Notas iniciais
Chegou a hora de Peter cruzar novamente com seu passado, pois sua luta já parecia perdida.
Boa leitura!!!

O sol já brilhava no meio do céu quando Henry chegou a mansão, ele nunca correrá tão rápido antes, ele temia o que poderia encontrar ao chegar, ele acreditava que Tim já estivesse morto e Valerie já fosse uma vampira. Embora a transformação de sua amada garantisse que ficariam unidos por toda eternidade, ele não queria que isso acontecesse, pois a humanidade era a coisa que ele mais amava nela, como o calor de seu corpo, a angelicalidade de seu sorriso, mesmo que ela não fosse tão angelical como qualquer outra garota.

Valerie havia sido criada na floresta, ela sempre fora corajosa e diferente das outras garotas, isso era o que mais lhe chamara a atenção, ele não queria que tudo isso se perdesse. Ao longo do caminho ele recordara todos os momentos que passaram juntos, o noivado que não ocorreu, a escolha dela por Peter, finalmente ela havia se tornado dele, ele não permitiria que Damon destruísse tudo isso.

Henry entrou na mansão pela porta da frente, mas logo que deu alguns passos, se sentiu fraco, Tim havia espalhado verbena por toda a casa, para impedir novas invasões ou surpresas desagradáveis. Henry lutou contra o mal estar, e continuou caminhando para escada. Ele sabia que algo estava errado, pois podia sentir o cheiro de dela e ouvir seu coração, que batia cada vez mais fraco, mesmo preocupado ele sentiu uma ponta de esperança, ele podia sentir na própria pele, que a humanidade de Valerie ainda estava lá.

- Tim! – Henry gritou, ele também podia ouvir seu coração batendo.

Tim desceu correndo as escadas e foi ao seu encontro. Henry estava caído de joelhos no primeiro degrau da escada.

- Que bom que está aqui! – Tim disse ao tentar ajudá-lo a se levantar.

- Você colocou verbena aqui? – Henry disse ao se apoiar no ombro de Tim – Boa idéia! Onde está Valerie?

- Ela está no quarto – Ele respondeu – Mas ela não está bem!

- Eu sei! Leva-me até ela, por favor!

Com muito esforço Tim o ajudou a subir até o quarto, no caminho ele explicou tudo o que ocorreu na noite passada, Henry ficou muito grato por ele ter feito tudo aquilo para proteger Valerie, e lhe avisou que assim que a noite caísse Suzanne voltaria o mais rápido possível.

Quando entrou no quarto Henry mal conseguia olhar para Valerie, ela estava muito fraca e próxima da morte. Tim se apressou em retirar todas as folhas de verbena que havia colocado no quarto, assim que recolheu todas, Henry recuperou sua força. Tim os deixou sozinhos e Henry se sentou ao lado dela na cama.

- Desculpa-me por tê-la deixado aqui – Ele lamentou – Deveria ter previsto isso.

Ela mal conseguia falar, mas podia ouvi-lo nitidamente. Valerie lançou um olhar de ternura e confiança a ele, que o fez se sentir ainda mais culpado pelo ocorrido.

- Vencemos a batalha em Daggerhorn! – Ele sabia que essa noticia a animaria de alguma forma, mas ele evitou falar em Peter.

Henry se deitou ao lado de Valerie, sussurrou em seu ouvido que tudo ficaria bem, de uma forma ou de outra. Ele sabia que seu sangue a salvaria, mas se recusava em terminar o serviço de Damon, ele queria ter certeza que ela não teria mais nenhuma chance, pois já haviam ocorrido casos de recuperação de humanos no mesmo estado que ela, as chances eram mínimas, quase inexistente, mas ele tinha que esperar até o ultimo momento.

Enquanto Henry cuidava de Valerie, Tim trabalhava, ele se aproveitou da fraqueza de seus inimigos e injetou diretamente em suas veias, o leite retirado de verbenas, dessa forma ele poderia retirar as verbenas da casa, para que quando Suzanne chegasse, não ficasse na mesma situação de Henry. Tim era cuidadoso, mesmo cm seus inimigos sob seu controle, ele ainda levava com sigo verbena escondidas em suas roupas, pois nunca sabia quando seria surpreendido.

As horas se passaram e o entardecer estava próximo, foi quando Peter chegou a mansão. Henry não havia revelado o local exato do paradeiro de Valerie, mas Peter conhecia muito bem aquela região, e com o auxilio de moradores, não foi difícil localizar aquela enorme mansão.

“Valerie! Valerie! Valerie!”

Peter entrou aos berros na mansão, logo que entrou foi recebido por Tim, que tentou impedir sua entrada.

- Onde está ela? – Peter ordenou que lhe dissesse.

- Henry está com ela – Tim o afrontou – Sua presença é dispensável aqui!

- Saia do meu caminho! – Peter ordenou mais uma vez – Ou não terei tanta piedade quanto Damon!

Tim se manteve firme em seu lugar, e isso deixou Peter ainda mais zangado, ele avançou e empurrou Tim, o tirando de sua frente. Rapidamente ele subiu as escadas chamando por Valerie, os gritos alertaram Henry que se levantou e foi ao seu encontro.

