Notas iniciais
Oi gente :)
Mais um capítulo e acho que no próximo elas já vão voltar ao normal... Não sei. Não ficou do jeito que eu queria, sei lá, não gostei :/. Mas espero que gostem
Vocês estavam odiando um pouquinho a Rachel, mas acho que agora vão odiar a quinn também, e amar ao mesmo tempo haha confuso...
ps: desculpa se tiver algum erro de português.

– Quinn? – A voz soou do outro lado do celular, estranhando.

– Sim, sou eu Lucy. Preciso de sua ajuda. Quero que você dê um jeito de me colocar no próximo vôo para Los Angeles.

– Los Angeles? Quinn, você não vem aqui a mais de uma semana, já pode imaginar como seu pai esta bufando de raiva...

– Lucy. Eu realmente não estou afim de falar sobre isso agora. Dá pra você conseguir isso pra mim? – ela disse um pouco estúpida.

– Uh... Ok.

– Desculpe Lucy. Não quis ser grossa. Mas você pode fazer esse grande favor? Fico te devendo uma!

– Sem problemas Quinn, aguarde uns minutos.

Quinn suspirou e se sentou em uma das cadeiras. Ela já estava no aeroporto, mesmo sem a passagem ela tinha certeza que sua amiga conseguiria. Ela estava cega de ciúmes e precisava ouvir da boca de Rachel que aquilo tudo eram apenas boatos. Não era só o ciúmes, mas a preocupação com a baixinha aumentava, o medo de Tracy aprontar coisas piores ainda. Ela foi interrompida pela voz de Lucy ao telefone:

– Ótimas notícias Quinn. Primeiramente a companhia aérea disse que não tinha jeito, todos os lugares já estavam ocupados... Mas falei que a passagem era para a filha do empresário Fabray e eles te colocaram no melhor lugar sem nem pensar duas vezes!

– Quem diria que ser filha desse nojento me traria alguma vantagem? – sorriu, sarcástica. – Que horas sai o vôo?

– Uh... Infelizmente o vôo mais próximo é só daqui à uma hora. Tem problema?

– Não não! Só de você ter conseguido já fico muito feliz. Obrigada Lucy. Até logo.

– Ok Quinn. Boa viagem. Beijo.

Lucy desligou o telefone e mordeu o lábio pensativa. Obviamente ela sabia sobre Rachel ter ido para Los Angeles para fazer o filme, a própria Tracy havia lhe contado. Mas isso definitivamente não estava nos planos da outra loira... Quinn Fabray por lá definitivamente não estava nos planos de Tracy. Discou o número da garota mas caiu na caixa postal. Se ela não fizesse alguma coisa Tracy a encheria de sermões depois. Mais uma vez a culpa bateu em seu peito, mas discou o número de Mel.

– O que foi Lucy?

– Nossa. Boa tarde para você também garota.

– Não enche. O que está querendo?

– Preciso que você corra para o aeroporto e vá para Los Angeles.

– O que? Está louca?

– Não. Rachel foi para lá gravar o filme com Tracy e disso você sabe tanto quanto eu. Mas Quinn acabou de me ligar, parecia extremamente brava e pediu para eu arranjar uma passagem para ela pro próximo vôo, indo para lá também!

– Mentira! O que será que aconteceu? Essa Fabray não sai fora do caminho também... Mas como vou conseguir uma passagem tão em cima da hora assim?

– Bem, quando eu liguei na companhia aérea pedi DUAS passagens na verdade. Acho que meio que pressenti que teria que te enfiar nesse vôo. Eu não vou porque não tenho uma desculpa para isso, seria totalmente estranho se eu aparecesse no lugar ao lado da Quinn no avião, mas você pode ir...

– Uh. Ok, eu vou. E quer que eu faça o que?

– Sei lá, comece a ganhar um pouco da confiança da garota. Finja que está indo visitar algum familiar e se comporte totalmente surpresa ao encontrar ela lá, justo ao seu lado.

