A Garota do Apartamento 36

34 Eu Falei Que Isso é Uma Porr...


Notas iniciais
Eae cambada! Voltei cedo haha! Minha vontade ta boa (Por enquanto :3) Perdi uma par de leitores, com razão, eu sei que demorei muito tempo pra postar, mas eu estou com saudades, não me deixem .-. Esse capitulo nem era pra existir, porem eu tava ouvindo Raimundo e me veio a cabeça meu senso retardado e dai veio o titulo do capitulo e a vontade de escrever (Nome da música é Rapante para quem quiser ouvir xD) Eu alonguei a historia, fiquem felizes :x Anyway, enjoy... E FELIZ DIA DO ROCK PORRA! - Ain 13 de julho ti lovi! - Capítulo com frases a mais em comemoração :3

Quando o poder do amor superar o amor pelo poder, o mundo conhecerá a paz — Jimmy Hendrix

Eu ensinei a árvore chorona como chorar. E mostrei as nuvens como cobrir, um céu limpo e azul. E as lágrimas que chorei por aquela mulher vão inundar você Grande Rio — Johnny Cash

O que os outros pensam sobre você não importa. O que realmente importa, é o que você pensa sobre si mesmo — David Coverdale

Complicada e perfeitinha! Você me apareceu...

Minha vida estava uma delícia! Melhor que isso era só minha comida feita sempre com um sorriso retardado nos lábios.

Era tudo o que eu queria, estrela da sorte! Essa música não sai da cabeça mesmo...

– Puta que pareô, tira essa merda de sorriso da cara!

– Não enche Benjamim, me deixa ser feliz – Resmunguei terminando de montar o prato, o loiro subiu o olhar pra mim uma única vez e voltou sua atenção aos legumes.

– E como foi com a morena? – Perguntou a ruiva ajeitando seu avental melhor. Meu sorriso só aumentou e ela entendeu muito bem o que aquilo significava – Eu não aguento você assim não, vai me fazer vomitar arco-íris.

– Prefere eu comendo metade das mulheres da cidade?

– Não sei como não pegou uma DST ainda – Caçoou Matt pegando o meu prato e colocando no balcão junto com o seu – Você é rodada pra caralho.

– Olha a inveja querido, faz mal pro coração – Disse piscando, ele revirou os olhos castanhos e já foi fazer seu próximo prato.

– Então quando iremos conhece-la? – Perguntou Ben mudando de assunto. Analisei bem a sua expressão e já balancei negando – Por que não Lari? Nem é tão ruim assim.

– Conheço vocês, são piores que meu irmão, prefiro levar um tiro da guarda real.

Arfei quando senti aquele corpo másculo me abraçar por trás, aquilo era pura sacanagem. ESTOU SENTINDO O PENIS DELE!!!

– Por favoooooor! – Tentei me desprender dele em fúria, mas a desgraça era mais alta e forte que eu.

– ME SOLTA BENJAMIM OU EU TE MATO! NÃO GOSTO DE MACHO ME ABRAÇANDO CACETE!

Comecei a dar um verdadeiro escândalo na cozinha, minha sorte que o Alexandre tinha ido fazer sei lá o que, então a única coisa que acontecia eram todos olharem para meu rosto rubro de raiva e dar risada.

– Se você disser que vai sair com a gente eu te soooolto! – Ele tentou mais uma vez, tentei me desprender e ele só me apertou mais contra seu corpo Eu vou vomitar.

– TA BOM PORRA EU SAIO, AGORA ME LARGA!

– Ta vendo! Nem foi tão ruim assim – Ele me largou, porem para fechar com chave de ouro ainda deu um beijo molhado na minha bochecha.

– Sua sorte é que eu não estava com uma faca na mão! – Reclamei indo em direção ao banheiro sem olhar pra trás, só ouvi a voz da ruiva e do Ben conversando sobre mim.

– Bunda boa não é?

– Eu queria ser uma mulher para ter pego ela que nem tu.

– OTÁRIOS!

