma de Mia, ele cresceu ao lado dela, do Luis e da Camila. Ele era o mais pervertido de todos os garotos, amava uma academia e já tinha ficado com quase todas as garotas do colégio. Ele também era um gato, forte, careca e olhos verdes, este conjunto deixava qualquer garota louca.

– Pra onde vocês vão crianças? — ele perguntou assim que viu o casal de amigos — Não esqueçam a camisinha! — Ele gritou assim que os viu entrando no quarto da Mia.

Mia encostou a porta e beijou ferozmente o namorado. Ela estava decidida, estava na hora da sua primeira vez. Não precisava se guardar até o casamento, não se quisesse segurar o Luis. Eles se beijaram até se jogaram na cama king, Luis ficou por cima dela e começou a beijar seu pescoço quando ouviu Danilo gritar da sala:

– Aquela ali é a Andy Oliveira?


O coração de Luis congelou. Andy tinha voltado? Ele tinha que conferir. Instantaneamente ele saiu de cima de Mia e foi em direção a sala. Mia ficou deitada socando a cama. O que ela tinha feito de errado?

Notas finais
Desta vez não demorei hein :) E aí o que acharam dos outros personagens? Vai rolar treta não acham?