Mel soltou uma risadinha – Isso vai ser divertido.

– Você é doente garota, só não mais que Tracy.

– Cala a boca, tenho que ir. Los Angeles baby.

–-x--

Quinn já se encontrava acomodada em seu lugar no avião depois de esperar a hora mais longa de sua vida. Pegou seus fones de ouvido, bufou e se jogou na poltrona. Percebeu quando um corpo se jogou ao lado dela, praticamente da mesma maneira mas continuou com o olhar fixo na parede. Depois de um tempo percebeu que estava sendo observada e resolveu olhar. Mel a olhava sorrindo. Quinn franziu as sobrancelhas e sorriu de volta, tirando os fones de ouvido:

– Oi! Nossa, que coincidência! Tudo bem mel? – ela sorriu amigavelmente.

– Fabray? Sabia que era você! Fiquei na dúvida – ela soltou uma risadinha, falsamente envergonhada – Estou bem sim, e você? O que faz indo para Los Angeles?

– Ah, nada de mais, só vou me encontrar com a Rachel, ela está trabalhando em um novo filme... E você?

– Ah sim, eu ouvi falar. Tenho certeza que ela vai se sair muito bem! E você viu o par romântico dela? Meu deus, aquele cara é uma maravilha.

Quinn sorriu desconfortável. Nem tinha parado para pensar nisso, de tão irritada que estava com a relação da morena e de Tracy. Ainda teria que aguentar um cara beijando sua namorada. Urgh. Ela fechou a cara e isso não passou despercebido pela garota que estava ao seu lado.

– Ei, calma Fabray. Não precisa ficar com ciúmes da sua garota, é tudo encenação – Mel sorria.

Quinn arregalou os olhos e disse:

– Como... Como você sabe?

– Quinn, a garota quase cortou meu pescoço com os olhos quando eu estava falando com você naquele dia.

– Desculpa por isso – sorriu com vergonha.

– E também já existiam boatos que ela não era a mais hétero das garotas... Mas confesso que fiquei surpresa com você. Quer dizer, você provavelmente é a lésbica mais bonita que já vi em toda minha vida. Rachel é uma garota de sorte. Que tipo de feitiço ela usou com você hein?

– Obriga... Obrigada mel. Mas não exagera. – ela disse, corando. – Eu prefiro não rotular o que estou sentindo ok? Eu amo a Rachel, e foi a única pessoa que amei em toda minha vida. Não importa se é homem ou mulher. E nós estamos mantendo isso em segredo por enquanto...

– Ok... Relaxa – ela piscou e se encostou na poltrona.

O resto da viagem as duas passaram em silêncio. Ao desembarcar Quinn disse um ‘tchau’ baixinho e saiu andando mas mel foi correndo atrás dela:

– Ei, calma Quinn. Me passa seu número? – Quinn fez uma cara confusa – de celular?

– Uh... Não sei se é uma boa idéia Mel...

– Quinn, só pro caso de eu querer falar com você, ou sei lá, se estiver precisando da ajuda de voluntários lá no orfanato.

– Uh, ok. – Quinn pegou o celular dela e digitou seu número, salvando nos contatos. Sorriu novamente para a garota e saiu andando apressada.

Mel pegou seu celular, tentando ligar para Tracy, mas novamente foi ignorada. Então resolveu mandar uma mensagem:

A Fabray acabou de chegar em Los Angeles e tenho certeza que ela está indo direto para o hotel onde vocês estão. Então para de me ignorar porque eu to tentando ajudar chefinha – M

QUINN’S POV

Ainda bem que naquela revista tinha o nome do hotel onde Rachel estava. Peguei o primeiro táxi, não sabia o endereço certo mas pelo jeito era bem conhecido, pois o taxista sabia chegar lá sem problemas. Depois de uns trinta minutos cheguei lá e paguei o motorista, falei para ele ficar com o troco e sai carregando minha mala que estava bem leve, era pequena. Não pretendia ficar por lá...

