A Garota da Ilha Deserta- Fedemila
11 Capitulo 11
Notas iniciais
(Por Federico)
Ela limpou as lágrimas e foi embora, uma lágrima escorreu de meus olhos e me senti de novo. Coloquei os braços em cima dos joelhos e apoiei a minha cabeça nele. Retiro o que disse sobre a dor da costura ser coisa mais horrível do mundo, a coisa mais horrível do mundo estava acontecendo. Isso explica o sonho, aquele sonho horrível que eu tinha. Se eu entendesse a mensagem do sonho, eu teria me aproximado de Ludmila, mesmo estando apaixonado?
Fiquei lá por muito tempo, de vez em quando comia algo, mas não saí de lá.
(Por Ludmila)
Saí de lá e fui correndo até a casinha. Me sentei na minha cama e comecei a chorar como nunca antes na vida. Doía tanto... mais que qualquer ferida, mais que qualquer corte. Eu queria esquecer tudo aquilo, esquecer que ele existia, esquecer quem eu era, esquecer do que ele fez. Encostei minha cabeça na parede e deixei tudo sair.
Estava entardecendo e eu continuei no quarto. Sem vontade de levantar, sem vontade de fazer nada. O que estava acontecendo comigo?
Começou então a anoitecer e vi o Federico indo para a praia, pegou sua luneta e olhou para o céu, em direção á estrela Ludmila, a estrela que ele nomeou no dia em que me beijou. Ele parou de observá-la e começou a anotar alguma coisa em seu diário. Parecia bem triste. Enquanto ele escrevia algumas lágrimas escorriam por seu rosto.
Se deitou na areia e ficou olhando o céu, como eu queria estar lá com ele. Depois de pensar isso eu me culpava de ainda sentir algo por aquele... idiota. Depois de pensar isso meu coração apertava por estar pensando uma coisa assim dele. Eu o amava, admito. Mas isso não deveria acontecer.
Ficava tarde e eu decidi dormir pra ver se, pelo menos por alguns momentos, eu me esquecia de tudo isso.
Depois de um tempo dormindo acordei com o Federico entrando na casinha, permaneci de olhos fechados, não queria que ele soubesse que eu estava acordada. Provavelmente se agachou perto de mim e disse com voz de choro.
– Me perdoa. Eu a amo tanto!
Passou a mão de leve em meu rosto para não me acordar e eu me segurei para não chorar. Depois, suponho que tenha se deitado na cama e adormecido. Por algum momento me passou pela cabeça a ideia de não querer acordar mais.
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