A Garota da Casa ao Lado
8 Preciso de Ajuda
Notas iniciais
olha, vou postar todo dia um cap. de tarde, por que a noite tá sendo dificil entrar no pc.
boa leitura
Acordei, tomei banho, me arrumei e fui pro colégio.
Chegando lá encontrei com Cristina no portão, entramos juntos e fomos pra sala.
Cada dia que passava ela se aproxima mais de mim, converso com ela e dou atenção, afinal ela é legal, e sabe conversar.
Mas nada que ela dizia me fazia esquecer de Gabriela, do jeito que ela saiu lá de casa ontem estava me atormentando, e aquilo que ela disse, está realmente me perturbando.
- Não quero que a machuquem.
- Não vão se me deixar ir. Por favor, agora eu que peço pra confiar em mim.
Mas como poderia confiar, se ela não me contava nada, não me falava o que estava acontecendo.
Tudo bem, eu também tenho que entender que ela não me conhece, não sabe nada de mim, nem da onde eu vim, ou quem sou. Óbvio que não vai sair me contando toda sua vida, seus problemas, eu tinha que conquistar sua confiança. Era o mínimo que podia fazer por ela, mostrar que tinha alguém que ela poderia confiar.
Engraçado como eu nem tinha cogitado encontrar uma garota que tomasse tanto meus pensamentos e minha atenção como ela tomou, quando vim pra cá. Pensei que minha vida seria monótona, só colégio e a casa gigante. Mas ela conseguiu de uma maneira fria e misteriosa fazer com que minha vinda fosse significativa.
Talvez minha vinda pra essa cidade fosse para conhece-la, vai saber.. Ai credo, eu não sou tão espirituado assim, o que ta acontecendo aqui? Tô sendo abduzido, só pode!
Cristina não calava a boca, o professor colocando a matéria no quadro e a voz dela na minha cabeça. Sério, ela é legal e tal, mas já ta dando nos nervos, não fica quieta.
- Cristina, por favor, fica quieta um segundo! — exclamei me virando pra ela.
Sua expressão pra mim foi da surpresa pra raiva, afinal eu chamara a atenção do professor pra ela, que a olhava com cara de poucos amigos!
Depois me desculpo, mas ela tava mesmo me enchendo com aquela tagalerice.
***
Arrumei minhas coisas e sai, vi a Cris indo na frente e a chamei, ela me olhou e virou a cara, partindo.
Ah dane-se, depois eu falo com ela.
Peguei o ônibus e fui pra casa. Na porta, pensei em passar na casa da Gabriela mas parecia que não tinha ninguém, então entrei e subi pro meu quarto.
Larguei a mochila no chão e tirei a blusa e o tênis, fui pro banho.
Sai de toalha e pus um short, reparei que na janela do quarto de Gabriela tinha um bilhete, não muito grande, mas dava pra ler.
‘Preciso da sua ajuda, estarei esperando no quintal as 15h’
Sua letra era perfeita, redonda. Seu A fora escrito rápido, como se tivesse com pressa.
Precisa da minha ajuda.. Vi a hora no relógio, eram 13:58. Demoraria.
Desci para comer alguma coisa, almocei e fui ver TV, talvez assim a hora passasse mais rápido.
Acabei dormindo
***
Acordei assustado com a campainha tocando. Vi o relógio. 15:15. Droga, Gabi.
Me levantei e fui atender a porta.
Quando vi, era ela na minha frente.
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