Notei uma certa movimentação de alguns adolescentes ali mas passei direto, abaixando a cabeça. Os seguranças não me proibiram e abriram passagem.

– Olá – eu disse para a recepcionista que era uma moça morena mais ou menos da minha idade. – Eu vim visitar uma amiga. O nome dela é Rachel Berry. Você pode me falar o número do quarto dela, por favor? – sorri da forma mais gentil possível.

Ela me olhou sarcástica – Você já é a quinta “amiga” dela a vir aqui hoje. Não posso te fornecer essa informação.

– Mas... Mas eu REALMENTE sou amiga dela! Por favor, eu preciso falar com ela.

– Me desculpe senhorita, mas não há nada que eu possa fazer por você.

Quinn puxou sua bolsa e pegou sua câmera, procurando fotos dela com Rachel.

– Olha aqui, tenho milhares de fotos com ela. – enfiei na cara da recepcionista que ficou assustada.

– Vou ter que chamar o segurança se a senhorita não se retirar agora mesmo.

Quinn já estava ficando impaciente quando ouviu uma voz conhecida atrás dela:

– Deixe comigo – Tracy falou olhando direto para a recepcionista, que pareceu ficar tensa no mesmo segundo – Ela é amiga da Rachel sim, e minha amiga também. Vem comigo Quinn.

A recepcionista mexeu o rosto afirmativamente e corou. Eu me virei com um olhar furioso para Tracy e segui ela só porque queria entrar.

Não olhei no seu rosto em momento algum até subirmos ao andar que eu achava que estaria Rachel.

Ela abriu a porta e eu não entrei, só fiquei a observando:

– Cadê a Rachel? Eu quero que você me leve até ela.

– Nós precisamos conversar Q. Sozinhas.

– Eu não tenho nada para conversar com você garota. E não me chame assim. É Fabray para você.

Ela revirou os olhos e riu, mas logo depois sua expressão divertida foi substituída por um olhar malvado.

– Essa conversa é de total interesse seu. Então se eu fosse você, entraria. Fabray. – Ela disse, destacando a última palavra.

Entrei, eu estava nervosa demais, meus punhos se fecharam e eu estava contando até mil para não dar um soco naquela estúpida.

– O que você quer comigo?

Tracy me ignorou e foi até o frigobar, pegando uma cerveja.

– Eu quero que você se afaste de Rachel. — ela soltou depois de alguns minutos.

Fiquei a olhando como se ela estivesse falando a coisa mais idiota do mundo. Soltei uma gargalhada enquanto ela apenas me observava com um olhar vitorioso.

– E por qual motivo você acha que eu faria isso?

– Simples. Se você não se afastar pode esquecer ela nesse filme e toda a fama que EU vou proporcionar para ela.

– Você não pode tirar ela do filme Tracy, já foi anunciado na mídia – ergui uma sobrancelha, tentando continuar com minha pose defensiva.

– Você está certa, eu não posso tirar ela. Mas o seu vício em drogas pode.

– O QUE? Rachel nunca foi viciada em drogas Tracy, e você sabe muito bem disso, vagabunda.

Ela sorriu mais ainda com o “elogio” e disse:

– Eu sei disso, você sabe disso, mas o resto do mundo não sabe Fabray. Então deixe – me explicar rapidamente o que vai fazer. Você vai ir até o quarto de Rachel agora mesmo e terminar com ela. Invente alguma coisa, não me interessa o que. Diga que nunca a amou ou sei lá. Só que faça de um jeito que vá magoar tanto ela que nunca que ela irá te perdoar. Depois vá embora e nunca mais se aproxime. Ela é minha, sempre foi.

Quinn deixou uma lágrima escorrer ao perceber que tinha sido pega. Tracy havia a encurralado e ela não tinha como se defender.

