A Garota da Casa ao Lado
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Sinceramente? Não gostei do capítulo, queria que tivesse ficado melhor ): Não tava inspirada, sei lá...Mas espero que vocês gostem mesmo assim.
Música que a rachel canta: http://www.youtube.com/watch?v=joi5YhlGNUs
Música que a quinn canta: http://www.youtube.com/watch?v=xudOSrt72VY
ps: Desculpa se tiver algum erro de português :B
aproveitem :)
Entrei bufando no meu apartamento com Quinn logo atrás de mim. Bati a porta e encontrei um olhar confuso em minha direção.
– O que foi rach?
– Não acredito que você deu uma cópia da chave pra ela!
Quinn sorriu
– É só por um tempo. Ela está procurando um lugar para ficar que não seja tão caro e também que fique perto daqui.
– E porque ela não vai morar...sei lá, do outro lado da cidade? – revirei os olhos.
– Qual é seu problema com ela rach? Ela não conhece nada da cidade, não posso deixar ela morar do outro lado, vai se perder – Quinn chegou perto, abraçando minha cintura e sorrindo. Como eu odiava que ela sempre levasse tudo na brincadeira, evitando brigar.
– Estou tentando brigar aqui fabray, pare de ser tão perfeita! – eu disse, ficando mais tranquila — E respondendo sua pergunta: Não gosto dos comentários dela, e ela se intromete demais.
– Ela gosta de você amor, é só o jeito dela de ser, nunca vai mudar, não adianta. Ela ta até tentando parar com os apelidos. Já é um ótimo começo hein – ela disse, cutucando minha barriga – e, que tal a gente pular a parte que briga e ir direto pra parte que você pede desculpas por ser tão chatinha?
Dei um tapa no seu braço.
– Não tem graça. E porque eu que tenho que pedir desculpas?E ela tem que morar perto pra que? Porque será que eu sinto que vocês duas tão me escondendo algum plano maligno?
Continuei encarando ela esperando respostas mas ela apenas sorriu mais ainda e me beijou. Tentei me afastar mas ela me segurou mais forte, e não é como se eu tivesse alguma resistência a ela. Correspondi seu beijo e por um segundo nossas línguas ficaram brigando, mas eu ganhei, como sempre, e invadi sua boca, explorando cada pedacinho, minhas mãos foram direto para sua cintura, enquanto uma delas brincava com a barra da blusa de Quinn. Ela empurrou meu corpo até o sofá, me fazendo ficar em cima dela. Sua boca se desvencilhou da minha e foi em busca do meu pescoço. Sua mão estava agarrada a meus cabelos e a outra ela colocou em minha coxa, apertando com força. Eu estava ficando cada vez mais excitada, mesmo ambas ainda estando completamente com roupas, comecei a cavalgar em seu colo e ouvi um leve gemido saindo de sua boca. Quinn puxou minha camiseta e eu logo entendi e a ajudei a tirar. Ela ficou observando meu corpo com os olhos brilhando, depois passou sua mão pela minha barriga, me fazendo sentir um arrepio no corpo inteiro. Puxei seu vestido para cima e arranquei seu sutiã, ela fez o mesmo com o meu e grudei meu corpo no dela em busca de mais contanto. Nossos seios se roçaram e uma corrente elétrica percorreu todo o meu corpo. Quinn abriu o zíper do meu shorts enquanto beijava e lambia meus seios. Levantei apenas o bastante para poder tirar aquela última peça de roupa e o chutei para longe e antes de sentar tirei minha calcinha e puxei a dela logo depois. Coloquei um dos meus joelhos em seu centro, a fazendo gemer mais alto. Sorri e comecei a fazer movimentos bem devagar por lá enquanto beijava sua boca. Uma das minhas mãos foi parar em seus seios e comecei a massageá-lo. Quinn mordeu meu lábio e o puxou. Abri meus olhos e a vi me encarando com um sorriso maravilhoso. Ela ia voltar a me beijar mas me afastei a deixando frustrada. Sorri vitoriosa, e substitui meu joelho por minha mão, brincando com seu clitóris, a olhei divertida enquanto ela mordia seu próprio lábio, exigindo contato comigo, indo para frente, e eu continuava me esquivando.
– Eu não sou chatinha.
