Notas iniciais
Oi Oi gente :). Eu sei que disse que iria responder os reviews, mas a verdade é que sou uma pessoa muito preguiçosa, hahaha.
Não me matem, mas eu aprecio o drama, então que comece o show...
Eu quis colocar um POV'S da Santana, mas não ficou grande. Ainda vai ter outros, explicando melhor as coisas e tal.
Também começaram os flashbacks da Quinn, pode parecer meio confuso ainda, mas tem muita coisa pra rolaaaar, e também vai ter flashbacks da Rachel, enfim.... vocês vão descobrir muita coisa ainda.
Quando eu comecei essa fic eu não tinha muita idéia do que ia acontecer. A história vai se montando na minha cabeça durante os dias. Não tenho nada pronto. Então se eu pirar muito, me avisem.
Aproveitem.
ps: Desculpa se tiver algum erro de português.

Rachel estava encostada no ombro de Quinn, um pouco sonolenta, ambas no banco de trás enquanto Santana dirigia de volta para casa. Quinn fazia carinho nos cabelos de Rachel e ela de vez em quando se remexia, soltando leves gemidos.

– Sabe Rachel, você poderia guardar seus gemidos para quando Quinn estivesse com a cabeça entre suas pernas. Eu não quero imaginar quais são os sons que você faz na cama.

Rachel se aconchegou mais em Quinn e a apertou como uma forma de dizer para ela mandar Santana parar.

– Sant... – Quinn lhe deu um olhar, quase perfurando sua cabeça.

– O que foi Fabray? Estou mentindo? – Ela estacionou fora do prédio, Quinn ergueu a sobrancelha enquanto Santana fazia um sinal para as duas saírem do carro.

– Saiam logo, eu preciso ir a um lugar.

– Achei que você não tivesse amigos. E que eu saiba o carro é meu e você precisa me pedir empre...

– Cala a boca garota. Como se você fosse usar o carro agora. Eu sei muito bem o que você vai fazer. E olha, estou deixando o apartamento livre! Eee! – ela bateu palminhas, fingindo felicidade – Eu vou encontrar minha brit brit ok? Me empresta o carro? – Quinn ia responder mas foi interrompida – Sim? Oh, obrigada Quinn, você é uma ótima amiga. Agora tira essa anã daqui.

Quinn não disse mais nada, só revirou os olhos e saiu do carro com Rachel a abraçando atrás pela cintura e andando agarrada em suas costas. Ela sorriu ao perceber que a baixinha não iria largar ela, e foi entrando no prédio.

No meio do caminho Rachel foi acordando e dando leves beijos em seu pescoço. Quando as duas entraram no apartamento de Quinn, Rachel começou a tirar o casaco da loira, beijando todo seu pescoço descendo até os ombros.

– Rach... – Quinn soltou, ofegante.

Rachel ignorou e se livrou de seu casaco. Ainda por trás da loira foi subindo suas mãos pelo abdômen perfeito da outra por baixo da camiseta fazendo Quinn gemer ao sentir as mãos frias da baixinha.

– Rach... – Quinn percebeu que a garota não ia parar e teve que ter muita força para se virar e tirar os braços da outra delicadamente de sua barriga, segurando suas mãos e sorrindo – Amor, achei que você estava com sono. – ela disse, soltando uma das mãos e passando em seu rosto.

Rachel fez uma cara brava e balançou a cabeça negativamente, pulando no pescoço de Quinn com tanta força que fez a outra dar passos para trás para se equilibrar. Dessa vez ela não disse nada e ambas foram se livrando das roupas uma da outra, até ficarem só de calcinha e sutiã. Quando já estavam no quarto, na cama e com Rachel por cima de Quinn a loira se separou depois de muita relutância da morena que estava ali em cima.

– O que foi Quinn? – ela disse, mordendo o lóbulo da orelha da loira – Me deixa te recompensar tudo que você fez por mim hoje – ela soltou sussurrando e com uma voz rouca. Quinn se arrepiou mas conseguiu se recompor.

– Amor, vem aqui – Quinn saiu de baixo de Rachel, puxando os cobertores e acenando com a cabeça para Rachel entrar em baixo junto com ela.

As duas deitaram uma de frente para outra.

– Você não quer fazer amor comigo Q? – Ela disse com voz de bebê e fazendo biquinho.

Quinn deu um de seus sorrisos maravilhosos — Claro que quero, vou fazer amor com você pra sempre Rach — se aproximou tirando uma mexa do cabelo da morena que caía em seus olhos e logo depois depositou um selinho em seus lábios.

– Mas então porq...

– É que hoje eu queria ficar assim com você... sabe?

