A Garota da Profecia - 2º temporada

1 Capítulo I - Apenas faça o que quiser


Notas iniciais
Olááá, pessoal! :D Depois de tanto tempo (e bota tempo nisso!), resolvi deixar de preguiça e começar a postar a segunda temporada de A Garota da Profecia! *som de aplausos e fogos* Como eu demorei horrores, não vou enrolar muito aqui no início, vou deixar o resto da conversa para as notas finais :D Se ainda houver alguém ai... sahsauhsua Sintam-se a vontade para ler o/ Boa leitura *-* (Senti saudade de dizer isso s2)

Capítulo I – Apenas faça o que quiser

No céu de Ernas, uma nave silenciosa voava sob as nuvens quase sem movimento. Nesse exato momento, Ernas estava passando por uma situação inusitada: o aparecimento de uma estranha ilha desconhecida bem no centro dos seis continentes. A nave rumava diretamente para esta ilha, levando em seu interior dezoito jovens heróis que formavam a famosa Grand Chase.

O que as pessoas não sabiam era que a misteriosa ilha não era um simples acaso. A ilha representava o desafio de uma deusa chamada Aisha, a criadora e protetora de uma dimensão de nome Cyrus. Um de seus habitantes voava a bordo da nave da Grand Chase, a recém chegada e, agora, integrante do grupo: Lya Deviron.

Saída da dimensão em guerra, a jovem heroína era, em parte, a causa do surgimento da ilha da deusa em Ernas. Em sua primeira missão como companheira da caçada, ela rumava em direção ao seu destino. Escolhida pelo seu povo, buscava findar a guerra que assolava a sua dimensão e coração, para isso, precisava seguir a profecia da escolhida e superar os desafios da deusa.

Juntamente aos heróis da Grand Chase, Lya se preparava para tal.

*

– Lire, Ryan. Vocês estão bem? – Holy perguntava preocupada aos companheiros que mostravam um semblante pálido.

Lire deu um pequeno sorriso e Ryan sequer isso conseguia fazer.

– É só a altura... Eu me sinto melhor no chão firme... – explicou a elfa.

Ryan levantou dois dedos trêmulos enquanto jogado sobre um banco comprido. Traduzindo: Ele também se sentia melhor no solo. Perto na terra; da natureza.

Coisas de elfos.

– Oh... Nessas circunstâncias, não seria melhor descansarem nos quartos até chegarmos ao nosso destino? – aconselhou a paladina.

Antes de responder, Ryan se levantou repentinamente com uma mão na boca e saiu correndo na direção da plataforma aberta da nave.

A plataforma consistia em um largo espaço aberto em formato circular, reservado para transportar qualquer coisa que não coubesse nos estreitos quartos da nave.

No momento, esse lugar estava vazio, servindo como um ótimo lugar para se debruçar sobre a proteção de metal que o circundava e admirar as belezas do continente o qual a nave sobrevoava, sentindo o vento com gosto de liberdade que soprava calmamente naquela manhã morna.

Exceto pelo elfo de cabelos laranja que vomitava em um canto.

– Arg! Elfo, saia de perto de mim! Que nojo! – a asmodiana Rey reclamava, afastando-se da cadeira onde estava sentada olhando para o céu tranquilo.

– F-Foi mal... – Ryan murmurou fraco, recebendo o apoio de Lire que logo chegou ao lado dele.

– Calma, Rey... O Ryan não está se sentindo muito bem. – Lire falou, tentando defender o elfo jogado folgadamente sobre si, embora ela própria também não se sentisse bem.

Rey bufou, irritada. Não queria nem saber.

– Que passe mal longe de mim! – disse ela, indignada, e voltou para a parte fechada da nave, reclamando da falta de gente com classe naquele lugar.

–... – Lire balançou a cabeça em reprovação – Desculpe, mas pode me ajudar a levar o Ryan para o quarto, Holy?

– Ah! Claro! Fico feliz em servir de ajuda. – Holy se apressou em passar um dos braços do elfo, que gemia qualquer coisa ininteligível, pelos seus ombros.

