A Garota da Casa ao Lado
29 Amada
Notas iniciais
1) desculpe a demora pra postar o capitulo, ainda estava sendo escrito xD
2º) é o ultimo capitulo, é eu sei, um choque, mas cabô. provavel que vocês entrem em histeria, tudo bem eu entendo mesmo, adorei cada reviews, surtei com as 2 recomendações,sei que são poucos capitulos, a historia é curta, talvez se quiserem eu até continuo, pode demorar, é coisa pra caramba pra escrever aqui e tal.
bom, se tiverem gostado sei que vão me agradar com reviews né? e quem sabe, recomendações? eu iria surtar mais ainda, e quem sabe eu não continuo a fic mais rapido
bom, boa leitura falo com vocês lá embaixo.
POV Gabriela
Passei 5 longos anos nas mãos de um psicopata. Sofri, fui estuprada, minha alma havia morrido. Vi minha mãe ir morrendo a cada dia que passava, somente seus olhos transmitiam a dor e a compaixão por mim, sua única filha na qual estava sendo ameaçada constantemente por seu marido.
Vi minha vida passar como se ela não tivesse importância, eu apenas vivia para satisfazer as vontades daquele homem, e para cuidar da minha mãe paralitica e que teve um derrame. Eu não fui a escola, não aproveitei minha infância como deveria, e sim como foi imposto a mim.
Porém minha vida mudou quando Alex se mudou para casa ao lado, ao vê-lo, foi como sentir que minha vida ia ser devolvido. Foi como se minha vida tivesse retornado a ter sentido. Ele trouxe de volta minha alma.
No primeiro dia que ele falou comigo, senti meu coração estufar de alegria, ouvir aquela voz foi como uma bela melodia numa noite de lua cheia. Notar seus olhos azuis me fitando fez meu rosto corar, senti o sangue vindo e ficando vermelho, sorri por ele estar ali falando comigo e por alguém que conseguiu me fazer ficar, corada.
Tentei ao máximo não correr para seus braços e pedir ajuda, pedir que me tirasse daquela casa, que me livrasse daquele homem, que fizesse meu coração voltar a bombear. A cada toque e beijo sem amor e nojento de Roberto era comparado a adaga mais afiada rasgando minha alma e furando meu coração, deixando apenas um buraco ali, no meu peito.
Com o passar dos dias pude reparar que Alex estava se interessando por mim, ou só queria saber da onde vinha os gritos que escutava. Ignorei qualquer medo e lhe contei parte da verdade, sua expressão foi um choque em mim, em vez dele sair correndo por notar que não sou o tipo de garota que ele sai, me abraçou. Ele apenas me abraçou, e disse com sua voz suave que ia ficar tudo bem, depois daquele dia fiquei dependente dele. Faria de tudo para te-lo comigo, me protegendo, ao meu lado. A partir daquele final de tarde me toquei que poderia amá-lo.
No dia que sai com ele e fui visitar sua vó, conheci um mundo nunca visto por mim, era mágico e diferente de tudo que eu já tinha visto. Seus olhos não saiam de cima de mim e pela segunda vez senti meu rosto corar. Eu gostava da sensação que ele me fazia sentir, ao me tocar ou simplesmente me olhar.
Seu rosto era perfeito, o que era difícil de não olhar, cada sorriso dado pra mim era como um brilho capaz de me guiar para fora da escuridão.
Os dias seguintes que passei trancada dentro daquela casa com Roberto tirou a pequena pedrinha de felicidade e esperança que Alex havia me dado. Apesar de saber que Alex estaria do meu lado seja de um jeito ou de outro, ainda mais depois que lhe contei toda minha historia, Alex faria de tudo para me tirar daquela casa. E o fez.
No dia em que ele me salvou, tive certeza que muitas coisas iriam acontecer. No mesmo dia Roberto matou minha mãe, ver minha mãe morrer na minha frente, fez todos meus sentimentos se partirem, ficando somente o ódio e a raiva, voltadas totalmente e exclusivamente a Roberto.
Depois de me salvar Alex me levou até sua vó. Ela é fantástica, uma das pessoas que hoje eu posso sempre confiar. Foi ela que me “adotou”.
- Você vai morar comigo Gabi — falou ela para mim e para Alex.
- O que? Mas eu...
- Eu vou te adotar, você morará comigo. — falou sorrindo.
Depois daquele momento, tenho morado em sua casa.
Só sei que tento esquecer a semana que passei após Roberto ter me achado na casa da avó de Alex. Aquele casa, aquele quarto, apagarei de minha memória para nunca mais lembrar.
Esquecerei cada toque, cada beijo com repulsa, aquele chuva, as dores, os sentimentos, a morte.
Esquecerei para sempre.