– E o que você acha que vai acontecer depois Tracy? – falei, minha raiva aumentando cada vez mais. Me aproximei mais dela – Acha que Rachel vai correr para os seus braços depois que eu fizer isso? Ela te odeia, tem NOJO de você.

– Tem certeza Quinn? Porque quando ela está perto de mim eu posso ver como ela se arrepia – Tracy se aproximou e passou os dedos no meu braço – eu vejo como o olhar dela vai direto para a minha boca – ela ficou subindo e descendo seus dedos, acariciando meus braços. Me aproximei mais e por um segundo ela achou que eu tinha me rendido. Soltei meu melhor sorriso e logo depois dei um tapa na cara dela. Tão forte que sua boca até sangrou. Meus olhos deviam estar vermelhos de ódio. Ela levou a mão até a boca e sorriu. A olhei novamente e logo depois fui correndo para fora daquele quarto, mas antes que pudesse me livrar dela totalmente ela gritou:

– O quarto dela fica no próximo andar do lado esquerdo, número 67. Boa sorte, Fabray.

Não esperei o elevador chegar, fui correndo pelas escadas enquanto algumas lágrimas teimavam em cair. Cheguei ao próximo andar e limpei meu rosto. Ainda fiquei parada por um bom tempo em frente aquela porta aonde Tracy havia me obrigado a ir. Quando já estava “bem”, fechei os olhos e me lembrei da minha pose de HBIC. Bati na porta e depois de alguns segundos Rachel abriu e sorriu maravilhosamente em minha direção. Ela usava um vestido florido, os cabelos estavam ondulados e com uma flor. Respirei fundo, isso seria mais difícil do que eu imaginei.

Ela permaneceu parada tentando entender o que eu estava fazendo ali. Entrei a empurrando para dentro junto comigo. A olhei novamente, registrando cada pedaço do corpo dela e parando em seus olhos. Ela parecia um pouco desconfortável e quebrou o silêncio:

– Quinn? O que você está fazendo aqui? Você sabe que isso pode gerar alguns rumores sobre a gente...

– Hunf, então é só com isso que você está preocupada? Que alguém vá descobrir que você namora uma qualquer... Porque tudo bem as pessoas acharem que você tem um relacionamento com Tracy, mas comigo não porque não sou nada de importante.

– O que está acontecendo Quinn? – ela arregalou os olhos com tudo que disparei em sua direção.

Fabray, não é hora de seu ciúmes aparecer. Faça o que tem que fazer e vá embora.

– Esquece. Não é por isso que vim até aqui.

– Não?

– Não, Berry. Eu vim aqui por um simples motivo.

– Uh... que motivo?

– Eu cansei de fingir, tudo tava bem engraçado no começo – cruzei os braços, segurando o choro – Fingir que gostava de você, fingir que estava apaixonada por você. Me pareceu uma ótima brincadeira. Mas eu já venci a aposta, não preciso mais FINGIR.

– Quinn... O que você está falando? – ela deixou uma lágrima escorrer.

Meu deus. Meu deus. Respira fabray.

Não, eu não vou conseguir fazer isso, olha para ela. Parece um cachorrinho pedindo um carinho. Não posso terminar com ela.

Virei de costas, evitando seu olhar e continuei:

– Porra Berry. É tão difícil entender? Eu fiz uma aposta com Santana que conseguiria te conquistar, fazer você se apaixonar perdidamente por mim, e eu ganhei. Porque você estava literalmente de quatro. Agora que eu ganhei já posso parar de fingir que sou lésbica, e melhor ainda, posso parar de fingir que gosto quando você está por perto. Porque sinceramente, eu tinha e sempre vou ter nojo de você. Rachel Berry para mim sempre será a garota ridícula do New directions...

Quinn ouviu um soluço e seu estômago revirou.

