A Garota do Apartamento 36
31 Like a Boss!
Notas iniciais
''Só o forte e corajoso é capaz de se livrar de um vício.'' — Toddyn
Tenho que admitir, já faz muito tempo. Não percebi os anos passarem tão depressa, quando dei por mim já tinha 27 anos nas costas, logo-logo os trinta anos me alcançariam e eu não estava gostando muito só da vida que eu levava.
Eu ainda morava naquele apartamento pequeno no centro de Cuiabá, é claro que eu tinha condições de comprar uma ótima casa em qualquer lugar na cidade, afinal, eu era uma das melhores veterinárias da região e acredite meu bolso agradecia cada segundo sofrido estudando para essa faculdade. Porém o que me prendia naquele lugar era muito além de condições financeiras, as lembranças naquele apartamento me prendiam no passado e nunca me deixavam esquecer daquela jovem garota avoada de olhos dourados. Sabia que tinha que seguir em frente, mas eu simplesmente não conseguia, eu tinha perdido qualquer contato com Lara, ela foi embora tão rápido que não deu tempo de explicar nada e isso só me fazia pensar se ela estava bem, se tinha conseguido se formar, se estava estabilizada ou se algo de ruim teria acontecido com ela ao longo desses anos. Era assustador pensar nisso e a mãe dela parecia que piorava tudo, não tinha e nem queria ter contato com ela e o Lucas com seus 22 anos tinha se formado em direito ao contrario de arquitetura como seus pais queriam na UFMS e entrado para a Policia Federal, não via ele desde sua formatura a única coisa que ele tinha desejado era que sua irmã mais velha estivesse lá, porém não sabíamos por onde ela estava andando.
É claro que eu não pensava apenas nela o tempo todo, me martirizando por não ter seguido os passos dela... Ta falando dessa forma parece ser uma grande mentira, mas acredite eu ainda tinha uma vida para seguir.
– Por que não vai atrás dela?
– Olha Luana se fosse fácil eu já teria tentado ok? — Respondi enquanto brincava com o copo suado de cerveja, era sábado à noite e eu estava morrendo de tédio, não importava o quanto aquela boate estava bombando, ultimamente eu tenho ficado cada vez mais chata.
– Ai Gabi! Eu não aguento mais isso não, segue em frente, arrume outra pessoa então! — Ela reclamou virando o shot de vodca sem fazer careta, já estava bêbada e eu não conseguia nem chegar perto de ficar embriagada. — Existem outras mulheres no mundo ok?
– Tipo a sua irmã? — Disse sarcástica, ela fez uma careta e quase caiu da bancada do bar, já tava me vendo carregando ela até a casa dela.
– Minha irmã não presta, ate eu sei disso! — Respondeu tentando manter o foco das coisas, rolei os olhos com aquilo, aquela seria uma longa noite a convencendo a parar de beber — Você está numa balada! Seja uma boa lésbica e vá caçar!
– Não...
– Se cala essa boca de veludo e vai curtir Gabriela — Levei um susto ao ver Jeff parando ao meu lado, ele estava cheirando a sexo e eu quase morri de agonia por causa daquilo. O som da balada estava muito alto, mas mesmo assim deu para ouvir sua voz autoritária, hoje realmente não era meu dia — Ninguém fica com cara de cu na minha boate, eu trouxe uma amiga minha, ela está de passagem na cidade e ela curte o mesmo que você, vai conversar com ela.
– Larga de ser chato Jefferson, eu não to... — Sua cara foi ficando cada vez mais fechada conforme eu falava, tinha perdido a batalha — Espero que ela seja bonita Jeff!
Um sorriso enorme brotou na sua face, aquela bicha era chata quando não conseguia o que queria — Ela ta lá atrás com uns amigos dela, vem eu te levo! — Ele realmente não perguntou pra eu segui-lo, ele simplesmente me puxou e começou a me arrastar junto de Lu que ainda tinha condições de andar apesar do salto agulha que usava.
Tentava arrumar a barra do meu vestido azul-marinho soltinho que ia até a metade de minhas coxas, mas tava meio difícil com aquela quenga forte me arrastando sem delicadeza alguma. Ele estava bem simples, um sapa tênis cinza, uma calça jeans azul desbotada e uma camisa folgada branca, ele não tinha mais aquele cabelo loiro e espetado, agora estava rapado no zero, mas tinha ficado lindo combinando com aquela sua barba completa e bem aparada. Aquela bicha era mais estilosa que eu.
Tomava cuidado ao passar pelas pessoas já que o local estava um caos de gente dançando e se esfregando, mas não era que nem antigamente, o funk ofensivo havia sido banido das boates do país, um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade.
A luz da boate quase me cegava de um azul, para branco e cores primas desses. Não sabia como o Jeff conseguia me guiar tão bem, mas eu agradecia cada segundo por ser ele me puxando.
– Oi gente! — Quase gritou Jeff naquele seu estilo cheguei chegando, ainda não acreditava no fato de quase nenhum dos meus amigos ter se fixado com alguém, só sabia da Mariane que finalmente achou alguém que aguentava aquele ser desprezível, o Luquinha que até hoje namorava a Jéssica e a Kamila que tinha se mudado paro o interior de São Paulo com o seu bofe.