– Assim como? – Rachel franziu as sobrancelhas.

Quinn virou o corpo da baixinha de costas e se aconchegou atrás, ficando de conchinha. Depois começou a fazer cafuné com uma das mãos e dando leves beijos em seu pescoço.

– Assim, sentindo sua respiração, seu cheiro, seu corpo junto com o meu.

– Eu gosto de ficar assim – Rachel disse, pegando uma das mãos da garota e colocando em volta de sua cintura. – Eu te amo.

– Eu também te amo. – Quinn mordeu de leve o pescoço de Rachel e sentiu estremecer. Mas pouco tempo depois a morena já dormia e Quinn ficou ali ouvindo sua respiração e seu coração batendo.

Ela sorriu ao constatar: Era uma boba apaixonada.

SANTANA’S POV

Depois de bater na porta errada, finalmente achei o quarto certo. Respirei fundo antes de me aproximar da porta e bater duas vezes. Dei um passo para trás mordendo o lábio. Eu estava tão aflita. Não fazia idéia de qual seria a reação dela ao me ver. Já estava tarde mas eu nem ligava. Brit brit ia ter que me escutar. Eu sabia que ela era doce demais para me mandar embora ou bater a porta na minha cara, mas eu sabia que se ela se sentisse desconfortável pediria para eu me afastar.

Prendi a respiração quando a porta abriu e eu vi aquela figura angelical na minha frente. Tudo se tornava tão bom quando eu estava perto dela. Todo aquele meu lado malvado sumia, eu não era mais a mesma. É, realmente ela me fazia sentir... amor.

Resolvi esperar ela falar antes de ter alguma reação. Ela se aproximou e começou a me cutucar. Franzi as sobrancelhas e disse:

– Brit?

– Oh. Sant? É você? – Brit sussurrava.

– Sim brit, sou eu. Quem mais seria?

– Eu achei que era um robô que os alienígenas mandaram no seu lugar. Alguns dias atrás eles mandaram um robô com o rosto de Quinn! Mas eu soube que não era ela logo de cara. Porque o robô sorria e abraçava. Quinn nunca fez isso na frente dos outros. Então dei o número do meu quarto errado.

Parei por um segundo para processar tudo. Isso explica eu ter batido na porta errada. Segurei a risada e a olhei.

– Sou eu brit... Podemos conversar?

– Oh, sim Sant. Pode falar. – Ela parou na porta me olhando com aqueles grandes olhos azuis.

– Posso entrar? – disse cautelosamente.

– Ah, você quer entrar ou conversar? – sorri e lágrimas surgiram nos meus olhos quando percebi que ela continuava a mesma. – Você está chorando?

– É só que estou muito feliz Brit. – eu disse, já entrando enquanto ela fechava a porta e se sentava na cama. – Então... Você está chateada comigo?

– Sim. Desde que você e Quinn foram levadas pelo disco voador eu fiquei muito chateada.

– Brit...

– Na verdade, eu ainda estou na dúvida se você é a Sant ou um robô.

– Brit...

– E também eu não s...

Oh. Seria uma noite muito longa. Sorri, satisfeita.

FIM SANTANA’S POV

–-x --

– Eu não sei se quero continuar com isso... Rachel é legal...

– Pode ir parando por ai garota! Você precisa do dinheiro, certo?

– Sim... Mas você não acha que ELA é um pouco louca? Quer dizer, nós podemos nos dar mal...

– É, Quinn é uma garota legal também... – ela disse, mas logo depois balançou a cabeça voltando a sua posição agressiva – Olha aqui, para! Se VOCÊ não tivesse estragado tudo e se jogado pra cima da Quinn, o plano estaria seguindo perfeitamente. Porque as instruções que nós recebemos foram: Lucy, você fica de olho na Rachel, se torna amiga dela, enquanto você, Mel, dá um jeito de conquistar a Fabray e deixar ela longe da Rachel. E o que você fez? Na primeira oportunidade vai lá e se pega com a loirinha. Você é uma péssima espiã Lucy! E ainda vem me falar: “Rachel é uma garota legal”? Está afim dela também? Por favor, você é lésbica?? Desde quando??

– Cala a boca Mel! Não aguento mais suas perguntas. Primeiro, sim eu preciso do dinheiro. E você tem noção do quanto é difícil resistir a uma Quinn Fabray?

– Ok, tenho que concordar... Ela é perfeita.

– Sim, então você pode entender o porque de eu ter ficado com ela. Mas eu realmente gosto da Rachel...

– Já que você estragou tudo, vamos fazer assim Lucy – Ela parou por um momento para refazer o “plano”.