Peter ainda estava no alto da escada quando Henry se colocou a frente dele, os dois se encararam friamente, aquele olhar reviveu antigas rixas, quando Henry era apenas o menino rico da vila, Peter o garoto pobre e Valerie, a garota que os tornavam inimigos.

- Onde ela está? – Peter perguntou sério.

- Ela está bem! – Ele respondeu rapidamente.

- Não foi isso que perguntei! – Peter o afrontou.

- Você não tem permissão para estar aqui! – Henry replicou ainda mais irritado.

- Não tenho por que não preciso dela! – Peter revidou mais uma vez, e deu um passo a frente.

Henry o parou colocando sua mão no peito de Peter, isso o deixou furioso, pois como humano ele nada podia fazer para enfrentá-lo.

-A única forma de me impedir de vê-la é me matando! – Peter disse encarando Henry face a face – Então... Como vai ser?

Henry sabia que perderia Valerie para sempre se ele fizesse algum mal a Peter, ele acreditava que por mais tentador isso lhe parecia, perdê-la não valeria o sacrifício. Henry o deixou passar e com uma das mãos apontou o final do corredor, onde se localizava o quarto que Valerie repousava.

Peter parou na porta quando avistou Valerie, foi impossível deixar de lembrar qu a culpa de tudo aquilo era dele. Ele se aproximou da cama e olhou nos olhos dela, ela não tinha forças para falar, e cada vez estava mais debilitada.

- Voce pode me ouvir? – Peter perguntou pausadamente.

Valerie piscou fortemente.

- Sinto muito! – Ele lamentou.

Ele se sentou na cama e ficou a olhá-la e a lamentar por todos os seus erros.

- Sinto muito por isso. Eu errei, fiz algo horrível que não deixa minha consciência em paz, e agora vou pagar duas vezes pelo mesmo erro. Eu sinto muito por ter sido tão ignorante, sinto por tê-la escondido a verdade, pois não queria que me julgasse mal. Sei que não tenho sido bom o suficiente para você e foi culpa minha você ter escolhido Henry. Eu tenho ciência de toda minha culpa, mas se perder você siginfica pagar pelo que fiz, não estou disposto a pagar o preço pelos meus erros.

Peter segurou a mão de Valerie, com a maior delicadeza que suas mãos de lenhador poderiam ter. Pela primeira vez, após o dia que Peter foi condenado por seu pai, ela sentiu que suas palavras eram sinceras, e que carregavam muita culpa. Valerie juntou todas as suas forças, ela sabia que sue fim estava próximo e que talvez aquela era ultima vez que veria Peter, então ela falou.

- Se eu vou morrer por isso, quero saber o porquê estou morrendo – Sua voz era roca e fraca, sua boca estava azulada, assim como suas mãos e pés, Peter teve que se aproximar ainda mais para que pudesse ouvi-la.

Um breve silêncio tomou conta do quarto, Peter sabia que era hora de revelar a verdade.

- Ketherine armou uma emboscada para mim, pois Stephen, o vampiro por quem ela era apaixonada, tentou me matar e eu revidei, e o matei. Helena era humana, uma garota boa, mas ingênua, Ketherine a usou para me pegar, Damon sabia da emboscada, mas ele não estava lá, ele me queria morto, pois Helena era a paixão dele e ela estava se interessando por mim – Peter começou a se explicar.

As lembranças da emboscada que Ketherine armou para ele, estavam ainda mais vivas em sua mente agora, era a primeira vez que ele tocara no assunto, ele realmente carregava a culpa de Helena ter morrido por suas mãos, e isso o fazia sofrer.

- Era lua cheia, eu era novo e inexperiente com meus instintos. Eu a ataquei, mas ela usou Helena como escudo, eu estava cego de raiva e feri Helena, depois feri Ketherine, mas ela conseguiu fugir. Quando voltei a ser humano ao sol nascer, vi o que tinha feito – Enquanto Peter contava a verdade, as lagrimas escorriam pelo seu rosto.

Aquela fora a primeira vez que Valerie o via tão vulnerável, ela não conhecia este lado dele, pois sempre via Peter como o lenhador forte e corajoso, naquele momento, quando uma das lagrimas de Peter rolou e caiu sob sua pele, ela se lembrou de todos os motivos que a fizeram se apaixonar por ele.

- Helena agonizou muito e levou um tempo para que tudo acabasse, mas antes de morrer ela disse que me perdoara pelo que fiz e também revelou um segredo, disse que estava grávida de Damon e então ela morreu nos meus braços – Quanto mais falava, mais a dor tomava conta do coração de Peter — Damon chegou ao mesmo instante e ouviu o que ela dissera a mim, ele a tirou dos meus braços e sofreu com ela até o fim. Naquele dia ele dissera que tiraria de mim, o que mais amava, por isso não voltei a Daggerhorn, não queria que ele descobrisse o que mais eu amava na vida, você!

Notas finais
Gostaram????
A fic está cada vez mais perto do fim, espero que estejam gostando.
Reviews???
Bjos