– Eu sei – Quinn disse, ofegante, puxando meu rosto em sua direção – Me deixa te be... — comecei a mexer minha mão com mais intensidade em seu clitóris – te beijar – isso saiu mais como um gemido.
– Você não me convenceu fabray – sorri, me aproximando e ficando a centímetros da sua boca. Ela tentou avançar de novo mas eu mordi seu lábio, chupando e logo depois passei minha língua por ele. – O que eu sou então? – eu disse, penetrando três dedos bem pouco, apenas para provocá-la.
Ela impulsionou seu corpo para frente, quase como se implorasse por mais contato.
– Você... uhn... é a garota mais bonita e gostosa de todo mundo – ela dizia com dificuldade, e soltando alguns gemidos – e. e
– e? – penetrei um pouco mais meus dedos
– eu te... eu te amo rach, porra, por favor Rachel – ela disse em busca da minha mão, me incentivando a penetrar com mais profundidade.
Sorri mais e a penetrei de verdade, também não me esquivei quando sua boca foi em minha direção, com urgência, sua língua invadiu minha boca e ela soltava gemidos dentro, me provocando arrepios. Eu estava a penetrando mais rápido e quando percebi que ela estava quase chegando a um orgasmo, comecei a penetrá-la mais devagar, segurando seu prazer. Ela fechou os olhos, perdida por tanto prazer. A observei chegando ao ápice de prazer e depois de torturar ela o bastante voltei a fazer movimentos rápidos e depois de um gemido mais alto a senti relaxar sobre meu corpo e seu gozo em meus dedos. Retirei meus dedos e os chupei, sentindo o gosto daquela mulher maravilhosa na minha frente. Ela foi se recuperando e jogou seu peso para cima de mim, me fazendo deitar no sofá. Ela passou a ponta dos dedos pelas minhas pernas lentamente, subindo até minha coxa e repousou entre o meio das minhas coxas, abrindo mais minha perna. Beijou minha barriga e ficou passando a língua em meu ventre, logo depois desceu até meu sexo e começou a chupar, uma das suas mãos saiu de minha coxa e foi de encontro a minha bunda, apertando-a e logo depois repousando lá. Ela me chupava e mordia, aquilo era a melhor sensação do mundo. Sua língua me penetrou e soltei um gemido alto quando cheguei ao orgasmo, ela lambeu todo o meu sexo, levantando o rosto e lambendo os lábios. Logo depois repousou seu corpo sobre o meu, deixando nossos sexos se encontrarem, antes mesmo que eu pudesse me recuperar ela começou a fazer movimentos sobre mim enquanto suas mãos acariciavam meus seios. Arranhei suas costas e cravei minhas unhas lá quando pela segunda vez nós chegávamos ao orgasmo juntas. Ela repousou seu corpo sobre o meu, deixando uma sensação boa de nossos sexos se roçando. Inverti as posições, ficando por cima dela e fiz questão de morder todo seu pescoço, deixando marcas roxas por todos os lados. Logo depois a olhei nos olhos e disse:
– Eu também te amo.
Ela sorriu e beijou minha testa, coloquei meu rosto em seu peito enquanto ela afagava meus cabelos, e depois de um tempo comecei a sentir meus olhos se fechando.
FIM RACHEL’S POV
QUINN’S POV
Acordei no meio da madrugada sentindo frio, mas da melhor forma possível. Perdi um tempo olhando para aquele corpo perfeito sobre mim. Sorria bobamente enquanto a observava dormir. Não quis sair do sofá porque ela adormeceu em meus braços e não queria acordá – la. Olhei em volta em busca de algum cobertor. Ela também estava toda encolhida sobre meu corpo. Acariciei seu rosto de leve e não encontrei nada que pudesse nos cobrir. Me mexi devagar, a pegando em meu colo. Tentando ser o mais delicada possível, fui indo em direção a seu quarto. Puxei o cobertor e coloquei seu corpo ali, ouvi um gemido mas ela não havia acordado. Fui para o outro lado da cama e deitei, colocando meu corpo em baixo do cobertor e indo em sua direção. Ela se virou bruscamente e me olhou, esfregando os olhos:
– Quinn?
– Shiu amor, dorme – sorri e lhe dei um selinho.