–-x--

– Sant? – Quinn disse enquanto lia um livro, sentada no sofá ao lado da amiga que parecia entretida com seu notebook. A televisão estava ligada mas nenhuma das duas prestava realmente atenção no que estava passando.

– O que?

– Você conhece uma tal de Tracy?

– Uh, isso depende muito. Conheço várias, mas a QUAL Tracy você está se referindo?

Quinn revirou os olhos pois sabia muito bem como a amiga “conhecia” outras garotas.

– Eu não sei... Esqueci de perguntar para Rachel seu sobrenome – Quinn franziu a testa – Mas já sei, ela é uma cantora famosa ou algo do tipo, e aparentemente nós duas somos muito desinformadas por não saber dela e blá blá blá, mas se ela é tão famosa assim, procura ai na internet uma tal de Tracy que esteja relacionada com Las Vegas!

– Vai aparecer várias Tracys, fabray – ela disse erguendo as sobrancelhas mas logo pesquisando – Tracy Martiny, Tracy Rosewood, Tracy Pourtmann, Tracy...

– Ok Santana, já entendi! – Ela parou um pouco pra pensar – Já sei! Procure alguma coisa relacionada a Rachel e seu suposto vício em drogas, com certeza tem o nome dessa garota em algum lugar.

– Rachel é viciada em drogas? – Ela se engasgou com o ar.

– Claro que não Santana! Depois eu te explico, só... só procure logo!

– Calma estressadinha, a Rachel não ta transando com você não? Ta precisando relaxar hein.

– Lopez! – Quinn a lançou um olhar amedrontador.

Santana não disse mais nada e pesquisou o que a loira queria, logo achou um notícia intitulada “Rachel Berry, uma das grandes apostas da Broadway é afastada devido á vício de drogas.”

– Achei Fabray, deixa eu ver...” Segundo nossas fontes, Rachel Barbra Berry já pode parar de comemorar todo seu sucesso, pois não irá continuar como atriz principal de Chicago. Após sua empresária Samantha dizer que seria devido a “problemas pessoais” nós... blá blá blá... Foi encontrado uma grande quantidade de drogas escondida em seu apartamento... blá blá blá... Em depoimento, sua substituta e grande amiga afirmou:

– Infelizmente eu não sabia sobre esse vício em drogas de Rach. Eu espero que esse tempo afastada dos palcos a ajude, e que ela melhore logo. Sinto muita dor por ter que assumir o papel que ela tanto sonhou, porém é necessário, para que ela se recupere e volte a ser a nossa diva.

Ela afirmou, entre lágrimas. Seu nome é Tracy Champyton...”

– Achei Quinn, achei!

– Sim, procure alguma foto, quero ver se reconheço – disse Quinn tentando se aproximar do notebook mas sendo impedida por uma Santana insuportável.

Depois de ficar um tempo em silêncio Santana soltou:

– Oh...

– O que foi Santana?

– Na...Nada. Acho que você não vai querer ver isso.

Quinn tentou se aproximar de novo mas foi afastada por Santana, sentou cruzando os braços e bufando.

– Calma Fabray, acho que você vai precisar respirar fundo muitas vezes antes de ver isso... – Santana parecia assustada e confusa ao mesmo tempo.

– Por que você está falando isso? Me diz alguma coisa! Para de me olhar com essa cara e fala!

– É... porque ao menos que exista uma irmã gêmea ou tenham inventado uma forma de criar clones idênticos, essa garota aqui é a Susan.

Quinn ergueu as sobrancelhas o máximo possível.

– A Susan? MINHA Susan?

– Sim fabray, exatamente...

Quinn puxou o computador da amiga e ficou olhando para a foto atônita. Ela não conseguia formular nenhuma palavra, ambas permaneceram quietas, sem entender e nem querer falar sobre aquilo.

– O nome dela... O nome dela não é Tracy. Não pode ser Sant! – Quinn disse, largando o notebook e levantando do sofá. Ela agora andava de um lado para o outro. – Não pode ser a Susan! Ela não pode ter mentido até em relação a seu nome... Eu... Eu... – uma lágrima escorria do seu olho, ela estava chorando de raiva.

Santana levantou e foi abraçar a amiga.

– Calma Q. Pense direito, você realmente acha que ela não seria capaz de fazer uma coisa dessas? Olha o que ela fez com você Q... Mas o que estou em dúvida aqui é, você contou sobre Rachel para ela?

Quinn olhou para a amiga com lágrimas nos olhos.