E as duas o levaram com cuidado de volta para dentro da nave, deixando a plataforma imersa em silêncio.

Quase imperceptível naquela paisagem, a nova integrante da caçada estava imersa em seus próprios pensamentos com uma expressão ligeiramente séria e preocupada. Havia fones de ouvido tapando as suas orelhas de modo que ela sequer havia percebido a confusão de poucos minutos atrás. Ela estava concentrada na música e nas cinco essências que flutuavam magicamente sobre a palma da sua mão.

Lya ergueu um pouco os olhos de íris verdes e delineadas de preto para o céu claro, fechando-os minimamente por causa da luz do sol, então um longo suspiro escapou dos seus lábios.

– Sister... (Irmã...)

Um sorriso melancólico tomou-lhe os lábios ao pensar na irmã que desaparecera durante o ataque à sua família, assim como seu pai e sua mãe.

Desaparecidos. Não mortos. Lya acreditava nisso.

Lena era o nome da sua irmã. Tinha cabelos como os da irmã, porém curtos; era cinco anos mais velha e tinha uma personalidade tranquila e confiável, sempre animando a caçula que tanto gostava quando esta se sentia desestimulada, como agora.

Podiam ser simples palavras ou um sincero abraço, mas sempre salvavam Lya e davam-lhe forças para continuar a lutar.

Se havia um momento que Lya precisava ouvir tais palavras de estimulo, definitivamente era este.

Se era o universo conspirando a favor ou não, não é possível saber, mas neste momento, enquanto esse pensamento passava pela cabeça de Lya, a porta de acesso a plataforma em que ela estava foi aberta, e dela entrou um moreno de cabelo escuro e bagunçado, com um pacote de alcaçuz em mãos e um entre os dentes.

– Hm? – Sieghart rapidamente percebeu a presença da Cyran apoiada distraidamente nas barras de proteção no canto mais distante da porta.

Ela não havia percebido o imortal, que sorriu travessamente, engolindo o doce em sua boca. A viagem estava mesmo entediante, pensou Sieghart andando até a morena, agora ele tinha algo para se divertir, ou melhor, alguém.

Sutilmente, Sieghart se aproximou dela por trás, aproximando também os seus lábios da orelha dela sem que Lya percebesse, e disse de tal forma que a sua voz se sobressaísse ao som dos fones que ela usava.

– Pensando em mim?

Lya estremeceu involuntariamente, assustando-se, e quase deixou cair as essências, amparando-as com as duas mãos por um triz. Ela suspirou, acalmando o seu coração, e só então virou o rosto para ver quem era que estava rindo, divertindo-se com a situação.

– Sieghart...? – indagou ela, baixando os fones para o pescoço.

– Feliz em me ver, ciganinha? – perguntou ele, completamente convencido. O que não era nenhuma novidade.

Lya ignorou, acostumando-se a personalidade peculiar do imortal. Só não estava satisfeita com o infeliz apelido que ele insistia em usar.

– Eu já não disse para não me chamar assim? – a morena insistiu, embora já houvesse um tom de desistência na sua voz.

Sieghart riu, tirando outro alcaçuz do pacote e levando-o à boca.

– Assim não seria divertido. – retrucou ele.

–... – Lya suspirou, desistindo, e voltou a se apoiar nas barras de proteção.

Estava com coisas demais na cabeça agora para discutir aquele assunto com Sieghart.

– Que fones são esses? – o moreno perguntou, tocando casualmente o fio do fone esquerdo – Ouvia o que?

– Ah... – Lya imitou o gesto do moreno, analisando a cor azulada – A Mari me emprestou. Creio que ela disse algo sobre “estudar o gosto musical de um espécime nova”... – lembrou-se, ainda sem saber se deveria se sentir ofendida com isso.

– Pff! – Sieghart começou a rir alto, segurando a barriga de tanto rir. Uma vez Mari, sempre Mari, pensou ele. Essa garota realmente ficava fascinada com novidades– Hahah... Isso realmente é a cara dela... Hah... – comentou, ainda rindo entre as palavras.