– Então pessoal, a de cabelos curtos e cheia de tatoos maravilhosas é a Gabi e a baixinha peituda é a Luana!
– Podem me chamar de Lu! — A cara de safada Lu não passou nem um pouco despercebida. Ela encarava com vontade aquele homem franzino de cabelos chocolates ao contraria dela dei um leve aceno educado e prestei mais atenção na garota de cabelos loiros.
– Então Gabi e Lu, esses são a Valeria, Mamute e Jonathan... — Eles murmuraram um oi educado, apenas Val que foi um pouco mais atirada pro meu lado.
– Mas prefiro que me chame de Val — Ela deu um pequeno sorriso charmoso, sua face era bem formada e seus lábios em formato de coração eram bem chamativas. Ela tinha apenas um singelo piercing de argola no seu nariz esquerdo. Me sentei ao seu lado no sofá de couro negro e começamos a bater um papo amigável.
Val era uma mulher bem extrovertida, linda e talvez um pouco dramática. Usava um pequeno short jeans, uma blusa folgada branca e um salto da mesma cor. Jonathan parecia um pouco tímido batendo um papo com a Lu que não parava de se atirar contra ele. Ele tinha um cavanhaque bem bonitinho, tinha uma mania besta de morder os lábios toda vez que Lu chegava bastante perto, porem eu gostei do papo grupal deles, ele era gente boa, dava pra notar isso facilmente. Já Mamute parecia meio alheio, conversava bastante com Jeff que nem por um segundo deixava de dar em cima dele, e aquele monstro musculoso não parecia se importar muito com isso. Traduzindo: Meu gaydar estava apitando loucamente.
– Você trabalha no que?
Tirei minha atenção do copo e me virei com um pequeno sorriso — Sou veterinária, e você?
– Me formei a pouco tempo em direito, estou advogando já — Respondeu calmamente.
– Nossa uma advogada — Disse surpresa, não é sempre que se acha uma mulher bonita e inteligente numa balada — Então, você é daqui? — Perguntei dando um pequeno gole da minha batida, ela deu um pequeno sorriso negando.
– Eu to morando em Dourados por enquanto, mas pretendo me mudar até o final do ano.
– Nossa, e pretende se mudar pra onde? Vai vir pra Cuiabá? — Ela mordeu os lábios pensando na resposta, tinha percebido meu olhar com segundas intenções. Ela cruzou as pernas calmamente e tomou um gole de sua bebida encarando o copo com calma.
– Não eu vim aqui só para rever um velho amigo, pretendo sair do país...
– Que pena... — Murmurei baixo, passei minha mão levemente em sua coxa descoberta e a vi se arrepiar com o contato — Seria mais divertido se ficasse por aqui.
– Talvez eu fique um pouco mais de tempo — Ela deu um sorriso torto e depositou calmamente o copo na mesinha de vidro. Se virou pra mim e me encarou com aqueles olhos chocolates, eu podia facilmente me apegar a uma mulher dessas — Não é sempre que um mulherão tatuado, sexy e inteligente aparece na minha vida...
– E isso já aconteceu antes? — Ela começou a chegar perto de mim, encarando meus lábios como se quisessem os devorar. E eu estava pronta para deixar.
– Nunca tive essa sorte, só uma amiga minha que conseguiu...
Franzi o cenho quando ela parou de se aproximar e tirou seu olhar de mim. Ela se distanciou e começou a me observar confusa. Parecia estar martelando algo em sua mente.
– Aconteceu alguma coisa?
– Posso te fazer uma pergunta? Eu só preciso saber disso antes de continuar...
– Fique à vontade — Disse confusa, ela me encarava depois ficava encarando minhas tatuagens, abria a boca e fechava. Parecia em choque, mas logo ela finalmente perguntou.
– Você conheceu alguma Larissa? — Ela perguntou de uma vez, senti meu coração falhar algumas batidas só para que depois de alguns segundos ele voltasse a bater com força total Ela está falando da Lara? Ela conhece a Lara?!– À uns cinco anos atrás mais ou menos, uma garota de olhos dourados meio doidinha...
– Lara? A que foi pra Londres?
Seus olhos se arregalaram e ela colocou a mão na boca desacreditada. Eu ainda não conseguia acreditar que ela estava me perguntando dela, que ela conhecia a Larissa e que porcaria de mundo pequeno era esse?! Eu queria transar com uma amiga da minha ex? Ou ainda pior uma ex dela?!
– Calma! Eu to com medo de suas caretas! — Ela falou me tirando das minhas brisas — Eu sou uma amiga de infância da Lara, foi graças ao Jonathan que ela foi selecionada para ir pra Londres, ele hackeou o sistema para enfiar ela na faculdade de lá...
– Você...
– Você deve ser a Gabriela, a ex dela... — Sua expressão mudou parecia que a raiva tinha tomado conta dela o porem é que eu estava tão irada quanto ela.
