A Garota da Casa ao Lado
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Esse capítulo não ta lá essas coisas, eu nem revisei nem nada... Tudo na correria.
Mas o próximo eu prometo que vou me dedicar mais e vai ser um capítulo bem triste :(. haha o meu negócio é o drama mesmo!
espero que gostem.
Rachel se remexeu na cama, sentindo uma brisa um pouco gelada entrando pela janela. Por um momento esqueceu onde estava e pegou seu travesseiro e jogou na cara. Permaneceu ali por uns minutos, até lembrar que Quinn deveria estar ali. Ela estava na casa de Quinn. E que ela se lembre, estava na varanda. Tateou o lado vazio da cama em busca da loira mas não achou nada. Tirou o travesseiro da cara e ficou olhando em volta, desconfiada. Se enrolou no lençol e foi em direção ao banheiro, não antes de tropeçar no ar e quase cair de cara na quina da cama “ótimo Rachel, já está querendo ter um traumatismo craniano antes mesmo da sua primeira entrevista”. Entrevista! Usou o banheiro rapidamente e saiu correndo até o quarto procurando suas roupas, o que quase causou outro acidente depois de tropeçar no lençol. Seu corpo foi para frente e só não levou um tombo porque alguém a segurou com força, soltando uma risada alta depois. Rachel sabia muito bem de quem era aquela risada.
- O que você ta fazendo aqui Santana? – revirou os olhos, se ajeitando.
- De nada Berry. – Ela olhou para a garota com uma cara divertida. – Estou ajudando a Quinn a arrumar umas coisas na casa. Aparentemente sua garota acha que é algum tipo de mecânica e está lá fora pendurada na janela.
- Pendurada na janela? Mas isso é perigoso! Eu achei que uma pessoa da idade dela já saberia que coisas desse tipo não se fazem e que o risco de ocorrer um acidente é muito grande! Ah, mas eu vou conversar com ela, onde ela está? Não é possível que eu durma por algumas horas e ela já comece a aprontar e... – Rachel começou um de seus monólogos intermináveis enquanto pegava suas roupas que estavam em vários cantos do quarto.
- Cala a boca Berry, eu te imploro. – Santana colocou as mãos no rosto, fazendo drama. – Você deve ser muito boa de cama, não vejo outro motivo pelo qual Quinn te suporta. – A latina nem olhava mais para a morena, ela procurava alguma coisa no quarto.
Rachel bufou e já estava preparada para responder quando Quinn entra no quarto usando um macacão velho e por baixo apenas um sutiã. A morena mais baixa não sabia se ria ou se achava aquilo estranho.
- Santana! Eu repeti umas mil vezes para você: “Não entre no quarto de jeito nenhum, a Rachel está dormindo”. E você concordou! Sai daqui! – Quinn lhe puxou contra seu corpo, enrolando o lençol de uma forma que a morena ficasse coberta do pescoço aos pés. Rachel se sentiu sufocada e afastou – se um pouco de Quinn.
Santana pareceu acordar de seus pensamentos e olhou para o corpo de Rachel:
- Relaxa ai fabray, não é nada que eu já não tenha visto.
- O quê?
- Peitos, bunda, pênis... essas coisas.
- Eu não tenho um pênis Santana – Rachel bufou, irritada.
- Ops, foi mal, por um momento te confundi com um travesti – ela sorriu, soltando veneno.
- O que você tem hoje hein? A Brittany não ta querendo mais transar com você Satan?
- Calem a boca, vocês duas. Eu nem sei porque ainda vim aqui. Sinceramente, são 9 da manhã e eu adoraria estar na minha cama. – Ela finalmente achou a ferramenta que procurava e saiu dali marchando.
- Oi – Quinn se aproximou e depositou um selinho nos lábios de Rachel.
- Oi – ela sorriu de lado e começou a colocar sua roupa.
- Aonde você vai? — Quinn ergueu as sobrancelhas, segurando na cintura da baixinha, a impedindo de se vestir.
- Eu tenho que ir embora Q, tenho minha primeira entrevista hoje. E Samantha não está lá muito feliz com meus atrasos e confusões.
- Uhnn... – Quinn abraçou a morena.
- O que foi Q?
- Não estou me sentindo muito bem esses dias... Não sei. – ela fungou no pescoço da morena, fazendo ela se arrepiar.