Sim, sempre estou cercada de idiotas, sempre.

[...]

– Quer sair hoje mesmo? Estou morrendo de preguiça Lara.

– Eu não falei com você Mamute, que merda, sai da minha poltrona!

Eu não aguentava mais aquela multidão na minha casa, MINHA CASA, eles ficavam reclamando que o hotel era um saco e que aqui eles comiam de graça. Praticamente devoraram as sobras que tinha trazido do restaurante. Eu tinha esquecido como era irritante morar junto com meus melhores amigos – e um irmão com cunhada de bônus.

– Então vamos pra onde? – Perguntou Val devorando o resto do macarrão, pior que isso era eles comendo na minha sala, se eles mancharem o meu sofá com molho os faço limpar com a língua.

– Vocês não vão a lugar nenhum, vou sair com a Gabi, se virem, o canal pornô não tem senha.

– Oh meu deus! Você tem canal pornô?! – A indignação da minha cunhada me fez dar risada, Gabriela se levantou do sofá e veio até mim, dando um beijo estalado na minha bochecha depois que eu sai da cozinha.

– Não estou surpreso – Murmurou Lucas lambendo os beiços enquanto assistia algo inútil na televisão.

– Muito menos eu, a coleção que ela tinha no PC só não é maior que a do HD do Jonathan – As palavras de Mamute vieram acompanhadas de uma longa risada.

– Você tem inveja porque eu nunca te passei – Caçoou John dando seu sorrisinho de canto perverso, acho que aquele era o único sorriso que brotava daquela face esquelética.

– Isso é verdade? – Ouvi o sussurro da morena no pé do meu ouvido, me arrepiei, mas isso era normal. Desviei o olhar dos meus amigos que estavam de costas para a entrada da cozinha e encarei a morena de olhos curiosos.

– Pior que sim, qualquer dia você assiste comigo se quiser – Disse dando um belo sorriso torto, a face da morena esquentou, porem ela não deixou de se aproximar de mim, seus braços rodearam a minha nuca e seus lábios selaram os meus de forma quente, dei um gemido quando ela mordeu meu lábio inferior antes de soltar. Aqueles olhos nublados ainda iriam me enlouquecer.

– Vou aguardar pacientemente.

– ARRUMEM UM QUARTO!

Rolei os olhos das palavras do meu irmão e puxei Gabriela para o meu quarto, porem infelizmente não íamos nos divertir daquela forma. Tomamos um banho juntas apesar de tudo, rodeado de caricias, beijos, mãos bobas e todo tipo de coisas românticas que com ela não me faziam me arrepiar de noujinho. Me arrumei rápido, iriamos para um pub inglês, então roupas casuais, quentes e confortáveis com um pouco de decote eram o suficiente.

– Vamos jantar e depois ir pra um motel, agora vão se foder – Respondi batendo a porta quando sai de casa, Gabriela arqueou as sobrancelhas com as minhas palavras, roubei um selinho demorado antes de complementar – O jantar pode até não rolar, mas motel depois já deixei pago.

Seu sorriso de cair calcinhas me atingiu em cheio, e se não fosse pelas ameaças dos meus colegas de trabalho iria só pra porcaria de um motel mesmo. Ou transar no carro, é uma boa também.

Descemos pelo elevador ainda com aquela áurea sexual rondando a gente e se não fosse pelo casal gentil de idosos compartilhando o elevador coisas divertidas iriam acontecer lá.

Respirei fundo quando dei partida no carro, Gabriela não deixava de me encarar e aquilo estava dificultando muito as coisas.

– Pergunta de uma vez mulher! – Ela riu alto do meu nervosismo e pelo tipo de risada que deu ao menos nada de sexual ia vir. “Se acha isso bom? Antes perguntas sobre sexo do que ela te interrogando” Eu realmente odeio quando você está certa consciência.

– Por que não quis levar eles? Vamos para uma pub e não quer levar seus melhores amigos?

Olhei de relance para a morena e troquei a marcha bufando – O que meu melhores amigos são Gabriela?