Poucos segundos depois ela já havia adormecido de novo. Olhei através da janela e percebi que já estava amanhecendo. Eu não estava com sono, e aquele rosto me fazia esquecer de tudo. Me aproximei até nossos narizes se encontrarem, coloquei minhas pernas no meio das dela e fiquei lá, sentindo sua respiração sobre meu rosto e esperando ela acordar.
–-x--
Já havia amanhecido e eu estava preparando o café enquanto Rach ainda dormia. Eu estava distraída quando senti dois bracinhos me abraçando por trás. Sorri quando senti aquele perfume maravilhoso de rosas invadindo todo o ambiente. Me virei para frente daquela linda garota e disse:
– Bom dia amor.
Ela sorriu – Bom dia – e me deu um selinho, sentando no balcão ao lado do fogão.
– Quinn... Eu tava pensando uma coisa aqui.
– O que?
– Você não acha estranho como a Lucy reagiu bem em relação a gente?
Ergui uma sobrancelha:
– E a gente está conversando sobre a Lucy porque...
– Não é nada. É só que eu fiquei meio curiosa... Ela está sempre sorrindo pra mim e me tratando bem.
– Eu também achei estranho, mas você é a diva dela ou algo do tipo. Ou talvez ela esteja secretamente apaixonada por você – sorri, sarcástica.
– Será?
– Eu estava brincando Rachel. Não é nada, ela só te admira demais pra ficar com raiva. Esquece isso e para de bobeira, agora senta ai e toma seu café.
– Sim senhora – ela disse, fazendo reverência.
FIM QUINN’S POV
A semana foi passando rápido. Quinn havia se acertado com Lucy e ela parecia ter aceitado muito bem. Bem até demais Rachel voltou a dizer, mas Quinn apenas achou aquilo uma neura da morena. Rachel ia trabalhar todos os dias da semana, só pararia um dia antes do natal, que seria sua última apresentação do ano e quando ela se despediria da Broadway para viver seu próximo sonho.
Quinn passou a semana enfiada no escritório. Ela achava aquilo tudo muito chato e não via a hora de sair para poder jantar com Rachel ou sair para qualquer lugar.
Ela havia comprado presentes para as crianças do orfanato que elas passariam o natal. No total eram 40 crianças mas Quinn não se importava, tinha dinheiro de sobra e nada se comparava ao rostinho delas ao receber o presente. Também tinha ido até lá visitar e conhecer o lugar, as crianças e acertar os últimos detalhes para uma surpresa que queria fazer para Rachel.
Já tinha chegado o Natal e infelizmente Rachel teve que ir a alguma festa de despedida do elenco logo pela manhã. Quinn preferiu deixar ela ir sozinha, para aproveitar mais com seus amigos. Acordou e olhou para o lado vendo uma latina esparramada em sua cama, lhe deixando encolhida no canto. Revirou os olhos e começou a cutucar a latina. Nada dela se mexer.
– Santana, Santana – continuou a cutucando.
– Não enche fabray.
Quinn começou a pular na cama e nada da latina abrir os olhos. Então se jogou sobre a amiga e ficou sobre ela.
– Sannnt, acorda! – Ela fazia cócegas na amiga.
– O que você quer? Me deixa dormir!
– Mas é natal! E a gente ta em Nova York! Acorda!
– Fabray, eu vou te matar – ela disse, finalmente abrindo os olhos.
Quinn tinha um sorriso no rosto e tirou suas mãos das costas, deixando aparecer uma caixinha vermelha e dourada.
– Feliz Natal Satan, quer dizer, Sant.
Santana se apoiou nos cotovelos desconfiada.
– Vai me pedir em casamento magrela? Posso até ter uma queda por loiras, mas a única loira da minha vida é Brit Brit.
Quinn revirou os olhos de novo e disse:
– Dá pra parar de ser chata e abrir seu presente?
Santana puxou a caixa da amiga e abriu, encontrando um papel dobrado.
– Um papel? Você está me dando um papel de presente? – ela ergueu a sobrancelha.
– Abre o papel!
Santana pegou o papel e o abriu, lá havia um endereço, junto com um telefone.
– Um endereço? Uhn... Isso não me parece melhor do que ganhar um papel.