– Mas até que não é tão ruim... Distrai um pouco. – os olhos de Lya escureceram ao dizer essa parte, mas ela logo voltou a sorrir casualmente, como se nada estivesse acontecendo – Tem umas músicas boas de ouvir, umas bandas interessantes e...

A Cyran continuou a falar algo sobre Super Junior e EXO, mas Sieghart não parecia estar mais escutando. A última coisa que ele havia escutado foi o tom desanimado com que a menor havia falado e disfarçado logo depois, percebendo que havia algo errado com a morena.

Ela sequer havia insistido quanto ao apelido como costumava. Geralmente Lya era mais teimosa quanto à isso.

Definitivamente havia algo errado com ela.

– E tem um tal de Taeyang tamb...

– Ei. – Sieghart a interrompeu, a expressão um pouco mais séria do que o normal.

–...? – Lya virou o rosto para o lado.

– Aconteceu alguma coisa? Você não está muito divertida hoje.

O rosto da menor voltou-se para frente no mesmo momento.

– Há... – Lya esticou um meio sorriso – Sinto muito por isso...

Ela não queria preocupá-lo desnecessariamente, mas também não conseguia mentir dizendo que não havia nada de errado. Lya era uma das raras pessoas que além de ter um corpo muito sincero com os seus sentimentos, também era bastante sincera por si mesma.

Sieghart analisou a expressão da menor que definitivamente escondia algo. Então se virou de repente e se apoiou nas barras de ferro igualmente à morena, o que a fez olhá-lo curiosamente, vendo-o fitar um ponto distante no horizonte azulado.

– Deixe-me adivinhar. – ele recomeçou – Ainda está preocupada com tudo o que o garoto Enn disse?

O fraco sorriso que Lya explicou foi a resposta.

O “garoto Enn” do qual Sieghart falava era Eryon, o Enn mais antigo de Lya, sobrevivente da emboscada à família Deviron. E, sim, a Cyran ainda estava preocupada com tudo o que ele havia dito sobre a profecia de Aisha e a enorme responsabilidade sobre os seus ombros.

Mas, agora, tinha outro assunto mais específico com o qual Lya estava preocupada:

Os seis Enns mais fortes.

Incluindo Eryon, Lya havia sido encarregada dos seis Enns mais poderosos de que se tinha conhecimento em toda Cyrus. O objetivo era claro: completar os desafios da deusa. Mas Lya estava preocupada. Esses Enns não eram seus. Ou melhor, agora eram, mas não do jeito tradicional: através de um contrato e aceitação do Enn. Eles eram seus, mas somente no papel.

Lya queria que eles a aceitassem tradicionalmente como invocadora. Para ela, essa era à base do laço de confiança que deveria existir entre Enns e seus invocadores.

Mas, com tudo o que estava acontecendo, Lya estava sem confiança em si mesma.

Como eles poderiam aceitá-la assim?

– Você está se preocupando desnecessariamente. – Sieghart falou depois de um tempo, tirando Lya dos seus pensamentos – Você é da Grand Chase agora e, embora a maioria aqui não passe de crianças, eles vão estar com você. Com certeza eles lutarão por você com todas as forças até o fim. – ele continuou olhando para frente, mas levou uma das mãos até a cabeça da menor e bagunçou-lhe os cabelos como se ela fosse uma criança.

Bem, todo mundo não passava de uma criança para um imortal de seiscentos anos.

Lya estava um pouco surpresa. Sieghart estava tentando animá-la?

Um pequeno sorriso adorável surgiu no rosto da morena. Ela se lembrou que, apesar da personalidade prepotente e individualista daquele imortal, ele era uma boa pessoa. A personalidade dele indicava alguém que não se importava com os outros, mas Lya percebeu nesses poucos dias junto aos heróis que Sieghart acabava sempre a ajudando.

Quando ela estava triste pela perda dos seus Enns, quando havia passado mal por conta dos seus ferimentos de guerra... Ele sempre estava lá, ao lado dela.

– Heh...

Ela realmente podia contar com ele.

