A Garota da Casa ao Lado
6 Quantas Dúvidas
Notas iniciais
POV Alex
A puxei para dentro de minha casa, minha mãe não tava em casa então não faria interrogatório inútil.
A levei até meu quarto, a sentei em minha cama e fechei a cortina. Me virei pra ela.
Ela estava sentada em minha cama, com os braços em volta da perna se balançando, e chorava compulsivamente.
Me aproximei, tocando seu ombro, não sei, mas pareceu que ela se assustou,
por que se afastou de mim, encostando na cabeceira da cama.
A deixei ali, e desci, peguei um copo de leite, procurei algo para comer, achei umas bolachas, subi e a encontrei, espiando pela janela. Talvez preocupada em encontra-la.
- Ei — a chamei, ela se virou pra mim e se aproximou — Toma, coma algo. — falei, lhe entregando o leite e as bolachas.
- Obrigada — falou, me olhando. Pegou o leite e o biscoito e sentou-se no chão. Se pôs a comer.
- O que aconteceu? — perguntei, sentando-me no chão a sua frente.
- Nada.
- Como nada? Eu ouvi gritos e você saiu correndo de casa chorando.
- Não foi nada Alex. — falou, me encarando.
- Olha, você pode confiar em mim.
- Foi o que me disseram da última vez e eu ainda to aqui.
- Quem disse o que?! — Ela não falava nada. Reparei em seu pulso direito, estava marcado, como se tivesse sido preso.
- Não, você não pode me ajudar. — Falou, terminando de comer. Nem tocou no leite.
- Se me dissesse o que ta acontecendo eu poderia tentar.
- Você não pode. Eu tenho que voltar. — falou, levantando-se.
- Voltar?! Você me pediu pra te tirar dela, e quer voltar? Droga Gabriela.
- Não disse que você sabe meu nome. — Me olhou e sorriu. Cara, que sorriso.
Suspirei, vendo-a sair do meu quarto. Corri atrás dela, segurando seu pulso, ela gemeu de dor. A soltei, percebendo que havia agarrado o pulso direito, o que estava mercado. Segurei sua mão e a virei, analisando as marcas.
- O que são essas marcas? — perguntei, ainda segurando sua mão.
- Eu me machuquei, por favor, me deixe ir.
- Não quero que a machuquem.
- Não vão se me deixar ir. Por favor, agora eu que peço pra confiar em mim. — soltei sua mão e ela partiu.
POV Gabriela
Me vi sentada em sua cama, ele me olhava preocupado e confuso, após fechar a cortina, o que eu agradeci plenamente, não queria que me encontrassem aqui, mas precisaria voltar.
Ele desceu, estava sozinha em seu quarto. Peguei seu travesseiro e senti seu perfume.
Nossa, como ele é cheiroso! Ajeitei o travesseiro como tava antes e me levantei de sua cama, fui até a janela e espiei.
Vi meu padrasto na lateral da casa, provavelmente me procurando. Tinha que voltar, ou então ele me mataria.
Ouvi passos, ele voltara.
- Ei — falou, com leite e bolacha nas mãos. — Toma, coma algo. — Andei até ele, e peguei o leite e as bolachas.
- Obrigada — Agradeci, sentando-me no chão.
Ele sentou ao meu lado, me observando comer, apenas encarei meu leite.
- O que aconteceu? — perguntou
- Nada. — respondi, ele não poderia saber, prejudicaria ele.
- Como nada? Eu ouvi gritos e você saiu correndo de casa chorando. — Ele não deixava passar nada.
- Não foi nada Alex. — falei, olhando pra ele
- Olha, você pode confiar em mim.
- Foi o que me disseram da última vez e eu ainda to aqui.
- Quem disse o que?! — não respondi nada, tentei sair de todas suas perguntas. Percebi que ele se irritara. Droga, ele viu meu pulso.
- Não, você não pode me ajudar. — Falei, não deixava de ser mentira. Nem bebi meu leite.
- Se me dissesse o que ta acontecendo eu poderia tentar.
- Você não pode. Eu tenho que voltar. — falei, levantando-me.