Rachel apertou o abraço. Já fazia alguns dias que estava preocupada com a loira, ela parecia bem cansada e não demonstrava, mas devia estar doente. – Você tem que ir ao médico Q! Não quero nem saber dessa sua teimosia, estou preocupada. – Ela afastou alguns cabelos do rosto da loira que sorriu e ergueu o olhar cansado na direção dos olhos castanhos.
- Estou bem Rach, já até tomei um remédio pra gripe. – Ela enfiou a cabeça no pescoço da morena de novo e gemeu baixinho – seu corpo é tão quente.
- Quinn... – Ela bufou, não estava acreditando que teria que amarrar a namorada no banco do carro e levar ela até um médico. – Eu preciso ir agora, mas quando eu voltar nós vamos a um médico!
- Hunf – ela soltou a morena e fez uma carinha emburrada, desaprovando o que a outra tinha falado.
- Não quero nem saber Quinnie, não se comporte como uma adolescente!
Quinn mostrou a língua e saiu batendo o pé.
Rachel continuou se vestindo. Resolveu passar uma leve maquiagem, preparando um pouco a pele para a maquiagem do estúdio aonde seria a gravação do programa. Só passaria em casa para trocar de roupa e Samantha já estaria lá em baixo a esperando. Deu uma última ajeitada no cabelo e saiu de lá. Quando estava descendo a escada ouviu um barulho e um grito agudo, seguido de alguns xingamentos em espanhol vindos, obviamente, da latina.
Correu escada a baixo e quase tropeçou novamente, dessa vez em um dos degraus. Saiu correndo para o lado de fora já que não tinha nada por ali e seu coração deu um salto. Quinn estava jogada no chão, tentando se levantar e segurando um de seus braços, fazendo uma cara de dor. Santana estava com a mão no peito e segurava alguma ferramenta. Rachel se aproximou:
- O que aconteceu? – Apoiei o corpo de Quinn em mim, a ajudando – Você está bem?
- Ai, acho que quebrei meu braço. – uma lágrima escorreu em seu rosto.
- Isso é culpa sua Berry, ficou jogando praga lá no quarto.
- Vamos Quinn, temos que ir ver o estrago. – a morena ignorou o comentário. – O que você estava fazendo para cair desse jeito? – Rachel analisava o corpo da loira, avistou alguns arranhões no joelho e viu algumas gotas de sangue na barriga também.
- Eu estava arrumando a janela do segundo andar e...
- VOCÊ CAIU DO SEGUNDO ANDAR? – Rachel gritou, um agudo que fez Santana quase perder a audição e Quinn se contorcer de dor.
- Não... eu me segurei na escada e fui escorregando até a metade, mas ai ela virou e eu cai mais ou menos na metade da altura... como um ninja – Quinn sorriu bobamente, o que deixou Rachel um pouco irritada. A loira podia ter se machucado de verdade.
- Um ninja não teria se quebrado inteira – ela sorriu amarguradamente — Não tem graça Quinn.
A loira deu de ombros e isso causou mais um gemido de dor da mesma. As três entraram no carro de Quinn e foram dirigindo até o hospital mais próximo.
Quinn’s POV
Bom, pelo menos tinha sido meu braço esquerdo. Eu realmente estava ferrada com meu novo trabalho se tivesse que perder um mês com o braço que eu desenho engessado. Eu não falei nada, mas o motivo de eu ter escorregado foi uma leve tontura. Leve. De jeito nenhum eu passaria em médico por causa de uma gripe. Rachel cismou que eu passasse em um clínico geral já que estava ali mas eu disse que não.
Tive que tomar um remédio para dor na veia e eu tinha quebrado meu braço no meio. A coisa tinha sido feia, mas eu estava me sentindo bem.
- Rachel, eu posso me virar aqui. Pede pra Santana te levar para casa e quando eu terminar essa coisa aqui no meu braço eu ligo para alguém me buscar...
Rachel já ia protestar mas meu celular tocou. Eu mal havia notado que ele estava no meu bolso do macacão e tinha sobrevivido!
- Alô? – Rachel me observava
- Ah sim, claro Mel... Na verdade eu meio que estou no hospital.
Fiz uma pausa enquanto a garota do outro lado da linha me fazia mil perguntas.
- Calma, eu só levei um tombo e quebrei o braço... Uhn... Na verdade, sim. Você podia vir me buscar? – Rachel me encarou extremamente brava. Senti faíscas voando para fora do seus olhos e ela fez que não com a cabeça – Sim, anota ai o endereço. Ok. Beijo, tchau.