Rachel se aproximou com um pouco de medo, tocou a cintura de Quinn e disse:

– Quinn, amor, o que está acontecendo? Me diz que você ta brincando, você não é mais assim. Por favor. – aquilo soou mais como um sussurro.

– Não tem brincadeira Berry. – Me desvencilhei de seus braços e virei de frente para ela. – Não me chame de amor, porque eu nunca te amei, e isso não vai acontecer nunca. – Ela tentou pegar minha mão e eu a empurrei. – Porra Ru Paul será que você não entende – forcei minha mente a me obedecer e olhar em seus olhos, tentando ser o mais fria possível — Eu não te amo. EU NÃO TE AMO. – Dei as costas, eu não aguentava mais olhar na cara dela, as lágrimas corriam eu seu rosto tão expressivo e perfeito, e eu sentia que ia desmaiar a qualquer momento. Mas voltei e lhe disse – Devolve a aliança.

Ela me olhou incrédula. Rachel Berry estava sem palavras, eu definitivamente tinha feito um grande estrago em seu coração. Eu sou uma estúpida.

Não aguentei mais e puxei de seu dedo, exagerando um pouco na força e ela soltou um gritinho de dor. Ela começou a tirar o colar de estrela também mas por um momento eu sai do papel que estava interpretando e praticamente implorei:

– Desculp... Desculpa. Não, não tire o colar! Ele é seu, fique com ele, por favor – a olhei, tentando fazer com que ela descobrisse que eu estava mentindo, que tudo que eu queria era abraçar ela e nunca mais soltar. Eu te amo Rachel, eu te amo tanto. Isso está doendo muito mais em mim do que em você. Manti o contato visual por alguns segundos e tive certeza que ela pode sentir que alguma coisa estranha estava acontecendo comigo. Desviei o olhar e sai correndo dali. Isso tinha sido pior que eu imaginava. Quando cheguei à recepção avistei o banheiro e corri até lá. Vomitei sem motivo aparente, parecia que alguém tinha perfurado meu estômago, e definitivamente o meu coração estava quebrado. Encostei na parede e soltei todas as lágrimas que estava segurando, soluçando alto e sem me importar se alguém me veria ali. A próxima coisa que me lembro foi tudo ficando branco e depois meus olhos se fecharam contra minha vontade.

–- x--

– Quinn! Quinn acorda! – Alguém me dava tapas na cara? Meu deus, quem está me dando tapas? Abri os olhos e me deparei deitada em um sofá com o rosto apoiado em alguém, eu não fazia a mínima idéia de onde estava. Olhei para cima e encontrei Santana. A dona das mãos na minha cara. Segurei suas mãos e falei:

– Santana, se você me bater novamente eu vou enfiar essas mãos no...

– WOW. Calma ai garota.

Afundei minha cara na sua barriga, aquela claridade estava me dando dor de cabeça. Senti alguém brincando com meus pés. Levantei o olhar e vi que estava com eles em cima da... Brittany?

– Meu deus, aonde eu estou? E o que vocês estão fazendo aqui? Eu estou em Nova York? AI MEU DEUS, TUDO QUE ACONTECEU FOI UM SONHO? GRAÇAS A DEUS.

– Respira Fabray. Não, nós todas estamos em Los Angeles. E eu te encontrei desmaiada em um banheiro de um hotel...

– Ah. – As lembranças voltaram e comecei a chorar involuntariamente.

Santana tirou os cabelos que caiam na minha cara e sorriu.

– O que foi Q? O que aconteceu?

– Não quero falar. – Levantei do seu colo e limpei as lágrimas com as costas da minha mão.- Como você sabiam onde eu estava?

– Eu sinto cheiro de gay de longe, é impressionante – Santana sorriu de lado e eu revirei os olhos.

Brittany se aproximou e sorriu docemente:

– Lucy ligou para Sant avisando que você parecia um pouco descontrolada e que seria melhor se nós viéssemos atrás de você.

