A Garota da Cama de Cima
6 Capítulo 6
Notas iniciais
- Por que não me contou?
- Eu tinha medo de te machucar.
- E agora como estou?
- Como o meu medo.
18 – Ao sonhar.
O corpo do garoto suspendeu para o lado, ele cairia. Com uma velocidade descomunal, Kill chegou ate o irmão impedindo que ele se machucasse.
- Não deveria desmaiar sem avisar as pessoas, agora eu tenho que me preocupar com você e comigo.
Com facilidade pegou o irmão no colo e carregou-o até o quarto, depositando-o na cama com delicadeza.
- Espero que tenha bons sonhos.
Observava o dia passando, aquele lugar era tão diferente, era calmo e as pessoas não a perseguiam, nem a julgavam, o sorriso sumiu da face feminina e uma grossa chuva começou a cair, aquele dia nublado era belo, pelo menos para os olhos de Kill, era muito belo.
A cor mais clara dos fios começaram a dominar o cabelo ficando numa mistura de ruivo, os olhos castanhos clareou até dourado, a pupila achatou-se até virar um traço de cor vermelha.
- Kill? – A voz feminina de Lail chamou a atenção da garota.
- Boa tarde, né? – o sorriso estava de volta ao rosto.
- Tudo bem? – Lail parecia preocupada.
- Mah desmaiou, mas parece estar bem — ela respondeu sorrindo – não esta com febre então pode ser cansaço, acho que ele não dormiu muito bem, parece que teve um pesadelo.
- E você nem me ligou? – Lail demonstrava raiva em sua fala.
- Você me disse para ligar em questões de emergência, mas ele só desmaiou então acho que não é nada de mais.
- Meu filho desmaia e você fala sorrindo? – Lail estava irritada – Você não é mãe, não entende a gravidade que eu sinto!
- Me desculpa – O sorriso era triste, mas ainda estava no rosto – eu só achei que se ele estava bem e não precisava me preocupar tanto.
Naquela mesma tarde, um medico analisou o garoto, dando como cansaço excessivo. Lail pediu desculpas para Kill, não deveria ficar tão irritada, mas a preocupação de mãe era algo que falava mais alto.
É fato, mas nenhuma mãe pensa que coisas boas podem acontecer e nenhum adulto acredita no ser humano que esta a sua volta. A confiança é uma palavra vaga para os humanos.
Kill observava Mark com cuidado, Lail estava na sala assistindo televisão.
O corpo de Mark transpirava como se ele estivesse perto do fogo, Kill colocou a mão para ver se ele estava com febre, mas retirou assim que sentiu ela se queimar, começou a temer o que se passava no sonho dele, e logo o medo aumentou quando a cama começou a umedecer.
- Espero que você não tenha contado nada.
Kill fechou a mão direita, esticou o dedo indicador e o do meio e tocou a testa de Mark. Uma brisa invadiu o quarto. Retirou o dedo e viu Mark abrir os olhos. Correu para avisar que Mark tinha acordado.
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