- Não acredito nisso Fabray! — Rachel praticamente cuspiu em mim.
- Calma rach – segurei sua mão – você precisa ir embora agora, eu não quero te atrasar e Mel precisa da minha ajuda com algumas coisas do orfanato, eu aproveito e já resolvo agora...
- O único motivo dessa garota ir a um orfanato é para roubar a namorada dos outros – Ergui minha sobrancelha. Aquela frase não fazia o menor sentido, considerando que a maioria das voluntárias eram casadas ou senhoras de mais idade.
- Rachel... Você está atrasada.
Mais uma vez ela me olhou irritada, mas fomos interrompidas pelo seu celular agora.
- Que foi? Não te interessa Samantha. – Ela fez uma pausa – Sim, estou indo para casa. Não, não vou me atrasar. Tchau.
Se virou pra mim e disse:
- Eu odeio admitir mas eu realmente preciso ir – ela bufou, odiando ser contrariada. Eu achei fofo e sorri. Ela foi para frente para me dar um selinho mas pareceu se lembrar que havia milhares de pessoas em volta, e algumas encaravam curiosas. Desviou sua boca para minha testa e foi embora acenando. Olhei para aquele soro, aquilo ia demorar uma meia hora pelo menos.
--x--
- Quinn? Quiin! QUINN! – Alguém dizia, senti a respiração da pessoa no meu rosto e abri os olhos assustada. Eu tinha caído no sono no hospital e ninguém fez o favor de me acordar. A agulha já não estava mais no meu braço e agora tinha um curativo pequeno no lugar que foi furado. Olhei para frente e vi a Mel me encarando com um sorriso de pena.
- Oi mel – me levantei e ela pegou no meu outro braço. – Eu quebrei o braço, acho que eu consigo andar sozinha – dei uma risada.
- Cala a boca Fabray.
- Sabe, as pessoas andam me mandando calar a boca muito ultimamente.
- Sabe, você anda muito engraçadinha pra alguém que caiu de uma escada.
— Você anda muito estressadinha pra uma pessoa que vive constantemente sendo sarcástica – sorri, vitoriosa enquanto entravamos no carro dela.
Peguei meu celular e notei que tinha duas mensagens.
Precisamos conversar – Lucy
Desculpe Quinn, mandei a mensagem pra pessoa errada :) – Lucy
Franzi a testa e dei de ombros. Ai. Eu preciso parar de fazer isso.
- E então, pra onde vamos Mel?
- Um motel – ela sorriu
- O que? – abri um pouco a boca.
- Estava sendo sarcástica Quinn.
- Agora sim é a mel que eu conheço.
Ela mostrou o dedo do meio e saiu dirigindo.
A última coisa que pensei foi: Droga, nem desejei boa sorte para a Rach.
FIM QUINN’S POV
Estúdio de gravação David Letterman...
- Rachel, pare de andar de um lado para o outro! Seu cabelo esta desarrumando – Samantha me puxou, me fazendo sentar em uma cadeira.
- Estou nervosa Sam! Você viu quantos fãs tinha lá fora? Eu tenho FÃS, não pessoas que apenas apreciam minha voz num palco da Broadway. Aquelas adolescentes realmente me idolatram! – meus olhos brilhavam — Como estou?
- Linda! Esse vestido verde te deixou maravilhosa, e seu cabelo está perfeito. – ela sorriu.
- Espero que você não esteja querendo agradar a chefe! – brinquei
- Ah claro, é a minha cara fazer esse tipo de coisa, chefinha — Ela revirou os olhos.
Rachel Berry entrará daqui 3 minutos. Repetindo, Rachel Berry entrará daqui 3 minutos.
Me levantei, dando uma ultima conferida no espelho e andando até a entrada para o palco. Sam vinha atrás de mim e me parou.
- Espera ai superstar, boa sorte. Você merece tudo isso – ela me deu um beijo na testa e eu sorri com o gesto. Acenei e entrei ao ouvir o inicio daquela musica que sempre tocava. Cumprimentei –o e sentei ao seu lado.
DL: É um prazer imenso receber a mais nova descoberta do cinema. Eu sei que muitas atrizes surgem do nada, mas eu gostaria de saber um pouco sobre sua história Rachel.