– Um endereço, sim! O endereço que vai te levar diretamente até sua loirinha maravilhosa. – Quinn sorriu. – Eu a achei, ela está nesse hotel com o resto dos dançarinos e Mike. Eu disse que queria ver ela e ela me deu o quarto do hotel também, disse que já colocou meu nome na lista. Então é só você chegar lá falando que é Quinn Fabray e entrar no quarto dela e conversar com ela. Mas não vai estragar as coisas!
Santana tinha os olhos brilhando.
– Ela não achou estranho?
– Ela só comentou algo sobre achar que eu tinha sido abduzida por alienígenas ou algo do tipo – Quinn sorriu, com uma expressão confusa.
– Minha brit brit continua a mesma – Santana falou docemente enquanto balançava a cabeça.
– Sim, agora já pode falar.
– O que?
– O quanto você me ama e o quanto me agradece.
– Eu não vou fazer isso, não gosto de mentiras fabray.
– Eu sei que você está se agarrando na cama para não me abraçar agora mesmo.
– Não mesmo. – Santana disse, empurrando a loira para o lado e levantando com um sorriso no rosto.
Quinn levantou em seguida e foi surpreendida por um beijo na bochecha da amiga e logo depois um abraço. Sorriu ainda mais e devolveu o gesto.
– Se você sair por ai contando para a anã que te abraço e te trato até que bem quando não tem ninguém por perto eu te mato.
Quinn soltou uma risada, empurrando a amiga e saindo do quarto. Mas voltou e disse:
– Ei, você vai me ajudar com aquilo certo?
– Sobre Rachel? Claro.
– Obrigada por passar esse natal comigo e me ajudar.
– De nada Fabray – Santana piscou.
QUINN’S POV
Eu já estava quase pronta. É claro que não me arrumei de forma elegante, afinal, estava indo para um orfanato. Eu sei que isso pode parecer nem um pouco romântico, mas Rachel pareceu ficar feliz e eu realmente gosto de ver o sorriso no rosto das crianças. Eu estava vestindo uma calça jeans skinning preta, uma blusa de lã cinza e por cima um casaco preto. Estava fazendo muito frio em Nova York mas esse ano não havia nevado ainda. Coloquei uma bota preta também e uma touca vermelha para finalizar. Terminei de me arrumar e chamei o porteiro para me ajudar com os presentes. Santana também ia e já estava pronta e reclamando sobre qualquer coisa. Tinha feito algumas sobremesas e deixado na casa de Rach, já que na sua geladeira tinha apenas água e algumas garrafas de vinho. Sim, rach era péssima cozinheira, vivia de congelados e delivery. Eu passava o tempo todo cozinhando para ela, não me importava e sinceramente, estava sempre procurando alguma receita vegan nova pra poder preparar pra ela.
Abri a porta e algumas pessoas que trabalhavam no prédio já carregavam as sacolas de presente para fora. Comecei a trancar a porta com Santana logo atrás de mim quando rach abriu sua porta, sorrindo e arrumando sua franja. A olhei. Ela estava com uma calça jeans num tom nem claro e nem escuro, neutro, um casaco de lã xadrez, sapatilhas pretas e um lenço enrolado no pescoço. Ela nos viu e sorriu ainda mais. A cumprimentei com um selinho e uni nossas mãos. Santana apenas revirou os olhos e saiu andando.
--x--
Chegamos ao orfanato e a dona veio nos cumprimentar, agradecendo. Vi uma das crianças agarrando a perna de Santana e por um momento achei que ela fosse chutar a pobrezinha mas de repente um olhar de amor surgiu em seu rosto e a vi segurando a mão da menina e indo em uma direção. Rachel também foi arrastada por um bando de crianças felizes com a visita. Quinn pode ver de longe o sorriso enorme da baixinha e foi ajudar as voluntárias a arrumar as mesas e colocar os presentes em algum lugar escondido.
Quando estava tudo pronto as crianças foram chamadas para irem comer. Fui ajudar a reunir todas e encontrar rach. Sorri com a cena que avistei. Rach, com um círculo de crianças em volta, contando uma história. Uma menininha de pele escura e cabelo enroladinho estava em seu colo. Ela me lançou um olhar de lado e sorriu. Eu a amava tanto.
