A Garota da Casa ao Lado

21 Senhor, ajude-me


Notas iniciais
ah, nada pra falar aqui, só boa leitura, inté la embaixo

POV Gabriela

Havia se passado 1 semana que eu estava naquele quarto. Roberto saia de manha me trancando, e voltava a noite, me alimentava e me dava banho, dia sim, dia não. Eu, eu não era mais a Gabriela, eu me via como um animal, que satisfazia as vontades do dono, e quando era boazinha, era alimentada e recebia carinho.

Roberto entrava a noite no quarto, se satisfazia e me deixava sozinha, nua, com frio e nojenta.

Eu só conseguia chorar e chorar, pensava em Alex, onde ele estaria, se me esqueceu. Talvez esteja pensando que estou morta, e tenha desistido de me procurar.

Meu corpo e minha alma estavam acabados, eu não sentia mais meu coração batendo, era como eu fosse uma morta-viva, eu havia partido e só meu corpo permanecia.

Minha alma estilhaçada, rasgada, ferida, havia me deixado faz tempo. E cada toque desse monstro faz um pedaço do meu coração, sumir.

Eu havia desistido, pra que ficar pensando, chorando, se nada vai me adiantar? Como se Alex fosse surgir por aquela porta me tirando das mãos de Roberto, como da ultima vez, não, não ia.

Dormi, cansada por chorar, e sonhei:

‘Me via num grande campo florido, havia das mais diversas flores, pássaros cantavam, voando ao meu redor. Senti uma certa paz e leveza, como se eu estivesse no paraíso.

Ouvi uma voz: ‘Gabriela. Gabi’, olhei para trás e vi Alex correndo até mim, sorri ao lhe ver. Chegando onde eu tava, me abraçou e sussurrou no meu ouvido:

- Eu vou te achar meu amor, você nunca mais sofrerá.

Sorri com suas palavras, pareciam tão reais. Me senti livre, protegida novamente em seus braços. Seus lábios tocaram os meus.

Senti um choque percorrer por todo meu corpo, fiquei eletrizada, queria Alex somente para mim, e eu queria ser dele.

Nos deitamos na relva e ficamos abraçados nos beijando, Alex fazia carinho em meu rosto, me olhando falou:

- Eu te amo, eu vou te..’

****

- Gabriela — chamou Roberto me despertando do sonho.

Me sentei e vi Roberto com um prato de comida e água nas mãos. Peguei a comida e ele foi embora.

Olhei praquilo, não ia comer. Nada que vinha dele era confiável, prefiro passar fome.

Roberto entrou no quarto e me viu sentada em frente a janela, olhou o prato de comida e viu que estava intacto.

- Se não comer, vai morrer de fome — falou, pegando um pouco de comida e comendo.

- Talvez seja melhor assim — falei, sem olhar para ele.

- É melhor você comer Gabriela, ou terei que enfiar a comida pela sua gargante a dentro! — falou, com rispidez, vindo até mim com o prato na mão.

- O que deu em você, pra estar preocupado assim comigo? — falei, olhando do prato pra ele.

- Acha que eu quero te perder? Se você fosse boazinha, você não estaria com seu rosto marcado, muito menos presa dentro dessa casa. Mas sei que irá fugir assim que eu vacilar

- Você não confia em mim? — perguntei. Iria tentar de tudo pra que ele pelo menos fosse mais carinhoso, coisa que sei que não é, mas teria que apelar.

- Confio, mas você não confia em mim. — falou, colocando o prato na cama. Agarrou meu braço e me levantou — Diga que me ama.

- Eu.. — Vamos Gabriela, é só mentir — Eu te amo — Falei, com uma repulsa na voz.

Sua boca juntou-se a minha, ela agarrou minha cintura, grudando meu corpo no dele. Senti uma vontade de chutá-lo e sair correndo, mas estava tão fraca, e ele era tão forte.

Sua lingua tentava entrar em minha boca, mas não deixei. Aquilo já era demais.

Ele me soltou, e me empurrou pra cama.

- Nunca mais minta pra mim Gabriela!! — Gritou, me dando um tapa no rosto — Você nunca mais irá vê-lo, sabe disso, é minha e sempre vai ser.

Sai do quarto batendo a porta e a trancando. Me encolhi na cama, deitada de frente pra janela, vi a lua que crescia no céu.

- Senhor, ajude-me..

Notas finais
oie, e ai gostaram?

estou bolada, minha mãe só sabe falar das minhas notas de matematica e fisica, que saco! e não quer me deixar ir no jogo! ¬
todos os meus amigos vão, TODOS! que saco!
bom, não esqueçam dos meus reviews