– VOCÊS TIRARAM A LARA DE MIM!
Me levantei tão rápido quanto pude, eu estava tremendo de raiva, a loira também se levantou irritada, ela era mais baixa que eu, mas parecia não ter um pingo de medo se quer. O pessoal que estava em volta nos olharam alarmados, entretanto eu nem estava ligando se eu ia passar como louca aqui.
– FORAM GRAÇAS A VOCÊS QUE A LARA FOI EMBORA!
– CALA A BOCA! FOI VOCE QUE A DEIXOU! ELA FICOU DEPRIMIDA GRAÇAS A SUA FRESCURA! VOCE NAO CONHECE OS PAIS DELA?! TUDO O QUE ELA FEZ FOI PARA TE PROTEGER PORRA! — Eu sentia as lagrimas de derramando pelo meu rosto acabando com a minha maquiagem, vi Mamute puxar a loira com calma enquanto sentia os braços quentes do Jeff me rodeando.
– O que está acontecendo aqui? – Perguntou aquele bombado que tinha metade dos músculos a mostra graças a aquela camisa branca justa, mordi os lábios com força me controlando, mas parecia que a loirar conseguia ser mais irritada que a mim.
– ELA É A GABRIELA, A EX DA LARA! – Gritou Val tentando se soltar do aperto do grandão, porem era em vão, ela estava muito bem presa naqueles músculos turbinados – FOI ESSA IDIOTA QUE DEIXOU A LARA DEPRESSIVA!
– QUEM VOCÊ ESTA CHAMANDO DE IDIOTA SUA BISCATE?!
– BISCATE?! SUA...
– Da pra vocês duas pararem de gritar?! — Se intrometeu John limpando calmamente seus óculos — A culpa não é de ninguém, as decisões feitas foram todas tomadas pela Lara! — Jeff me sentou no sofá novamente me abraçando com força enquanto eu desabava — Foi a Lara que quis ceder a Gabi, foi a Lara que se arriscou pra manter a relação, foi a Lara que terminou com você e ficou de frescura e foi a Lara que quis fugir de toda essa bagunça!
– Para de culpar a Gabi pelo sofrimento da Lara, você sabe o quanto aquela mulher é retardada e tem a mania besta de fugir! — Explicou John encarando a Val com certa raiva — E Gabi, ela estava deprimida, eu dei a proposta e ela aceitou, não nos culpe pela decisão da Lara.
– Vocês sabem pra onde ela foi? — A pergunta da Lu fez meu coração acelerar. Ela estava próxima de John com os braços entrelaçados, apesar de ter bebido bastante parecia bem lucida
– Apesar de ter ficado uns meses sem contato, nós temos o endereço dela... — Respondeu Mamute com um pequeno sorriso nos lábios — Nós sabemos onde ela está.
[...]
– Gabriela?
Tive que segurar as lagrimas quando vi aquela mulher na minha frente. Era isso mesmo, Larissa tinha virado uma verdadeira mulher linda de corpo e de rosto, com curvas acentuadas, porem bem escondidas com aquelas vestes brancas. Ela estava linda com aquela roupa de cozinheira, com seus cabelos que pareciam ter se clareado e ficado em um tom castanho claro presos em um coque alto e firme, mas que deixava alguns fios teimosos e um liso ondulado bateram contra a sua face surpresa.
Meu coração parecia querer sair pela minha boca, sentia minhas pernas moles e tremulas, meus olhos travaram naqueles orbes douradas que pareciam ter começado a lacrimejar.
Parecíamos ter ficado a eternidade nos encarando, cada segundo, cada suspiro dado enchia meu peito com uma alegria surpreendente.
– E-Eu não acredito... — Sua voz saiu em um sussurro fraco, ela arrastou os pés no chão até alcançarem a cadeira na minha frente se sentando lentamente sem tirar os olhos de mim — Gabriela?
– Oi... — Sussurrei também me segurando para não pular em cima dela, ela deu um sorriso gigantesco parecendo acordar de um transe.
– Oh meu Deus Gabriela! — Ela parecia finalmente ter se tocado na realidade quando exclamou aquilo com lagrimas nos olhos, senti as lagrimas correrem pelos meus também, ela estava feliz por eu estar aqui e aquilo só me fez sorrir mais e mais.
Ela não tirava seus olhos de mim, parecia com medo de eu desaparecer do nada, mordi os lábios tentando controlar minhas lagrimas e lentamente fui em direção a sua mão em cima da mesa, só assim ela tirou os olhos dos meus, ela observava o movimento da minha mão e ela estendeu a sua pra mim.
Senti meu corpo inteiro esquentar quando encaixei sua mão na minha, aquele calor, aquela maciez, a forma como ela apertava minha mão com certa força como se quisesse provar pra si mesma de que aquilo era real. Eu explodi por dentro quando senti todo aquele carinho, todo o passado voltou com força como um grande flash back, todo o amor, toda a dor, todos os problemas, todos os sacrifícios, toda esperança, tudo o que tínhamos construído a tantos anos atrás não tinha sido em vão.
– Gabriela...