QUINN’S FLASHBACK

Eu estava andando distraída pelos corredores da faculdade. Era meu primeiro ano e eu não tinha feito questão nenhuma de me enturmar. Depois de sair do McKinley eu meio que me afastei de todo mundo. Sei que acabei pedindo desculpas e voltando a falar com todos, porém eu ainda me sentia culpada e de certa forma uma morena de olhos brilhantes não saia de minha mente. Foi por essa distração que acabei trombando em uma garota que deixou cair uma bolsa, e de lá caíram várias... bebidas? Meus olhos se arregalaram mas logo depois disfarcei encontrando seus olhos, mas me assustei mais ainda quando vi que ela era muito parecida comigo na época da escola. Tinha os cabelos loiros e ondulados compridos, o rosto com traços parecidos, a única diferença é que seus olhos tinham um tom de azul bem diferente, um azul escuro e ela parecia mais velha do que eu. Balancei a cabeça saindo de meus devaneios e a ajudei a levantar, ela me olhou divertida:

– Uau loira, por acaso você é minha irmã gêmea perdida ou algo assim? Se não fosse por esse cabelo todo bagunçado eu diria que somos idênticas. – ela brincou enquanto escondia suas bebidas na bolsa.

– Que eu saiba só tenho uma irmã, e ela é mais velha. – sorri, sem graça – e na verdade meu cabelo costumava ser igual ao seu, mas eu cortei ano passado.

– Uh, essa história me parece muito interessante, que tal continuar no meu quarto? Estou dando uma festa – ela disse enquanto olhava em volta, logo depois pegou uma das garrafas de bebida, tirando só a ponta para que ninguém visse e virou na garganta continuando a andar.

– Festa? Mas isso não é proibido aqui? E bebidas também não são? – fiz uma cara confusa enquanto apressava o passo para poder olhar para ela melhor.

– Oh loirinha, não me diga que é uma daquelas garotas inocentes? Qual foi a última vez que você foi a uma festa? – ela sorriu me desafiando.

– Só estou tentando ficar fora de confusão. – passei as mãos no cabelo, desconfortável. Havia algo naquela garota que me fazia querer saber mais. – Você não tem medo de ser pega, expulsa, ou algo assim?

Ela riu escandalosamente e eu abaixei a cabeça envergonhada.

– Ora ora. Meus sonhos são muito maiores que isso aqui amorzinho. Eu não pretendo nem terminar essa faculdade. Eu vou ser uma cantora, a mais famosa de todas. Faculdade é para pessoas que não tem capacidade de enfrentar o mundo sozinhos. E eu tenho muita. E passo por cima de tudo e de todos se for preciso.

Não disse nada, só fiquei absorvendo aquelas palavras e um silêncio desconfortável se instalou, o qual ela foi a primeira a quebrar:

– Uhn, então você era uma rebelde hãn? – ela virou a garrafa de novo enquanto abria a porta de seu quarto e trancou logo depois que eu entrei.

– Digamos que foi um ano difícil – olhei em volta, não havia ninguém – Espera... Você não disse que tinha uma festa acontecendo por aqui? Cadê as pessoas?

– Eu disse. Está tendo uma festa. Quem disse que precisamos de mais pessoas para isso? Eu estava procurando por elas quando esbarrei em uma loirinha que parecia bem interessante – ela disse, se aproximando.

Prendi a respiração e ela permaneceu parada lá, invadindo meu espaço pessoal. Resolvi falar alguma coisa:

– Então... Uh. Qual é o seu nome?

Ela pensou um pouco e eu achei que devia ser o efeito do álcool.

– Meu nome é Susan. Foi um prazer trombar com você, Quinn.

– Você sabe meu nome? – Ergui uma sobrancelha.

– Sim, nós fazemos economia junto – ela se apressou em dizer.

– Mas eu nunca te vejo por aqui...

– Grandes sonhos Quinn, grandes sonhos – ela sorriu de lado.

– Ah... Sim.

– Mas e então, você não quer beber um pouco? – Ela estendeu a garrafa em minha direção.

Fiquei parada, um pouco hesitante mas a agarrei e virei na minha boca. Afinal, eu precisava relaxar um pouco, havia um bom tempo que não fazia isso.

–-x--

Já havia passado... Uh... Algum tempo? Desde que comecei a beber. Eu estava ao lado de Susan, ela segurava uma lata de cerveja e havia uma garrafa de vodka jogada no chão, já vazia. Nós duas estávamos deitadas e ela ria sem parar enquanto eu observava o teto com minha cabeça girando.