– O que?

– O que eles gostam de fazer quando estão juntos em uma roda comigo?

– Zoar com a sua cara? – Respondeu em dúvida, fiz uma mini comemoração com uma mão e logo voltei minha atenção a avenida.

– Exatamente, eles adoram me usar como saco de risada – Disse com um pequeno sorriso no rosto – Logico que melhores amigos servem pra isso, entretanto tem um pequeno problema hoje.

– E qual é?

Parei no sinal vermelho bem a tempo de encarar o rosto em duvida da minha morena, as vezes esquecia a inocência da minha mulher. “Aviso: Ela não tem, está apenas fingindo.”

– A galera que você vai conhecer hoje é a versão inglesa daqueles babacas, nunca na vida juntaria eles em uma noite só. Eu mataria alguém antes mesmo de ficar bêbada.

– Para Lara, nem deve ser tão ruim assim – Voltei minha atenção a avenida depois da fala de Gabriela, meu coração ainda palpitava forte. Hoje, com a morena do meu lado, teria certeza que as brincadeiras seriam triplicadas. Alguém me ajude se eles falarem merda.

Dirigi por mais vinte minutos até que finalmente chegasse ao meu destino. Old Monhall Pub estava entalhado na madeira de uma forma chamativa e elegante, a fila na porta era mínima como sempre, estacionei o carro um pouco mais pra frente e dei um longo suspiro.

– Espera ai – Disse enquanto abria a porta, ouvi a morena murmurar um “O que?”, mas já tinha dado a volta do carro e abrido a porta pra ela com uma voz cordialmente idiota – Madame.

– Você abrindo portas? – Disse rindo aceitando a minha mão estendida – O que a Europa fez com você?

– Eu não diria bem Europa, tá mais para uma gostosa de 1,74 de altura e peitos lindos que conquistou meu coraçãozinho falho.

Mesmo rindo da minha brincadeira ainda ganhei um beijo na bochecha de bônus e assim com um sorriso bobo entramos no pub em menos de dois minutos.

Um pub inglês sempre foi um dos meus lugares favoritos de se estar, era rustico, confortável e quente, bar era grande cheio das mais diversas bebidas, muitas das pessoas ficavam por lá mesmo com seus banquinhos encostados no mogno do balcão. Tinha mesas logo à frente do bar e nos cantos mais afastados, aqui não era tão grande, tinha doze mesas no total de quatro a seis cadeiras, as vezes mais quando era pedido. No final podia se ver um pequeno palco montado onde se tocavam os mais diversos estilos do Rock ao Punk dependendo o dia da semana. E como hoje é sábado saberia que ia ter um cover de algum clássico como Beatles ou Rowling Stones.

Eu sabia demais daquele lugar e foi perceber olhares de algumas garotas pra mim que me coração gelou.

– Devia ter te levado para jantar – Sussurrei apenas pra Gabi ouvir, parecia que um ponto de interrogação tinha surgido em cima de sua cabeça, soltei o resto da minha respiração de dei um sorriso envergonhado – Aqui é meio que o lugar onde eu mais caço...

– É o lugar?

Uhmm, é aquele olhar, AQUELE OLHAR!

– Era, ERA. Me perdi um pouco, hehe... – ela deixou de arquear as sobrancelhas, mas eu sabia que estava segurando uma bomba. Talos, Odin, Zeus, Deus, divindades! Ajudem sua pobre filha neste momento de escuridão.

– Oh sua tapada! Estamos aqui! – Cerrei os olhos ao ver Matheus com um sorriso besta no rosto, seus olhos emadeirados não deixavam o corpo da minha namorada, meu sangue ferveu na hora.

– Seus amigos? – Ela perguntou depois de alguns instantes, acho que o fato de eu não me mover a deixou acuada.

– Infelizmente sim. – Respondi me aproximando da mesa deles, essa seria uma noite longa e difícil.

– Achei que tinha se perdido no caminho para cá... – Resmungou Ben entornando o resto de sua cerveja.