- Voltar?! Você me pediu pra te tirar dela, e quer voltar? Droga Gabriela.
- Não disse que você sabe meu nome. — O olhei e sorri. Era tão bom ouvir meu nome naquele voz.
Sai de seu quarto correndo pra fora dali, tinha que ir, mas não queria. Queria ficar aqui com ele, pra sempre.
O ouvi me chamar.
- O que são essas marcas? — perguntou, segurando minha mão com firmeza.
- Eu me machuquei, por favor, me deixe ir.
- Não quero que a machuquem.
- Não vão se me deixar ir. Por favor, agora eu que peço pra confiar em mim. — Ele precisava acreditar em mim. Senti seu aperto se afrouxar em minha mão. Me desvencilhei e fui embora.
Sai de sua casa com um aperto no coração, eu o estava afastando. Mas era pro bem dele, não sirvo pra ele nem pra ninguém. Eu sabia disso, ele saberia em breve.
Corri pra lateral da minha casa, entrando pela porta da cozinha. Subi as escadas direto pro meu quarto, porém, ouvi a voz da última pessoa que queria encontrar.
- Gabriela, venha aqui — chamou-me de seu quarto.
Fui até ele entrando no quarto, ele fechou a porta, me prendendo ali.
Notei que hoje eu não escaparia.
Sua mão apertava meu pescoço por trás me empurrando até a cama. Nada falei, nada fiz, não haveria saída, muito menos socorro. Eu estava só.
****
POV Alex
Depois que Gabriela saiu daqui eu fiquei pensando no que ela me disse, ou melhor, não me disse.
Parecia que ela queria me contar, mas não podia. Por que?
Há tantas perguntas e duvidas em relação a ela rondando minha cabeça que estou ficando louco!
Quero vê-la, ficar com ela, abraçá-la e protegê-la. Mas de quem? E como?
Ela não me fala nada, me olha pedindo ajuda mas não fala o por que.
Será que tem algo a ver com a mãe dela? Ou o padrasto? Eu nunca os vi fora de casa, só ela.
Em falar nisso, eu nunca a vi na escola, ela estudava em casa?
Mas que saco! Eu preciso saber mais. Quanto mistério!
***
Pouco tempo depois minha mãe chegou, me pedindo para ir com ela ao supermercado, ninguém merece cara. Supermercado! Droga!
Desci e entrei no carro com a maior tromba que alguém poderia ter.
Chegamos no supermercado e só sei que tive que empurrar o carrinho.
Que bom que não demorou muito, minha mãe pagou e fomos pra casa.
Chegamos e ela fez uma macarronada, um espetáculo, única coisa boa de ir ao supermercado é que tem comida boa depois.
Jantamos e eu subi, fiz as porcarias do dever, depois entrei no PC lerdão.
Tipico dia de quem não tem droga nenhuma pra fazer, fora aquela momento com a Gabriela, juro que ainda descubro o que ta acontecendo.
Vi uma luz acesa na janela ao lado, e até pensei em chama-la, mas pensei melhor e não o fiz, vai que brigam com ela por minha causa, não isso eu não queria.
Talvez ela levou bronca por ter sumido daquele jeito, mesmo que não tenha demorado nada, mas não queria arrumar briga pra ela, ainda mais se o padrasto era rigoroso.
Vai que o cara não gosta de mim e me vê com a afilhada dele, ia sobrar pra ela, que iria ouvir e ficar de castigo.
Não sei né? Tem cada cara doido por ai.
Vi que o Josh tava on-line e fui falar com ele, conversei sobre a Gabriela com
ele, e bom, ele disse um bando de merda, mas tem uma coisa que eu resolvi seguir:
‘Cara, se aproxima dela, faz ela confiar em você. Confiança é tudo, ela confiando em você, vai te falar tudo, ai tu ajuda ela se for o caso’.
Esse cara sabia ser um gênio quando queria. Vou fazer isso. Conquistar a confiança dela.
Notas finais
Gabriela tem muitos problemas em casa, e Alex tentara ajudá-la. Continuem lendo pra saber como.
reviews? beijinhos
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