Levantei meu olhar para o dela limpando as lagrimas que caiam teimosamente com a outra mão — O que foi Larissa? — Ela tinha um lindo sorriso no rosto, aquele sorriso torto que me fazia pegar fogo.
– Como assim minha comida é ruim? Se ta ficando biruta? — Fiquei de boca aberta e ela começou a dar risada da minha expressão, aquela risada debochada e feliz, ela definitivamente não tinha mudado nada.
– É sério? Depois de tantos anos essa é a primeira pergunta que faz a mim? — Tentava ficar brava com ela, mas não conseguia ainda mais com aquele seu mais novo sotaque, aquele seu português tinha ficado absurdamente lindo misturado com as puxadas Inglesas nas palavras.
– É que você magoou — Ela fez um bico fofo e eu tive que rolar os olhos.
– E você continua com a mesma idiotice! — Ela deu outra risada ainda apertando minha mão com carinho. Limpou as lagrimas de seus olhos e suspirou alto — Que foi?
– Não é nada — Ela murmurou baixo, me aproximei mais dela na mesa e apertei sua mão com as minhas duas mãos a fazendo encarar o gesto.
– Diga.
Outro suspiro e dessa vez levantou o olhar pro meu, aquele olhar arrependido me pegou desprevenida — Gabriela, os anos passaram tão depressa pra mim que minha mente me deixou ruim por isso. Eu sei que te devo explicações por nunca ter entrado em contato e eu prometo te dar todas... Mas por favor... Me perdoe por ser uma idiota por tanto tempo...
Dei um sorriso terno com aquelas palavras, mas logo percebi algo importante — Eu acho que você deveria voltar ao trabalho — Disse baixo tentando controlar minhas lagrimas de felicidade.
– O que? — Foram três segundos até ela se tocar do ambiente em sua volta — Holy Crap! Eu esqueci! — Ela se levantou rapidamente e desgrudou suas mãos da minha, ela estava morrendo de medo era bem obvio e a única coisa que pude fazer era dar risada da sua expressão. Ela começou a andar freneticamente pra dentro da cozinha, mas antes de chegar na metade do caminho ela voltou correndo.
– Oh nossa, pera. Ahmmm... Meu turno acaba daqui meia-hora me espera aqui por favor? — Falou apressada acenei concordando e um sorriso enorme brotou na sua face, porem logo desmanchou quando ela murmurou acida: — Eu vou mandar Trazer algo comestível pra você senhorita frescurenta.
– Para de graça eu só queria chamar sua atenção!
– Se queria minha atenção porque não fez um flash mob? — Ela falou emburrada já andando novamente em direção a cozinha. Não consegui deixar de sorrir, ela realmente continuava a mesma idiota de sempre.
[...]
– O que achou da comida? — Perguntou enquanto colocava o cinto de segurança, me ajeitei mais no banco do carro acostumando com o ar gelado de lá de dentro, porem aquele ar era um alivio, lá fora estava um verdadeiro gelo.
– Você sabe que eu amo massa — Disse com um meio sorriso — Devia ter pedido antes.
– Ainda estou brava por você ter falado que meu bife estava ruim — Ela tinha um bico no rosto quando falou isso, ela apertou o botão de partida e o motor de sua BMW rugiu. Coloquei o cinto sem deixar de rir.
– Desculpe Lara, eu só não sabia como chegar em você! — Respondi olhando ela acelerar pela rua com calma, ela torceu os lábios e ligou o som sem tirar atenção da rua — E como você comprou esse carro?!
– Não mude de assunto, esse tipo de coisa pode acabar com a minha reputação — Ela estava seria, muito séria. Fiquei surpreso com o modo que ela falava, Larissa tinha amadurecido mesmo. — E eu sou boa no que faço, por isso comprei esse carro...
Ela tinha um pequeno sorriso convencido no rosto, suas maças estavam bem formadas fazendo com que pequenas covinhas aparecessem. Eu não conseguia parar de reparar nela, na sua aparência no seu jeito, ela tinha mudado tanto em tão pouco tempo.
– Gabriela? Você está bem? — Levantei o rosto bem a tempo de ver aqueles olhos âmbar fixados na minha pessoa. O sinal estava parado e ela tinha uma expressão preocupada — Me desculpe se te ofendi de alguma forma...
– Não, não é isso – Dei uma pequena risada sem deixar de encara-la, ela franziu o cenho e voltou sua atenção pra avenida mais uma vez – É que passou muito tempo...
– E nós mudamos demais... – Sua voz saiu baixa no momento em que me cortou, tinha uma pontada de tristeza em seu tom de voz e acabei suspirando por causa disso – Eu sei como se sente, sempre quando relembro meu passado um calafrio sobe a minha espinha. Eu sofri demais para chegar até aqui e eu tive que largar todos os meus hábitos adolescentes para poder sobreviver. – O sinal abriu e ela continuou a dirigir sem olhar pra mim, parecia perdida em seus próprios pensamentos, tão longe da realidade, porem tão fixados no presente – E-Eu sinto falta da minha antiga casa... Dos meus amigos, do meu irmão! Dói tanto saber que eu tinha perdido o contato com todos, que meus pais continuam me odiando e que mesmo estando tão bem profissionalmente ainda sinto aquele buraco no peito!