– Aposto que estavam se divertindo – Disse a ruiva sem tirar o sorriso malicioso do rosto, respirei fundo segurando os palavrões entalados na minha garganta.

– Benjamim e Matheus, está é Gabriela, engulam a baba e não toquem nela – Apresentei quando os engraçadinhos se levantaram com sorrisos charmosos no rosto, Gabriela riu baixo, não sabia se era pelo meu ciúme ou por eles serem uns apressadinhos, fica difícil saber as vezes.

“Fizemos uma checagem, é o ciúmes mesmo, ele está rodando baiana aqui dentro!”

– Não vai me apresentar pra ela não sua chata? – Indagou a ruiva quando eu nem comentei nada sobre ela. Bufei e completei um pouco ácida:

– Vocês já se conhecem, lembra? Cabelo de mestruação.

As risadas dos caras encheram o pub inteiro, e se não fosse pelo clima festeiro do lugar provavelmente teriam chamado bastante atenção. As duas ficaram completamente vermelhas, mas de nada adiantou minha brincadeira, levei um tapa na nuca de Gabriela e um chute na canela da Liza, a noite começou muito bem.

[...]

– Sério ainda não entendo, eu sei que a Larissa é meio retardada, mas sério? Você largou essa gostosa por medo da mamãe?

A pergunta idiota de Benjamim só aumentou a minha raiva, os garotos estavam embriagados, era obvio o porquê, os copos de Chopp eram deliciosamente grandes. Gabriela não estava bêbada, um pouco alterada juntamente a Liza já que estavam bebendo muito menos que os rapazes, entretanto eu tive que me manter sóbria porque eu tive a ridícula ideia de vir de carro pra cá.

– Tem como vocês me incomodarem com qualquer outra merda? E tenham mais respeito pela minha mulher ou não respondo por mim seus babacas.

Gabriela apenas me deu um sorriso carinhoso apertando minha mão por baixo da mesa tentando me confortar, a mesma sabia que o meu humor não estava muito bom.

– Foi mal, nunca te vi tão... Responsável? – A surpresa de Matt me fez rir, acho é pouco, foi meio conturbada as minhas mudanças de personalidade mesmo.

Estava sentada na ponta da mesa, com o idiota do Ben sentado a minha direita e ao lado dele o bêbado do Matt, a minha esquerda estava Gabi e Liza conversando animadamente alguma coisa que eu não ligo, acho que fiquei feliz por estarem fazendo amizade, as conversas desnecessárias ficavam entre elas, não precisaria ser mais a ouvinte da Liza quando a mesma ficasse falando de coisas muito femininas. Eu sou um homem por dentro? Um homem que gosta de usar vestidos e maquiagem... Será que estou tendo uma crise de identidade por estar querendo matar esses otários?!

– Bebe algo sua desgraça! Vai ficar com esse suquinho de uva até quando?

– Para com isso Benjamim, ela veio de carro – Defendeu a ruiva também não aguentando mais os garotos, quando bebiam eram um porre com todo mundo.

– Por que não voltamos de taxi? Você vai ter um infarto se continuar assim, Lara.

– Belo jogo de palavras Gabriela – Disse com um sorriso de canto, ela se tocou do que tinha falado e acabou dando um sorriso culpado com direito a covinhas, não tinha como não amar ela – Mas tem razão, não aguento mais.

Me levantei e fui em direção ao bar, o cara já me conhecia e a primeira coisa que ele pediu ao ver meu olhar de quem ia aprontar foram as chaves do meu carro – Conhece as regras Larissa.

– Entendo Barney – Respondi suspirando, entreguei as chaves pra ele e pedi um Scoot duplo o virando de primeira, minha garganta queimou e não consegue esconder uma leve careta – Como eu adoro isso, manda mais um.

– Começou tarde hoje Larissa.

Que merda...

Respirei fundo antes de voltar a minha atenção a um par de olhos grandes de íris castanha. Um sorriso charmoso pairava em seus lábios volumosos e seus cabelos ondulados como sempre estavam jogadas como cascata em suas costas.