RB: Bem, acho que eu posso dizer que não sou uma dessas atrizes. Na verdade, eu sempre quis ser atriz, desde que nasci meus pais diziam que eu já cantarolava e dançava pela casa. – ri e fui acompanhada por ele – Meu primeiro troféu foi aos oito meses. Eu era um bebê muito expressivo verbalmente. – ele riu novamente – Eu nasci em lima, uma cidade pequenininha, depois que terminei o colégio me mudei para cá, entrei na faculdade, mas antes mesmo de terminar eu já estava nos palcos da Broadway. E acho que foi a partir daí que minha carreira começou de verdade.
DL: Eu ouvi dizer que você possui dois pais gays, como é a convivência?
RB: São pais normais. Sabe, te dão bronca, te elogiam, te acolhem, te incentivam. Não existe diferença alguma entre ter pais heteros ou pais gays. Todos são iguais e eu fui criada com o mesmo, ou até mais, carinho do que o normal.
DL: Mas você nunca sofreu nenhum tipo de preconceito?
RB: Eu acho que enfrentei preconceito a vida inteira. Não só em relação a ter pais gays. É claro que esse tipo de preconceito sempre vai existir, mas nunca foi algo que me afetou. As pessoas não gostavam de mim na época da escola, pelo simples fato de eu ser Rachel Berry. Eu cheguei até a levar raspadinhas na cara. Mas não guardo ressentimentos, cada um recebe a lição de vida que merece, na hora certa.
DL: E hoje você está aqui conosco! Que exemplo de pessoa! Então você era da Broadway? Então já estava acostumada com fãs e os holofotes?
RB: Definitivamente não! É uma loucura todas essas pessoas atrás de mim, querendo tirar fotos e implorando por um autógrafo. Eu fico maravilhada e agradeço muito. É o que eu sempre quis.
DL: Você está se sentindo “invadida” com essa nova vida? As pessoas devem querer saber sobre tudo, com quem você anda, com quem namora, o que faz nas horas livres...
RB: Sim. É algo que creio que incomode qualquer um. Mas eu sempre soube que a partir do momento que eu decidi seguir essa carreira, minha vida pessoal seria algo que eu teria que saber lidar. Então eu tento respeitar o espaço dos fotógrafos porque sei que é o trabalho deles, mas ao mesmo tempo eles tem que respeitar o meu espaço também. O que é um pouco difícil – falei, zombando, e David riu.
DL: Você é uma das grandes apostas para os próximos filmes que estão por vir. Está à procura de um novo projeto?
RB: Claro! Esse ano quero trabalhar, trabalhar e trabalhar!
DL: Estamos chegando ao final, mas antes tenho algumas fotos para te mostrar.
Ele se virou para a tela e apareceu uma foto onde eu estava saindo do carro com Quinn no aeroporto, outra que eu beijava Sebastian e outra que Tracy falava próxima ao meu rosto e sorria.
DL: Eu sei que você já deve ter visto que há muitas pessoas comentando sobre esses três. Não quero que me responda nada se for te deixar desconfortável. Mas eu acho que seria uma boa hora para esclarecer e fazer as pessoas verem a verdade. Qual é seu relacionamento com esses três?
RB: Sabe, as pessoas inventam muita coisa! Muitos boatos que nem existem... Eu estou namorando Sebastian, estamos nos conhecendo. Tracy é minha amiga, – quase engasguei ao falar isso – que conheci na Broadway, e a outra garota, eu prefiro não citar o nome. Não quero que as pessoas fiquem a perseguindo, primeiro quero saber se ela concorda. É uma velha amiga.
DL: E vocês são só amigas?
Olhei com o canto do olho para Sam e ela balançou a cabeça afirmativamente, como se lesse meus pensamentos
RB: Sim. Amigas.
DL: Ok. Muito obrigada Rachel. Ficamos por aqui hoje. Foi uma honra ser o primeiro a te entrevistar. Sucesso!
RB: Obrigada! Eu que agradeço. – Me despedi e sai do palco, acenando para a platéia e sorrindo.
--x--
- O que você quer aqui? –Tracy se virou e avistou a garota com uma cara estranha.
- Eu quero ir até o fim com isso.
Tracy sorriu sarcasticamente – E por que mudou de idéia de repente? Como posso confiar em você de novo?
- Você vai confiar. Porque eu vou fazer exatamente, e qualquer coisa que você me pedir.
- Uhn, isso me parece uma oferta tentadora, Lucy.
As duas se olharam com um sorriso cúmplice.
Fale com o autor