Ela estacionou o carro no acostamento e começou a desabar em lagrimas – Oh Lara... – A puxei pra mim e abracei seu corpo frágil, eu não queria nem imaginar as dores delas, porem eu faria de tudo pra poder pega-las pra mim, odiava ver aquela mulher tão vulnerável. Apertei mais seu corpo contra o meu sentindo suas lagrimas molharem meu busto, não consegui conter as minhas que saíram silenciosamente, já tinha chorado tanto por ela e agora o que eu mais queria era faze-la nunca mais sofrer – Eu sei que dói meu amor, porem o tempo cura! O Lucas está tão bem, ele entrou para a Policia Federal e continua apaixonado pela Jess, seus pais se mudaram de Cuiabá eu realmente não sei para onde eles foram, porem eu sinto que eles se arrependem cada segundo por não terem reconhecido a filha genial que eles têm!
Ela aos poucos foi parando de chorar, entretanto em nenhum momento ela saiu do meu aperto e eu estava aproveitando, cada segundo longe dela tinha sido um verdadeiro pesar na minha vida, agora saber que ela estava ali na minha frente me fazia quase ver estrelas, seu cheiro estava em toda a parte e só de senti-lo meu coração palpitava forte. Não sabia quanto tempo ficamos ali em silencio, apenas aproveitando o calor de nossos corpos juntos enquanto uma melodia agradável e baixa cortava a tensão do ambiente só sabia que precisávamos daquilo, precisávamos saber que tudo aquilo era real.
Ela finalmente tirou seu rosto do meu busto e me encarou séria e um pouco temerosa – E você... – Sussurrou sem tirar seus olhos âmbar dos meus – Ainda me ama morena?
Um pequeno sorriso brotou de meus lábios, depositei minha mão suavemente em seu rosto macio e me aproximei mais de sua face – Ainda? – Disse em um tom de voz baixo, senti meu coração querer pular pra fora da minha garganta quando meu rosto se aproximou do seu deixando as nossas bocas a milímetros de distância sentindo aquele hálito gostoso e quente perigosamente perto – Eu nunca deixei de te amar Larissa...
Não foi necessário fazer mais nada, apenas sentir, sentir sua boca na minha em uma mistura de saudade, amor e prazer. No momento que nossos lábios se tocaram meu corpo inteiro se arrepiou e quando começamos a movimentar não consegui conter um gemido. Sua boca se movimentava na minha com destreza enquanto sua mão habilmente subia para a minha cintura me fazendo me aproximar mais ainda de seu corpo quente. Era puro carinho aquele beijo, nos movíamos lentamente aproveitando cada segundo, sentido toda aquela avidez de anos atrás, o êxtase que era poder sentir seus lábios mais uma vez foi o suficiente para esquecer todo o meu sofrimento no passado.
Ouvi o barulho do encaixe do sinto de segurança ser aberto e foi ai que eu senti sua voracidade.
Ela embrenhou uma de suas mãos entre os meus cabelos e aprofundou o beijo, o fazendo ficar mais voraz a cada segundo, não consegui conter um gemido quando ela começou a explorar minha boca com a língua, era pura selvageria o modo que ela me beijava, todo o meu corpo estava arrepiado, o clima de dentro daquele carro ficava cada vez mais quente conforme nossos corpos ficavam cada vez mais colados. Meu pulmão já ardia em busca de ar e eu sentia uma fome entre as minhas pernas. Eu precisava dela.
Desgrudei meus lábios do dela de uma forma meio brusca, nossa respiração estava pesada e quando eu fitei aqueles olhos pude ver o quanto eles pareciam vividos e selvagens, como se me despissem com apenas um olhar.
E como eu queria aquilo.
[...]
PDV Larissa
Respirava com dificuldade enquanto sentia meu coração martelar em meu peito. Gabriela continuava a mesma garota, com olhos tão nublados quanto os céus de Londres, eu a queria, eu a desejava e ela seria mais do nunca, apenas minha.
Não foi necessário nenhum pedido, o nosso desejo estava explicito em nossos corpos. Saímos do carro apressadamente e quase esqueci de trancar o carro que estava estacionado de forma quase irregular na frente do prédio. A puxei com certa urgência para o elevador agradecendo por ele já estar aberto à minha espera. Nem dei oi pro porteiro e muito menos tentei disfarçar o quanto estava desesperada para Gabriela, eu a queria e eu aposto que ela tinha plena noção do que eu ia fazer com ela.
– Senti sua falta... – Ela mal me deixou falar, só dei tempo de apertar o botão pro meu andar enquanto ela me lançava na parede metálica com brutalidade atacando meus lábios como se sua vida dependesse disso.
Aquilo estava quente, muito quente. Seus lábios se mexiam contra os meus numa maestria absoluta tomando todo o controle do meu corpo, não dando chance de revidar além de embrenhar minhas mãos em sua nuca.
– Quero você...