– Erika. – Dei um pequeno sorriso amarelo antes de pegar meu copo de uísque e me direcionar até minha mesa.

– Own, calma ae garota, vamos conversar. – Senti sua mão macia tocar meu braço chamando minha atenção mais uma vez. Erika era linda demais para qualquer alma, lábios carnudos, nariz empinado, rosto um pouco quadrado, baixinha, peitos medianos e corpo bem modelado graças a academia. Foi minha perdição quando bati meus olhos nela e um baita namoro de quase sete meses recheado de muito sexo.

E depois ela me chifrou com a ex dela.

Não foi trágico, eu gostava do sexo, nada mais do que isso, acho que daí que veio sua insegurança: eu não corri atrás dela como as outras pessoas fazem, pisei como seu fosse um trapo sujo e de bônus trepei com a irmã dela na cama dela.

E ela ainda me ama.

– Não quero conversar, to acompanhada. – Tentei me desvencilhar mais uma vez e observei de relance Gabriela me encarando com aquela cara: “Que porra é essa Lara?! Quem é essa mulher? Se for ex-peguete sua eu te mato!” Nunca entendi muito bem porque era a mim que Gabriela batia no final, são as outras pessoas que dão em cima de mim, não eu.

Ela apertou meu braço com um pouco mais de força e um suspiro saiu de meus lábios sem permissão – Sério mesmo Erika? – Voltei a encarar seu rosto que parecia jogar jatos de charme no meio da minha testa, azar dela que minha mente estava em uma morena de lingerie – Tem como me deixar em paz? Tipo, pra sempre?

– Larga de ser boba Lara, você sempre sai com esse povo, vamos beber algumas e quem sabe rola alg-

– Já disse Erika, to com alguém – A cortei já irritada, o sorriso sumiu da sua face e ela finalmente olhou por trás de mim provavelmente procurando a pessoa, só quando sua boca se abriu em surpresa é que eu percebi uma respiração ligeira no meu cangote.

PENSA NUM CALAFRIO!

– Quem é ela Larissa? – Uhhh ela disse Larissa com aquela voz assassina. Meu coração se descompassou, porém não tive a coragem de olhar pra trás o que fez a morena ficar bem ao meu lado.

– Q-Que? – Você gaguejou Larissa... Se ta fodida muuuuito fodida.

Ela não repetiu sua fala, seus olhos de metralhadoras estavam focados na mão da espertona ainda no meu braço, parecia que minha pele estava queimando em combustão por causa daquilo.

– Sou Erika, amiga dela – Respondeu a retardada no meu lugar, ela pelo menos teve a decência de me soltar, mas Gabi começou a encarar ela no seu típico olhar snobe mata-hetero-besta, nunca tinha visto ela usando isso com mulheres.

– Amiga? – AHHH TOM ÁCIDO! TOM ÁCIDO!

“FALA A VERDADE ANTES QUE ELA TE COMA VIVA COMO A PORRA DE UM LOUVA DEUS!”

– Ela não é minha amiga é minha ex-namorada já faz uns três anos que terminei com ela, mas de vez em quando ainda dou uns pegas, mas eu não fico com mais ninguém desde que você chegou e eu não amo ela, ela é boa de cama apenas isso eu te amo e por favor não me deeeeeixe.

Eu falei tão rápido que minha voz estava fina pela falta de ar nos pulmões, respirei fundo recuperando o ar perdido antes que ficasse tonta e encarei novamente a morena com receio.

– Entendi. – Ela deu de ombros e segurou minha mão com carinho antes de voltar a atenção a dona das mechedeiras achocolatadas, ela não me bateu, não gritou comigo e nem ficou emburrada... Será que é isso que acontece quando eu falo sempre a verdade?!

“Basicamente sim...”

– Sou Gabriela – Ela se apresentou educadamente, entretanto eu sentia a tensão, eu sempre tive a mania de arrumar mulheres fortes para se relacionar “Ajude seus leitores, diga barraqueira”

Leitores? Que leitores? Ta achando que minha vida é um livro?