– Ei amores, que tal a gente ir comer agora? Prometo que termino a história depois, mas tenho certeza que o papai Noel trouxe comidas bem gostosas para vocês todos.
As crianças pularam de felicidade e foram em busca da mesa com várias comidas, uma correndo atrás da outra.
Meus olhos voltaram para Rachel que vinha saltitando em minha direção, sorri e a abracei pela cintura, depositando um beijo em sua testa.
– O que você está fazendo por essas crianças é lindo sabia?
– A única coisa que eu sei é que você é linda. – sorri
– Sério amor, eu... – sorri ainda mais e ela percebeu – que foi?
– É a primeira vez que você me chama de amor.
Ela sorriu para mim, me dando um beijo na bochecha e corando.
– E você é linda sim. Viu como deixou aquelas crianças felizes? Se eu tivesse vindo sozinha não seria a mesma coisa. Minha vida não seria nada se você não tivesse voltado pra ela.
Rach afundou seu rosto no meu peito e senti ela sorrir.
– Amo te deixar com vergonha sabia?
– Percebi... – ela disse, num sussurro que eu escutei.
Peguei sua mão e para minha maior surpresa Santana estava dando comida na boca das crianças menores. Ela sorria e de vez em quando beijava a testa de um ou afagava seus cabelos carinhosamente.
– O que você fez com a Santana? Colocou drogas na bebida dela antes de vir?
– Eu já lhe disse, ela não é uma má pessoa – pisquei na direção dela e ela sorriu.
As crianças já haviam acabado de comer e algumas brincavam com seus presentes. Um homem que trabalhava lá havia se vestido de papai Noel e trazido todos os presentes. Todas nós ajudamos a entregar e mais outras voluntárias também. Rach havia voltado para as crianças, brincando com elas e Santana eu tinha perdido de vista. Comecei a ajudar a limpar os restos da mesa, peguei uma pilha de pratos e joguei em uma caixa, os pratos eram descartáveis então iria jogar tudo fora. Segurei a caixa que tampava toda minha visão e não percebi que uma garota vinha em minha direção, acabei trombando com ela que caiu de bunda no chão.
Deixei a caixa de lado e fui ajudá-la a levantar.
– Oh meu deus, me desculpe. Você está bem?
– Sim, estou – ela me respondeu com um sorriso. A garota era bem alta e tinha os cabelos ondulados e castanhos, olhos verdes bem grandes e tinha no rosto um grande sorriso. – Você é voluntária também? Nunca te vi por aqui
– Sim. Mas é a primeira vez que estou ajudando um lugar em Nova York. Me mudei para cá a pouco tempo e costumava passar meus natais assim quando morava em Lima.
– Uh, você é uma garota do interior então? – Ela sorriu de novo
– Pode se dizer que sim – soltei uma risada.
Fomos interrompidas por uma Rachel com cara feia.
– Estou atrapalhando?
– Não amor, olha, essa aqui é a.. – olhei para a garota
– Melissa – ela esticou a mão em direção a Rachel – um prazer te conhecer...
– Rachel – ela apertou a mão de volta com desgosto.
– E eu sou a Quinn – sorri – você não tinha perguntando ainda.
– Ah sim Quinn, deixe que eu levo essa caixa lá para trás, sim?
– Oh, obrigada Melissa, tem certeza que não precisa de ajuda?
– Não, já estou acostumada. E pode me chamar de mel – ela disse pegando a caixa e saindo.
– Pode me chamar de mel – Rachel disse fazendo aspas no ar e revirando os olhos.
Olhei para ela sem entender.
– O que foi? Tadinha da garota, ela é legal.
– Legal demais fabray.
– Você tá com ciúmes rach? – disse erguendo a sobrancelha.
– Claro que não. Só me lembre de levar uma sacola toda vez que nós sairmos.
– Pra que? – fiz uma cara confusa.
– Toda vez que nos separarmos vou enfiar a sacola na sua cabeça, assim eu escondo esse rostinho perfeito e ninguém vai ficar dando em cima de você – ela cruzou os braços.
Soltei uma gargalhada.
– Eu te amo sabia? – dei um selinho nela e peguei sua mão – vem, eu quero que você cante.
– O que? Ta maluca? Cantar...aqui?
– Qual é o problema? Você não é a garota dos palcos?