Hoje, 3 meses depois da morte de Roberto, depois deu ter acertado sua cabeça com aquela pedra e o matado. Moro com a avó de Alex, e todo dia ele vem aqui me visitar. Hoje eu sei o que é ter uma família.
Hoje eu sei o significado de carinho, respeito, romantismo, amor. Prazer. Eu aprendi com Alex.
**
- Gabi? — chamou Alex ao me ver distraída. Eu estava deitada em sua cama e ele estudava para uma prova.
- Hm? — respondi sem olhar para ele.
- No que está pensando?
Se fosse responder essa pergunta diria: “Estou pensando em como deve ser fazer amor de verdade.”
Estive pensando nisso alguns dias atrás, já faz quase 8 meses desde que Roberto não fazia mais parte da minha vida, e eu e Alex estávamos, como ele diria, namorando.
Eu confiava demais nele, e ele me mostrou que é paciente, nunca me forçou a nada, mesmo que nossos momentos estejam sendo mais aproveitados. Com ele é diferente, é mais carinhoso e cuidadoso, ele me respeita e não força nada.
- Nada — menti.
- Deve estar pensando em algo, você não é de ficar quieta desse jeito — surpresa comigo mesma, eu me tornei uma tagarela de uns tempos pra cá. É eu realmente havia mudado.
- Ah, deixa pra lá. — me virei de lado e olhei pra ele.
- Você é linda. — falou, vindo até mim e me beijando, acariciou meus cabelos agora grandes e deitou-se ao meu lado.
- Você devia estudar — falei, dando-lhe um beijo.
- Não tem como com você aqui.
- Ah, tudo bem — fiz menção de me levantar mas ele não deixou
- Ei, pode ficar aqui. — me beijou.
Minhas mãos foram de sua nuca para suas costas, coloquei-as por debaixo da blusa, subindo-a.
- Era nisso que estava pensando? — me perguntou. Eu não falei nada. — Não quero que faça nada por obrigação.
- Não estou fazendo.
Ele me olhou e sorriu, voltando a me beijar. Com calma desabotoou minha blusa, a tirando. Fiquei de sutiã na sua frente, corei notando como ele me olhava.
- Tudo bem? — perguntou.
- Não poderia estar melhor.
Ele tirou sua blusa. Passei minhas mãos em seu peito definido sentindo cada músculo se retrair, sua boca procurava a minha com desespero, me beijando segurou minha coxa e a apertando, a colocou em sua cintura. Ficamos apenas nos deliciando com os beijos.
Então, saindo de cima de mim, abriu meu short e me olhando, o tirou. Esperei que tirasse sua calça, ele então, voltou a se colocar entre minhas pernas.
- Quer mesmo fazer isso? — me perguntou, preocupado.
- Nunca tive tanta certeza Alex.
- Só não quero que se arrependa, eu posso te machucar e..
- Ei, olha pra mim — ele me olhou, acariciei seus cabelos e falei — Você me salvou, é o amor da minha vida, sem você eu poderia estar morta. Eu te amo Alex e eu quero isso
Ele sorriu e beijando meu colo, me abraçou. Aproveitamos aquele momento, os segundos passavam e apenas seu corpo junto ao meu era o bastante.
Alex beijou-me e devagar foi deixando uma linha ardente por meu corpo, chegou em minha virilha e sorrindo tirou minha calcinha. Voltando a se deitar entre minhas pernas, senti seu membro roçar na minha entrada, ele tirou sua cueca e com delicadeza, preocupado em me machucar me penetrou.
Arfei, ele me olhou procurando vestígios de dor, eu sorri e assenti que continuasse.
Ele começou um vai e vem devagar, não queria apressar nosso momento, nos beijamos. Alex encostou a cabeça em meu ombro e eu fechei os olhos. Sentir seu corpo colado ao meu foi a melhor sensação que eu poderia imaginar, suas mãos acariciando meus seios ou apertando minha coxa me fazia gemer.
Eu gemia conforme as estocadas aumentavam, Alex gemia baixinho em meu ouvido me excitando cada vez mais. Arqueei minha costas chegando ao meu ápice, ele continuou mais um pouco, chegando ao ápice comigo.
Nos abraçamos forte e sentimos o coração um do outro bater, como se fosse um só.
Te-lo ali comigo desse jeito foi a melhor coisa que poderia acontecer, eu o amava, ele era meu Alex, meu amor.
Meu anjo da guarda.
-Fim-
Notas finais
Estou triste por ter terminado essa fic, foi tão legal escreve-la, e por ver que vocês gostaram, estou imensamente feliz pelas recomendações, obrigada de coração.
Sei que foi uma surpresa pra vocês esse ser o ultimo capitulo, mas caso façam questão eu continuo com o maior prazer, deixem suas sugestões, ideias e eu continuarei.
beijos Giih
Fale com o autor