Notas iniciais
desculpem se tiver palavrões, ou palavras xulas, é o ponto de vista de um garoto, então vocês sabem como eles falam.
boa leitura

Acabei acordando hoje mais cedo do que imaginava, ontem dormi até tarde, e depois não tinha nada pra fazer, ai dormi cedo e acordei cedo. Grande bosta! Agora tenho que esperar minha mãe acordar pra me levar pro colégio.

- Alex, acorda! — berrou ela alguns instantes depois.

- Tô acordado.

Ela apareceu no meu quarto, um tanto assustada.

- Que foi? — perguntei, me levantando

- Acordou cedo. Você ta bem?

- Tô, é que eu dormi muito ontem, então perdi o sono.

- Nossa, queria eu que fosse sempre assim.

- Ein?

- Você acordando cedo, sem precisar que eu te chamasse.

- Ah mãe, vai te catar. — falei, e ela saiu do meu quarto rindo.

Levantei, tomei meu banho, agora beeeem demorado, aproveitar que acordei cedo, ué.

Me arrumei e desci, minha mãe preparava o café, sentei a mesa esperando meu café.

- Você ouviu gritos ontem a noite Alex? — perguntou minha mãe, colocando meu café na mesa.

- A noite? Tipo... Que horas?

- Madrugada.

- Não, por que?

- É que eu ouvi um gritos, ou um gemidos não sei, parecia alguém chorando, muito estranho.

Não falei nada, meu pensamentos foram direto pra Gabriela ontem, quando a vi chorando.

- Acabou?

- Aham.

- Vamos então.

Entramos no carro e minha mãe deu a partida. Fomos o caminho todo sem falar nada, ela cantarolando sei lá que música, e eu pensando na garota de cabelos vermelhos.

Chegamos ao colégio, me despedi rápido da minha mãe e sai. Graças ao Santo que guarda os filhos desesperados, minha mãe não berrou um ‘Eu te amo’ pra mim, só me deu um beijo e foi embora.

Entrei na sala e fui pro lugar em que havia sentado antes, Cristina a garota moreno que falou comigo no 1º dia de aula me olhava de vez em quando e sorria. Retribui os sorrisos, ela é gata mesmo.

A aula passou rápido e o sinal do intervalo bateu, sai correndo pro banheiro, tava com uma vontade do além de mija.

Quando sai do banheiro, Cristina me esperava do lado de fora.

- Oi Alex.

- Oi Cris, posso te chamar assim? — perguntei, me sentando ao seu lado.

- Claro, como quiser — falou, sorrindo.

- E ai, tem namorado Cris? — Sim, jogando meu charme.

- Não, e você, tem namorada?

- Não. Mas me diz, como pode uma garota tão bonita como você, estar sem namorado? — perguntei, sorrindo e piscando pra ela.

- Não sei, talvez ninguém goste de mim para tal coisa.

- Azar o deles, sorte minha.

- Obrigada pelo elogio Alex. — falou, sorrindo e se levantando. — A gente se vê?

- Claro! — Sorri. Pronto, na minha mão.

Fiquei onde estava, peguei meu MP e fiquei ouvindo música até o sinal do intervalo tocar, avisando o termino do mesmo.

Voltei pra sala, e quando passei pelas meninas e especialmente de Cristina, sorri e passei por ela sem olhá-la.

Percebi ela me seguir com o olhar.

Vamos brincar um pouquinho. Até por que a garota que habita meus pensamentos é a Gabriela.

Hoje eu me apresento a ela.

***

Sai do colégio, me despedi da Cristina com um aceno e fui andando pra casa. Nem peguei ônibus, precisava pensar em como iria me apresentar a ela.

Cheguei em casa, e subi pro quarto jogando a mochila no chão e tirei minha blusa, a jogando no chão também.

Fui até a janela e a vi, estava sentada num banco em seu quintal, percebi que o muro que nos separava era baixo, seria fácil falar com ela.

Desci sem blusa mesmo, não perderia tempo.

Dei a volta na casa, procurei algo que me deixasse alto o bastante para apoiar no muro e poder vê-la.

Achei um troço lá, parecia pedra não sei, a peguei e pus em frente ao muro, subi nela e consegui vê-la.

Antes que eu falasse algo, ela virou-se pra mim e sorriu.

- Oi — falou. Que voz suave, putz.

- Oi, você ta bem?

- Tô sim e você? — falou sorrindo. Que sorriso! Caralho!

- Tô ótimo.

- Você é novo aqui, não é?

- Aham. Você mora aqui a bastante tempo?

- Um pouco. Mora com a sua mãe?

- É. E você?

- Minha mãe e meu padrasto. E o Max, meu cachorro, mas isso não vem ao caso.