– Mas eu não me preparei... Eu nem sei que música cantar e...
– Cadê aquela Rachel Berry do colegial que eu amava tanto e que sempre tinha uma lista de músicas prontas?
– Você a odiava, me lembro muito bem...
– Não não, eu fingia que odiava, mas sempre me perdia naquelas saias pequenas – sorri de lado.
– Ok pervertida, eu canto.
– Eba – beijei sua bochecha.
Fomos até a sala principal e peguei o microfone.
– Amores, quem gostaria de ouvir uma música?
Todas as crianças sentaram no chão e bateram palmas concordando.
– Então eu quero que vocês me ajudem a chamar a tia rach para cantar aqui na frente – sorri enquanto todos a chamavam e ela vinha se sentar no banquinho.
– Essa não seria uma das minhas primeiras opções, muito menos uma da minha lista de músicas prontas, mas tem uma pessoa aqui que conhece muito bem essa música e espero que gostem.
Era apenas sua voz, sem melodia, sem instrumento algum, apenas aquela voz maravilhosa que enchia meu peito de compaixão.
God knows what is hiding
In that weak and drunken heart
I guess you kissed the girls and made them cry
Those hardfaced queens of misadventure
God knows what is hiding
In those weak and sunken eyes
A fiery throng of muted angels
Giving love and getting nothing back
(Deus sabe o que está se escondendo
Naquele fraco e embriagado coração
Eu acho que você beijou as meninas e as fez chorar
Essas rainhas da desgraça
Deus sabe o que está se escondendo
Naqueles fracos e afundados olhos
Uma multidão ardente de anjos silenciados
Dando amor e recebendo nada de volta)
Sorri, eu sabia exatamente que música era. Estava no topo das minhas preferidas no meu ipod e tenho certeza que rach tinha visto. Continuei ouvindo-a com os olhos marejados
Oh, people help the people
And if you're homesick,
Give me your hand and I'll hold it.
People help the people
Nothing will drag you down
Oh, and if I had a brain,
Oh, and if I had a brain,
I'd be cold as a stone and rich as the fool
That turned all those good hearts away
(Oh, pessoas ajudam as pessoas
E se você tem saudades de casa,
Me dê a mão e eu vou segurá-la.
Pessoas ajudam as pessoas
Nada vai te deixar pra baixo
Ah, e se eu tivesse um cérebro,
Ah, e se eu tivesse um cérebro,
Eu seria frio como uma pedra e rico como o tolo
Que mudou todos aqueles bons corações)
God knows what is hiding
In that world of little consequence
Behind the tears, inside the lies
A thousand slowly dying sunsets.
God knows what is hiding
In those weak and drunken hearts
I guess that loneliness came knocking
No one needs to be alone, oh, singing:
(Deus sabe o que está se escondendo
Nesse mundo de poucas consequências
Por trás das lágrimas, dentro das mentiras
Mil sóis morrendo lentamente.
Deus sabe o que está se escondendo
Naqueles fracos e embriagados corações
E acho que a solidão veio bater
Ninguém precisa ficar sozinho, oh, cantando)
People help the people
And if you're homesick,
Give me your hand and I'll hold it.
People help the people
Nothing will drag you down
Oh, and if I had a brain,
Oh, and if I had a brain,
I'd be cold as a stone and rich as the fool
That turned all those good hearts away
(Oh, pessoas ajudam as pessoas
E se você tem saudades de casa,
Me dê a mão e eu vou segurá-la.
Pessoas ajudam as pessoas
Nada vai te deixar pra baixo
Ah, e se eu tivesse um cérebro,
Ah, e se eu tivesse um cérebro,
Eu seria frio como uma pedra e rico como o tolo
Que mudou todos aqueles bons corações..)
Eu sabia que ela cantava aquilo tanto para ela quanto para mim. Nós duas enfrentamos coisas horríveis a vida inteira e nos encontramos de novo, como uma forma de uma ajudar a outra. Nos encontramos e não sei se para ela era assim, mas para mim Rach estava sendo minha salvação.
People help the people
And if you're homesick,
Give me your hand and I'll hold it.
People help the people
Nothing will drag you down
Oh, and if I had a brain,
Oh, and if I had a brain,
I'd be cold as a stone and rich as the fool
That turned all those good hearts away.