Senti um arrepio cruzar todo meu corpo quando seus lábios soltaram os meus ofegantes e foram em direção ao meu pescoço, o seu hálito saiu fervendo contra a minha pele exposta e eu esqueci imediatamente que estávamos quase no inverno da cidade. Ela mordiscava, lambia e chupava meu pescoço e a única coisa que eu fazia era tentar não gemer muito alto, suas mãos percorriam as laterais do meu corpo, apalpando, esfregando me deixando mais colada contra o seu corpo me fazendo sentir minha intimidade latejar procurando pelo seu contato.
E se não fosse pelo barulho do elevador era bem provável que transariamos lá dentro mesmo.
A empurrei com força desgrudando nossos corpos e dei um meio sorriso observando aquele olhar selvagem, foi a minha vez de puxá-la pra fora a beijando com força enquanto a arrastava pelo corredor, não estava me importando se alguém visse a cena, eu não me importava com mais nada além do fato de querer dar prazer a essa mulher que fazia cada fibra do meu ser vibrar e se contorcer de tesão.
Tateei as mãos no meu bolso quando prensei a morena na porta de casa Cadê essas chaves?! Senti suas mãos descerem pra minha bunda e acabei soltando sua boca deixando um rosnado sair quando as apertou com força pressionando seu sexo contra o meu – Vai me pagar por isso...
Ela não escondeu o sorriso malicioso, seus lábios levemente curvados e bastante inchados eram um convite para a perdição, só de pensar nas coisas que aquela boca podia fazer fazia o meu corpo entrar em ebulição. Sem contar naquele olhar penetrante que parecia praticamente prata derretida de tão brilhantes e excitantes.
Ela chegou próxima ao meu ouvido ainda massageando de leve a minha bunda, descendo suavemente pra parte interna da minha coxa, ameaçadoramente perto da minha intimidade que aquela hora estava pulsando – Eu vou te foder tão gostoso Larissa... – Sussurrou levemente no pé do meu ouvido, meu corpo inteiro estremeceu com aquelas palavras – Eu vou te pagar de qualquer forma que você queria.
Gemi quando seus dentes morderam o lóbulo da minha orelha, meu corpo estava colado no dela, mesmo com toda aquela roupa pesada de inverno conseguia sentir seu corpo se moldando com o meu, aquilo estava me enlouquecendo – Abra a merda da porta Lara...
Foi bem assim: De alguma forma consegui abrir a porta, de outra forma estava dando amassos loucos nela no sofá e quando dei por mim estava sem os meus sapatos jogada de qualquer forma em cima da minha cama, não me lembro muito bem de como, porem acho que minha excitação me fez pular algumas partes dessa história. MAS NÃO AS PARTES IMPORTANTES HAHA!
( ͡° ͜ʖ ͡°)
Agora, imaginem essa cena comigo:
Uma morena de 1,72 de altura, cabelos curtos e negros como a noite com um busto avantajado de tirar o folego de qualquer um. Coxas grossas e uma cintura que faz com que aquele corpo seja esculpido em forma de violão. Olhos acinzentados que naquela hora pareciam prata de tão brilhantes e persuasivos que estavam. Ela veste apenas uma camisola branca semitransparente, com pequenos detalhes bordados avermelhados na cintura e nos seios. O tamanho da camisola é um pouco curto, apenas um palmo do joelho. Ela está parada na porta olhando para você deitada. Seu olhar é um pouco tímido, mas devasso, como olhar de cigana oblíqua e dissimulada.
Ela apenas diz duas letras para você, de uma forma tentando insinuar algo – Oi...
Minha reação ao ver essa cena:
CARALHO CARALHO CARALHO AQUELES PEITOS SÃO MEUS! AQUELA MULHER É MINHA! PUTA QUE PARIU EU VOU MORRER! PUTA QUE PARIU EU VOU TRANSAR A NOITE TODA! PUTA QUE PARIU CARALHO É A GABRIELA SÓ DE LANGERIE NA MINHA FRENTE! AHHHH MEU DEEEEUS!
Minha mente entrou em tilt meus amores, vocês acham mesmo que depois de ver uma mulher linda daquela forma teria condições de dizer algo?
– Lara... O que ouve? O gato comeu sua língua? – Aquela voz lenta e rouca me deixou molhada no mesmo instante, aquela mulher não era da Terra, como isso pode existir? Ela andava calmamente até mim, cada passo era uma rebolada e eu seguia os movimentos como se dependessem da minha vida.
Não demorou muito para ela montar em cima do meu corpo, senti meu monte de vênus pulsar quando senti sua intimidade roçar na minha – Caralho, esqueci como você era gostosa...
Ela deu uma risada baixa e melódica com minhas palavras, mas aqueles olhos derretidos não me largavam, a não, pareciam se divertir com a minha expressão. No meu quarto uma música de batida deliciosa inundava o ambiente de luz baixa e graças ao aquecedor o clima no ambiente estava mais que agradável, eu já estava quente até demais.