- Qual a raça? — perguntei e sorri. Queria ver o sorriso dela de novo.

- Beagle. — falou e sorriu. Consegui.

- É maneira essa raça, cadê ele?

- Eu não sei. — falou, abaixando a cabeça triste.

- Ele fugiu?

- Não sei, acho que não.

- Entendo.

- Entende mesmo? — não entendi, ahá que ironia.

- Sobre o que?

- Você ouviu os gritos ontem, não é? — perguntou ela, se levantando

- Ouvi. — não podia mentir pra ela, não consegui.

- Por isso veio aqui falar comigo? Ver se eu tava viva?

- Não, por que eu viria pra ver se você tava viva? Eu não..

- Eu tenho que entrar. Tchau.

- Espera .. — a chamei e ela virou — Qual seu nome? — como se não soubesse.

- Você sabe. — e entrou.

Essa garota é esperta, e me deixou curioso, como assim, ver se ela tava viva? E que gritos eram aqueles? Será que eram dela?

Preciso descobrir mais sobre ela. Me aproximar. E eu vou conseguir.

Ouvi o barulho do carro parando em frente a casa e constatei que fosse minha mãe, voltei pra porta de casa quando ela saia do carro.

- Oi filho, tudo bem?

- Aham e você mãe?

- Tô bem, só trabalhando muito. Então quer comer o que? — perguntou, entrando em casa comigo.

- Sei lá, trouxe o que? — perguntei, abrindo os sacos de compra que ela carregava.

- Tem lasanha ai, quer?

- Tá ótimo — falei, sorrindo e pegando a lasanha.

Comemos e conversamos sobre banalidades, ou melhor, sobre a escola... Banalidades viu?

Subi pra tomar banho, liguei o PC lerdo e entrei no banho.

Demorei como sempre e sai enrolado na toalha, vi que o PC já tava ligado e on-line no msn.

Josh: — Koe mano

Alex: — Fala ae!

Josh: — Pegando quantas?

Alex: — Nenhuma cara, mas tem uma garota que eu to doido pra conhecer melhor, é minha vizinha.

Josh: — Sabia que não ia durar muito sua solterice

Alex: — HAHA, vai a merda Josh, você não pode falar nada. Duvido que não esteja pegando alguém.

Josh: — Cara, to sim, conheci uma garota linda, e ela é bem legal, em 2 dias a gente conversou sobre tudo, serio gamei.

Alex: — AAAH viado, ta apaixonado é?

Josh: — Quem sabe.

Comecei a rir do Josh e do nada olhei pela janela, vi que uma garota com cabelos vermelhos me olhava, e eu bem, tava de toalha. Ela viu que eu a notei, e sumiu.

Suspirei. Eu queria mesmo conhecer mais sobre aquela garota, parecia que ela precisava de mim.

POV Gabriela

Há dois dias, quando eu o vi sair daquele carro percebi que era ele quem me salvaria, era ela quem me tiraria dali. Eu não agüentava mais, precisava sair daquela casa. Eu não podia ficar mais ali.

Não com ele.

Estava trocando de roupa e eu notei que ele me encarava, e pareceu que havia gostado do que via, caiu até da cadeira. Eu ri vendo aquilo.

Quando sai de casa depois daquele grito, chorando percebi que ele me fitava, mas não queria que ele me visse chorando, não seria uma boa 1ª impressão, mas acho que não adiantou muito, ele acabou vendo mesmo assim.

E hoje, quando ele veio falar comigo. Não sei o por que mais meu coração bateu mais rápido, fiquei nervosa, mas consegui agir naturalmente.

Fiquei irritada, por perceber o por que dele ter ido falar comigo, é claro que era por causa dos gritos, não por que ele me achou bonita ou outra coisa, mas sim pelos gritos. Era só por isso e nada mais.

Depois em meu quarto, o vi no computador, ele sorria, talvez falando com a namorada.

E estava de toalha, não consegui parar de olha-lo, aquele corpo, aquele braço, seria aconchegante ser abraçada por ele.

Notei que ele me vira, fechei a cortina e desliguei a luz. Me deitei, tentando dormir.

Sonhei com aquele corpo.

POV Alex

Depois que a vi me encarando, desliguei o PC, coloquei uma roupa e me deitei. Não sei, mas não conseguia dormir, fiquei pensando nela, naquela vizinha que havia conquistado ao máximo minha atenção.

Precisava conversar mais com ela, saber o que a atormentava, ela me pareceu uma garota tão triste, tinha algo nela que me fazia querer cuidar dela, a abraçar e proteger.

E eu ia descobrir. Ah se ia.

Notas finais
oie, então desculpem de novo pelo palavreado, sabe como é, preciso seguir como um garoto age.
espero que estejam gostando, se sim, reviews
beijos