– E eu peguei o hotel naquela revista babaca de fofocas. E bem, chegamos lá e a recepcionista disse ter te visto subir mas não te achamos... Então eu fui fazer algumas coisas com a Brit no banheiro e bem, te encontramos jogada lá...

Olhei para as duas, brit me olhava sem malícia, já Sant olhava totalmente com luxúria. Me sentei do lado de Sant, batendo do outro lado para brit se aproximar. As duas me abraçaram e ficamos em silêncio durante um tempo com minhas lágrimas caindo.

– Eu... Eu tive que terminar com a Rach...

– Como assim Fabray? O que ela fez?

– Não foi ela... Foi... Tracy.

Santana ficou dura:

– O que essa vadia fez Quinn?

– Eu cheguei aqui procurando por Rachel, mas ela me viu e falou que precisava conversar. Ela me mandou ficar longe da rach. Que eu tinha que terminar com ela, senão ela tinha algum plano em relação aquele falso vício de drogas da Rach. E que ela iria destruir a carreira dela... E então... – parei por um momento, sentindo meu coração acelerar – eu fui até o quarto da rach, e terminei com ela de um jeito horrível. Mas eu tive que fazer esse “plano” porque a carreira dela estava em risco. Falei que tinha sido uma aposta e que eu nunca amei ela. Foi horrível Sant... Eu me sinto péssima, ela ficou sem reação. E eu ainda tirei a aliança dela. – Falei enquanto tocava a aliança que eu havia pendurado no meu pescoço junto com outro pingente.

– Eu não acredito que essa vadia loira fez isso Quinn Lucy Fabray. — Santana se levantou do nada, me assustando. Logo depois soltou um dos sorrisos mais malignos que eu já tinha visto no rosto dela. — Pois ela quer guerra, certo? Hun, então ela vai ter o que merece. Se prepare fabray, porque Santana acabou de sair desse corpo, prazer, Satan.

Me encolhi com aquele tom de voz e Brittany permanecia alheia, enrolando algumas mechas do meu cabelo nos dedos.

– O que... O que vai fazer S?

– Bom, caso você não tenha notado ainda. Eu fiz faculdade de advocacia e portanto sou uma advogada. E você também é uma, apesar de eu acreditar que só tenha entrando na faculdade para converter garotinhas héteros em lésbicas... Mas enfim. Você tem noção de quantos crimes essa mulher cometeu Quinn? Ela pode ser presa por anos. E ainda será obrigada a pagar indenização para Rachel por tudo que era para ser dela. O dinheiro dos filmes, dos musicais. Tudo isso pertence a Rachel. Além disso, ela continha porte ilegal de drogas, e fez uma falsa acusação. Eu poderia ficar fazendo uma lista de todos os crimes que ela cometeu, mas eu agradeço se você levantar essa bunda branca e magrela daí e nós voltarmos para Nova York AGORA.

– Mas... Rac...

– Esqueça ela por alguns dias. Nós estamos querendo o bem dela, e precisamos provar esses crimes, certo?

Concordei com a cabeça, sem ter outra opção. Não é como se Rachel fosse querer me ver depois de tudo que falei.

– Ótimo. Vamos embora.

FIM QUINN’S POV


Já havia se passado praticamente duas semanas e Quinn não tinha notícias de Rachel. Quer dizer, ela tinha. O filme já tinha sido gravado e estava a poucos dias de ser lançado. A primeira entrevista antes da premiére seria em Nova York mesmo. Ou seja, Rachel estava a caminho de volta. A loira tentava evitar as notícias mas o rosto daquela baixinha parecia estar em todos os lugares. Ela começou a se focar no seu trabalho. Estava decidida a incriminar Tracy e também queria abandonar essa carreira, abandonar a empresa de seu pai. Ela já sabia muito bem para o que tinha nascido, e estava preparada para começar a ir em busca do que queria.