– Você realmente está me dizendo que não se relacionou com ninguém no último ano da escola, que a única pessoa que você transou foi o melhor amigo do seu ex namorado, e que você ficou grávida dele, depois a mãe da garota que você mais maltratava adotou ele, e que essa garota tem dois pais gays porque a mãe a rejeitou. E que você não conseguiu a guarda da sua filha de volta, então ficou toda rebelde, mas não adiantou, e então você pediu desculpas, terminou o ano sem namorado, sem transar e sem sua filha? Isso é confuso loira, muito confuso e frustrante. – ela ria sem parar.

– É, acho que é isso... Rachel era uma garota legal, e eu a maltratei – Oh meu deus, porque estou me focando só nessa parte da história? – e sabe, eu queria ter me aproximado mais, infelizmente nunca mais a vi. Ela está em Nova York, é uma grande cantora e quer fazer parte da Broadway – sorri, orgulhosa – tenho certeza que ela vai conseguir.

Susan enrijeceu ao meu lado – Ela é uma cantora? Já está na Broadway? – ela parecia muito interessada agora.

– Ouvi falar que ela participou com pequenos papéis nas peças off – Broadway, mas acho que é só uma questão de tempo para estar conquistando os maiores papéis, ela é muito talentosa.

– E a quanto tempo você está apaixonada por ela? – ela disse, se virando em minha direção.

– O... O que? Como assim? – engasguei com minha bebida. – Como você... sabe?

– Qual é loira, eu tenho um ótimo gaydar.

– Eu... eu sempre gostei dela, mas nunca consegui admitir, então eu a maltratava, porque era imatura para aceitar meus sentimentos.

– Então você é bi? – ela se aproximou demais.

– Não... Não sei... Eu nunca beijei uma garota.

Ela pareceu incrédula – Sério garota? Você só pode estar brincando comigo! Como sabe que é apaixonada por uma se nunca nem provou isso? Você nunca transou com uma garota?

– Eu... Eu não sei... – sorri, sem desviar o olhar do teto – Não, eu só transei uma vez Susan, já falei.

– Quinn?

–Uhn? – direcionei meu olhar para ela.

A próxima coisa que aconteceu foi extremamente rápida. Em um momento eu estava virando o rosto e no outro ela já estava subindo em cima de mim e me beijando.

FIM QUINN’S FLASHBACK

– Claro que contei Santana. Ela se tornou minha amiga antes de virar minha... sei lá o que nós éramos! – Quinn disse, com a voz elevada.

– Calma Q. Se controla – Santana se aproximou, tentando segurar a garota mas ela a afastou empurrando a amiga com força e dizendo com ódio nos olhos:

– Você não esta entendendo Santana. Eu coloquei Rachel nessa situação. Eu a fiz sofrer, eu fiz ela quase se matar! É tudo culpa minha! Por minha culpa ela foi atrás de Rachel e fez todo esse joguinho. Eu me envolvi no plano dessa garota e meu deus, eu não acredito que fui tão burra. Agora o que eu faço? Vou bater na porta da Rach e falar: “Olha, me desculpa mas a responsável por Susan, Tracy ou seja lá qual for o nome dela, ter aparecido na sua vida foi minha e... – Ela parou depois que ouviu a porta de seu apartamento fazendo um barulho.

Ela se virou e pode ver rapidamente os olhos marejados daquela morena antes dela balançar a cabeça negativamente e ir se afastando lentamente. Quinn correu em sua direção a tempo de segurar o braço de Rachel.

– Era um plano? – Rachel deixava as lágrimas correrem freneticamente sobre seu rosto. – O tempo todo isso fazia parte de um plano entre você e Tracy para acabar comigo mais ainda?

– Não é o que você está pensando amor. Que parte você ouviu? Me escuta Rach! Por favor.

Rachel se desvencilhou dos braços de Quinn e a olhou de uma maneira que quase fez a loira chorar, ela direcionava um olhar de nojo, e ao mesmo tempo parecia tão magoada.

– Eu acho que já ouvi o bastante. E não me chama de amor! Eu não sou nada sua!O seu joguinho acabou. Muito obrigado por fazer da minha vida um inferno maior ainda.

Ela disse isso, arremessando o fino anel que ela tinha ganhado no chão, deixando uma Quinn confusa e batendo a porta de seu apartamento.

Quinn se escorou na parede e começou a chorar, soluçando alto, sem se importar. Ela permaneceu sem se mover quando sentiu dois braços latinos a apertando contra seu corpo.

– Tudo vai ficar bem Q. Não chore.

Não, nada estava bem. E era sua culpa.


Notas finais
E então? Tracy... Susan?????? Lucy e mel??? Confusão não? Só posso dizer uma coisa, essa garota é maluca! hahaha
o que acharam? reviews please? :3
Até o próximo
bj bj