Lya se virou para o moreno com um sorriso inocente e adorável, um daqueles que conseguia fazer até o imortal Sieghart ficar um pouco desconcertado.

– Então você vai lutar por mim também, Sieg? – perguntou ela com súbita animação.

Sieghart riu como se não se importasse, pegando mais um alcaçuz, mas ele estava internamente satisfeito por Lya parecer bem melhor agora. Sieghart tinha um problema quanto a vê-la preocupada ou triste, ele não sabia o porquê, mas isso o deixava bastante incomodado.

O imortal só sabia de uma coisa.

Essa pequena Cyran ficava muito melhor quando sorria.

– Alias, o que é isso que você está comendo? – Lya perguntou curiosa, como se tivesse percebido somente agora o pacote com tubos finos e coloridos que o moreno comia.

– Hm? Não conhece também? – indagou o moreno, lembrando o que ela havia falado sobre serem pouco comuns as comidas doces na dimensão de onde viera.

– Não... É doce? – os olhos dela brilharam com a expectativa açucarada.

Sieghart riu da empolgação dela.

– É, é doce. – disse ele, pegando um – Se chama alcaçuz. – ele informou e estendeu-o para a menor.

Lya pegou o doce e analisou-o com curiosidade, divertindo o moreno que a observava, mas não demorou muito a prová-lo. E no mesmo segundo os olhos dela voltaram a brilhar, imediatamente apaixonada pelo sabor do alcaçuz, exclamando um “delicioso!” que fez Sieghart rir enquanto vi-a comer o doce, feliz.

“Tao fácil animá-la...” – pensou Sieghart. Mas ele sabia que, no fundo, ela ainda devia estar insegura. Aquela pequena paz passaria logo que algo a lembrasse do dever crucial que pesava sobre aqueles pequenos ombros e ela voltaria a agir estranhamente, sequer reparando as comidas doces que tanto ela apreciava.

Sieghart deixou um longo suspiro escapar, chamando a atenção de Lya que o fitou com um ponto de interrogação sobre a sua cabeça.

– Crianças... Sempre complicando as coisas... – ele murmurou mais para si mesmo.

Ele viu o rosto confuso dela e esticou um canto dos lábios, deixando o pacote com o resto dos alcaçuzes nos braços da menor, e apoiou uma das mãos no alto da cabeça dela por alguns segundos.

– “Apenas faça o que quiser”, esse é o meu lema. – disse ele e se virou para ir embora.

–... – Lya ficou sem palavras por um momento, os olhos levemente arregalados.

Apenas faça o que quiser

As palavras ecoavam na sua cabeça.

– Espera, Sieg! – Lya correu para alcançá-lo e agarrou o pulso do imortal no meio do caminho.

–...? – ele a olhou por sobre os ombros com uma pergunta nos olhos.

Lya piscou um olho e fez uma expressão irresistível de criança que quer brinquedo novo.

– Faz um favor pra mim?

Fim do capítulo I

Notas finais
Yeeeey! Primeiro capítulo!! Ah, não sei se alguém conhece, mas comentei sobre uns grupos de k-pop no meio da fic hihihi Sim, sim, neste tempo longe eu totalmente me viciei nesses orientais cheios de rebolado S2 Se alguém não conhece, recomendo muitíssimo que vejam pelo menos uma música dos grupos e cantores que mencionei (principalmente Super Junior, EXO, e B.A.P.). Em fim! Depois dessa propaganda básica suahsuahus xD A continuação da conversa :D Estou tão feliz por estar postando de novo *----* Sério, faz o que? Um ano? Talvez mais. Acho que a primeira temporada sugou toda minha força de vontade e criatividade xD Mas estou de volta, em fim ^3^ Porém, diferente da primeira temporada, eu não terminei de escrever esta temporada, então estarei postando E escrevendo. Por isso, vou avisando, os capítulos demorarão mais do que antes para sair. Não tem jeito. Eu não sou muito boa em postar um trabalho que ainda não terminei no papel, mas vou me esforçar para não demorar demais, okey? Desculpem-me por ser preguiçosa :X Bjs, Ray chan. Obs: YES, I'M BACK! *taparei*