Ela e Santana estavam afundadas em livros e mais livros. Procurando todos os tipos de informações na internet também, que poderiam arrancar sobre aquela garota tão misteriosa. Se tudo aquilo não fosse trágico seria muito engraçado. Santana usava um óculos de grau gigante, prendia os cabelos em um coque e afundava a cara nos livros enquanto brit a ficava observando e assistindo um desenho qualquer na TV.

– Fabray, pare de me secar se não vou começar a achar que está apaixonada por mim.

Quinn revirou os olhos e mostrou o dedo do meio. Pegou sua câmera e tirou várias fotos da latina.

– Definitivamente... Apaixonada por mim. Desculpe, mas acho que vou ter que quebrar seu coração.

Brittany desviou o olhar da TV e olhou para a Quinn, preocupada:

– Quinn, você ta gostando da Sant também? Tudo bem, a gente pode dividir – ela sorriu para a amiga.

Quinn segurou uma risada e Santana olhou para a garota ao seu lado apavorada. Brit só deu de ombros e se levantou afirmando que iria comprar café para elas.

– Bem forte pra mim brit, preciso ficar acordada.

–-x --

Brittany andava tranquilamente pela rua e entrou no Starbucks que era a menos de 10 minutos do apartamento de Quinn. Logo foi atendida por um homem que sorria:

– Oi?Vocês tem café?

Ele a olhou com as sobrancelhas erguidas.

– Sim...

– Ótimo! Estava na dúvida. Eu quero três cafés bem fortes para viagem... – Ele acenou e já ia saindo dali para atender ao pedido. – Espere. E um bolinho desses de chocolate! – ela sorriu gentilmente,

– Ok.

Brit permaneceu parada esperando as coisas. Começou a batucar na mesa e olhar em volta. E então avistou uma cabeça conhecida e pensou por alguns segundos mas resolveu se aproximar.

– Racheeeeel?

Rachel se assustou e colocou a mão no peito.

– Meu deus brittany, você me assustou.

– Rachel! Achei que era um gnomo, mas é você... – ela abraçou a menina, levantando o pequeno corpo no ar.

– Brit, Brit... Me põe no chão.

– Como está o filme com a irmã gêmea do mal da Quinn? – Brittany a soltou no chão novamente.

Rachel ficou sem entender mas logo percebeu ao que a garota se referia.

– Ah, sim... Já terminei de gravar! Vai sair nos cinemas no próximo final de semana. Você vai ver brit?

– Claro que sim. Vou com Sant e Quinn – ela batia palminhas e Rachel parecia desconfortável com o nome da outra loira sendo pronunciado. – Mas espera. Você vai com a Quinn? E o plano dela? Ta dando certo? – Brit sussurrou.

– Que plano Brit?

– Oh, você não sabe? Estou confusa agora... – Brit franziu as sobrancelhas. — Não sei se você deveria saber.

– Sei sim brit! Claro que lembro do plano. Mas esqueci o que era. Me conte de novo – Rachel falou, tentando agir normal.

– O plano da Q. Ela terminou com você porque a Tracy a ameaçou, disse que ia tirar você do filme se Quinn não a obedecesse.

Rachel arregalou os olhos e engasgou com o café que bebia.

– Sim Sim. Claro que lembro desse plano... Brit, aonde você vai agora?

– Vou voltar pra casa da Q, por quê?

– Ah, eu já estava voltando para meu apartamento também. Posso te acompanhar?

– Claro, só me deixe pegar meu pedido – a loirinha saiu saltitando em busca do café.

Rachel sorriu. Desde que Quinn fora embora sem lhe dar explicações direito ela só chorava. Era a primeira vez que sorria, porque sabia que Quinn tinha feito tudo aquilo por ela. Uh... Quinn não se livraria dela tão fácil.


Notas finais
E então? Mereço reviews? :D. haha Quem tava sentindo falta da Santana bitch? porque ela vai divar a partir de agora.
E o que será que a Rachel vai fazer com a quinn?
até o próximo
bj bj