“Não que isso! Me desculpe, pensei alto agora, relaxa volte a sua atenção na realidade.”

– Amig-

– Mulher dela – Cortou qualquer possível fala, a clima estava tão pesado que algumas pessoas em volta pararam de conversar para observar a cena. O bagulho tava ficando louco!

– Não vejo nenhuma aliança – Disse sínica, realmente Erika ciumenta era algo lindo de se ver. Tinha que admitir, por dentro estava adorando ter duas mulheres brigando por mim.

– Tire esse sorriso da cara Lara, sei muito bem as merdas que você está pensando. – Levei um susto com as palavras disfarçadamente doces da morena, não esperava menos do seu sexto sentido.

– Eu vendi minha alma para Gabriela quando morava no Brasil – Brinquei quando Erika ficou confusa com as palavras de Gabi – Ela é minha, eu sou dela e é por isso que não dou a mínima pra ninguém.

– É assim?

– É assim – Respondeu Gabi na mesma moeda, meu coração martelava no peito e eu podia ver gente torcendo para uma briga de mulheres no bar, é uma visão linda de se ter, imagina só os seios delas saltand-

– Ai! Precisava me bater?

– Eu te disse para controlar essa sua cachola – Ela resmungou mais uma vez, eu lá tenho culpa de ter um monte de pensamentos pervertidos?

– Como você aguentou uma mulher que te bate em Larissa? Sendo que eu posso te dar amor e apenas isso?

Aquele era uma péssima maneira de provocar Gabriela e pelo modo em que ela tinha ficado cabisbaixa provavelmente tinha lembrado do dia em que brigamos justamente por isso.

– Eu amo ela, eu sei que tudo o que ela faz comigo é pelo meu bem – Respondi ainda observando o rosto da morena um singelo sorriso nasceu e eu fui obrigada a continuar – Você pode até ser boa de cama, mas eu amo ela de todas as formas possíveis – Respondi me virando pra Erika que me encarava emburrada – Você não consegue fazer isso nem se esforçasse e além do mais:

– Ela sabe usar a língua melhor que você.

E foi com essa fala que deixei Gabriela vermelha, Erika de boca aberta e uma salva de aplausos, risadas e assobios em direção a nós. Arrastei Gabriela no meio daquela bagunça e pegamos um táxi saindo de lá. Sai ganhando, não precisava de mais nenhuma confusão naquela noite.

– Não acredito que você falou aquilo – Sussurrou a morena já dentro do táxi, seu rosto ainda estava rubro e isso quebrou minhas barreiras fazendo um sorriso gingante aparecer no meu rosto.

– É só a verdade, nada mais, nada menos.

Gabriela sem hesitar se aproximou de mim e me beijou com toda a timidez que me fazia ficar ainda mais apaixonada, ela tinha de tudo um pouco, ou diria: de tudo ao extremo?

Seu ciúmes era extremo, sua fofura era extrema, seu carinho, sua raiva, sua timidez, e eu sabia que seu amor também era, porque ele parecia se transferir toda vez que nossos lábios roçavam ansiosos por sentir o gosto da outra a todo momento.

Me separei dela quando o taxista pigarreou chamando a nossa atenção, ainda estávamos com o táxi pra onde.

– É senhoritas, para onde vamos?

– Toca pro Diamonds – Respondi sem deixar de encarar a morena.

Diamonds? – Sussurrou confusa, o carro começou a se movimentar e subi uma trilha de beijos seu pescoço até chegar no pé do seu ouvido a fazendo se estremecer por inteira.

– Eu tinha prometido uma noite divertida lembra?

Notas finais
Ainda estou pensando se eu faço ou não um hot no proximo capitulo, pensando muuuuito mesmo. Ou se eu já puxo pro final e acabo com isso kkkkkkkkkk Depende de muitas coisas :3 Kisses baby! Vlw por ler mais esse capitulo, nos vemos no proximo! Escutem Catfish Blues por mim :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.