Eu estava em pé a poucos metros de distância dela. Quando ela terminou fui em sua direção e a abracei bem forte. Ela correspondeu com a mesma intensidade, mordendo meu ombro de leve e sorrindo. Me desvencilhei dela e a fiz sentar de novo.
– Antes de continuarmos a celebrar esse natal maravilhoso, eu gostaria de fazer aquilo que treinamos essa semana, certo crianças?
Santana surgiu seguida por alguns garotos bem vestidos e seus violinos, logo algumas crianças mais velhas sentaram ao meu lado, eu tinha pegado outro banquinho e colocado ao lado de Rachel, mas me virando de frente para ela.
– Rach, faz muito tempo que eu não canto, e definitivamente essa também seria minha última opção de música, mas espero que você goste, porque cada palavra descreve o que estou sentindo agora.
Ela permanecia me olhando, incrédula. Olhei para os garotos e acenei com a cabeça para eles começarem.
Peguei o microfone com as mãos tremendo, respirei fundo e comecei:
No more talk of darkness,
Forget these wide-eyed fears.
I'm here, nothing can harm you
My words will warm and calm you.
Let me be your freedom,
Let daylight dry your tears.
I'm here, with you, beside you
To guard you and to guide you
(Não vamos mais falar da escuridão
Esqueça esses medos
Eu estou aqui, nada pode te ferir
Minhas palavras irão te aquecer e te acalmar
Deixe-me ser sua liberdade
Deixa a luz do dia secar suas lágrimas
Eu estou aqui, com você, ao seu lado
Pra te guardar e te guiar)
Segurei suas mãos nas minhas, uma lágrima caia do olho dela.
Say you love me
Every waking moment
Turn my head with talk of summertime
Say you need me with you, now and always
Promise me that all you say is true
That's all I ask of you
(Diga que me ama a cada momento
Mude meu pensamento com conversas sobre o verão
Diga que precisa de mim com você,
Agora e sempre.
Prometa que isso tudo que você diz é verdade
Isso é tudo o que te peço)
As crianças junto com Santana faziam o coro, minha voz nem se comparava a de rach, ela era bem mais aguda e suave.
Let me be your shelter
Let me be your light.
You're safe: no one will find you
Your fears are far behind you
All I want is freedom
A World with no more night
And you always beside me
To hold me and to hide me
(Deixe-me ser seu abrigo,
Deixe-me ser sua luz
Você está segura:
Ninguém te achará, seus medos estão longe...
Tudo o que quero é liberdade
Um mundo sem noites
E você sempre ao meu lado
Para me segurar e me esconder)
Then say you'll share with me
One love, one lifetime
Let me lead you from your solitude
Say you need me with you here, beside you
Anywhere you go,let me go too
That's all I ask of you
Then say you'll share with me
One love, one lifetime
Say the word and I will follow you
Share each day with me, each night, each morning
(Então diga que compartilhará comigo
Um amor, uma vida
Deixe-me conduzir você dessa sua solidão
Diga que precisa de mim com você aqui, do seu lado
Qualquer lugar que você for, deixe-me ir também
isso é tudo o que te peço
Diga que compartilhará comigo
Um amor, uma vida
Diga a palavra e eu seguirei você
Compartilhe comigo cada dia, cada noite, cada manhã)
Say you love me
Anywhere you go let me go too
Love me
That's all I ask of you
(Diga que me ama
Qualquer lugar que você for, deixe-me ir também
Me ame,
Isso é tudo o que te peço.)
Terminei me segurando para não chorar, soltei uma de suas mãos e tirei do bolso uma caixinha. A abri com as mãos tremendo, revelando duas alianças finíssimas que mal poderiam ser notadas de longe e soltei:
– Rach, você quer namorar comigo?
Ela se jogou em meus braços sorrindo e deixando algumas lágrimas caírem. Sussurrou no meu ouvido:
– É claro que eu quero, eu te amo Quinn, te amo demais.
E eu fiquei ali a abraçando e sorrindo bobamente.
Notas finais
E feliz ano nov pra todo mundo, aproveitem e sobrevivam até o ano que vem, nada de sair caindo bêbadas por ai haahaha
bjs bjs
até o próximo capítulo ;D
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