– Você se esqueceu? – Ela murmurou quando suas mãos subiram um caminho perigoso por baixo da minha barriga, arranhando com leveza todo o caminho – Não devia ter feito isso Larissa – O sorriso que brincava em seus lábios só não me arrepiou mais que suas mãos que chegaram batendo no meu sutiã – Vou fazer você pagar por isso.
Sua boca desceu para o meu pescoço me arrancando um forte gemido. Suas mãos apertaram meus seios ainda cobertos pelo maldito sutiã fazendo movimento circulatórios – Droga Gabriela...
Sua risada saiu melódica quando ela ainda molhava e chupava meu pescoço com sua boca mágica. Se meus vizinhos me ligavam reclamando de manhã sobre o barulho de madrugada na minha casa eles provavelmente vão pedir o meu despejo depois disso. Hoje não vou poupar gemidos.
Não demorou muito para ela arrancar a porcaria da minha blusa sem ao menos pedir permissão Como se precisasse...
– Céus! Eles cresceram?! – Minhas sobrancelhas se arquearam automaticamente quando sua voz saiu supressa, ela não olhava mais em meu olhos, ficava encarando meu sutiã de renda esverdeada rodeando as mãos sobre eles sem nenhuma cara de pau.
– Não. Eu acho... – Estava confusa, mas tinha quase certeza que ela não ouviu o que tinha dito, ela abriu o fecho na frente e mergulhou nos meus seios sem enrolação. Fechei meus olhos com força quando sua boca preencheu meu seio esquerdo, sua outra mão massageava com força o outro e a único coisa que poderia fazer era me afogar naquelas sensações tão maravilhosas. Tinha me esquecido o que era estar nos braços daquela morena, porém não tardou para meu corpo reagir as suas caricias.
Era real, mesmo minha mente batalhando para não acreditar o meu corpo estava provando aquilo, suas mãos tão ágeis contornando meu corpo em pontos sensíveis, sua boca se deliciando com meus seios rijos e duros de excitação e minhas mãos se afundavam em seus curtos e macios cabelos a tentando fazer continuar naquela posição tão torturante.
Não demorou muito para ela voltar a comprimir meus lábios em um beijo digno de um pornô da Sasha Grey.
“What?”
To brincando nem sei quem é ela...
“Sei...”
– AI! Porque me mordeu?! – Minha mão foi automaticamente pro meu pescoço que estava pulsando, aquilo não tinha sido nem um pouco prazeroso.
– Pare de viajar enquanto tento te dar prazer!
– Desculpa... – Falei manhosa, mas a única coisa que ela fez foi abrir minhas pernas com uma força monstruosa e arrancar minhas calças sem piedade.
Parecia que o tesão dela passou por mim.
– Esses seus hábitos nunca mudam – Murmurava enquanto descia por meu corpo tão lentamente que doía. Ela lambia cada ponto sensível de meu corpo e meus olhos não deixavam nem por um segundo aquela sua expressão safada – Vamos ver o quão bem me lembro de você?
Suspirei pesadamente quando sua língua começou a rodear meu umbigo. Aquela região era tão sensível que se não fosse deverás prazerosa seria torturante e ela sabia disso.
– Gabriela...
– Que foi Lara? – Ohh aquele sorriso maléfico, ela estava me excitando tanto que arquei minha cintura tentando ter mais contato. Seu queixo bateu em cima da minha intimidade e senti meu mundo sumir por um instante e se concentrar naquele pequeno ponto que fazia meu corpo tremer.
– Que droga – Não tava falando nada coerente e ela parecia se deliciar com isso. Não estava conseguindo encontrar formas de raciocínio enquanto ela explorava minha intimidade e isso estava me matando.
– Oh céus, você está tão molhada...
Nem percebi quando ela tinha arrancado a minha calcinha, só me toquei quando seus dedos começaram a passar pela extensão dos meus lábios – E tão quente.
Fechei meus olhos com tamanha força que doeram, ela tinha penetrado um de seus dedos dentro de mim tão facilmente que deslizou graças a humidade. Ela realmente não queria perder tempo, começou a me chupar com uma fome que me assustava – Awhh, shit... Vai logo...
Ela deu uma risada gostosa ainda passando aquela língua por toda a extensão de meus lábios internos, seu dedo que estava parado finalmente começou a se movimentar lentamente dentro de mim. Minhas mãos como reflexo foram parar em seus cabelos enquanto mordia os lábios suprimindo gemidos muito altos.
Ela logo introduziu mais dois dedos de uma vez e senti meu mundo girar e girar enquanto ela aumentava os movimentos me fazendo largar seus cabelos e segurar o lençol com certa força. Sua língua brincava em monte de vênus fazendo movimentos circulatórios, estava me matando, me corrompendo e quando dei por mim estava me derramando em sua boca. Fazia muito tempo que não gozava tão rapidamente, mas o que veio de rápido veio de poderoso, o orgasmo veio intenso e não consegui controlar o grito que estava entalado na minha garganta.
– Como senti falta disso – Ela tirou lentamente seus dedos de dentro de mim e subiu meu corpo que ainda estava em estado de combustão. Ela lambeu da minha vagina, o meu umbigo, passando entre meus seios e clavícula até chegar em minha boca e me beijar com tamanho carinho que só piorou o modo que respirava – Continua uma delícia Lara.
PDV Gabriela
Eu tinha saudade daquele corpo e naquele momento a única coisa em que podia pensar era o quanto aquilo me fazia falta, era como se ela fizesse parte de mim e todos esses momentos longe dele ou até mesmo de sua própria companhia me deixavam com um gosto amargo na boca e era daquilo que eu precisava só dela e de mais ninguém...
– Senti sua falta... Ahh – Minha voz saiu rouca e falha quando sua língua começou a passear pelo meu pescoço, sabia que amanhã eu teria sérias marcas neles pelo modo em que ela lambia e chupava, mas as sensações que ela me dava era de outro planeta, cada toque de suas mãos me faziam a desejar ainda mais. Mas aquilo estava tão diferente... Tão mais selvagem e ao mesmo tempo carinhoso, ela me apertava e me arranhava de uma forma intensa e se continuasse daquela forma sabia que conseguiria atingir o orgasmo sem nem ao menos tocar no meu sexo.
Ela me virou tão rápido que minha respiração sumiu por alguns segundos. Suas mãos pararam em cima de meus seios que a essas horas já estava exposto sem a maldita camisola, massageava eles com carinho, os apertando pra cima e pra baixo e acariciando o bico do meu seio me fazendo arfar com aquele contato, sua boca foi trilhando um caminho perigoso até eles onde com uma calma surpreendente começou a chupa-los, minhas mãos foram pra seus cabelos onde ficaram acariciando enquanto ela acabava com o que sobrava da minha sanidade.
– Como eu vivi sem seu corpo por tanto tempo?
A sua mão que estava livre foi descendo até chegar na minha fina calcinha se infiltrando por dentro dela e quando sua mão chegou ao meu sexo, já inchado e pulsando pedindo por qualquer estimulo, me fez gemer alto devido a minha excitação. Seus dedos passearam por minha fenda a essas horas já muito molhada e subiu um pouco eles começando uma deliciosa sessão de tortura no meu clitóris.
Fechei os olhos e mordendo os lábios pra não gritar com aquele contato – Sempre pronta não é Gabriela? – Sua voz estava transbordada de luxuria o que me fez arrepiar no mesmo instante, abri meus olhos enquanto gemia e vi que os olhos dela, estavam muito piores que sua voz o que fez minha respiração acelerar mais do que o normal e quando ela mordeu o bico do meu seio ainda me encarando não consegui conter um pequeno grito. Ela apertou meu sexo no momento certo, minha boca se abriu por inteira e soltei os cabelos dela pra poder agarrar o lençol com força, me sentindo curvar com pequenos espasmos, tinha chegado ao orgasmo só com aqueles pequenos estímulos...
Meu tórax subia e descia conforme minha respiração tentava voltar ao normal. Não pude deixar de sorrir com a visão privilegiada que estava tendo, Larissa sentou em cima de mim e me olhando como se fosse me devorar, só aquela imagem na minha frente me fez esquentar novamente e ela percebeu isso no momento em que vi seus lábios se formarem um sorriso torto – Não se preocupa nem começamos...
E então ela deitou seu corpo sobre o meu distribuindo mordidas por onde passava, apertando meus seios com força e destreza, eu estava pirando com tudo aquilo e na hora que ela começou a dar um trato bem feito em meus seios não segurei os gemidos, sua boca mamava de mim de uma forma tão intensa que senti minha intimidade latejar, ela sabia muito bem o que fazer.
– Isso Gabriela, geme mais. – Não sabia que estava gemendo até ela me informar, estava aérea demais pra qualquer coisa além de sentir suas caricias experientes em meu corpo.
Depois dela finalmente parecer satisfeita com o modo que deixou meus seios cheios de marcas e deliciosamente doloridos desceu seu corpo até minha intimidade onde ainda com a calcinha rendada lambeu por cima de toda a extensão dela – Oh, não torture.
– Quero ouvir você implorar por isso – Ela foi descendo minha calcinha tom lentamente que me fez arrepiar todos os pelos do meu corpo, aqueles olhos caramelados pareciam ter escurecidos enquanto encarava meu corpo nú querendo me devorar.
Ela foi beijando toda a extensão da minha perna esquerda enquanto a outra subia arranhando e quando ela mordeu com vontade a parte interna da minha coxa um grito alto escapou de meus lábios – Lara, por favor
– Por favor o que? – Ela estava se divertindo demais com tudo isso e aquele sorriso sacana entregava tudo. Ela lambeu tão próximo da minha intimidade que mordi os lábios de antecipação.
– Me chup... Awnm – Ela não tinha esperado terminar a frase, ela abocanhou meu sexo e suas mãos apertaram com força minhas nadegas me levando pra mais perto de sua boca.
Não consegui contar quantas vezes ficávamos nisso, a noite parecia nunca acabar nem a nossa saudade por nossos corpos. Estava junto dela novamente, mesmo que seja só por uma noite misturada de prazer e carinho, mas era uma noite pela qual aguardei por muito tempo.
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